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sexta-feira, 23 de março de 2018 Atores, Bastidores | 09:00

Sensação em 2018, Timothée Chalamet já está cotado para o Oscar 2019

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Foto: reprodução/ET

Foto: reprodução/ET

A temporada de premiações, que teve o americano Timothée Chalamet como um dos grandes destaques, mal acabou, mas o jovem ator de 22 anos já chama atenção para a corrida pelo Oscar 2019. A começar pelo fato de que seu próximo filme, “Beautiful Boy”, pode entrar na seleção do Festival de Cannes e deflagrar a conversa em torno do já hypado Chalamet.

O filme marca a estreia do belga Felix Van Groenigngen, do elogiado “Alabama Monroe”, no cinema americano e é adaptado do livro autobiográfico de David Sheff “Beautiful Boy: A Father´s Journey Through his Son´s Addiction”. Steve Carell vive o pai David e Timothée Chalamet vive Nic, o filho que sucumbe ao vício em metanfetamina. O filme acompanha justamente essa peleja familiar. O longa está cotado para integrar a próxima seleção de Cannes e tem estreia marcada para 12 de outubro, data estratégica para lançamento de filmes de olho no Oscar.

O filme é uma produção da Amazon Studios, que tem outro filme com Chalamet, na manga. Trata-se de “A Rainy Day in new York”, mas o estúdio resolveu cancelar seu lançamento em cinemas, pelo menos até segunda ordem, em virtude de toda a polêmica em torno do diretor do longa: Woody Allen.

De toda forma, a carreira da revelação de “Me Chame pelo Seu Nome” segue de vento em polpa. Timothée Chalamet foi recentemente confirmado como o protagonista de “The King”, filme da Netflix sobre o reinado de Henrique V.

Timothée Chalamet e Steve Carell em cena de "Beautiful Boy" Foto: IMDB

Timothée Chalamet e Steve Carell em cena de “Beautiful Boy”
Foto: IMDB

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sexta-feira, 16 de março de 2018 Filmes, Notícias | 12:04

Capitão América, Wakanda e senso de tragédia iminente no trailer final de “Vingadores: Guerra Infinita”

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Chris Evans como o Capitão América em cena de "Vingadores: Guerra Infinita" Fotos: divulgação

Chris Evans como o Capitão América em cena de “Vingadores: Guerra Infinita”
Fotos: divulgação

Sabe aquela sensação de que você esperou dez anos de sua vida para um momento em especial? É a sensação que se tem após assistir o trailer final de “Vingadores: Guerra Infinita”, divulgado pela Marvel StuVingadoresdios nesta sexta-feira (16). O filme estreia nos cinemas brasileiros em 26 de abril reunindo a maior constelação de heróis em um mesmo filme na história do cinema. Na prática, todo o universo Marvel de alguma maneira estará presente neste terceiro filme dos Vingadores.

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A nova prévia explica um pouco mais do que veremos no filme que terá pouco mais de duas horas e meia de duração. O vilão Thanos (Josh Brolin) ganha uma introdução à altura das expectativas que enseja por Gamora (Zoe Saldana). O trailer também mostra que há espaço para humor, e o Homem-Aranha deve ser um catalisador importante nesse sentido, assim como Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e Peter Quill (Chris Pratt). O trailer entrega, ainda, que a exemplo do primeiro filme, a dinâmica de rivalidade entre os heróis pode ser um elemento a ser trabalhado pelos diretores Anthony e Joe Russo.

Com senso de espetáculo indesviável e efeitos especiais de encher os olhos, o trailer final de “Guerra Infinita” mostra porque a Marvel está na vanguarda da indústria no momento. Com Wakanda como um dos pontos de batalha mais valorizados no material promocional, o Capitão América surge como o coração dramático do filme, pelo menos nesse momento e há cenas que avalizam as teorias de que os heróis que já ostentam suas trilogias no Universo Cinematográfico Marvel podem ter sua despedida a caminho. É um momento muito especial para os fãs esse que “Vingadores: Guerra Infinita” enseja.

Confira o trailer do filme

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segunda-feira, 5 de março de 2018 Análises, Filmes | 19:09

Consagração de “A Forma da Água” no Oscar representa aceno ao diálogo em Hollywood

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“Sempre lembraremos deste ano como o ano em que os homens erraram tanto que as mulheres começaram a sair com peixes”, disse Jimmy Kimmel em dado momento de seu monólogo de abertura na 90ª edição do Oscar, realizada neste domingo (4). A fala diz muito sobre o tom do Oscar 2018 que consagrou “A Forma da Água” o melhor filme do ano. Foram quatro estatuetas. Além de produção do ano, o longa amealhou os prêmios de Direção, Trilha Sonora e Direção de Arte.

Guillermo del Toro recebe o Oscar pelo filme "A Forma da Água"

Guillermo del Toro recebe o Oscar pelo filme “A Forma da Água”

A vitória de “A Forma da Água”, ainda que o filme fosse apontado como favorito, foi um tanto surpreendente. Primeiramente pela resistência da Academia em premiar filmes de gênero. Eles raramente são inseridos na principal categoria, tendência que começa a ser revertida  – em 2018 ainda tivemos “Corra!” entre os concorrentes. Segundo porque o filme não parecia reunir o apoio do maior e mais decisivo colegiado da Academia que é o dos atores, já que ficou de fora do SAG de melhor elenco. Desde que o prêmio foi criado nos anos 90, apenas “Coração Valente” venceu o Oscar de Melhor Filme sem ter concorrido a Melhor Elenco no SAG.

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Por outro lado, “A Forma da Água” era o filme mais fácil de reunir algum consenso entre os indicados e no Oscar, um termômetro elevado dos humores dos votantes, isso importa e muito. Principalmente no clima que a 90ª edição dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas se deu. A ideia era sinalizar para um futuro menos opulento e com a Academia ombreando com setores da sociedade e da indústria na disposição de promover diversidade e inclusão. O filme de del Toro, por ser de um cineasta mexicano e imigrante, por ser sobre a história de amor entre uma mulher e uma criatura marinha, por reunir metáforas diversas sobre mazelas que o mundo ainda enfrenta, era a escolha mais adequada. E afetuosa.

O raciocínio da Academia enquanto grupo organizado e suscetível às mais diversas influências não pode ser menosprezado. Há erros, alguns crassos, mas há acertos que talvez não sejam percebidos como acertos de imediato. É notório que “A Forma da Água” não era o melhor filme entre os indicados. Mas sua escolha representa não só um avanço na abertura que a instituição dá ao cinema de gênero, como é uma resposta delicada e parcimoniosa às destemperanças do presente: o clima político belicoso, as denúncias de assédio, a impaciência das mulheres para com a insistente misoginia na indústria. A opção por um filme que prega tolerância talvez não mude nada disso, mas certamente representa um aceno ao diálogo.

Toda a cerimônia, menos politizada do que se esperava, foi um passo nesse sentido. O Oscar 2018 poderia ter sido mais ousado e feito escolhas tão dignas como as que fez, mas mais subversivas e eloquentes em matéria de cinema nos âmbitos da estética e narrativa. Optou, e não há de se contestar a legitimidade dessa escolha, por atender demandas do cinema em seu eixo industrial e não deixou de premiar filmes e artistas premiáveis por conta disso.

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sexta-feira, 2 de março de 2018 Críticas, Filmes | 17:32

Documentário sobre maior ladrão de obras raras do Brasil se afeiçoa a seu protagonista

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Documentários que se fiam no rigor jornalístico costumam ser mais inteiros porque se cercam de valores e instrumentos perenes que preconizam transparência e informação e este é o caso de “Cartas para um Ladrão de Livros”, dos cineastas e jornalistas Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini. Não se trata de refutar um ponto de vista, mas de abordá-lo com lisura, capacidade argumentativa e boa fundamentação.

Cena de "Cartas para um Ladrão de Livros"

Cena de “Cartas para um Ladrão de Livros”

No caso de “Cartas para um Ladrão de Livros”, os realizadores tiveram algumas angústias para administrar. Laéssio Rodrigues de Oliveira, taxado como o maior ladrão de obras raras do País, foi preso algumas vezes durante o processo de filmagem, o que fez com que os cineastas tivessem o estalo de fazer desse tumultuado bastidor um objeto do documentário. Acertadamente, eles colocam no radar dos conflitos da obra a questão da glamourização do protagonista, que pauta boa parte da narrativa e adensam uma pluralidade de perspectivas que tem Laéssio como um embuste.

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A promoção desse feliz casamento entre senso jornalístico e estrutura narrativa nem sempre resulta primorosa. A realização se embevece demais de seu protagonista, que talvez seja problematizado de menos. Não que o filme busque o contraditório apenas para ser pró-forma, mas há desequilíbrio na acentuação da questão. A preocupação em humanizar Laéssio soa exagerada talvez porque, na feitura do documentário, seja mais da realização do que do próprio Laéssio – que na sua inteligência simples e arejada – que a realização eventualmente aponta como ingenuidade – expressa contentamento nas suas conquistas. Por isso a câmera se satisfaz quando flagra momentos íntimos em que Laéssio é menos personagem e mais de verdade.  Exemplos são quando ele rememora um amante e chora e quando admite encher malas de garrafinhas de urina e deixar para que sejam roubadas em rodoviárias.

Há outros grandes momentos no filme como quando observamos a relação de Laéssio com a própria vaidade e a relação de terceiros com a vaidade do protagonista.

“Cartas para um Ladrão de Livros” não se veste de acusador ou defensor de Laéssio e parece cumprir todas as medidas preventivas que o bom cinema e o bom jornalismo orientam, mas talvez se afeiçoe mais do que o desejável por seu protagonista. Uma condição compreensível em virtude de um processo tão longo e umbilical, mas que fragiliza o saldo final.

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018 Bastidores, Filmes | 13:49

Netflix e Paramount se aproximam e sinalizam nova tendência na distribuição de filmes

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Já há algum tempo a Netflix enseja debates a respeito da distribuição de conteúdo audiovisual. A mudança de paradigma se deu, em um primeiro momento, na TV, que precisou rever seu sistema de distribuição e mesmo a qualidade e viabilidade de suas produções. Chegou a vez do cinema. A compra, ainda pendente de aprovação por órgãos regulatórios, da Fox pela Disney foi o primeiro sinal claro neste sentido.

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Natalie Portman em cena de "Aniquilação" Fotos: divulgação/reprodução

Natalie Portman em cena de “Aniquilação”
Fotos: divulgação/reprodução

O mercado se movimenta e os players tentam se fortalecer para competir contra a maior gigante do pedaço e a Netflix detém a vantagem de estar estabelecida no streaming, para todos os efeitos, o game changer da distribuição de conteúdo. Passa por aí a aproximação da Paramount, estúdio que vem encolhendo pela ausência de hits nas bilheterias, com a plataforma de streaming.

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Nesse contexto, o lançamento do filme “Aniquilação” demonstra ser um laboratório interessante. O filme de Alex Garland (“Ex Machina”) é uma das principais estreias deste fim de semana nos cinemas dos EUA, mas será distribuído no resto do mundo, inclusive no Brasil, pela Netflix. O longa estará disponível na plataforma a partir de 12 de março.

Orçado em U$ 40 milhões, o filme teve problemas de orçamento e prazos e gerou estremecimento entre os produtores e o estúdio. A Paramount calculava que teria que gastar cerca de U$ 60 milhões na divulgação da obra que, sendo de médio porte, daria um lucro reduzido ao estúdio. Neste cenário, um acordo de distribuição internacional com a Netflix passa a ser algo muito positivo. O estúdio distribui o filme no mercado americano, ainda o mais lucrativo e importante do planeta, e cede uma fatia dos rendimentos para a Netflix no mercado internacional. Como essa fatia se dará é algo ainda desconhecido do público, mas “Aniquilação” deve precipitar uma nova tendência.

Cena de "The Cloverfield Paradox": Filme foi lançado em uma das sacadas de marketing mais geniais da Netflix

Cena de “The Cloverfield Paradox”: Filme foi lançado em uma das sacadas de marketing mais geniais da Netflix

Filmes de médio porte estão desaparecendo dos cinemas porque eles são tão caros de promover quanto um blockbuster e ostentam um retorno consideravelmente menor. Com a Netflix atuando como distribuidora, e portanto parceira, de grandes estúdios podemos ver a ressureição dos filmes de médio porte.

O acordo envolvendo “Aniquilação” difere daquele a respeito de “The Cloverfield Paradox”, disponibilizado em fevereiro após o Super Bowl na plataforma. O filme produzido pela Bad Robot de J.J Abrams com o apoio da Paramount deixou o estúdio descontente.  O estúdio então vendeu os direitos do filme e de distribuição à Netflix. A empresa de streaming então passou a ter a propriedade do longa e lançou-o em uma sacada genial de marketing. Um filme ruim para a Netflix, afinal, tem um peso radicalmente diferente de um filme ruim lançado por um estúdio em cinema.

De todo modo, “The Cloverfield Paradox” e “Aniquilação” demonstram que Paramount e Netflix estão se entendendo em um momento crucial para ambas. Em que a Disney se vasculariza para ser o grande player na distribuição de conteúdo audiovisual tanto no cinema como no streaming. A criatividade do negócio envolvendo esses dois filmes e os resultados positivos que invariavelmente decorrerão dele apontarão um novo e saudável caminho para a indústria e para o público.

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018 Bastidores, Filmes, Notícias | 15:32

Filme sobre impeachment de Dilma, “O Processo”, é ovacionado no Festival de Berlim

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Foi exibido na última quarta-feira (21) no Festival de Berlim, na Alemanha, o filme “O Processo”. O longa de  Maria Augusta Ramos, que integra a competição da Mostra Panorama, retrata o processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016. O documentário assume o ponto de vista da defesa da ex-presidente.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

A recepção em Berlim, festival conhecido por sua forte vocação política, foi calorosa. Além dos aplausos e críticas elogiosas, a premiere internacional teve gritos de “bravo!” ecoados ao fim da sessão. O filme é uma tentativa de pensar os erros e acertos da esquerda e o conflitante jogo político no Brasil à luz da polarização emergida das urnas em 2014.

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Diretora dos premiados “Futuro Junho” (2015), “Seca” (2015) e “Juízo” (2013) Maria Augusta tenta compreender o momento histórico do País. Para “O Processo”, ela passou vários meses em Brasília, sua cidade natal, acompanhando cada passo do processo de impeachment, somando 450 horas de material filmado. Sem fazer entrevistas ou intervir nos acontecimentos, ela e sua equipe circularam por corredores do Congresso Nacional, filmaram coletivas de imprensa, registraram as votações na Câmara dos Deputados e no Senado e testemunharam bastidores nunca mostrados em noticiários.

A montagem do filme, onde seu ponto de vista nasce, que está sendo bastante elogiada compete a Karen Akerman. “Fico muito feliz com a seleção para o Festival de Berlim e para a Panorama, uma mostra que já exibiu grandes filmes”, observa a diretora em nota enviada à imprensa. “É um dos mais importantes festivais do mundo e que pode ajudar a aumentar a visibilidade do filme no exterior. É também uma forma de contribuir para a afirmação da cinematografia brasileira e chamar a atenção para momento atual do País”.

“O Processo” ainda não tem data de estreia no Brasil, mas espera-se que seja lançado antes das eleições em outubro.

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018 Filmes, Notícias | 15:42

“Venon” ganha 1º trailer promissor e cheio de clima

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Durante muito tempo a Sony se revirou com a ideia de fazer um universo expandido do Homem-Aranha. Duas versões do herói aracnídeo depois e uma bem-sucedida parceria com a Marvel colocaram o estúdio em outro patamar em relação a essa propriedade intelectual. Pelo menos até 2020, o Aranha – que atualmente é Tom Holland – integra o Universo cinematográfico da Marvel e o estúdio desenvolve projetos com bom potencial comercial em paralelo.

Venon

Um desses projetos é a animação “Homem-Aranha no Aranhaverso”, que chega em dezembro e cujas primeiras imagens exibidas na CCXP 2017 são de arrepiar e empolgar muito. O outro é “Venon”, cujo primeiro trailer foi liberado nesta quinta-feira (8) causando grande agitação nas redes sociais.

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“Venon” chega um pouco antes, em 4 de outubro, nos cinemas brasileiros. O personagem surgiu nas HQs em 1988 e logo conquistou o posto de um dos vilões mais populares do universo do Aranha. Nas HQs já atravessou por muitas fases como anti-herói e teve até títulos próprios. Venon é um simbionte alienígena que precisa de um hospedeiro para sobreviver. Esse hospedeiro já foi até mesmo Peter Parker, mas mais frequentemente é o fotógrafo Eddie Brock.

É justamente este o personagem que ganha o cinema e será interpretado por Tom Hardy no filme assinado por Ruben Fleischer (“Zumbilândia” e “Caça aos Gângsteres”). O elenco faz lembrar os tempos áureos dos filmes do Batman e surge estrelado. Além de Hardy, há Michelle Williams, Woody Harrelson e Riz Ahmed, além de Tom Holland.

A primeira prévia é alvissareira. Pouco se diz sobre a trama exatamente, mas é possível intuir um tom mais sombrio e dramático afastando a produção do cromossomo da Marvel, o que pode ser muito positivo. A escolha de Fleischer para a direção mostra que o humor pode ser uma peça-chave no longa, mas não sua força-motriz. Hardy, por seu turno, costuma adensar anti-heróis com força e propriedade e filmes como a nova versão de Mad Max ratificam isso.

 

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terça-feira, 16 de janeiro de 2018 Críticas, Filmes | 16:18

Gary Oldman é trunfo do burocrático “O Destino de uma Nação”

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Já em cartaz nos cinemas brasileiros, produção deve valer ao ator Gary Oldman a segunda indicação ao Oscar de sua carreira

Gary Oldman está exemplar como Winston Churchill em O Destino de uma Nação

Gary Oldman está exemplar como Winston Churchill em O Destino de uma Nação

“O Destino de uma Nação” tem dois trunfos inegáveis. A pompa de ser um daqueles dramas britânicos que arrebanham tantos fãs – e prêmios – e Gary Oldman. O britânico de 59 anos surge irreconhecível na pele de Winston Churchill. O filme de Joe Wright (“Desejo e Reparação” e “Anna Karenina”) se ocupa das circunstâncias que poderiam ter decidido a 2ª Guerra Mundial em favor dos nazistas, mas que ajudaram a eternizar Churchill como um exemplo de estadista.

Leia também: Margot Robbie pode se tornar a primeira mulher indicada ao Oscar como atriz e produtora do mesmo filme

O filme se desdobra sobre toda a articulação política da qual Churchill tanto era agente, como catalisador para tentar evitar o avanço alemão no xadrez bélico que a Europa se tornou sob a égide de Hitler. Mas se pode contar com um Gary Oldman inspirado, “O Destino de uma Nação” tem pouco a ostentar além disso. Apesar de ser um filme de câmera em que Wright tente a todo momento flagrar a espiral claustrofóbica de seu protagonista, pressionado pela derrota iminente e por correligionários partidários da rendição, os enquadramentos são burocráticos e as opções narrativas, desabonadoras.

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Para tornar tudo mais exasperante, o decisivo episódio de Dunquerque, cujos bastidores atestaram o engenho e perseverança de Churchill no propósito de esgotar toda e qualquer alternativa antes de sentar à mesa com os alemães, fora tratado pelo cinema em 2017 com muito mais criatividade e energia em “Dunkirk”, de Christopher Nolan.

A fala é o principal elemento de ação do filme

A fala é o principal elemento de ação do filme

Ainda que mire em “Lincoln”, com sua estratégia narrativa de focar na fala como elemento de ação, Wright se aproxima mais de “O Discurso do Rei” – e tem em seu rei George, vivido pelo sempre ótimo Ben Mendelsohn, um coadjuvante e tanto.

A fotografia que se vale de paletas escuras e a direção de arte detalhada acabam por ressaltar a impressão de um filme inglês convencional. Um desalento para uma produção tão ambiciosa. Wright finge desconstruir um mito e o público finge que acredita. Exemplo máximo dessa condição é uma cena, mais piegas do que projetada para ser, ambientada no metrô londrino em que Churchill ouve a opinião de cidadãos a respeito de como deveria proceder contra os alemães. O célebre 1º ministro é mesmo uma figura magnética e o mérito de Oldman, não necessariamente do filme, é dimensionar isso com uma rara combinação de delicadeza e firmeza. O ator vence a pesada maquiagem da caracterização e apresenta um personagem condoído, estafado e que cresce à medida que a conturbada sucessão de fatos exige. Um estadista que o futuro parece nos sonegar e que Wright e público compactuam em se enamorar na tela do cinema.

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Atrizes, Curiosidades | 11:03

Margot Robbie pode se tornar 1ª mulher indicada ao Oscar como atriz e produtora pelo mesmo filme

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No próximo dia 23 de janeiro, quando serão anunciados os indicados à 90ª edição dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Margot Robbie pode fazer história. Ela pode se tornar a primeira mulher na história indicada a melhor a atriz e produtora no mesmo ano pelo mesmo filme; no caso “Eu, Tonya”.

Margot Robbie em cena de "Eu, Tonya"

Margot Robbie em cena de “Eu, Tonya”

Não é uma estatística desprezível. É dificílimo obter mais de uma indicação pelo mesmo filme, mas é relativamente frequente que isso aconteça com diretores que também são produtores, como Steven Spielberg, ou que também sejam roteiristas, como Woody Allen. Mulheres, como Sofia Coppola e Kathryn Bigelow já conquistaram a façanha da dupla nomeação. Mas receber uma indicação como intérprete e produtor pelo mesmo filme é dificílimo. O último a ter conseguido isso foi Leonardo DiCaprio por “O Lobo de Wall Street” (2013), justamente o filme que revelou Margot Robbie.

Em um ano que filmes protagonizados e produzidos por mulheres devem roubar o holofote na temporada, “Eu, Tonya” parece ser uma escolha natural e foi um projeto que Margot Robbie tomou para junto de seu coração e investiu pesadamente. De corpo e alma. O filme se costura com uma estrutura narrativa muito parecida com a de “O Lobo de Wall Street” e faz justiça aos muitos pontos de vista de uma história tão dramática quanto trágica. Um triunfo para Robbie tanto como atriz, como produtora. A distinção do Oscar, que deve vir, é mera consequência.

 

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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017 Filmes, Listas | 12:22

Os 20 melhores filmes de 2017

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A última postagem do ano tradicionalmente dá conta dos melhores filmes e em 2017 não seria diferente. O Cineclube apresenta as melhores produções lançadas neste ano no País. Nos vemos em 2018!

"La La Land", Logan", "Blade Runner 2049", "Moonlight", "Dunkirk", De "Canção em Canção", "Frantz", Columbus" e "Jim & Andy" são alguns dos melhores filmes do ano

“La La Land”, Logan”, “Blade Runner 2049”, “Moonlight”, “Dunkirk”, De “Canção em Canção”, “Frantz”, Columbus” e “Jim & Andy” são alguns dos melhores filmes do ano

20 – “Um Contratempo” (ESP 2016)

Este thriller espanhol é daquele tipo de filme em que nada é o que parece ser. Um milionário empresário tenta convencer uma detetive que integra a sua defesa que ele não é o responsável pelo assassinato da amante. Os diálogos constituem um vigoroso elemento de suspense e as bem justificadas reviravoltas na trama agregam ainda mais valor aos personagens.

 

19 – “Jim & Andy: The Great Beyond” (EUA 2017)

Neste documentário que acompanha os bastidores de “O Mundo de Andy” e o inusitado processo criativo de Jim Carrey para encontrar Andy Kaufman, é possível vislumbrar a dor de um ator que se desencontrou de si mesmo para viver um personagem e que depois jamais voltou a ser o mesmo de antes. Nesse sentido, “Jim & Andy” é um filme brilhante e revelador. Mas é também um olhar aguçado para os encantos e desencantos de Hollywood.

 

Cena do filme "Eu, Olga Hepnarová"

Cena do filme “Eu, Olga Hepnarová”

18 – “Eu, Olga Hepnarová” (Rep. Theca/POL/FRA 2016)

Esta coprodução europeia filmada em preto e branco é um soco no estômago. O longa recria de forma seca e desapaixonada a triste trajetória de Olga Hepnarova, jovem homossexual  rejeitada pela família que faz algumas escolhas trágicas em sua vida. Um filme que recusa a catarse e resplandece o poder de uma boa narrativa no cinema.

 

17 – “O Estranho que Nós Amamos” (EUA 2017)

Sofia Coppola propõe um diálogo singular com uma das obras mais interessantes da filmografia de Don Siegel. Antes de ser feminista de uma maneira bastante particular, o filme de Coppola é um estudo demorado das tensões sexuais em circunstâncias específicas – como a da presença de um homem, potencialmente um inimigo, em uma casa de mulheres em meio à guerra civil americana. Com atuações inspiradas, um filme que se resolve tanto como drama histórico como fábula de horror.

 

16 – “Columbus” (EUA 2017)

A estreia do vídeo ensaísta Kogonada na direção de longa-metragens é uma dessas relíquias que precisamos escavar em um ano de muitos bons lançamentos. O filme que espelha a arquitetura como um elemento emocional a pautar e intervir na vida dos personagens coloca o protagonista vivido por John Cho em um daqueles momentos decisivos que os filmes são feitos a respeito. Mas Kogonada opta pelo minimalismo. Os diálogos são sensíveis e permeados de introspecção e luminosidade. Um filme para assistir com o coração.

Cenas de "Moonlight", "Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas", "Thelma", "Um Contratempo", "Manchester à Beira-Mar" e "Dunkirk"

Cenas de “Moonlight”, “Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”, “Thelma”, “Um Contratempo”, “Manchester à Beira-Mar” e “Dunkirk”

15 – “Patti Cake$” (EUA 2017)

Filmes sobre música e pessoas tentando vencer na música congregam muitas potencialidades e “Patti Cake$” não é diferente. Estreia na direção de longas de Geremy Jasper, o filme é cheio de energia, coração e apresenta uma honestidade nauseante. A música é um elemento tão primal na produção que por vezes nos pegamos em dúvida se estamos diante de uma ficção. Impossível resistir ao charme de “Patti Cake$”.

 

14 – “Thelma” (NOR 2017)

O filme de Joachim Trier é tudo menos ordinário. É um drama sobre o alvorecer da sexualidade de uma adolescente criada sob rígida orientação religiosa, um filme gay e também um thriller cheio de suspense que parece habitar o universo dos X-Men. A maneira como Trier desvela sua trama é não só original, como bastante criativa. É sua direção que sofistica uma narrativa já pensada para ser climática e inusitada.

13 – Dunkirk (EUA 2017)

Christopher Nolan vê o cinema como um espetáculo e “Dunkirk” é, neste contexto, uma obra-prima. O filme que recria um dos episódios mais marcantes da Segunda Guerra Mundial, enquanto ela ainda estava sendo vencida pelos alemães, é um esfuziante espetáculo de som e imagem como há muito não se via no cinema. Tudo embalado em um filme que sabe ser emocional sem ser piegas. Uma obra pulsante, vigorosa e que devolve a Nolan seu brio autoral perdido após o pretensioso e problemático ‘Interestelar” (2014).

12 – “Ninguém está olhando” (ARG/BRA 2017)

O filme argentino mostra a rotina de um ator de sucesso na Argentina que vai para Nova York com o sonho de fazer um filme independente e vingar como ator de prestígio na disputada indústria cinematográfica norte-americana. Mas as coisas não são tão simples assim nesse delicado estudo sobre solidão e amadurecimento.

11 –  “mãe!” (EUA 2017)

Darren Aronofsky é um polarizador por natureza. “mãe!” é um atestado tanto de seu talento como de sua ambição. Há uma metalinguagem sedutora no filme que busca referências em um público que se engaja sem freios nessa experiência estética ousada do cineasta americano. Jennifer Lawrence nunca esteve tão vulnerável e nenhum em filme em 2017 foi tão intenso e provocador.

Cenas de "Logan", La La Land", Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas" e "mãe!"

Cenas de “Logan”, La La Land”, Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas” e “mãe!”

10 – “Moonlight – Sob a Luz do Luar” (EUA 2016)

O vencedor do Oscar de melhor filme é um drama cheio de sutilezas que acompanha a trajetória de um menino pobre, negro e gay pela vida. Um filme de muitas belezas, do ponto de vista técnico, mas também narrativo e que toca a audiência de uma maneira particular e vigorosa.

 

9 – “Terra Selvagem” (EUA 2017)

Taylor Sheridan já dava pistas nos roteiros de “Sicario” e “A Qualquer Custo” de compreender intensamente a alma da América profunda e em “Terra Selvagem”, que também dirige, ele mostra que tem tudo para ser um dos grandes autores do cinema americano moderno. Nesta parábola poderosa sobre violência, colonizadores e colonizados ecoam uma tragédia ainda sem data para expirar. Um filme certeiro no ritmo, nas atuações, na cadência narrativa e nos efeitos que produz.

 

8 – “Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas” (EUA 2017)

O filme estreou desapercebidamente no Brasil, mas gerou algum burburinho quando da exibição no Festival de Toronto. Os canadenses estavam certos. Trata-se de um filme sensível a respeito das relações humanas e se ocupa de visitar as circunstâncias da criação da Mulher-Maravilha, uma das grandes personagens de 2017. O filme mostra como uma relação amorosa fora das convenções norteou a criação desse ícone feminista. Único filme dirigido por uma mulher presente neste top 10.

Cena de "A Criada"

Cena de “A Criada”

7 –  “Blade Runner 2049” (EUA 2017)

Se tem filme de Denis Villeneuve no ano, pode apostar que ele vai terminar nessa lista. O cineasta canadense é hoje um dos autores mais completos, originais e instigantes do cinema. Sua visão para “Blade Runner” não só complementa as inflexões ensejadas pelo clássico de Ridley Scott, como as estende. A tardia sequência é tão boa quanto o filme original e deve crescer com o tempo. Uma reflexão profunda e reverberante sobre nossa humanidade.

 

6 –  “A Criada” (Coreia do Sul 2016)

O longa de Park Chan-Wook é uma masterclass de cinema. O filme acompanha a saga de uma criada contratada para ajudar os planos nada benevolentes de um larápio a seduzir uma jovem e rica japonesa que leva uma vida isolada na Coreia do Sul sob ocupação nipônica. Um triunfo de narrativa com reviravoltas bem fundamentadas e o melhor uso do erotismo pelo cinema no ano.

Cenas de "jim & Andy", "La La Land" e "De Canção em Canção"

Cenas de “jim & Andy”, “La La Land” e “De Canção em Canção”

5 –  “Logan” (EUA 2017)

O melhor filme com super-heróis desde “O Cavaleiro das Trevas”. O uso da preposição “com” ao invés de “de” não é acidental. “Logan” não é um filme convencional de super-heróis como não o era o filme estrelado por Heath Ledger e Christian Bale. Trata-se de um western pós-apocalíptico cheio de fúria e que não faz concessões. Um grande personagem como Wolverine merecia um grande filme. Foi feita justiça.

 

4 – “La La Land – Cantando Estações” (EUA 2016)

Um musical. Um romance. Uma história sobre sonhadores. Um filme sobre Los Angeles. “La La Land” se fragmenta em muitos e molda-se a partir da experiência particular da audiência. É um filme que celebra o cinema e que ganha força e representatividade por fazê-lo de maneira tão graciosa e inteligente.

 

3 –  “Manchester à Beira-Mar” (EUA 2016)

Uma análise fervorosa do luto e suas reminiscências com a potência de um roteiro brilhante e atuações magistrais. Tudo conduzido com esmero pela direção segura de Kenneth Lonergan. “Manchester à Beira-Mar” é um filme que incomoda um bocado e apresenta uma trama frequentemente sufocante. É o cinema como agente transformador em um foro essencialmente íntimo.

 

2 –   “De Canção em Canção” (EUA 2017)

É o equivalente a “Closer –Perto Demais” da década de 2010. O filme de Terrence Malick fala das relações de afeto nessa era de super-estímulos e de como o amor é antes uma válvula de amadurecimento, uma afirmação ou um gesto de vaidade. Uma reflexão aberta e mutante sobre acertos, erros, arrependimentos e angústias. Um filme delicado sobre os outros e sobre nós mesmos.

 

1 –  “Frantz” (FRA/ALE 2016)

"Frantz" é o melhor filme de 2017 na avaliação do Cineclube

“Frantz” é o melhor filme de 2017 na avaliação do Cineclube

A exemplo de 2016, o melhor filme do ano vem da França. François Ozon vai à Alemanha do pós-primeira guerra mundial para mostrar uma história poderosa de paixão, desorientação, egoísmo e perdão. Um filme cheio de camadas que vão se revelando com cuidado e paciência e que é um elogio da arte como instrumento de redenção e compreensão.

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