Publicidade

Arquivo de agosto, 2014

sexta-feira, 15 de agosto de 2014 Críticas, Filmes | 18:53

“The Rover” é a crônica da desesperança anunciada

Compartilhe: Twitter

O cinema australiano não tem tradição, mas oferta ao mundo um cineasta que se arrisca a instituí-la com ousadia, criatividade e robustez. Depois de impressionar com sua estreia, no intenso, violento e surpreendente “Reino animal”, David Michôd realiza um filme ainda mais complexo, desorientador e criativo. “The rover”, que no Brasil ganhou o péssimo subtítulo “A caçada” é um filme de ritmo espinhoso, mas intelectualmente compensador.

É também um estrato do cinema pensante. Vale-se do universo da ficção científica, da cenografia e cânones do western e do ritmo de filme de arte para ensejar um drama que busca um tipo muito particular de reflexão. A estrutura narrativa é apenas uma das ousadias de Michôd. A desconcertante cena final, que aventa “o sentido absurdo da vida” quando a condução da narrativa encorajava o espectador a abandonar a busca por qualquer sentido mais encorpado na trama, é a cereja do bolo de um filme que merece ser descoberto e apreciado.

foto: divulgação

foto: divulgação

Estamos em um futuro pós-apocalíptico, mas ele nada se distingue do presente. O colapso econômico tenta a civilização a ruir e é no deserto australiano que Michôd encena sua crônica da desesperança. “Há dez anos segui minha mulher e vi um homem enfiando os dedos nela. Matei os dois e nada aconteceu comigo”, brada o protagonista vivido com a retidão dramática necessária por Guy Pearce. “Ninguém veio atrás de mim. Esse é o tipo de coisa que não pode passar impune”, explica ele, em dado momento do filme, a um homem que é apenas uma sombra do que outrora foi um oficial da lei.

Quando esse forte diálogo se estabelece, “The Rover” já elabora seu clímax, que não é em termos rítmicos nada distinto do que se viu até ali. A câmera pouco intrusiva de Michôd e sua narrativa contemplativa acompanham um homem (Pearce) que tem seu carro roubado por três homens. Ele parte no encalço deles, eventualmente cruza com o irmão abandonado de um deles, papel de Robert Pattinson, e acaba criando uma inesperada parceria.

Sutilmente Michôd vai dando cor a esse futuro borrado e é na divergência entre os personagens de Pearce e Pattinson, que a grandeza da obra se articula. Enquanto um parece resignado, mas persegue seu objetivo (recuperar o carro) com gana incompatível com suas circunstâncias, o outro anseia por vínculo emocional em uma época em que a humanidade parece ter renunciado a ele de maneira definitiva.

“The Rover” causa impacto. Potencializado por sua engenharia narrativa, o filme nos cerceia as convicções com astúcia e dissabor. Uma abordagem que dá esperança ao cinema australiano que Michôd com toda a certeza irá influenciar.

Autor: Tags: , , ,

quarta-feira, 13 de agosto de 2014 Filmes, Listas | 06:00

Na esteira do Ebola, cinco filmes com vírus mortais

Compartilhe: Twitter

Todo dia o noticiário está sendo invadido com algum desdobramento sobre o Ebola. O mundo assiste, de maneira mais passiva do que o desejável, a efervescência do vírus na África, onde na definição da Organização Mundial da Saúde há um “surto descontrolado”.  O medo de uma pandemia apocalíptica que habita nosso inconsciente coletivo já foi explorado em diferentes níveis, e com distintos resultados, pelo cinema. O Cineclube elaborou uma lista com cinco filmes que abordaram a ascensão de diferentes vírus e o terror nefasto acarretado por eles à humanidade.

1 – Guerra Mundial Z (EUA, 2013)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

O filme de maior bilheteria da carreira de Brad Pitt combina zumbis e vírus biológico. A trama mostra o personagem do ator, um soldado a serviço das Nações Unidas, buscando pelo mundo pistas que levem à manipulação de uma vacina capaz de curar o vírus que transforma as pessoas em zumbis velozes e famintos em questão de segundos.

2 – Sangue ruim (FRA, 1986)

Sangue ruim

Nessa pequena joia do cinema francês com uma jovem Juliette Binoche, a sociedade francesa sofre as consequências da passagem do cometa Halley pelo país. Além do calor descomunal, um vírus mata todos que fazem sexo sem amor. Trata-se de uma alegoria apaixonada e apaixonante, além de espirituosa, do diretor Leos Carax sobre a emergente Aids que tanto horror provocou nos anos 80.

3- Contágio (EUA, 2011)

Contágio

Steve Soderbergh acompanha, em escala global, a rapidez com que um vírus letal, transmissível pelo ar, se espalha causando terror e derrubando algumas fachadas da civilização.  Além do vigor narrativo e do esmero técnico da trama, o filme é recomendável pelos bastidores fidedignos das ações da Organização Mundial da Saúde em casos como o da gripe suína, que, inclusive, motivou a feitura do filme.

4 – Epidemia (EUA, 1994)

Epidemia

Um vírus mortal surge na África e depois começa a chegar aos EUA? Já ouviu falar disso? Pois o filme “Epidemia”, lançado na esteira do surto de Ebola que chocou o mundo nos anos 90, se deflagra a partir desta situação. O vírus “Motaba”, que tem um macaquinho como hospedeiro, apresenta sintomas muito parecidos com os do Ebola. O filme tem grande elenco com nomes como Dustin Hoffman, Kevin Spacey, Morgan Freeman e Rene Russo.

5 – Vírus (EUA, 2009)

Vírus

Um vírus devastou a humanidade e acompanhamos um grupo de amigos tentando sobreviver em um território em que qualquer um e qualquer lugar pode ser inóspito. O filme protagonizado por Chris Pine (“Star trk”) foca mais na ação do que no drama, mas não deixa de prover alguns dos dramas que circunstâncias tão aterradoras quanto extraordinárias ensejam.

Autor: Tags: , , , , ,

segunda-feira, 11 de agosto de 2014 Atores | 21:41

Relembre a trajetória de Robin Williams, ator com o dom de cativar

Compartilhe: Twitter
 Fotos: Getty

Fotos: Getty

O mundo não verá o ator de riso fácil e talento dramático sempre subestimado voltar a encarnar aquele que é notadamente seu personagem mais famoso, a senhora Doubtfire de “Uma babá quase perfeita”, cuja sequência estava anunciada para 2015 e já estava em pré-produção. Robin Williams foi encontrado morto nesta segunda-feira (11) em sua casa na Califórnia. A suspeita de suicídio e o alardeado vício em álcool obscurecem uma carreira pontuada por muitos altos, mas que já vivia seu crepúsculo.

Indicado quatro vezes ao Oscar, Robin Williams venceu o prêmio da academia por sua atuação como um psicólogo dedicado em “Gênio indomável” (1998). Suas outras nomeações foram por “O pescador de ilusões” (1991), “Sociedade dos poetas mortos” (1989) e “Bom dia, Vietnã” (1987).

Robin Williams viveu sua grande fase no final dos anos 80 e início dos anos 90, como atestam as indicações ao Oscar pelo ator recebidas.

Em 1992, Williams dublou o gênio da lâmpada na animação “Alladin”. No ano anterior, deu vida a um Peter Pan crescido em “Hook – a volta do capitão gancho”, de Steven Spielberg.

“Uma babá quase perfeita” (1993), “Nove meses” (1995) e “Jumanji” (1996) deram cor a uma fase em que o ator se dedicou a filmes familiares.

Após o Oscar, conquistado por um papel dramático, Williams investiu no filão. Vieram dos dramalhões “Amor além da vida” (1998), “Patch Adams – o amor é contagioso” (1998) e “O homem bicentenário” (1999).

WilliamsO novo milênio trouxe um novo Robin Williams ou, pelo menos, um ator disposto a reinventar-se. “Retratos de uma obsessão” (2002), trazia o ator como um homem solitário e que fica obcecado por uma família. Em “Morra, Smoochy, morra” (2002), o ator vive um comediante que cai em desgraça quando é substituído por outro e passa a sabotá-lo. Trata-se de um filme de humor negro dirigido Danny de Vitto. Já em “Insônia”, o segundo filme de Christopher Nolan, Williams vive o primeiro vilão de sua carreira, pelo menos nos termos convencionais.

Os anos 2000 se seguiram sem grandes destaques e filmes medianos como “Férias no trailer” (2007), “Licença para casar” (2007), “O som do coração” (2007) e “Surpresas em dobro” (2009).

O último filme em que Robin Williams apresentou uma atuação digna de nota foi “Candidato aloprado” (2006), sátira política de Barry Levinson.

Williams deixa incompleta sua participação em “Uma noite no museu 3”. “Absolutely anything” e “Merry friggin´Christmas” já estão em pós- produção e serão lançados em 2015 e no Natal deste ano, respectivamente.

O último filme de Robin Williams lançado no Brasil apresenta uma história agridoce. Ele faz um homem que é notificado por sua médica de que tem apenas 90 minutos de vida devido a um aneurisma no cérebro. Ele então decide se retratar com todos que já magoou. O filme se chama “O que fazer?” e foi lançado diretamente no mercado de home-vídeo.

Robin Williams era um ator que despertava empatia. Essa era uma de suas principais características. Era muito fácil gostar dele e dos personagens que interpretava. Humanizá-los era o seu forte. Williams tinha o dom de comover, mesmo fazendo graça. Um talento raro e que agora, com sua partida, fica mais raro ainda.

Autor: Tags: ,

sábado, 9 de agosto de 2014 Atrizes, Bastidores | 12:41

A musa dos mercenários, Ronda Rousey

Compartilhe: Twitter
A lutadora, e agora atriz, na pesagem para sua última luta no UFC realizada no dia 6 de julho

A lutadora, e agora atriz, na pesagem para sua última luta no UFC realizada no dia 6 de julho

Ela é loira, linda, carismática, atlética, espontânea e pode te derrubar em um piscar de olhos. Estamos falando, é claro, de Ronda Rousey, a atual campeã da categoria peso galo feminino do UFC, que debuta no cinema em “Os mercenários 3”.

Antes de migrar para o MMA, Ronda foi exímia judoca – chegou a ganhar as medalhas de bronze nas olimpíadas de Pequim em 2008 e ouro no Pan-americano do Rio de Janeiro em 2007.

O cinema é uma consequência natural na carreira da já veterana atleta de 27 anos. O primeiro convite veio de Vin Diesel, que é seu fã, para participar do sétimo “Velozes e furiosos”. A morte de Paul Walker, no ano passado, fez o filme ser remanejado para 2015 e Sylvester Stallone, que já a assediava para engrossar o elenco da segunda continuação de “Os mercenários”, foi quem  se beneficiou. Não só Ronda topou o convite, como a agenda ficou livre pela necessidade da produção de “Velozes e furiosos 7” repensar os rumos do filme sem seu co-protagonista.

Ronda e sua cara de má em cena de "Os mercenários 3"

Ronda e sua cara de má em cena de “Os mercenários 3”

Exibindo todo o seu charme ao lado de Vin Diesel em cena de "Velozes e furiosos 7"

Exibindo todo o seu charme ao lado de Vin Diesel em cena de “Velozes e furiosos 7”

Mas por que Ronda? A pergunta deve rondar um ou outro leitor que ainda não conhece o repertório da moça. Ronda Rousey é o que podemos chamar de fenômeno. Ninguém se adaptou ao MMA de forma tão orgânica e vistosa como ela. Ela já é a campeã de vendas de pay-per-view do evento ao lado do também campeão dos meio-pesados Jon Jones. Em suas lutas sempre esbanja técnica e é uma figura proeminente nas redes sociais.

De uns tempos para cá sua agenda social, no entanto, inchou. Para desespero dos donos do UFC, Ronda tem dado pistas de que pode seguir carreira no cinema. Ela acaba de confirmar presença no filme “Entourage”, adaptação da famosa série da HBO. Além disso, tem aparecido em capas de revista (masculinas, femininas, esportivas…) e ido a um sem número de programas de TV. A rotina de Ronda cada vez mais se parece com a de uma celebridade e menos com a de uma lutadora.

Sua estreia no cinema, no entanto, sugere que ela vai precisar da disciplina de lutadora para evoluir na carreira. Alguém disse para Ronda fazer cara de durona e ela manda sua “fight face” o filme todo. Seu carisma, no entanto, compensa a estreia modorrenta.  No meio daquele mar de músculos e testosterona, Ronda Rousey é hipnotizante. E isso é algo que não se aprende, Ronda já traz com ela. Além do mais, ela conseguiu se impor em um filme de ação com os maiores astros do cinema do gênero. Há de se respeitar, e temer, uma mulher que consegue tal proeza.

Fotos: divulgação, reprodução Instagram e divulgação/UFC

Autor: Tags:

quarta-feira, 6 de agosto de 2014 Críticas, Filmes | 20:38

Michael Bay manda mensagem subliminar no quarto “Transformers”

Compartilhe: Twitter

Michael Bay não queria fazer um quarto “Transformers”. Ele mesmo deu reiteradas declarações enquanto rodava o terceiro filme de que aquele seria sua despedida deste universo que, justiça seja feita, ele é responsável por 50% do sucesso. Os outros 50% podem ser creditados aos efeitos especiais, atores, Hasbro (produtora de brinquedos que criou os transformers) e ao marketing maciço e onipresente custeado pelo estúdio Paramount.

Um cachê de U$ 30 milhões e a perspectiva de dirigir um “projeto menor” (o ótimo “Sem dor, sem ganho”, lançado em 2013) e a produção do remake de “As tartarugas ninja” (2014), que será lançado ainda neste ano, convenceram Bay a voltar atrás. “Transformers: a era da extinção” é uma espécie de reboot da série. É como se tudo começasse novamente, agora com Mark Wahlberg à frente da franquia.

O elenco em pose de videoclipe em cena de "A era da extinção": filme mais divertido do que precisava ser... (Foto: divulgação)

O elenco em pose de videoclipe em cena de “A era da extinção”: filme mais divertido do que precisava ser…
(Foto: divulgação)

Optimus Prime é novamente cativado por um humano, dessa vez o pai de família e mal fadado engenheiro eletrônico vivido por Wahlberg, e os decepticons estão novamente às voltas com um plano mirabolante, pelo menos na lógica do filme, para exterminar a humanidade.

“A era da extinção”, no entanto, padece do mesmo mal dos filmes anteriores. É extremamente longo. É filme demais para história de menos. Os efeitos especiais, no entanto, nunca estiveram melhores na série. Do detalhamento dos transformers, às cenas de luta (muito mais compreensíveis), passando até pelo momento “Star Wars” que o filme apresenta nos céus de Chicago.

Os acertos da série são replicados com destreza pelo diretor. O humor está preservado, assim como a trilha sonora pop e aquela porção de takes publicitários de Bay que tão bem caracterizam a série. Por falar em publicidade, pelas horas tantas do filme uma das atrações é perceber o merchandising em cada cena da produção. Seja quando a ação se passa nos EUA ou na China. Bay, de forma irreverente, leva o clímax da ação dos EUA para a China em um pulo.

“Transformers” não precisa fazer grande sentido e o diretor sabia disso. Mas o mais genial é que ele brinca com essa sanha por novos filmes da série ao colocar como principal mote da trama, cientistas tentando achar mais ‘transfórmio’ – um material à base de metal que possibilitaria que criássemos nossos próprios transformers. É sobre isso que o filme se resolve. E é um sarro que Bay tira com todo esse esforço da Paramount, pontuado no próprio empenho em mantê-lo no controle da franquia, em conservar a série viva no cinema.

O diretor não só brinca com o próprio status, como faz o filme mais divertido da série. Agora é que eles não deixam Bay ir embora mesmo…

Autor: Tags: , ,

terça-feira, 5 de agosto de 2014 Críticas, Filmes | 21:13

“Guardiões da galáxia” é o 7×1 da Marvel no cinemão americano

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

A Marvel conseguiu de novo. Depois de fazer de um personagem semidesconhecido o grande abre alas de sua reinvenção no cinema (“Homem de ferro” em 2008), a empresa – hoje à vontade como estúdio de cinema – volta a emplacar um azarão no rol dos grandes sucessos de bilheteria. “Guardiões da Galáxia” estreou fazendo barulho e amealhando comparações entusiasmadas com “Star Wars”. Há muitas referências à saga criada por George Lucas, mas não são elas que validam as comparações e sim a qualidade notável do filme e o leque de possibilidades que ele abre para a Marvel.

Na trama, o terráqueo Peter Quill (Chris Pratt) é um saqueador (uma espécie de pirata espacial) que tenta levar o orb (uma esfera poderosíssima) para o corretor, que lhe pagaria uma boa quantia para tal. Acontece que a esfera é alvo de muitas facções intergalácticas e Quill acaba preso junto com um grupo de renegados formado por Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Groot (dublado por Vin Diesel) e Rocket (dublado por um indecifrável Bradley Cooper). E é aí que a aventura começa!

O grande barato de “Guardiões da galáxia” é sua engenharia de produção. Não se trata de um filmaço, mas de um filme que dificilmente desagradará alguém; e que agradará muita gente como atestam as bilheterias e as convulsões nas redes sociais. Para chegar a esse feliz denominador comum, a Marvel apostou na combinação de humor e ação que tão bem serviu ao primeiro “Homem de ferro” e confiou ao satírico James Gunn (responsável pelo roteiro de “Madrugada dos mortos” e pela direção de “Seres rastejantes”) o controle, ainda que parcial, da empreitada.

Gunn acerta a mão no ritmo, afinal de contas, ele sabe que a experiência de se assistir “Guardiões da galáxia” vale mais do que o filme em si. E é com isso em mente que ele entrega um filme que não se leva a sério, mas que leva o 3D muito a sério. Os efeitos especiais arrasadores ajudam a temperar essa produção com espírito assumidamente B em um dos pontos altos da temporada pipoca do cinema. Da concepção visual de Rocket à piada interna e sempre eficiente com o monotemático Groot, “Guardiões da galáxia” vai se revelando um celeiro de gags como uma improvável e engraçadíssima sobre esperma!

Uma trilha sonora afiada, a reverência aos anos 80 e um protagonista em estado de graça (Chris Pratt, acredite, fará por merecer a alcunha de “senhor das estrelas” em muito breve) ajudam a consolidar o filme como a grande sensação da temporada.

Para recuperar as metáforas futebolísticas, a Marvel vinha ganhando, mas “Guardiões da galáxia”, no tom, no timing, na estampa e na experiência cinematográfica que propõe, é o 7 x 1 que precisava para mostrar quem manda no futebol de Hollywood atualmente.

Autor: Tags: , , , ,

segunda-feira, 4 de agosto de 2014 Bastidores, Curiosidades | 21:13

As várias versões femininas de “Os mercenários”

Compartilhe: Twitter
Nem Chuck Norris, que deu as caras em "Os mercenários 2" seria capaz de tirar Stallone dessa encrenca

Nem Chuck Norris, que deu as caras em “Os mercenários 2” seria capaz de tirar Stallone dessa encrenca

As vésperas do lançamento do terceiro filme, e lidando com o cada vez mais raro drama do filme vazar antes da estreia, é desnecessário dizer que Sylvester Stallone criou uma mina de ouro com a franquia de ação mais improvável do cinema contemporâneo.

Ele mesmo, ao lado do produtor Avi Lerner, articula uma versão feminina da franquia que estrela com Jason Statham, Jet Li e tantos outros.

Segundo Lerner, há negociações envolvendo Cameron Diaz, Milla Jovovich e ninguém menos do que Meryl Streep para estrelar o filme. Até mesmo diretor a produção já tem. Será Robert Luketic (de “Legalmente loira” e “A sogra”). Se tudo der certo, “ExpandBelles” terá Sigourney Weaver (a estrela da série “Alien”) fazendo as vezes de Sylvester Stallone. A ideia é lançar o filme pela Millennium Films, mesma empresa responsável pela distribuição dos três “Os mercenários”.

O que Stallone não esperava é que todo mundo quisesse tirar um lasco dessa ideia. No mês passado foi divulgado o trailer de “Mercanaries”, que coloca um grupo de elite composto só por mulheres para invadir uma prisão e resgatar uma diplomata. O filme tem Kristanna Loken, que foi um exterminador em “O Exterminador do futuro 3: a rebelião das máquinas” (2003), e Brigitte Nielsen, que é ex-mulher de Stallone na vida real. Além de Vivica A. Fox (“Kill Bill – vol I”).

 

Como se já não bastasse o clone chegar antes do original, Stallone vê a concorrência aumentar com a confirmação de que outro estúdio, Private Defense Contractors, está produzindo sua versão feminina dos mercenários e já contratou duas atrizes. A primeira é Gina Carano, ex-lutadora de MMA que esteve no elenco de “Velozes e furiosos 6”. A outra é Katee Sackhoff (“Battlestar Galactica”). O estúdio é especializado em produções B do cinema de ação, como a franquia “Riddick”, estrelada por Vin Diesel.

Stallone criou um monstro que já dá sinais de ser capaz de devorá-lo.

A bela Gina Carano é a protagonista de outra versão alternativa do filme com mercenárias que Stallone quer fazer

A bela Gina Carano é a protagonista de outra versão alternativa do filme com mercenárias que Stallone quer fazer

Se Chuck Norris não salva, Meryl Streep tem o poder de gerar buzz em um versão feminina do filme. Mas ela toparia?  (Fotos: divulgação e getty)

Se Chuck Norris não salva, Meryl Streep tem o poder de gerar buzz em uma
versão feminina do filme. Mas ela toparia? (Fotos: divulgação e getty)

Autor: Tags:

sábado, 2 de agosto de 2014 Curiosidades, Filmes, Listas | 07:00

Cinco filmes imperdíveis nos cinemas em agosto

Compartilhe: Twitter

Filmes como “O mercado de notícias” e “Amantes eternos”, que estreiam na próxima quinta-feira (07) nos cinemas já foram destacados pelo Cineclube, mas agosto reserva muitos outros bons lançamentos para quem deseja curtir um filme na sala escura. Um Robert Pattinson totalmente diferente do que estamos habituados a ver, o Woody Allen de sempre e um dos últimos filmes estrelados pelo saudoso Philip Seymour Hoffman estão entre os destaques.

 

“The Rover – a caçada”

Fotos (Divulgação)

Fotos (Divulgação)

Novo filme do diretor australiano David Michôd, do intenso e violento “Reino animal” (2010). Na trama Robert Pattinson faz um homem abandonado pelo irmão para morrer e Guy Pierce, um homem que teve seu carro roubado pelo irmão do personagem de Pattinson. Em um futuro apocalíptico em que a economia global ruiu e o crime impera, esses dois homens iniciam uma caçada ao mesmo homem por razões distintas.

 

Previsão de estreia: 07 de agosto

 

“O homem mais procurado”

O homem mais procurado

Daqueles filmes de espionagem que remetem diretamente ao bom cinema americano dos anos 70. Um imigrante de origem chechena chega à Alemanha para tentar resgatar uma herança que seu pai teria lhe deixado. Mas ele entra no radar das polícias secretas alemã e americana. O que se postula no filme que trabalha com meias verdades e muitas sombras é se este homem seria apenas uma vítima ou um extremista com um plano terrorista muitíssimo  bem elaborado. Quem assina a direção deste que é um dos últimos filmes de Philip Seymour Hoffman é o holandês Anton Corbijn, do excelente “Um homem misterioso” (2010). Como se não bastasse todo esse pedigree, o filme é uma adaptação de John Le Carré.

Previsão de estreia: 14 de agosto

 

“Era uma vez em Nova Iorque”

Era uma vez em NY

Outro filme que aborda, de maneira ambígua, a imigração. Na Nova York de 1920, duas irmãs polonesas buscam uma vida melhor, mas acabam nas garras de um cafetão. Quando o primo deste, um mágico, se apaixona por uma das irmãs, um cenário de muita dor e imprevisibilidades se aproxima. O filme de James Gray (“Amantes” e “Caminho sem volta”) tem Joaquin Phoenix, Marion Cotillard e Jeremy Renner no elenco e integrou a mostra competitiva do festival de Cannes em 2013.

 

Previsão de estreia: 28 de agosto

 

“Magia ao luar”

Magia ao luar

Um falso mágico (Colin Firth) é contratado para desmascarar uma jovem e simpática médium (Emma Stone), mas aos poucos vai se encantando com ela. Estamos, é claro, na seara Woody alleniana e em um filme de Woody Allen, o simplório e o genial caminham irmanados.

 

Previsão de estreia: 28 de agosto

 

“A oeste do fim do mundo”

A oeste do fim do mundo

Leon (César Troncoso) é um homem introspectivo que vive em um velho posto de gasolina, perdido na imensidão da estrada transcontinental entre a Argentina e o Chile. Seu único amigo é Silas (Nelson Diniz), um brasileiro que volta e meia o visita para trazer peças para consertar a moto dele. Um dia, a paz de Leon é abalada com a chegada de Ana (Fernanda Moro), uma mulher que escapou da tentativa de abuso sexual de um caminhoneiro com quem tinha pegado carona.  Essa convivência se provará desestabilizadora para todos os envolvidos. O filme, uma coprodução entre Brasil e Argentina, foi destaque na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo do ano passado, mas só agora terá lançamento comercial.

Previsão de estreia: 28 de agosto

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 1 de agosto de 2014 Bastidores, Curiosidades | 21:18

Marvel divulga vídeo rememorando (e celebrando) suas fases 1 e 2 no cinema

Compartilhe: Twitter
Robert Downey Jr. em cena doo terceiro "Homem de ferro": ação, humor e um plano muito bem definido valem o sucesso da Marvel no cinema

Robert Downey Jr. em cena doo terceiro “Homem de ferro”: ação, humor
e um plano muito bem definido valem o sucesso da Marvel no cinema

Com o lançamento de “Guardiões da Galáxia”, a Marvel se despede do que chama de fase 2 de sua incursão pelo cinema.  A próxima produção do estúdio está programada para ser lançada em 30 de abril de 2015 e é um “filminho” chamado “Os vingadores 2: a era de Ultron”.

A primeira fase foi iniciada com “Homem de ferro” em 2008. Fizeram parte desta etapa introdutória os filmes “O incrível Hulk” (2008), “Homem de ferro 2” (2010), “Thor” (2011), “Capitão América: o primeiro vingador” (2011) e “Avengers: os vingadores” (2012). A segunda fase, menor e menos empolgante, se deu com “Homem de ferro 3” (2013), “Thor: o mundo sombrio” (2013), “Capitão América: o soldado invernal” (2014) e “Guardiões da galáxia” (2014).

A sequência de “Os vingadores” dará continuidade aos planos para lá ambiciosos da Marvel. Na próxima fase, novos personagens devem ter filmes lançados, como “Homem- formiga” e o “Doutor Estranho”, o escudo do Capitão América deve mudar de mãos e séries com personagens menos conhecidos como Punhos de ferro e Luke Cage, além do Demolidor – que voltou aos domínios do estúdio, serão lançadas sob parceria com a Netflix.

Pensando bem, e o vídeo em tom épico demonstra isso, a Marvel tem muito o que comemorar mesmo.

Autor: Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última