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quarta-feira, 28 de setembro de 2016 Filmes, Notícias | 13:42

“A Chegada”, de Denis Villeneuve, será o filme de abertura do Festival do Rio

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Louise Banks (Amy Adams) and Ian Donnelly (Jeremy Renner) in ARRIVAL

Louise Banks (Amy Adams) and Ian Donnelly (Jeremy Renner) in ARRIVAL

O filme “A Chegada”, do consagrado diretor canadense Denis Villeneuve (“Os Suspeito”,  “Sicario”), é o filme escolhido para abrir a  18ª edição do Festival do Rio, no próximo dia 6 de outubro, às 20h30, na Cidade das Artes.

Cotadíssimo para a próxima temporada de premiações, o filme integrou a mostra competitiva do Festival de Veneza e também foi exibido em Toronto.

Quando misteriosas naves espaciais aterrissam em todo o mundo, uma equipe de elite – liderada pela linguista Louise Banks (Amy Adams) – é reunida para investigar. Enquanto a humanidade hesita à beira de uma guerra mundial, Banks e sua equipe correm contra o tempo em busca de respostas – e para encontrá-las, ela terá de se arriscar pondo em perigo a própria vida e, muito possivelmente, a do resto da humanidade.

O filme tem estreia marcada no brasil para 9 de fevereiro de 2017. Já o Festival do Rio agita a cidade até o dia 16 de outubro. Assista ao trailer legendado logo abaixo.

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terça-feira, 27 de setembro de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:59

Distribuidora americana fará campanha por “Aquarius” e Sonia Braga no Oscar

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Empresa que vai lançar a produção nos Estados Unidos vê boas chances da produção emplacar em categorias nobres do Oscar e aposta em Sonia Braga como embaixadora de “Aquarius” no país

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Apesar de ter sido preterido por “Pequeno Segredo” na disputa para ficar com a vaga de representante do Brasil na briga por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro, as chances de “Aquarius” ainda não acabaram. Pelo menos, essa é a ideia da Vitagraph Films, empresa encarregada de distribuir o filme nos EUA e que já anunciou que irá se engajar na promoção da obra com vistas ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A estratégia da distribuidora será focar em Sonia Braga, que já tem alguma notoriedade nos EUA.

Crítica: Intenso e sensorial, “Aquarius” é muito mais do que metáfora política 

A expectativa é de que “Aquarius”, que saiu muito elogiado de Cannes, consiga algumas indicações em categorias nobres como roteiro e direção. É uma meta ousada. Historicamente, a Vitagraph Films não costuma emplacar produções no Oscar e, no caso particular de Sonia Braga, a disputa pela vaga entre as atrizes promete ser acirradíssima. A francesa Isabelle Huppert, queridinha dos críticos americanos, é ampla favorita à informal vaga de candidata cult pelo francês “Elle”, assinado pelo holandês Paul Verhoeven (“Robocop”) e candidato oficial da França a uma vaga no Oscar.

“Aquarius” será lançado em 14 de outubro nos cinemas americanos e a Vitagraph estabelece como estratégia um trabalho intenso junto à Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, que outorga os prêmios Globo de Ouro, como uma alternativa de bombar as chances do filme no Oscar. A conferir.

Polêmica

Um das produções brasileiras mais elogiadas dos últimos tempos, “Aquarius” saiu elogiado do Festival de Cannes, e rapidamente se tornou o favorito para representar o Brasil no Oscar. Mas foi preterido em nome de “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, depois de um processo polêmico, envolvendo um dos integrantes da comissão de seleção, o comentarista de cinema Marcos Petrucelli, que havia feito críticas nas redes sociais ao protesto da equipe do filme contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff em Cannes.

Ato contínuo, diretores de outros concorrentes à vaga, como Gabriel Mascaro, de “Boi Neon”, e Anna Muylaert, de “Mãe Só Há uma”, retiraram suas candidaturas em solidariedade a “Aquarius”, e em protesto contra a parcialidade e contra como o que identificaram como tentativa de sabotar o filme.

O diretor Kleber Mendonça Filho foi categórico ao afirmar que a eliminação do filme decorreu de retaliação política. David Schurmann, por seu turno, criticou o que chamou de “Fla-Flu” na área cultural do País, mas evitou atritos com o diretor de “Aquarius”. Disse em entrevista à Glamurama publicada no último fim de semana: “nosso filme tem mais cara de Oscar”. A conferir!

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segunda-feira, 26 de setembro de 2016 Curiosidades, Filmes, Notícias | 19:26

50 filmes independentes ganham 50% de desconto no NOW em outubro

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Um cardápio bem variado de filmes independentes vai estar disponível para os assinantes da Net com acesso ao NOW durante o mês de outubro. Serão 50 filmes com preços entre R$ 2,45 e R$ 4,95. Tem produções vencedoras do Oscar e filmes que integraram a programação de festivais como Berlim e Cannes. Muitos nem sequer foram exibidos nos cinemas brasileiros.

Entre os destaques podemos citar o drama iraniano “Táxi Teerã” (2015), de Jafar Panahi, vencedor do Urso de Ouro de Berlim, em 2015. No filme, o diretor cruza as movimentadas ruas da capital conversando com passageiros. Humor e drama se misturam nas discussões sobre a política, os costumes locais e a liberdade de expressão. Outro longa imperdível é “Pasoline” (2014), de Abel Ferrara, com Willem Dafoe, Riccardo Scamarcio e Maria de Medeiros. A produção retrata os últimos dias de vida do polêmico diretor italiano Pier Paolo Pasolini, vivido por Dafoe. Indicado na categoria Melhor Atriz no Oscar 2016, o filme “45 anos” (2015), de Andrew Haigh, conta a história de um casal que planeja a festa de comemoração de seus 45 anos de casamento quando recebe uma notícia que poderá mudar o curso de suas vidas para sempre.

Cena de "Táxi Teerã"

Cena de “Táxi Teerã”

Outra produção muito recomendável que concorreu ao Oscar é o colombiano “O Abraço da Serpente” (2015), de Ciro Guerra, que mostra o último sobrevivente de uma tribo na Amazônia colombiana que trabalha com dois exploradores ao longo de 40 anos em busca de uma rara planta medicinal. Também concorrente a melhor filme estrangeiro, o francês “Cinco Graças” (2016), de Deniz Gamze, relata a história de cinco irmãs que lutam pela sua liberdade e tentam resistir ao seu destino. Com três indicações ao Oscar, entre elas de Melhor Atriz e Melhor Filme, “Brooklin” (2015), de John Crowley fala sobre uma jovem irlandesa que tem seu coração dividido entre o país de origem e os EUA, para onde se mudou em busca dos seus sonhos.

Confira a lista de filmes que são atração em outubro no NOW:

“O Preço da Fama” (2014), de Xavier Beauvois

“Táxi Teerã” (2015), de Jafar Panahi

“Picasso e o Roubo da Monalisa” (2012), de Fernando Colomo

“Pasolini” (2014), de Abel Ferrara

“45 anos” (2015), de Andrew Haigh

“Retorno a Ítaca” (2014), de Laurent Cantet

“Club Sandwich” (2013), de Fernando Eimbcke

“O Capital Humano” (2013), de Paolo Virzi

“Garota Sombria Caminha Pela Noite” (2014), de Ana Lily Amirpour

“Três Lembranças da Minha Juventude” (2015), de Arnaud Desplechin

“As Memórias de Marnie” (2014), de Hiromasa Yonebayashi

“Pecados Antigos, Longas Sombras” (2014), de Alberto Rodriguez

“Numa escola de Havana” (2014), de Ernesto Daranas

“Party Girl” (2014), de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis

“Amor, drogas e Nova York” (2014), de Ben Safdie e Joshua Safdie

“Dois Amigos” (2015), de Louis Garrel

“Labirinto de Mentiras” (2014), de Giulio Ricciarelli

“Victoria” (2015), de Sebastian Schipper
“O Cheiro da Gente” (2014), de Larry Clark
“White God” (2014), de Kornél Mundruczó
“Suite Francesa” (2014), de Saul Dibb
“Verão da Lata” (2014), de Tocha Alves e Haná Vaisman
“Uma Nova Amiga” (2014), de François Ozon
“O abraço da serpente” (2015), de Ciro Guerra
“Sabor da Vida” (2015), de Naomi Kawase
“Cinco Graças” (2016), de Deniz Gamze
“Astrágalo” (2015), de Brigitte Sy
“A Marcha” (2013), de  Nabil Ben Yadir

Premiado na mostra Um Certo Olhar em Cannes, o filme "Ovelha Negra" é um dos destaques do cardápio de filmes indies do Now

Premiado na mostra Um Certo Olhar em Cannes, o filme “Ovelha Negra” é um dos destaques do cardápio de filmes indies do Now

“A ovelha negra” (2015), de Grímur Hákonarson

“Mia Madre” (2015), de Nanni Moretti

“Fique Comigo” (2015), de Samuel Benchetrit

“Tudo Vai Ficar Bem” (2015), de Wim Wenders

“Conspiração e Poder” (2015), de James Vanderbilt

“Brooklin” (2015), de John Crowley

“A Linguagem do Coração” (2014), de Jean-Pierre Améris
“História da Minha Morte” (2013), de Albert Serra

“Tangerine” (2015), de Sean Baker

“Desajustados” (2015), de Dagur Kári

“Paulina” (2015), de Santiago Mitre

“Fogo no Mar” (2016), de Gianfranco Rosi

“Body” (2015), de Gianfranco Rosi e Malgorzata Szumowska

“Para o Outro Lado” (2015), de Kiyoshi Kurosawa

“O Novíssimo Testamento” (2015), de Jaco Van Dormael

“Eu Sou Ingrid Bergman” (2015), de Stig Bjorkman

“O Que Eu Fiz Para Merecer Isso?” (2014), de Patrice Leconte

“É o Amor” (2015), de Paul Vecchialii

“A Assassina” (2015), de Hsiao-Hsien Hou

“O Senso de Humor” (2015), de Maryline Canto

“Um Dia Perfeito” (2015), de Fernando León de Aranoa

“Um Brinde à Vida” (2014), de Jean-Jacques Zilbermann

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sexta-feira, 23 de setembro de 2016 Curiosidades, Diretores, Notícias | 12:00

Fase mais obscura de David Cronenberg ganha retrospectiva em São Paulo

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Cena do filme "Videodrome: A síndrome do vídeo" (Foto: divulgação)

Cena do filme “Videodrome: A síndrome do vídeo”
(Foto: divulgação)

As deformações que surgem em nós mesmos, resultado de mutações silenciosas e radicais provocadas pela ciência moderna e que transformam nosso corpo e mente. Esse é o tipo de horror – bizarro e obscuro – dos filmes do diretor canadense David Cronenberg selecionados para o ciclo Cronenberg Século XX que a Sala Drive-In do Caixa Belas Artes em São Paulo exibe, a partir desta sexta-feira (23) até o dia 5 de outubro.

Em duas semanas de mostra, serão exibidas dez produções de 1975 a 1991, a fase mais obscura de Cronenberg, que carrega a fama de “cineasta do bizarro”: “A Mosca”, “Videodrome – A síndrome do vídeo”, “Scanners – Sua mente pode destruir”, “Enraivecida na fúria do sexo”, “Gêmeos – Mórbida Semelhança”, “Os filhos do medo”, “A hora da zona morta”, “Calafrios”, “Escuderia do poder” e “Mistérios e Paixões”.

Para quem teve um primeiro contato com o cineasta canadense por meio de sua mais recente e verborrágica fase, em que se destacam filmes como “Cosmópolis” e “Um método Perigoso”, trata-se de uma excelente oportunidade para descobrir a visceralidade e o poder metafórico de um dos cineastas mais criativos do cinema em todos os tempos.

“Selecionamos os filmes mais antigos de David Cronenberg para que o espectador possa conhecer melhor a obra deste cineasta. Em seus primeiros trabalhos, Cronenberg usa de personagens e situações bastante excêntricas para questionar as hipocrisias da sociedade burguesa”, contextualiza André Sturm, diretor de programação do Caixa Belas Artes.

A programação completa pode ser conferida no site do Caixa Belas Artes.

Jeremy Irons em dose dupla no filme "Gêmeos – Mórbida semelhança", destaque deste sábado no Caixa Belas Artes (Foto: divulgação)

Jeremy Irons em dose dupla no filme “Gêmeos – Mórbida semelhança”, destaque deste sábado no Caixa Belas Artes
(Foto: divulgação)

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sábado, 17 de setembro de 2016 Notícias | 19:06

Chega ao Brasil plataforma que dá ao público poder de escolher o que quer ver no cinema

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Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

O Kinorama chega ao Brasil com a ambição de mudar a relação entre distribuidores, exibidores, realizadores e expectadores de cinema. A plataforma pretende colocar nas mãos do público a prerrogativa de escolher que filme ver no cinema. Até o fim de setembro serão realizadas as primeiras sessões da única ferramenta de cinema sob demanda do Brasil. O Kinorama, oferece a possibilidade de sessões pré-agendadas e uso do crowdfunding para viabilizar os eventos. A ideia é mobilizar o público pela internet para o financiamento das sessões.

As metas principais são o incentivo a novas janelas de distribuição e a ampliação das chances de um filme alcançar o público. É comum queixas de expectadores que não têm acesso a determinados filmes que não são distribuídos fora do eixo Rio-São Paulo. No médio prazo, a plataforma pode mudar esse panorama.  No catálogo do Kinorama já há diversas produções nacionais que encontraram na distribuição o grande entrave para chegar aos espectadores. Mas a intenção é ampliar as opções e levar ao público também filmes de outros países.

A iniciativa defende o cinema como experiência coletiva e compartilhada e insere no circuito de distribuição a possibilidade do “on demand”. Com isso, filmes independentes têm mais chances de driblar os gargalos da distribuição e entrar nas salas de cinema de forma efetiva. A plataforma contribui ainda para a formação de público e a democratização do acesso à sétima arte.

Apesar de terem idealizado a iniciativa do zero, os realizadores do Kinorama descobriram, durante o processo de pesquisa para a plataforma, que há projetos semelhantes acontecendo em diversos países. Em inglês usa-se o termo Crowdticketing (que pode ser traduzido como “financiamento coletivo de ingressos). A dinâmica é a base de eventos como o Gathr e o Tugg nos Estados Unidos, o Screenly e o Youfeelm na Espanha e o Movieday na Itália.

O chamado para a primeira sessão do Kinorama já está no ar. O documentário “Epidemia de Cores” está previsto para ser exibido no dia 22 de setembro, a partir das 19h no Espaço Itaú localizado na rua Augusta, em São Paulo. Com direção de Mario Seretta, o filme narra a rotina de arte-educadores e internos do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre nas chamadas Oficinas de Criatividade. Para que a sessão aconteça é preciso alcançar 60% de venda dos ingressos.

 

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Filmes, Notícias | 17:08

Elenco de “O Bebê de Bridget Jones” especula sobre quem é, afinal, Bridget Jones

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Foto: reprodução

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Em vídeo inédito, os atores Renée Zellweger, Colin Firth e Patrick Dempsey – o triângulo amoroso de “O Bebê de Bridget Jones” – revelam como enxergam a protagonista e quem ela é para eles.

“Ela não é uma fracassada. Ela ainda é engraçada, mas também não é só uma pateta, é espirituosa”, conta Firth, que retorna ao papel de Mr. Darcy, o grande amor de Bridget Jones. Para Renée, a personalidade de Bridget a torna uma inspiração para seu dia a dia: “Seu otimismo e determinação para ser bem-sucedida, apesar dos contratempos, são inspiradores”, explica.

Renée Zellwegger volta ao cinema após seis anos e condena sexismo em Hollywood 

Dirigida por Sharon Maguire, que também assina a direção do primeiro filme da franquia, a comédia apresenta uma nova fase na vida da conturbada jornalista. Cercada de amigos e pronta para ser feliz para sempre, ela segue confiante já que sua vida está dando sinais de melhora: agora ela é produtora do noticiário em que trabalhava e se orgulha por ter uma boa relação com seu ex-namorado, o advogado Mark Darcy. Quando tudo parece estar às mil maravilhas, ela descobre que, aos 40 anos, está esperando seu primeiro filho.

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Filmes, Notícias | 16:30

Netflix lança segunda edição de prêmio que promove cinema independente nacional

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Cena do filme "Califórnia", que concorre ao prêmio Netflix Foto: divulgação

Cena do filme “Califórnia”, que concorre ao prêmio Netflix
Foto: divulgação

A Netflix lançou nesta semana a segunda edição do Prêmio Netflix, que tem como objetivo dar visibilidade à produção independente do cinema brasileiro. São dez filmes finalistas pré-selecionados, e dois desses filmes poderão ser assistidos por mais de 83 milhões de pessoas em mais de 190 países onde a Netflix está presente. Um será escolhido por voto popular e outro por um painel de jurados formado por grandes nomes do cenário cultural brasileiro composto pelos atores Alice Braga e Fabrício Boliveira, os diretores Cesar Charlone e Fernando Andrade, a cineasta Adriana Dutra e os influenciadores Hugo Gloss e Lully de Verdade.

Os filmes que disputam o seu voto, que pode ser registrado aqui, são “Ventos de Agosto”, “Califórnia”, “Obra”, “Levante”, “O Último Cine Drive-In”, “A História da Eternidade”, “Porque Temos Esperança”, “My Name is Now, Elza Soares”, “Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois” e “À Queima-Roupa”.

Os vencedores do Prêmio Netflix 2016, que serão anunciados no dia 5 de outubro,  ganharão um licenciamento global no serviço. Em 2013, o filme vencedor do Prêmio Netflix foi “Apenas o Fim”, de Matheus Souza.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016 Críticas, Filmes | 15:48

Mais relaxado, Woody Allen fala de amor e contradições da alta sociedade em “Café Society”

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Woody Allen está de volta aos cinemas com um filme menos dramático, mas não menos reflexivo das contradições humanas. “Café Society” marca primeira colaboração do diretor com a atriz Kristen Stewart

Kristen Stewart e Jesse Eisenberg em cena de "Café Society" (Foto: divulgação)

Kristen Stewart e Jesse Eisenberg em cena de “Café Society”
(Foto: divulgação)

Quem conhece minimamente o cinema de Woody Allen, sabe que o cineasta gosta de refletir sobre as contradições humanas. O calidoscópio do americano, que com “Café Society” lança seu segundo filme seguido rodado e ambientado nos EUA, costuma ser bastante plural. Aqui, porém, o octogenário diretor americano se permite um qzinho de Manoel Carlos – autor de novelas da Globo que costuma construir suas tramas no microcosmo do Leblon, bairro de classe alta do Rio de Janeiro.

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“Café Society” é um estudo algo espirituoso dos dilemas, ora esvaziados e ora apenas luxuriosos, dos grã-finos e abastados de Los Angeles e Nova York nos anos 30, auge da famigerada era de ouro do cinema americano. Tudo é urdido pelo cineasta com muita parcimônia e presença de espírito. Há, inclusive, uma rocambolesca história de amor a envolver e dimensionar os dramas da alta sociedade.

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A atriz Blake Lively em cena de "Café Society" (Foto: divulgação)

A atriz Blake Lively em cena de “Café Society”
(Foto: divulgação)

Bobby (Jesse Eisenberg) é um jovem aspirante a escritor, que resolve se mudar de Nova York para Los Angeles. Lá ele deseja ingressar na indústria cinematográfica com a ajuda de seu tio Phil (Steve Carell), um agente que conhece a elite da sétima arte. Relutante a princípio, ele acaba arranjando algo para o sobrinho e escala sua secretária Vonnie (Kristen Stewart) para apresentar a cidade e fazer companhia ao rapaz. Ele acaba se apaixonando por ela, mas ela anuncia já ser comprometida.

A partir dessa premissa, Allen estipula um contraponto interessante entre a fantasia lúdica de Los Angeles e a aspereza charmosa de Nova York – pautada especialmente pelo arco do irmão gangster de Bobby vivido pelo ótimo Corey Stoll, que já havia sido o Ernest Hemingway de “Meia-noite em Paris” -, e alinha um interessante comentário sobre nossos impulsos egoístas e as contradições que vêm a reboque. Esse segundo aspecto pode ser observado tanto na escolha da personagem de Kristen Stewart e como ela se transforma naquilo que costumava criticar, como na decisão da irmã de Bobby de pedir a seu irmão gangster para ter uma conversa com o vizinho incômodo.

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Tratam-se de pequenas elaborações, bem afeitas ao padrão woody-alleniano, que enriquecem um filme charmoso e repleto de pequenos grandes momentos. Kristen Stewart é filmada como uma reencarnação de Greta Garbo. É impressionante o vigor com que Allen retrata suas personagens femininas recentes. E Kristen Stewart, mais bela do que nunca, só não é absoluta porque lá pelas tantas surge Blake Lively, como outra Veronica a cruzar a vida de Bobby.

Sem o juízo moral delegado em “O Homem Irracional”, Woody Allen relaxa, fala de amor e, pela primeira vez filmando em digital, faz de “Café Society” um agradável exercício voyeurístico para todos aqueles que fantasiam com o passado e com a rotina de escândalos da alta sociedade.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2016 Atores, Filmes | 05:30

Gérard Depardieu vem ao Brasil para divulgar o drama “O Vale do Amor”

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O polêmico e talentoso ator Gérard Depardieu virá ao Brasil para o lançamento nacional do filme “O Vale do Amor”. Será a primeira vez do francês no Brasil em 30 anos. Ele desembarca em 18 de setembro

Gérard Depardieu e Isabelle Huppert em cena de "O Vale do Amor" (Foto: divulgação)

Gérard Depardieu e Isabelle Huppert em cena de “O Vale do Amor”
(Foto: divulgação)

Por muito tempo Gérard Depardieu foi o rosto mais famoso do cinema francês. Surgiram Marion Cotillard, Vincent Cassel, entre outros, mas o astro francês continua exercendo um charme especial que os cariocas poderão conferir de muito perto no dia 18 de setembro. Isso porque Depardieu desembarca na cidade para prestigiar a premiere nacional de “O Vale do Amor”, filme que integrou a Semana da Crítica do Festival de Cannes 2015, e tem estreia agendada para 29 de setembro no País.

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“O Vale do Amor” relata a historia de Isabelle, interpretada pela atriz Isabelle Huppert, e Gerard, interpretado por Gérard Depardieu, que perderam seu filho seis meses antes de os conhecermos.  Antes de morrer, ele deixa uma carta aos pais pedindo que vão ao seu encontro no “Vale da Morte”, na Califórnia. Os dois já estão separados e não se falam há mais de 35 anos, e, apesar do absurdo da situação, eles decidem cumprir o último desejo do filho.

Cinema: Diretor de “Aquarius” diz que decisão política tirou o filme do Oscar

Os atores lançando o filme em Cannes em 2015 (Foto: divulgação/Cannes)

Os atores lançando o filme em Cannes em 2015
(Foto: divulgação/Cannes)

De origem francesa e naturalizado russo, com mais de 140 filmes em seu currículo, o consagrado francês é um dos fortes nomes do cinema mundial, estreou no cinema ainda adolescente, com o curta-metragem “Le Beatnik et le Minet” (1965). Depois de atuar em pequenos papéis, popularizou-se com os filmes:  “Os Corações Loucos” (1974), “Cyrano” (1990) e “O Último Metrô” (1980) onde foi dirigido por ninguém menos que François Truffaut e contracenou com a atriz Catherine Deneuve. Por este filme ganhou seu primeiro César (o Oscar francês) de melhor ator. Além de hoje ser dono de um dos maiores títulos franceses, que é o de “Chevalier du Legion d´Honneur” (Cavaleiro da Legião da Honra), o astro é bastante reconhecido nos EUA, onde estrelou filmes como “Bem-vindo a Nova York” (2014), “Missão Babilônia” (2008) e “O Homem da Máscara de Ferro” (1998).

Nos anos 80 e 90, Depardieu se estabeleceu como um dos maiores atores de todo o mundo. Participando de filmes importantes com direção dos maiores e mais importantes diretores da época: Bernardo Bertolucci, André Téchiné, Bertrand Blier e François Truffaut.

Também é presença constante em grandes produções, como nos filme da franquia francesa “Asterix e Obelix”. Mais recentemente, o público pôde acompanhar Gérard Depardieu  na série da Netflix “Marseille”, uma versão francesa da badalada “House of Cards”.

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terça-feira, 13 de setembro de 2016 Bastidores, Filmes | 19:07

Cininha de Paula estreia como diretora de cinema no filme “Duas de Mim”

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A experiente diretora de TV Cininha de Paula, cujos principais créditos correspondem a “Pé na Cova” e “Aquele Beijo”, arriscou em sua estreia como cineasta. No filme “Duas de Mim”, que ela dirige e tem coprodução do Telecine, Thalita Carauta e o cantor Latino também estão estreando como protagonistas no cinema.

 “Fiquei dois meses esperando a Thalita. Ela é a minha estrela. Tô bem cercada! A Iafa Britz (da produtora Migdal Filmes) me deu muita liberdade para montar o casting. Para fazer uma comédia você precisa ter quem sabe fazer comédia. Mais que um cantor, Latino é um comediante. É uma pessoa que nasceu vencedora. Por ter atravessado tudo o que passou e chegar onde chegou. Ele leva a vida com muito humor”, defendeu ela, sobre o longa, no qual Thalita vive Suryellen e Latino, Chicão, e com previsão de estreia para o primeiro semestre de 2017.

A experiente Cininha de Paula no set de "Duas em Mim" (foto: divulgação)

A experiente Cininha de Paula no set de “Duas em Mim”
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