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quarta-feira, 6 de agosto de 2014 Críticas, Filmes | 20:38

Michael Bay manda mensagem subliminar no quarto “Transformers”

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Michael Bay não queria fazer um quarto “Transformers”. Ele mesmo deu reiteradas declarações enquanto rodava o terceiro filme de que aquele seria sua despedida deste universo que, justiça seja feita, ele é responsável por 50% do sucesso. Os outros 50% podem ser creditados aos efeitos especiais, atores, Hasbro (produtora de brinquedos que criou os transformers) e ao marketing maciço e onipresente custeado pelo estúdio Paramount.

Um cachê de U$ 30 milhões e a perspectiva de dirigir um “projeto menor” (o ótimo “Sem dor, sem ganho”, lançado em 2013) e a produção do remake de “As tartarugas ninja” (2014), que será lançado ainda neste ano, convenceram Bay a voltar atrás. “Transformers: a era da extinção” é uma espécie de reboot da série. É como se tudo começasse novamente, agora com Mark Wahlberg à frente da franquia.

O elenco em pose de videoclipe em cena de "A era da extinção": filme mais divertido do que precisava ser... (Foto: divulgação)

O elenco em pose de videoclipe em cena de “A era da extinção”: filme mais divertido do que precisava ser…
(Foto: divulgação)

Optimus Prime é novamente cativado por um humano, dessa vez o pai de família e mal fadado engenheiro eletrônico vivido por Wahlberg, e os decepticons estão novamente às voltas com um plano mirabolante, pelo menos na lógica do filme, para exterminar a humanidade.

“A era da extinção”, no entanto, padece do mesmo mal dos filmes anteriores. É extremamente longo. É filme demais para história de menos. Os efeitos especiais, no entanto, nunca estiveram melhores na série. Do detalhamento dos transformers, às cenas de luta (muito mais compreensíveis), passando até pelo momento “Star Wars” que o filme apresenta nos céus de Chicago.

Os acertos da série são replicados com destreza pelo diretor. O humor está preservado, assim como a trilha sonora pop e aquela porção de takes publicitários de Bay que tão bem caracterizam a série. Por falar em publicidade, pelas horas tantas do filme uma das atrações é perceber o merchandising em cada cena da produção. Seja quando a ação se passa nos EUA ou na China. Bay, de forma irreverente, leva o clímax da ação dos EUA para a China em um pulo.

“Transformers” não precisa fazer grande sentido e o diretor sabia disso. Mas o mais genial é que ele brinca com essa sanha por novos filmes da série ao colocar como principal mote da trama, cientistas tentando achar mais ‘transfórmio’ – um material à base de metal que possibilitaria que criássemos nossos próprios transformers. É sobre isso que o filme se resolve. E é um sarro que Bay tira com todo esse esforço da Paramount, pontuado no próprio empenho em mantê-lo no controle da franquia, em conservar a série viva no cinema.

O diretor não só brinca com o próprio status, como faz o filme mais divertido da série. Agora é que eles não deixam Bay ir embora mesmo…

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5 comentários | Comentar

  1. 55 Bruna 07/10/2014 13:44

    Gostaria de uma ajuda,pois tenho que fazer um trabalho na minha escola sobre o filme, na matéria de inglês.
    Não sei muita coisa sobre o filme,e também não tenho muitas ideias pra fazer o trabalho.Então pensei em explicar o filme com mais detalhes e sobre o diretor do filme.
    Se alguem souber porque o diretor quis fazer um filme assim iria me ajudar bastante.
    obrigada.

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  2. 54 Kamila Azevedo 07/08/2014 21:52

    Ainda não assisti a esse novo “Transformers”, mas muito me impressiona os comentários positivos que tenho lido sobre a obra.

    Responder
  3. 53 GILMAR 07/08/2014 6:11

    Ponto negativo pelo título, palhaçada pela enganação.

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  4. 52 MARCOS 06/08/2014 22:34

    Tá!! Cadê a mensagem subliminar não tinha como chamar a atenção e inventou um titulo chamativo péssimo reporter

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    • Gisele 07/08/2014 6:02

      Eu entendi que a mensagem subliminar é a busca dos cientistas pelo “transfórmio”.

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    • luciano 07/08/2014 0:23

      A metáfora está muito clara no penúltimo parágrafo. pay attention!

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  5. 51 Raoni Teixeira 06/08/2014 21:59

    Não é que estou lendo as notícias do dia e vejo um comentário sobre cinema muito bom.
    Quando li o nome de quem escreveu, só podia ser esse grande jornalista e parceiro de muito tempo. Parabéns, Reinaldo!!!

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