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terça-feira, 24 de junho de 2014 Análises, Atrizes | 22:05

As escolhas de Meryl Streep

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Fotos: (divulgação e Getty Images)

Fotos: (divulgação e Getty Images)

Atriz que é uma rara unanimidade entre quem segue o cinema de muito perto e espectadores ocasionais, Meryl Streep, que completou 65 anos no último domingo (22), vive a desafiar a máxima de que Hollywood não reserva bons papéis para mulheres maduras. Recordista de indicações ao Oscar com 18 nomeações, Streep conquistou 11 dessas 18 indicações depois de ter completado 40 anos. Sucesso de bilheteria como “O Diabo veste Prada” (2006), “Julie & Julia” (2009), “Mamma Mia” (2008) e “Simplesmente complicado” (2009) mostram que além de perseguir prêmios com obstinação, a atriz sabe eleger projetos com potencial de público e com seu carisma atingi-lo por completo.

Depois de disputar o Oscar em 2014 com “Álbum de família”, Streep não dá sinais de que deve diminuir o ritmo. Além de estrelar “The homesman”, western dirigido por Tommy Lee Jones, seu parceiro de cena em “Um divã para dois” (2012), ela estará em “O doador de memórias”, novo candidato a “Jogos vorazes” e em “Into the Woods”, novo filme de Rob Marshall (“Chicago”), adaptação da Broadway que promete ser um dos frissons da temporada de premiações no fim do ano e começo de 2015. Para o ano que vem, ela já está envolvida com “Rick and the flash”, novo filme do diretor de “O silêncio dos inocentes”, com texto da mesma roteirista de “Juno”.  Na trama, Streep viverá uma roqueira decadente que tenta recuperar o tempo perdido com os filhos que por muito tempo negligenciou.

Na última semana, a atriz confirmou participação em um filme que será feito para a HBO sobre Maria Callas. A produção será dirigida por Mike Nichols, que comandou Streep nos filmes “Silkwood – o retrato de uma coragem” (1983), “A difícil arte de amar” (1986), “Lembranças de Hollywood” (1990) e na minissérie “Angels in America” (2003), também para a HBO. Meryl Streep foi premiada por todas essas produções.

A atriz em "O Diabo veste Prada": papel icônico

A atriz em “O Diabo veste Prada”: papel icônico

 

Ao lado de Jack Nicholson em "A difícil arte de amar": parcerias prósperas

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O terceiro Oscar veio por "A dama de ferro", mas Meryl não dá sinais de estafa

O terceiro Oscar veio por “A dama de ferro”, mas Meryl não dá sinais de estafa

Não é só o apetite de Meryl Streep que chama atenção. É a assertividade com que a atriz conduz uma carreira que já se configurou legendária. Muitos de seus contemporâneos, e estamos falando de gente como Robert De Niro e Jack Nicholson (atores que já firmaram parcerias prósperas com a veterana atriz), relaxaram e se encontram hoje distantes do auge de suas carreiras. Por meio de suas escolhas, menos inclinadas à celebração do próprio ego e mais conscientes de seu alcance, Meryl Streep norteia uma carreira cheia de pontos altos a um limite que hoje ainda não é visível. Enquanto talento e disposição não lhe faltarem, Meryl Streep continuará reinando soberana entre as atrizes do cinema moderno. Diferentemente do que muitos pensam, mais por seu faro aguçado para estar no projeto certo, com as pessoas certas e na hora certa do que por ser, afinal, Meryl Streep.

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3 comentários | Comentar

  1. 53 Kamila Azevedo 25/06/2014 20:52

    Meryl Streep é um exemplo para as demais atrizes, pela forma com a qual conduz sua carreira. Está aí, ativa, sempre escolhendo papeis desafiadores, diferentes e trabalhando com bons diretores. Ela é a prova viva de que os papeis femininos de boa qualidade existem, independente da idade! Ela está no seu pico, auge!

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  2. 52 Fernando Sampaio 25/06/2014 7:46

    É a melhor atriz de todos os tempos. A sua versatilidade é realmente uma marca impressionante na sua carreira, ao interpretar papéis tão diversificados, entregando-se aos personagens e imprimindo-lhes convencimento, como se uma nova personalidade surgisse através das telas. As honrosas e merecidas 18 indicações ao Oscar (com apenas 3 estatuetas em casa) legitimam uma brilhante carreira, mas que não a tornaram soberba e vaidosa (os colegas de set de filmagem são unânimes em elogiá-la pela sua dedicação e respeito ao elenco).

    Os vídeos das premiações ao Oscar, mostram que, das indicações que não lhe fizeram ganhar a estatueta, o seu semblante é de extrema alegria ao ver outras colegas de profissão serem premiadas (Susan Sarandon, Catherine Zeta-Jones, por exemplo).

    O papel defendido em A Escolha de Sofia, para mim, a coloca no topo da melhor interpretação do cinema (especialmente a cena em que a sua personagem é obrigada a fazer “a escolha de Sofia”). O Diretor, apesar da cena ter sido perfeita, pensou em rodá-la novamente, mas a atriz afirmou que não conseguiria filmá-la novamente, pois a dor emocional trazida pela cena pareceu-lhe real, pela intensa carga dramática (que viu ou ver a cena, entenderá o que escrevi).

    Que Deus a conceda muitos anos de vida, presenteando-nos com mais e inúmeros papéis formidáveis. E que outros prêmios Oscar embelezem a estante da sua casa.

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  3. 51 Ricardo Andrade 24/06/2014 22:41

    Melhor atriz do Mundo! Talento absoluto e a humildade de sempre. Coisa de gênio.

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