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segunda-feira, 12 de maio de 2014 Filmes | 22:06

Os 20 anos de “Pulp Fiction”

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Há 20 anos, no dia 12 de maio de 1994, “Pulp Fiction: tempo de violência” era exibido pela primeira vez no festival de Cinema de Cannes, onde além de arrebatar a crítica, conquistaria a Palma de Ouro e daria início a um processo de revitalização do cinema independente americano.

Pulp - 20 anosRoteirizado e dirigido por Quentin Tarantino, o filme rapidamente se subscreveu como o exemplar definitivo da década de 90 e não seria superado, nem mesmo pelo também revolucionário – ainda que em outra frente – “Matrix”.

“Pulp Fiction” inovava a narrativa cinematográfica ao embolar a linha cronológica de um filme, ao matar o protagonista no meio e depois trazê-lo novamente à cena e por jogar luz ao universo da bandidagem com humor negro e violência irmanadas de uma maneira até então inédita.

Essa costura tão bem urdida por Tarantino rende um filme sexy, provocativo, divertido e inteligente no arranjo da ação. A forma, mais do que o conteúdo, responde pelo charme de “Pulp Fiction”. A música é assertiva, a montagem, elaboradíssima e o filme parece pensado para cativar pelas partes, não pelo todo.  Há grandes cenas.  Violentas ou verborrágicas, elas se impõe ao saldo final e ajudam a entender toda a celebração em torno do filme, cuja trama observada sem os embotamentos estéticos propostos por Tarantino rasga em banalidade.

O que mais agrada em “Pulp Fiction”, visto vinte anos depois de seu lançamento, é a qualidade dos diálogos.  Maior predicado da obra de Tarantino como um todo, seus diálogos aqui surgem incensados em um humor perverso, corrosivo e altamente explosivo. Do tipo que o cinema não só não ostentava em 1994, como parecia não estar preparado para receber.

Até hoje Tarantino incomoda com sua violência gráfica e ostensiva, mas o contexto cultural é outro.  A própria violência em “Pulp Fiction” parece recrudescida ante aquela que surge em filmes como “300” (2006) e produções televisivas como “Game of Thrones”. Neste sentido, o filme preserva sua integridade enquanto dramaturgia por refletir não só um cinismo que segue embrenhado em nossa sociedade, mas por fazê-lo sem perder a vibração de uma narrativa cheia de referências e que alcança 20 anos como referência definitiva de um cinema que não se vê todo dia.

John Travolta e Uma Thurman na cena que entrou para a antologia do cinema ( Fotos: divulgação)

John Travolta e Uma Thurman na cena que entrou para a antologia do cinema ( Fotos: divulgação)

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2 comentários | Comentar

  1. 52 Didi 13/05/2014 0:22

    o filme mas louuucooo ke ja via amoooo

    Responder
  2. 51 CARLOS EDUARDO MEIRA 12/05/2014 22:15

    D+

    Responder
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