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Arquivo de junho, 2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014 Filmes, Listas | 22:11

Cinco filmes imperdíveis nos cinemas em julho

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O mês das férias tem ótimas atrações nos cinemas, principalmente para os adultos. A safra americana é especialmente boa e dois dos blockbusters mais aguardados da temporada estreiam no mês. De todo o jeito, o Cineclube achou espaço para um filme francês de um dos maiores cineastas de todos os tempos.

“A pele de Vênus”

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Trata-se do novo filme do diretor Roman Polanski. A produção integrou a mostra competitiva do festival de Cannes em 2013, de onde saiu com muitos elogios. Polanski escala sua esposa, a atriz Emmanuelle Seigner, para viver uma atriz que tenta convencer um diretor de teatro (vivido por Mathieu Amalric) de que ela é a pessoa certa para interpretar a protagonista em sua nova peça. Uma dinâmica sexual e sádica se estabelece entre eles.

Estreia em 17/07

“Mesmo se nada der certo”

begin again

No novo filme do diretor de “Once”, a música é novamente protagonista. Desta vez, um empresário do ramo musical fracassado (Mark Ruffalo) constrói uma relação com uma promissora cantora e compositora recém-chegada a Nova York (papel de Keira Knightley). Ecos de “Jerry Maguire – a grande virada” e “Quase famosos” em um filme que marca, ainda, a estreia do cantor Adam Levine no cinema.

Estreia em 17/07

“Planeta dos macacos: o confronto”

planeta

Continuação do surpreendente sucesso de público e crítica de 2011, que reiniciava a saga dos símios no cinema. Gary Oldman assume o protagonismo do lado dos humanos e Andy Serkis continua dando show na captura de performance dando vida a Cesar, o macaco evoluído que desafia a raça humana. O título entrega tudo: o bicho vai pegar. Literalmente.

Estreia em 24/07

“Guardiões da galáxia”

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O filme que pode revitalizar a Marvel como “casa das ideias”. Depois de mexer com o jeito de fazer cinema blockbuster, a Marvel se acomodou. Esse filme com heróis (quase) desconhecidos e sem nomes (ou caras) famosas em frente às câmeras, e mesclando humor e ação pode devolver esse pioneirismo ao estúdio. Na trama, um grupo de renegados se une para proteger o universo.

Estreia em 31/07

 

“O Grande Hotel Budapeste”

hotel

Grande elenco (Jude Law, Edward Norton, Owen Wilson, Bill Murray, Tilda Swinton e Ralph Fiennes, para citar alguns nomes) estrelam o novo filme de Wes Anderson, diretor que como Quentin Tarantino e Tim Burton é bastante reconhecível na tela de cinema. Ralph Fiennes faz o porteiro de um famoso hotel no período entre guerras que precisa provar que uma grande herança recebida não é roubo. Ainda que esta seja apenas uma das muitas aventuras por ele vividas.

Estreia em 03/07

 

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sábado, 28 de junho de 2014 Bastidores, Filmes | 07:00

Os 25 anos de “Batman – o filme”

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Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Adaptações de HQs são contumazes nos dias de hoje, mas nem sempre foi assim. Quando Tim Burton lançou “Batman – o filme” em 1989 foi como quando o homem foi à lua pela primeira vez. Ninguém sabia se daria certo. A excentricidade de Burton era questionada e sua escolha por Michael Keaton para viver Bruce Wayne/Batman era ridicularizada por fãs e indústria. Entre as preocupações da Warner figuravam ainda o temor de que como o programa de tv estrelado por Adam West, maior referência do personagem para o grande público, poderia afetar o filme.

Nesta última semana, comemoraram-se os 25 anos do lançamento do filme que teve ainda Jack Nicholson como o Coringa e Kim Basinger, no auge da beleza, como o interesse romântico de Bruce Wayne.

Jack Nicholson, a propósito, inaugurou na ocasião uma nova modalidade de cachê em Hollywood que hoje é praxe. Na contramão das desconfianças do estúdio, Nicholson resolveu apostar forte no filme. Aceitou o pagamento mínimo previsto pelo sindicato dos atores e colocou em contrato que o restante de seu cachê deveria ser pago com 15% da bilheteria total da produção. A Warner topou, crente que estaria barateando o passe de um dos maiores astros de Hollywood. “Batman – o filme”, no entanto, faturou U$ 412 milhões, recorde até então e uma monstruosidade de dinheiro para os padrões de 1989. As adaptações de HQs eram um sucesso e Batman, em particular, passava a ser o grande talismã da Warner. Foram mais seis filmes desde então. Para bem ou para o mal, nenhum reproduziu a perplexidade deste exemplar dirigido por Tim Burton. O segundo filme dirigido por Christopher Nolan, “Batman – o cavaleiro das trevas” (2008) amealhou relevância ímpar para uma adaptação de HQ, mas o próprio não existiria se Burton não tivesse surpreendido a todos em 1989.

Kim Basinger, também em cartaz com "9 e 1/2 semanas de amor", era mania no final dos anos 80

Kim Basinger, ainda na esteira de “9 e 1/2 semanas de amor”, era mania no final dos anos 80

Em “Batman – o filme”, ainda que soturno, o personagem não inflexiona as questões existenciais ensejadas por Chistopher Nolan em sua recém-encerrada trilogia. Mas o aspecto sombrio do personagem está lá, esmerado em uma complexidade que Burton expõe visualmente. Sua Gothan City é menos realista do que a de Nolan, mas mais intimidadora. Isso porque Burton trabalha na mesmo tom as sombras da cidade e dos personagens. A angústia de Wayne não é menos nociva do que a loucura do Coringa e a aparente falta de sobriedade na mise-en-scène reforça justamente o aspecto fantástico inerente aquele universo, mas que como em toda boa ficção fala à realidade com indefectível propriedade.

Dupla dinâmica: Nicholson riu por último em matéria de remuneração, mas perdeu o posto de "Coringa definitivo" para Heath Ledger

Dupla dinâmica: Nicholson riu por último em matéria de remuneração, mas perdeu o posto de “Coringa definitivo” para Heath Ledger

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quinta-feira, 26 de junho de 2014 Curiosidades, Listas | 07:00

Os 100 melhores filmes de todos os tempos por gente de Hollywood

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Todo mundo adora uma lista, inclusive gente de cinema. E listas sobre cinema são as mais prazerosas de se fazer e debater. Pois bem, todo mundo tem uma lista de melhores filmes de todos os tempos para chamar de sua. O The Hollywood Reporter, um dos veículos mais prestigiados e pontuais na cobertura do noticiário hollywoodiano, resolveu radicalizar. Fez uma extensa pesquisa com produtores, chefes de estúdios, vencedores do Oscar, atores, atrizes, diretores, compositores, fotógrafos e outros tantos profissionais ligados ao cinema americano para apurar quais, na média, compõem a lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos no jugo de Hollywood.

A grande sacada da lista é que ela não difere fundamentalmente daquelas que críticos de cinema vez ou outra disparam pelos confins da internet. “O poderoso chefão” (1972), de Francis Ford Coppola, lidera a lista. Filmes recentes como “Batman- o cavaleiro das trevas” (2008), “A origem” e “O segredo de Brokeback Mountain” (2005) dividem a cena com clássicos indiscutíveis como “Psicose” (1960), “Taxi driver” (1976) e “A malvada” (1952).

Marlon Brando em "O poderoso chefão": escolha óbvia, natural e consentida  (Foto: divulgação)

Marlon Brando em “O poderoso chefão”: escolha óbvia, natural e consentida (Foto: divulgação)

Confira abaixo o Top 10  e clique aqui para ver, em inglês, a lista completa:

1 – “O poderoso chefão” (1972)

2 – “ O mágico de Oz” (1939)

3 – Cidadão Kane (1941)

4 – “Um sonho de liberdade” (1994)

5 – “Pulp Fiction – tempo de violência” (1994)

6 – “Casablanca” (1942)

7 – “O poderoso chefão – parte II” (1974)

8 – “E.T – o extraterrestre” (1982)

9 – “2001 – uma odisseia no espaço” (1968)

10 – “A lista de Schindler” (1993)

 

Tim Robbins e Morgan Freeman em "Um sonho de liberdade": um dos preferidos do público, também agrada em Hollywood

Tim Robbins e Morgan Freeman em “Um sonho de liberdade”: um dos preferidos do público, também agrada em Hollywood

Cinco curiosidades sobre a lista

1 – Christopher Nolan é o diretor com menos filmes em sua filmografia com mais filmes na lista; três no total

2 – “Up – altas aventuras” (2009), “Wall – E” (2008) e “Toy Story” (1995) são os representantes da Pixar na lista

3 – Há apenas três filmes não falados em língua inglesa na lista. O francês “O fabuloso destino de Amelie Poulain” (60º), “O labirinto do Fauno” (96º) e “Os sete samurais” (100º)

4 – São quatorze filmes do gênero de ficção científica no ranking

5 – Steven Spielberg e Francis Ford Coppola são os únicos cineastas com dois filmes no TOP 10

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terça-feira, 24 de junho de 2014 Análises, Atrizes | 22:05

As escolhas de Meryl Streep

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Fotos: (divulgação e Getty Images)

Fotos: (divulgação e Getty Images)

Atriz que é uma rara unanimidade entre quem segue o cinema de muito perto e espectadores ocasionais, Meryl Streep, que completou 65 anos no último domingo (22), vive a desafiar a máxima de que Hollywood não reserva bons papéis para mulheres maduras. Recordista de indicações ao Oscar com 18 nomeações, Streep conquistou 11 dessas 18 indicações depois de ter completado 40 anos. Sucesso de bilheteria como “O Diabo veste Prada” (2006), “Julie & Julia” (2009), “Mamma Mia” (2008) e “Simplesmente complicado” (2009) mostram que além de perseguir prêmios com obstinação, a atriz sabe eleger projetos com potencial de público e com seu carisma atingi-lo por completo.

Depois de disputar o Oscar em 2014 com “Álbum de família”, Streep não dá sinais de que deve diminuir o ritmo. Além de estrelar “The homesman”, western dirigido por Tommy Lee Jones, seu parceiro de cena em “Um divã para dois” (2012), ela estará em “O doador de memórias”, novo candidato a “Jogos vorazes” e em “Into the Woods”, novo filme de Rob Marshall (“Chicago”), adaptação da Broadway que promete ser um dos frissons da temporada de premiações no fim do ano e começo de 2015. Para o ano que vem, ela já está envolvida com “Rick and the flash”, novo filme do diretor de “O silêncio dos inocentes”, com texto da mesma roteirista de “Juno”.  Na trama, Streep viverá uma roqueira decadente que tenta recuperar o tempo perdido com os filhos que por muito tempo negligenciou.

Na última semana, a atriz confirmou participação em um filme que será feito para a HBO sobre Maria Callas. A produção será dirigida por Mike Nichols, que comandou Streep nos filmes “Silkwood – o retrato de uma coragem” (1983), “A difícil arte de amar” (1986), “Lembranças de Hollywood” (1990) e na minissérie “Angels in America” (2003), também para a HBO. Meryl Streep foi premiada por todas essas produções.

A atriz em "O Diabo veste Prada": papel icônico

A atriz em “O Diabo veste Prada”: papel icônico

 

Ao lado de Jack Nicholson em "A difícil arte de amar": parcerias prósperas

Ao lado de Jack Nicholson em “A difícil arte de amar”: parcerias prósperas

O terceiro Oscar veio por "A dama de ferro", mas Meryl não dá sinais de estafa

O terceiro Oscar veio por “A dama de ferro”, mas Meryl não dá sinais de estafa

Não é só o apetite de Meryl Streep que chama atenção. É a assertividade com que a atriz conduz uma carreira que já se configurou legendária. Muitos de seus contemporâneos, e estamos falando de gente como Robert De Niro e Jack Nicholson (atores que já firmaram parcerias prósperas com a veterana atriz), relaxaram e se encontram hoje distantes do auge de suas carreiras. Por meio de suas escolhas, menos inclinadas à celebração do próprio ego e mais conscientes de seu alcance, Meryl Streep norteia uma carreira cheia de pontos altos a um limite que hoje ainda não é visível. Enquanto talento e disposição não lhe faltarem, Meryl Streep continuará reinando soberana entre as atrizes do cinema moderno. Diferentemente do que muitos pensam, mais por seu faro aguçado para estar no projeto certo, com as pessoas certas e na hora certa do que por ser, afinal, Meryl Streep.

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domingo, 22 de junho de 2014 Críticas | 14:50

“Vizinhos” celebra o prazer pelo besteirol americano

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Zac Efron (à frente) e Dave Franco em cena do filme: referências e ironias se misturam em um filme insuspeitamente inteligente  (Foto : divulgação)

Zac Efron (à frente) e Dave Franco em cena do filme: referências e ironias se misturam em um filme
insuspeitamente inteligente (Foto : divulgação)

O besteirol americano é uma instituição. Assim como o são os filmes familiares. A união desses dois subgêneros tão caros à cinematografia americana não é algo essencialmente novo. A trilogia “Entrando numa fria” enveredou por esse caminho e o novo e surpreendente sucesso de bilheteria “Vizinhos” (2014) mantém a chama acesa.

Dirigido por Nicholas Stoller, cujos créditos prévios incluem “As loucuras de Dick e Jane” (2005), como roteirista, “Ressaca do amor” (2008) e “Cinco anos de noivado” (2012), como diretor, todos filmes que gravitam esse universo do besteirol evoluído, “Vizinhos” mostra um casal ainda às voltas com a nova rotina de serem pais. A cena inicial é uma gag fantástica. Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne) tentam fazer sexo, mas não conseguem atingir o necessário grau de intimidade com sua pequena filha por perto.

“Vizinhos”, afinal, trata-se de adaptação. Da necessidade de adaptar-se às inevitáveis mudanças da vida e para agravar o quadro, uma fraternidade, ou república estudantil para o público brasileiro, muda-se para a casa ao lado de Mac e Kelly. Eles preveem tempos difíceis e tentam administrar a situação de maneira amistosa, mas o plano não dá certo e acabam batendo de frente com Teddy (Zac Efron), presidente da fraternidade.

A partir deste momento, “Vizinhos” assume seu lado trash e abandona o prisma de comédia familiar ao apresentar cenas como a que um pênis vira arma secreta em uma inusitada rixa ou quando um homem se joga de uma considerável altura apenas para colocar um plano para lá de discutível em ação.

Essa transformação não implica em menos diversão. É claro, feita a ressalva de que esse humor regado a referências pop e com um pé na tosquice seja a sua praia. “Vizinhos” tem o mérito de rir não só de si mesmo, mas dos clichês que permeiam o besteirol. Nesse sentido é mais satírico do que as próprias produções que se vendem como sátiras e apenas um olhar treinado será capaz de perceber isso.

A batalha entre o casal suburbano que ocasionalmente fuma maconha e a fraternidade de pós-adolescentes levianos  é tão séria quanto idiota. Rende um filme mais sério do que poderia ser e mais bobo do que muitos tolerariam. Essa flexibilidade sugere o óbvio: assista se gostar de uma bobagenzinha de quando em quando. Não faz mal nenhum e pode até fazer algum bem.

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quinta-feira, 19 de junho de 2014 Atores | 06:00

Peter Dinklage, o trono já é dele…

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O ator Peter Dinklage, fotografado pela New York Times Magazine

O ator Peter Dinklage, fotografado pela New York Times Magazine

Com o êxito de “Game of Thrones”, produção da HBO que serializa a saga literária criada por George R. R. Martin, “As crônicas de gelo e fogo”, o americano Peter Dinklage virou uma mania entre os fãs da série. É difícil imaginar que o sucesso da produção continue a prosperar se seu personagem, banhado em ironia e perspicácia, faltar à narrativa. O que poucos sabem é que Dinklage, que completou 45 anos no último dia 11 de junho, já era um ator de fibra e talento muito antes de Tyrion Lannister (seu personagem na série) cruzar seu caminho.

Obviamente, por ser anão, Dinklage se via confinado a estereótipos ainda mais irritantes do que aqueles que os atores latinos costumam reclamar em Hollywood. Entre uma grande atuação e outra no cinema independente, Dinklage se via na necessidade de estrelar “Um duende em Nova York” (2003) e “As crônicas de Nárnia: príncipe Caspian (2008)”. Foi este último trabalho, ironicamente, que o colocou na rota de “Game of thrones”, que para todos os efeitos alteraria os rumos de sua carreira, lhe outorgando a maior das glórias para um intérprete de sua estatura: reconhecimento.

Em “O agente da estação” (2003), trabalho que lhe rendeu indicações a prêmios como o SAG (sindicato dos atores), Dinklage faz um homem com nanismo que decide viver recluso em uma estação de trem. Mas a vida, essa insubordinada, parece ter outros planos para ele. O filme é tocante e revela o quão extraordinário, com o devido material, Dinklage pode ser.

Papéis coadjuvantes em filmes diversos como “Penelope” (2006), “Sob suspeita” (2006) e “Morte no funeral” (2010) reforçavam a percepção de que ali estava um ator cujo talento pulsava mais forte do que estúdios e produtores percebiam.  Estes dias, felizmente, ficaram no passado.

Na esteira do sucesso de “Game of Thrones”, não tem faltado trabalho a Dinklage. Entre 2013 e 2015, são oito filmes para cinema. Tudo desenvolvido em paralelo com seu trabalho na série da HBO. Bryan Singer o convidou pessoalmente para ter papel central na nova aventura mutante, “X-men: dias de um futuro esquecido”, em cartaz nos cinemas. Os protagonismos começam a aparecer e as histórias deixam de girar em torno de um homem que é anão.

Além de “Game of Thrones” e do cinema, o ator tem se dedicado ao teatro. Já chegou a interpretar, com efusivos elogios, Ricardo III em montagem da famosa peça de William Shakespeare.

A New York Times Magazine certa vez escreveu: “Peter Dinklage é um dos poucos atores a transformar tv em arte”.  Não há muito o que falar além disso.

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terça-feira, 17 de junho de 2014 Curiosidades, Filmes, Notícias | 22:41

Novo trailer de “Os mercenários 3” entrega: diversão é tudo que importa…

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Banner do filme reúne todo o elenco da terceira aventura

Banner do filme reúne todo o elenco da terceira aventura

Ok! Bruce Willis não retorna, mas o elenco que Sylvester Stallone reuniu para essa terceira aventura desses heróis improváveis que atendem sob o nome de mercenários passa longe de qualquer decepção. Entram na turma Harrison Ford, Wesley Snipes, Antonio Banderas, Kellan Lutz, Ronda Rousey (ela mesma, a campeã do UFC), e ninguém menos do que Mel Gibson para colocar o vilão de Jean-Claude Van Damme em perspectiva desfavorável.

A história, como sempre, é o que menos interessa. O que importa é a diversão. Piadinhas internas, tiros, explosões e tudo que o cinema de ação dos anos 80 produzido em plenos anos 2000 tem a oferecer. O novíssimo trailer, liberado nesta terça-feira (17), confirma que em time que está ganhando, certas mudanças vão bem sim senhor…

 

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Notícias | 07:00

“O Pai da noiva” ganhará nova sequência e, dessa vez, com casamento gay

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Uma das comédias mais bem sucedidas dos anos 90 terá um novo ato. Disney e Warner negociam os direitos do terceiro filme da franquia que será novamente estrelado por Steve Martin. O primeiro, de 1991, foi um inesperado sucesso de público e crítica ao mostrar um pai de família de classe média americana precisando se acostumar com a ideia de que sua filha iria se casar e que outro homem seria o homem de sua vida. A sequência, de 1995, brincava com a ideia de que sua filha, naquele momento, seria mãe e que sua autonomia precisaria ser respeitada.

Agora, em pleno 2014, o roteirista e diretor Charles Shyer (“Alfie – o sedutor”), que dirigiu os dois primeiros filmes, teve a ideia de retomar a franquia com nova perspectiva. Seria  a vez do filho mais novo, Matty, que nos dois primeiros filmes foi interpretado por Kieran Culkin ( o irmão mais novo e talentoso de Macaulay),  de se casar. Só que o casamento em questão é um casamento homossexual. George (Steve Martin) pira com a ideia e suas tendências conservadoras geram um grande conflito familiar. A ideia dos produtores é reunir todo o elenco original. O que inclui, além de Martin e Culkin, Diane Keaton e Kimberly Williams-Paisley.

Tanto Steve Martin quanto Diane Keaton precisam fazer as pazes com o sucesso. Coincidências à parte, seus últimos hits de público foram  filmes dirigidos por Nancy Meyers, antiga parceira de Shyer e roteirista dos dois primeiros “O pai da noiva”. “Simplesmente complicado” (2009), no caso de Martin, e “Alguém tem que ceder” (2004), no caso de Keaton.

Está mais do que na hora de reunir toda família.

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segunda-feira, 16 de junho de 2014 Atores, Notícias | 23:02

Denzel Washington reverencia Robert De Niro em novo filme

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Foto: Divulgação

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Pense em um filme que conjuga influências tão diversas como “Taxi driver” (1976) e a trilogia do Batman de Christopher Nolan e que adicione a esta improvável fórmula Denzel Washington em sua melhor encarnação “atire primeiro e pergunte depois”. É mais ou menos este o mote de “O protetor” que reúne o astro e seu diretor em “Dia de treinamento”, Antoine Fuqua, pela primeira vez desde que o filme lhe valeu o Oscar de melhor ator em 2002.

O elenco conta ainda com Chloe Grace-Moretz, vivendo uma jovem prostituta (personagem claramente inspirada na de Jodie Foster em “Taxi driver”), Melissa Leo (“O vencedor”) e Bill Pullman (“Independence Day”). Na trama, Washington faz um ex-militar que forjou sua morte para tentar levar uma vida calma em Boston, mas ele não resiste às injustiças do mundo a sua volta e acaba tomando a justiça pelas próprias mãos.

“O protetor” é o único filme de Denzel Washington previsto para 2014. Se entregar o que o trailer promete, já está bom demais. O filme tem lançamento programado para 2 de outubro nos cinemas brasileiros.

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domingo, 15 de junho de 2014 Análises | 18:33

Os filmes de super-heróis já atingiram seu ponto de saturação?

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Cena de "O espetacular Homem-Aranha 2 - a ameça de Electro", filme que arrecadou menos do que o esperado pelo o estúdio

Cena de “O espetacular Homem-Aranha 2 – a ameça de Electro”, filme que arrecadou menos do que o                            esperado pelo o estúdio (Fotos: divulgação)

 

Desde que a Marvel começou sua jornada no cinema em 2008 com o lançamento de “Homem de ferro”, foram lançados nada mais, nada menos do que 30 filmes baseados em heróis de HQs, vinte um dos quais inspirados em personagens Marvel e ao menos metade disso do próprio estúdio, que no meio tempo fora adquirido pela Disney.

Ainda em 2008, o ano em que a Marvel começava a mandar no próprio jogo, Christopher Nolan radicalizava na concorrência, a DC é propriedade da Warner e, portanto, todos seus personagens estão sob o jugo do estúdio, e renovava narrativa e linguagem de um filme de herói com “Batman – o cavaleiro das trevas”, um épico com camadas filosóficas e de muita potência dramática.

De certa maneira, ali, em 2008, houve uma redefinição dos filmes adaptados de HQs e, também, do meio que habitam. “O cavaleiro das trevas” foi o primeiro a superar a marca do bilhão de dólares, estatística já superada pelo terceiro “Homem de ferro”, por “Os vingadores” e pelo último capítulo da trilogia do Batman de Christopher Nolan.

As bilheterias vão bem, mas paira sobre esse box office expressivo uma nuvem de preocupações. Até quando essa tendência vai no cinemão americano?

Os filmes estão cada vez mais parecidos, pouco inventivos e mais inexpressivos. Primeiro todos queriam copiar Nolan, agora a ideia é criar um universo coeso como o que a Marvel conseguiu erguer para si no cinema. Os X-men, que são controlados pela Fox, o Homem-aranha, controlados pela Sony, e a Warner, com os personagens da DC, rabiscam universos sem muita convicção tentando assegurar um interesse multifacetado e interligado em seus filmes. A própria Marvel, hoje um braço da Disney, negligencia diretores mais criativos para manter rédeas curtas sobre os personagens e impedir que a visão de um diretor comprometa a integridade de seu universo. Foi mais ou menos o que ocorreu com a demissão de Edgar Wright, contratado para dirigir o filme “Homem-Formiga” e dispensado por ter “diferenças criativas” com o estúdio.

Esse enclausuramento facilita o esgotamento da criatividade e conduz ao ócio criativo que os próprios estúdios se encontravam quando decidiram experimentar a fórmula das HQs no cinema.

Cena de "X-men: dias de um futuro esquecido", filme que tem o ambicioso objetivo de alinhar o universo mutante no cinema

Cena de “X-men: dias de um futuro esquecido”, filme que tem o ambicioso objetivo de alinhar o universo                      mutante no cinema

Outro aspecto crucial é o debate acerca da fidelidade. Mais do que a discussão se cânones dos quadrinhos devem ser respeitados ou não, o que ocorre é uma crescente de indiferença de parte a parte. Fãs estão menos pegajosos com suas convicções originais e produtores, menos tímidos em remodelar sagas, personagens e tramas no cinema. Esse distanciamento é outro fator revelador dessa estafa que as bilheterias ainda não mostram com clareza, mas que é sinalizado à medida que o mercado internacional passa a responder por 70% do faturamento destes filmes, a exemplo do que ocorre com os blockbusters hollywoodianos de demais procedências.

Os três filmes baseados em HQs lançados em 2014 apresentam números mais vistosos no mercado internacional do que nos EUA. Parece ser um caminho sem volta. Pelo menos nesta fórmula engessada praticada pelos estúdios atualmente. “Guardiões da galáxia”, uma comédia de ação com elenco e personagens amplamente desconhecidos pelo público, aposta de risco da Marvel” que estreia em 31 de julho, pode recuperar esse caráter transgressor e inovador das adaptações de HQs. Mais do que isso; pode consolidar a percepção de que, quinze anos depois dos mutantes provarem que cinema e quadrinhos convergem, cinema e quadrinhos precisam discutir a relação.

 Confira o trailer de “Guardiões da galáxia”

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