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Arquivo de julho, 2014

quinta-feira, 31 de julho de 2014 Filmes, Notícias | 22:23

Meryl Streep é do mal em trailer de “Into the woods”

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Será que Meryl Streep vai ao Oscar, dessa vez como bruxa?

Será que Meryl Streep vai ao Oscar, dessa vez como bruxa?

Pense em todos os contos de fadas que você conhece. Provavelmente você não terá pensado em todos que compõe “Into The woods”, novo filme de Rob Marshall, diretor de “Chicago” (2003) e ‘Piratas do Caribe: navegando em águas misteriosas” (2011). O filme, com lançamento marcado para o dia 1º de janeiro de 2015 nos cinemas do Brasil, é uma adaptação de um musical da Broadway inspirado em diversos contos infantis clássicos como Chapeuzinho vermelho, Rapunzel, Cinderela, entre outros.  No trailer, divulgado hoje e que pode ser conferido abaixo, já é possível pescar algumas dessas referências.

Em “Into The Woods”, os protagonistas são o casal formado pelo Padeiro (James Corden) e sua esposa (Emily Blunt), que foram amaldiçoados pela Bruxa (Meryl Streep) e não podem ter filhos por causa disso. Decididos a acabar com a maldição, o casal entra na floresta encantada em busca de elementos capazes de quebrar o feitiço. Nessa jornada, cruzam com os mais diversificados personagens de contos de fadas.

A produção tem, ainda, Johnny Depp como Lobo Mau, Anna Kendrick como Cinderela, Chris Pine como Príncipe Encantado e Mackenzie Mauzy como Rapunzel.

A Cinderela, vivida por Anna Kendrick...

A Cinderela, vivida por Anna Kendrick…

... e seu príncipe interpretado por Chris Pine  (Fotos: divulgação)

… e seu príncipe interpretado por Chris Pine (Fotos: divulgação)

 

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Atrizes, Curiosidades | 06:00

Com “Guardiões da galáxia”, Zoe Saldana faz história em Hollywood

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Zoe Saldana  (Fotos: Getty  e divulgação)

Zoe Saldana (Fotos: Getty e divulgação)

Com a estreia de “Guardiões da galáxia” nesta quinta-feira nos cinemas, Zoe Saldana, que no filme vive a caçadora de recompensas Gamora, vai atingir uma marca curiosa. Ela é a única mulher, e seria o único homem se fosse o caso, a estrelar três franquias espaciais de forte apelo comercial. Ela é Uhura em “Star Trek”, reimaginação  de J.J Abrams para a saga criada por Gene Roddenberry, e a Neytiri em “Avatar”, épico de ficção científica de James Cameron que já tem três sequências confirmadas para os próximos anos. A continuação de “Guardiões da galáxia” será lançada em 2017.

Zoe Saldana, que surgiu como coadjuvante de Britney Spears em “Crossroads: amigas para sempre” (2002), aos poucos foi se projetando para o cinema de ação. Já em 2003 fez uma pequena participação no bem sucedido “Piratas do Caribe: a maldição do Perola negra” (2003). Ela participou de outras fitas de ação como “Ladrões” (2010), “Os perdedores” (2010), “Ponto de vista” (2008) e “Colombiana: em busca de vingança” (2011), da qual foi protagonista.

Inegavelmente, porém, suas incursões pelo espaço representam o ponto alto de sua carreira no cinema. Aos 36 anos, e com três franquias intergaláticas no currículo, Saldana compreensivelmente se consolida como musa geek.

"Guardiões da Galáxia"

“Guardiões da Galáxia”

"Star Trek"

“Star Trek”

"Avatar"

“Avatar”

 

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quarta-feira, 30 de julho de 2014 Críticas, Filmes | 21:25

“O amor é um crime perfeito” alia inteligência e sensualidade a serviço da história

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O cinema francês é reconhecido tanto pela inteligência como pela sensualidade e “O amor é um crime perfeito”, novo filme de Jean-Marie Larrieu e Arnaud Larrieu potencializa esses elementos com sofisticação, audácia e incrível esmero.

Eles já haviam obtido resultado semelhante em “Pintar ou fazer amor” (2004), comédia dramática que opunha desejo e moralismo sob uma perspectiva sedutora e instigante. Em “O amor é um crime perfeito”, adaptado do romance “Incendies” de Phillipe Djian, a proposta é mais ambiciosa. Combinar o ritmo de thriller policial ao contexto de um drama familiar. Tudo entremeado por uma pulsão sexual inebriante.

Mathieu Amalric faz um professor de literatura que costuma levar suas alunas para a cama. Quando uma dessas alunas some ele vai sendo enredado aos poucos em uma teia de conspirações à medida que visto como suspeito, ainda que discretamente, passa a se envolver com a madrasta da menina desaparecida. Não obstante, ele ainda tem um relacionamento complexo, e marcado por forte tensão sexual, com sua irmã, que ocupa um cargo de superioridade na universidade em que ele dá aula.

O desejo é a força motriz em "O amor é um crime perfeito" (Foto: divulgação)

O desejo é a força motriz em “O amor é um crime perfeito” (Foto: divulgação)

Com cadência, os irmãos Larrieu vão revelando uma trama absolutamente distinta daquela que intuímos a princípio. Se essa opção revela apurado exercício de estilo, exibe também uma aprofundada capacidade de articulação estética e narrativa. A sensualidade que impregna a fita jamais desvia a atenção do espectador da trama central. Pelo contrário, reforça-a maliciosamente. Outro aspecto interessante da direção dos Larrieu é que a verdade que emerge no final do filme, embora já pudesse ser pressentida por um ou outro observador mais perspicaz, nunca é esmiuçada em seus detalhes sórdidos e o público precisa preencher as lacunas com certa imaginação. Esse delicioso exercício de coautoria redefine “O amor é um crime perfeito” como um filme de muito mais capilaridade do que sua narrativa, falsamente convencional, sugere.

Neste sentido, a atuação de Mathieu Amalric ganha importância. Seu personagem vai sendo revestido de complexidade à medida que “O amor é um crime perfeito” vai se revelando um filme distinto do que tínhamos em mente. Essa exacerbação da linguagem cinematográfica finalmente se cristaliza com a grande sacada da obra: amar é o pecado definitivo dos vaidosos.

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segunda-feira, 28 de julho de 2014 Curiosidades, Filmes, Listas | 22:35

A história de Hollywood em dez filmes

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O jornal inglês The Telegraph lançou um desafio inusitado. É possível contar a história de Hollywood em dez filmes? A ideia é agregar as produções que, não só influenciaram o modo de se fazer cinema dali em diante, mas que mimetizem o espírito da Meca do cinema em cada época.

Como em toda lista, há margem para discordâncias e interpretações diversas, mas a lista formulada pelo jornalista Robbie Colin paira acima das suspeitas mais superficiais. Eis ela:

 

Cena do filme "A conversação"

Cena do filme “A conversação”

“Uma semana”, de Buster Keaton (1920)

“Aconteceu naquela noite”, de Frank Capra (1934)

“No tempo das diligências”, de John Ford (1939)

“Fuga ao passado”, de Jacques Tourneur (1947)

“Sinfonia de Paris”, de Vicente Minneli (1951)

“À queima roupa”, de John Boorman (1967)

“A conversação”, de Francis Ford Coppola (1974)

“De volta para o futuro”, de Robert Zemeckis (1985)

“Pulp Fiction – tempo de violência”, de Quentin Tarantino (1994)

“Batman – o cavaleiro das trevas”, de Chistopher Nolan (2008)

 

O Cineclube, instigado por este exercício de cinefilia e história, elaborou a própria lista com o mesmo objetivo. Eis ela:

 

Cena de "A rede social"

Cena de “A rede social”

“O nascimento de uma nação”, de D.W. Griffith (1915)

“Tempos modernos”, de Charles Chaplin (1936)

“E o vento levou…”, de Victor Fleming (1939)

“Como era verde o meu vale”, de John Ford (1941)

“Sindicato de ladrões”, de Elia Kazan (1954)

“Amor sublime amor”, de Robert Wise e Jerome Robbins (1961)

“Tubarão”, de Steven Spielberg (1975)

“Taxi driver”, de Martin Scorsese (1976)

“Fargo”, de Joel e Ethan Coen (1996)

“A Rede social”, de David Fincher (2010)

 

Cena de "Sindicato de ladrões"

Cena de “Sindicato de ladrões”

Cena de "Taxi driver"

Cena de “Taxi driver” (Fotos: divulgação)

A lista se justifica nas inteirezas e nas sutilezas. “O nascimento de uma nação” aborda os eventos mais importantes da fomentação da América tudo pela ótica de duas famílias. É um dos filmes que moldaram a narrativa cinematográfica como a conhecemos. “Tempos modernos”, com sua ousada crônica da revolução industrial é um exemplo de como Hollywood sabe aproveitar talentos estrangeiros, no caso, Chaplin.

Já “E o vento levou” foi o primeiro épico hollywoodiano e, com valores atualizados pela inflação, um dos três filmes de maior bilheteria de todos os tempos.

Já “Como era verde o meu vale” é a opção mais fidedigna de narrativa hollywoodiana. O filme de John Ford prevaleceu no Oscar sobre “Cidadão Kane”, de Orson Welles, por muitos considerados um dos melhores filmes da história. A vitória deste épico familiar traduz muito da concepção de cinema em voga ainda hoje em Hollywood. “Sindicato de ladrões”, por seu turno, mostra o viés político do cinema hollywoodiano e sua veia liberal então efervescente.

“Amor sublime amor” é o triunfo do musical, esse gênero tão teatral que de quando em quando brilha no cinema. O filme é um dos maiores vencedores do Oscar e um grande sucesso de bilheteria. Além, é claro, de provar a versatilidade da shakespeariana história de Romeu e Julieta.

Steven Spielberg entra na lista com “Tubarão”, filme que inaugurou o que hoje chamamos de temporada de blockbusters (ou verão americano) e, literalmente, salvou Hollywood da bancarrota.  Os anos 70 tem dois filmes porque, depois dos anos 30, foram os mais importantes do cinema americano. Quando ele se revitalizou impulsionado por novos diretores criativos e inovadores. Martin Scorsese era um deles e “Taxi driver” um dos expoentes desse movimento.

Na lista do The Telegraph aparece “Pulp Fiction”. A opção por “Fargo” é uma provocação. O grande mérito oculto de Quentin Tarantino talvez tenha sido chamar atenção para o cinema dos Coen, hoje uma unanimidade, mas que antes de “Pulp Fiction” raramente eram notados por Hollywood. “Fargo” mudou este panorama.

“A rede social” não é apenas um filme sobre as circunstâncias da criação da maior rede social de nossos tempos. É um filme que se apresenta como síntese da linguagem de nossa era e, também, a melhor representação da chamada geração y que já começa a mandar e desmandar nos padrões de Hollywood também.

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sexta-feira, 25 de julho de 2014 Análises, Filmes | 22:32

O que esperar do filme “50 tons de cinza”?

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

É difícil fazer prognósticos em cima de um trailer, mas a liberação do primeiro de “50 tons de cinza” marcou a semana. O fenômeno, sugere a comoção demonstrada com um material de marketing de pouco mais de dois minutos, ainda tem muita força para exibir. O sucesso é certo, ainda que seja precipitado apontar em que proporção, mas de que tipo de filme estamos falando exatamente? A recíproca do livro será verdadeira? Estamos diante de um “pornô para mamães”, uma história de princesa com algum sex appeal ou a imagem diluirá os efeitos da imaginação, que a obra de E.L James parece ter apimentado?

O trailer entrega algumas pistas. O tom, como sugere a data de lançamento nos cinemas americanos (no valentine´s day em fevereiro próximo) é de romance. Não se está diante de um filme com a disposição de investigar os labirintos do desejo sexual. As cenas de sexo e sadomasoquismo, todas mostradas de lampejo no trailer, aparentam bom gosto, mas não parecem especificamente inclinadas para a ousadia.

Este primeiro trailer busca essencialmente o diálogo com o fã do material original. É a este que a produção do filme deseja tranquilizar neste momento de ansiedade. É como se dissesse: este é o filme que você imaginou. Será mesmo?

Sam Taylor-Johnson, a diretora do longa-metragem, tem apenas um crédito como diretora. “O garoto de Liverpool” (2008), sobre os anos iniciais da parceria entre John Lennon e Paul McCartney, além da complexa relação do primeiro com sua mãe.

É um filme em que Johnson explora mais os personagens do que precisaria. Demonstrou saber trabalhar bem com ambiguidades do roteiro e eficácia em redimensionar sutilezas do texto na tela. São habilidades que podem ser úteis em um filme que pretende mais do que satisfazer apenas a base consolidada de fãs.

De qualquer maneira, apesar do barulho provocado por “50 tons de cinza”, e muito ainda está por vir, vivemos tempos francamente caretas no cinema mainstream. Seja o filme surpreendente ou não, parece certo que não teremos o “Instinto selvagem” (1992) desta geração. O que para quem gosta de bom cinema e sexo, por que não, não deixa de ser um tanto broxante.

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Análises, Curiosidades, Filmes | 06:00

Quando o cinema pensa o jornalismo

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Está programado para estrear nos cinemas no próximo dia 7 de agosto o documentário “O mercado de notícias”, de Jorge Furtado. O filme combina a encenação da peça homônima de 1625 do dramaturgo inglês Ben Jonson com depoimentos colhidos pelo diretor de 13 jornalistas de diferentes mídias da cena noticiosa nacional.

A intenção do cineasta é discutir a reverberação do jornalismo no cotidiano, o sentido e a prática da profissão, bem como seu futuro. O filme reflete casos recentes da política brasileira e pormenoriza a atuação da imprensa. A estrutura, ainda que convencional, busca a metaforização nesse diálogo que propõe com uma peça forjada no século XVII. As circunstâncias do jornalismo, no entanto, são passíveis de mudança? A essência se metamorfoseia com o tempo ou permanece imutável? São questionamentos que norteiam o interesse de Furtado com seu filme.

Os jornalistas depoentes não são menos notórios que o diretor de “O homem que copiava” (2003) e “Saneamento básico – o filme” (2007). Bob Fernandes, Cristiana Lôbo, Fernando Rodrigues, Geneton Moraes Neto, Janio de Freitas, José Roberto de Toledo, Leandro Fortes, Luis Nassif (colunista do iG), Mauricio Dias, Mino Carta, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira e Renata Lo Prete formam esse painel plural e multifacetado tateado por Furtado.

Para o diretor, seu documentário “debate critérios jornalísticos e, também, configura uma defesa da atividade jornalística, do bom jornalismo, sem o qual não há democracia”.

O jornalista Fernando Rodrigues em cena de "O mercado de notícias"

O jornalista Fernando Rodrigues em cena de “O mercado de notícias”

Em "Rede de intrigas", o âncora de um telejornal promete se suicidar no ar quando de sua demissão e vira um sucesso de audiência

Em “Rede de intrigas”, o âncora de um telejornal promete se suicidar no ar quando de sua demissão e vira um sucesso de audiência à medida que perde as papas da língua

Em "O informante", Al Pacino vive um jornalista que tenta convencer uma potencial fonte, mas se vê imerso em um jogo escuso de interesses econômicos

Em “O informante”, Al Pacino vive um jornalista que tenta convencer uma potencial fonte a entregar podres da indústria tabagista, mas se vê imerso em um jogo escuso de interesses econômicos

A ideia central do filme, no entanto, não é nova. Há, por exemplo, um documentário americano recente que aborda com propriedade o mesmo tema. Trata-se de “Page one: inside The New York Times” (2011), disponível no catálogo da Netflix.  O filme de Andrew Rossi propõe um mergulho sem precedentes na redação e na história do jornal mais importante e mais influente do mundo. Jornalistas do veículo e também de concorrentes falam sobre o jornal, as mudanças estruturais impostas pelo tempo e, na esteira desta avaliação, pelas transformações inerentes ao próprio jornalismo.

A primazia dessa reflexão do jornalismo, contudo, não é do documentário. O cinema ficcional discute o jornalismo há um bom tempo. “A montanha dos sete abutres”, de Billy Wilder (1951) é item obrigatório nas faculdades de jornalismo por oferecer uma visão arguta de como o jornalismo pode pender para o sensacionalismo em um piscar de olhos. Desse quadro indesejável para a manipulação, basta outro piscar de olhos.

Ainda nessa linha de pensar o jornalismo em toda a sua complexidade, podem ser destacados filmes como “O informante” (1999), “Quase famosos” (2000), “Nos bastidores da notícia” (1987), “Todos os homens do presidente” (1976), “A primeira página” (1974), “Boa noite e boa sorte” (2005), “Frost/Nixon” (2008), “Rede de intrigas” (1976), “O jornal” (1994), “O preço de uma verdade” (2003), “O quarto poder” (1997), “Intrigas de Estado” (2009), entre tantas outras preciosas inflexões sobre o fazer jornalístico.

Em "O quarto poder", Dustin Hoffman vive experiente jornalista que manipula um homem desesperado para conseguir o furo de sua carreira

Em “O quarto poder”, Dustin Hoffman vive experiente jornalista que manipula um homem desesperado para conseguir o furo de sua carreira

"Quase famosos" mostra a experiência de um jovem jornalista acompanhando uma banda em turnê

“Quase famosos” mostra a experiência de um jovem jornalista acompanhando uma banda de rock em turnê

Um ex-presidente em busca de redenção midiática e um apresentador de tv contestado em um embate intelectual primoroso são a matéria prima de "Frost/Nixon"

Um ex-presidente em busca de redenção midiática e um apresentador de tv contestado em um embate intelectual primoroso são a matéria prima de “Frost/Nixon”

Com diferentes inclinações, tons e conclusões, esses filmes convidam a uma reflexão fundamentalmente importante em um momento em que o País se prepara mais uma vez para ir às urnas. Reflexão esta que deve ser encampada por quem produz e, principalmente, por quem consome notícia.

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quinta-feira, 24 de julho de 2014 Notícias | 20:46

Festival de Veneza 2014 anuncia seleção oficial

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Foram anunciados nesta quinta-feira (24) os filmes que compõem a mostra competitiva da 71ª edição do festival internacional de cinema de Veneza, o mais antigo e um dos mais prestigiados do mundo. Serão exibidos no evento os novos filmes dos cineastas Fatih Akin (“Contra a Parede”), Andrew Niccol (“O Senhor das Armas”), David Gordon Green (“Joe”), Roy Anderson (“Vocês, os Vivos”) e Joshua Oppenheimer (“O Ato de Matar”).

Curiosamente, são os filmes exibidos fora de competição que mais chamam a atenção. Destacam-se os novos trabalhos do centenário realizador português Manoel de Oliveira, o retorno depois de 14 anos afastado do cinema de Peter Bogdanovich e de Barry Levinson, responsável por filmes como “Mera coincidência” (1997), “Donnie Brasco” (1997) e “Rain man” (1988). Além da nova incursão do ator James Franco pela direção, é claro.

Há predominância europeia na lista, com maior presença do cinema francês (seis títulos). Não há candidatos da América Latina, o que corrobora o ano cinematograficamente frágil apresentado pelo cinema da região.

 Confira abaixo a lista dos filmes que integram o festival

Competição

Willem Dafoe em cena de "Pasolini", de Abel Ferrara

Willem Dafoe em cena de “Pasolini”, de Abel Ferrara

“The Cut”, Fatih Akin (Alemanha, França, Itália, Rússia, Canadá, Polônia, Turquia)
“A Pigeon Sat on a Branch Reflecting on Existence”, Roy Anderson (Suécia, Alemanha, Noruega, França)
“99 Homes”, Ramin Bahrani (EUA)
“Tales”, Rakhshān Bani E’temād (Irã)
“La rançon de la gloire”, Xavier Beauvois (França, Bélgica, Suíça)
“Hungry Hearts”, Saverio Costanzo (Itália)
“Le dernier coup de marteau”, Alix Delaporte (França)
“Pasolini”, Abel Ferrara (França, Bélgica Itália)
“Manglehorn”, David Gordon Green (EUA)
“Birdman or The Unexpected Virtue of Ignorance”, Alejandro González Iñárritu (EUA)
“3 coeurs”, Benoît Jacquot (França)
“The Postman’s White Nights”, Andrei Konchalovsky (Rússia)
“Il giovane favoloso”, Mario Martone (Itália)
“Sivas”, Kaan Müjdeci (Turquia)
“Anime nere”, Francesco Munzi (Itália, França)
“Good Kill”, Andrew Niccol (EUA)
“Loin des homes”, David Oelhoffen (França)
“The Look of Silence”, Joshua Oppenheimer (Dinamarca, Finlândia, Indonésia, Noruega, Reino Unido)
“Fires on the Plain”, Shinya Tsykamoto (Japão)
“Red Amnesia”, Xiaoshuai Wang (China)

Fora de competição

Al Pacino volta a colaborar com Barry Levinson em "The humbling"

Al Pacino volta a colaborar com Barry Levinson em “The humbling”

“Words With Gods”, Guillermo Arriaga, Emir Kusturica, Amos Gitai, Mira Nair, Warwick Thornton, Hector Babenco, Bahman Ghobai, Hideo Nakata, Alex de la Iglesia (México, EUA)
“She’s Funny That Way”, Peter Bogdanovich (EUA)
“Dearest”, Peter Ho-sun Chan (Hong Kong, China)
“Olive Kitteridge”, Lisa Cholodenko (EUA)
“Burying the Ex”, Joe Dante (EUA)
“Perez”, Edoardo de Angelis (Itália)
“La zuppa del demônio”, Davide Ferrario (Itália)
“The Sound and the Fury”, James Franco (EUA)
“Tsili”, Amos Gitai (Israel, Rússia, Itália, França)
“La trattativa”, Sabina Gazzanti (Itália)
“The Golden Era”, Ann Hui (China, Hong Kong) – filme de encerramento
“Make-Up”, Im Kwon-taek (Coreia do Sul)
“The Humbling”, Barry Levinson (EUA)
“The Old Man of Belem”, Manoel de Oliveira (Portugal, França)
“Italy in a Day”, Gabriele Salvatores (Itália, Reino Unido)
“In the Basement”, Ulrich Seidl (Áustria)
“Os Boxtrolls”, Anthony Stacchi, Annable Graham (Reino Unido)
“Ninfomaníaca – Volume II” (versão do diretor), Lars von Trier (Dinamarca, Alemanha, França, Bélgica)

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quarta-feira, 23 de julho de 2014 Críticas, Filmes | 22:26

“Planeta dos macacos: o confronto” é interessante jogo de espelhos

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Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

César é, para todos os efeitos, um personagem pós-moderno. Primeiro porque é o que melhor se beneficia da ferramenta hoje bastante comum da captura de performance. Tecnologia que permite combinar os gestos e expressões do ator à criação digital que será vista na tela grande. Daí surgiu o que chamamos no meio de “performance digital”. E Andy Serkis, o homem que já foi Gollum e King Kong, reina nesta arte. A segunda razão para César ser a expressão do personagem pós-moderno é porque congrega em si toda a complexidade de ser humano, mas é um macaco; um símio que trafega entre o que há de mais primitivo em nós e o que há de mais evoluído. Por ser esse espelho tão fascinante quanto aterrador, César cativa.

“Planeta dos macacos: o confronto” (2014) é um filme que dá conta desse enredamento ambicioso. Essa nova jornada dos macacos pelo cinema, iniciada com “Planeta dos macacos: a origem” (2011) busca conciliar entretenimento com reflexão e alcança com sucesso essa rara simetria no cinema americano.

No novo filme, dirigido por Matt Reeves (“Deixe-me entrar”), o vírus produzido em laboratório abordado no filme anterior dizimou grande parte da humanidade. Os que vivem precisam se reorganizar socialmente, mas esbarram no surgimento de uma sociedade paralela erigida pelos macacos liderados por César, que foi o primeiro a apresentar os sinais de evolução.

O que mais impressiona em “O confronto” não é o tempo que Reeves dedica à estrutura de comunicação dos símios, nem mesmo o vigor de seus ritos sociais, mas a maneira como símios e humanos se aproximam nas vicissitudes e nas virtudes.

É esse o grande mérito deste blockbuster que se apresenta como um dos melhores dessa safra de 2014. A capacidade de vincular com fundamento a veia corruptora do homem ao ideal de evolução, de organização social e fazê-lo destacando uma sociedade pós-raça humana que se julga imune às vis tentações que assolam o homo sapiens. Essa ideia muito bem fecundada no romance original escrito por Pierre Boulle, e lançado em 1963, ganha dimensão mais trágica e ruidosa nas mãos de Reeves.

Dos planos insidiosos sobre César, o líder sábio e pressionado, à agonia humana em face de descobertas sempre desestabilizadoras, Reeves filma com a densidade de uma tragédia grega cujo iminente desfecho nos rebaixa enquanto sociedade.

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terça-feira, 22 de julho de 2014 Críticas, Filmes | 20:19

“O Teorema zero” tenta iluminar busca atemporal pelo sentido da vida

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Qual o propósito da existência? É esse o mote nada banal e compreensivelmente ambicioso de Terry Gilliam em seu retorno ao universo da ficção científica. Entre “Os 12 macacos” (1995) e “O teorema zero” (2013) passaram-se quase 20 anos. Se o primeiro filme flertava com a ação sem abdicar de seu viés soturno, o novo trabalho de Gilliam abandona todo e qualquer subterfúgio para focar única e exclusivamente no objetivo da narrativa.

No filme, Qohen Leth (Christoph Waltz) é um excêntrico hacker com tendências antissociais que se fundem muitíssimo bem a um mundo em que a tecnologia preconiza a impessoalidade. Mas essa visão pessimista de nosso futuro não compõe o eixo central da fita, mas sim o que esse descontentamento fluído enseja. Qohen está à espera de uma ligação do criador para descobrir seu propósito nesta vida. Por isso, pressiona seu supervisor (David Thewlis) para poder trabalhar em casa. O gerente, figura que beira o mitológico na composição cênica de Gilliam e que é interpretado com afetação calculada por Matt Damon, acaba por lhe propor um desafio: ele poderá trabalhar em casa, desde que seja na solução do teorema zero. Um problema matemático que, se resolvido, revelará a razão da existência humana. Mas resolver o tal problema não só consome o tempo e a sanidade de Qohen, como se prova um exercício de fé. Está aí, no exercício da fé, o questionamento definitivo alinhado por Gilliam em seu filme.

o teorema

O ator Christoph Waltz em cena do filme

 

Fotos: divulgação

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Nesse futuro colorido, berrante e de constante observação, a religião assumiu-se como um player no mercado de capitais e a disputa pela alma de um indivíduo não é mais importante do que a possibilidade de torná-lo parte de um sistema. A estranheza de Qohen sempre se referir a si mesmo na primeira pessoa do plural passa por aí e culmina na devastadora cena final em que o gerente faz uma revelação a Qohen, que a despeito de intuída por um ou outro espectador, preserva sua força.

A religião é capaz de prover sentido à vida humana, terrestre, racional, profissional? Ou seria o amor capaz de legitimar angústias insuspeitas e insondáveis? Gilliam confronta essas percepções em um filme estranho, sensorial, delirante na mise-en-scène e que vai se revelando por meio de metáforas potentes. Sejam elas visuais ou saídas da boca de personagens.

Christoph Waltz surge em cena intangível e irreproduzível. Diferentemente de tudo que já fez no cinema, o ator se entrega ao ridículo e ao nonsense despudoradamente. Alterando o tom do registro a cada nova cena, Waltz aposta em uma composição rigorosamente fiel ao espírito transgressor do filme. Inadjetivável, no sentido mais livre possível, sua atuação não exatamente agrada, mas impressiona.

“O teorema zero” não é um filme de apreciação imediata. É daqueles que exige engajamento; reflexão. Gilliam confia ao público parte de sua angústia, mas não lhe reserva o direito de pincelar suas próprias respostas. Ao fim da projeção, elas estão todas lá; só nos resta montar o quebra-cabeça.

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segunda-feira, 21 de julho de 2014 Filmes, Notícias | 22:15

Confira o primeiro trailer de “Trash – a esperança vem do lixo”

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Foi divulgado nesta segunda-feira o trailer de “Trash – a esperança vem do lixo”, novo filme de Stephen Daldry, diretor dos filmes “Billy Elliot” (2000), “As horas” (2002) e “O leitor” (2008). A produção foi gravada no Rio de Janeiro entre 2012 e 2013 e é uma co-produção entre as britânicas Working Title e PeaPie Films e a brasileira O2 Filmes. O roteiro é de Richard Curtis, responsável pelos textos de “Cavalo de guerra” (2010) e “Simplesmente amor” (2003).

Uma mistura de drama e thriller, “Trash” acompanha três meninos, Raphael (Rickson Tevez), Gardo (Eduardo Luis ) e Rato (Gabriel Weinstein), que vivem em um lixão e que após uma descoberta misteriosa entram na mira de policiais corruptos . A trama que fala sobre poder e corrupção se destaca pelo elenco internacional com nomes como Wagner Moura, Selton Mello, Rooney Mara e Martin Sheen.

 

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