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segunda-feira, 2 de junho de 2014 Diretores, Notícias | 22:34

Edward Snowden pode ser a senha para Oliver Stone recuperar a relevância artística

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O ex-analista da NSA, Edward Snowden será tema do novo filme de Oliver Stone (Foto: AP/Guardian)

O ex-analista da NSA, Edward Snowden será tema do novo filme de Oliver Stone (Foto: AP/Guardian)

Entre o fim dos anos 80 e a primeira metade dos anos 90 não havia cineasta mais significativo, temido e ousado do que Oliver Stone. Fortemente liberal, esse americano nascido em Nova York dirigiu alguns dos filmes políticos mais ácidos produzidos nos EUA no período. Mirou na guerra do Vietnã (“Platoon” e “Nascido em quatro de julho”, na sociedade de consumo (“Assassinos por natureza”) e nas teorias conspiratórias (“JFK – a pergunta que não quer calar”).

Já faz mais de vinte anos que Oliver Stone não consegue se notabilizar a não ser pela polêmica fácil e simples. Das cinebiografias dos presidentes americanos, Bush foi o último pincelado por ele no dispensável “W” (2008), à recriação do drama da queda das torres gêmeas pela perspectiva de dois bombeiros que ficaram sob os escombros do World Trade Center, “As torres gêmeas” (2006), Stone acostumou-se a ser uma sombra do cineasta que foi um dia.

Depois de produzir e dirigir uma série documental para a tv americana em que conta uma versão alternativa para muitos fatos que marcaram a história americana, intitulada “The Untold history of The United States”(2012-2013), Stone prepara um retorno em grande estilo. Ele irá dirigir um filme sobre Edward Snowden, o homem cuja complexidade para defini-lo desafia articulistas políticos e jornais em todo o mundo.

Oliver Stone orienta o ator Josh Brolin, caracterizado como Bush, em "W" (Foto: divulgação)

Oliver Stone orienta o ator Josh Brolin, caracterizado como Bush, em “W” (Foto: divulgação)

Stone, de acordo com a revista Variety, está escrevendo o roteiro do filme que será baseado no livro “The Snowden files: The inside story of the World´s most wanted man”, do jornalista Luke Harding.

O livro é considerado um thriller cinemático e tudo indica que Stone irá se beneficiar dessa lógica narrativa. Em suas incursões pelo mundo financeiro, fez dois filmes sobre os bastidores de Wall Street, Stone apropriou-se desse ritmo de thriller para contar uma história sobre os pilares e fundamentos do capitalismo. A ideia é evocar o clima de “JFK – a pergunta que não quer calar”, já que Snowden é um personagem que favorece teorias conspiratórias.

Fazer um filme sobre um dos personagens mais controvertidos do novo século, Julian Assange, Mark Zuckerberg e Steve Jobs seriam outros, mas já tiveram seus filmes, pode ser a redenção que Stone tanto busca como cineasta.

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