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Arquivo de setembro, 2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014 Análises | 20:49

Brasil acerta ao apontar “Hoje eu quero voltar sozinho” para tentar o Oscar

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

A escolha de “Hoje eu quero voltar sozinho” para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro não foi uma unanimidade. É bom que não tenha sido. Primeiro porque as unanimidades, além de perigosas, tendem a ensejar um senso de desapontamento muito doído, justamente por sua imprevisibilidade. Segundo porque, como atentado aqui, a seleção que o júri responsável pela escolha do representante brasileiro dispunha era muito boa. Com um nível tão sofisticado, arranhar a unanimidade era algo intangível.

“Hoje eu quero voltar sozinho” é um filme de sensibilidade notória e aborda o surgimento do amor, a partir da desastrada descoberta do desejo de um garoto cego por seu melhor amigo.

Trata-se de um filme convidativo no olhar que dispensa à homossexualidade, mas também inteligente na abordagem que propõe da descoberta da própria identidade, não apenas de cunho sexual.

Isso posto, “Hoje eu quero voltar sozinho” se configura como uma escolha acertada não por ser o melhor entre os 18 filmes inscritos, mas por ser aquele mais arejado e robusto na combinação de pulso autoral e força comercial.

Benquisto pela crítica e premiado em um prestigiado festival de cinema (Berlim), “Hoje eu quero voltar sozinho” pode se beneficiar, ainda, da recente corrente progressista que a categoria tem tomado. Filmes como “A caça” e “Alabama Monroe”, candidatos em 2014, não seriam lembrados se fossem produções americanas.  Outro fator que pode pesar a favor do candidato brasileiro é o fato de não ter surgido um grande filme, uma unanimidade, nos festivais internacionais. Em outros anos, filme como “Amor” (2012), “A grande beleza” (2013), “Biutiful” (2010) e “A separação” (2011) já eram dados como certeza no Oscar. Não há nenhuma unanimidade neste ano e, novamente, a ausência desta pode ser o propulsor de “Hoje eu quero voltar sozinho” em sua jornada pelo Oscar.

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Notícias | 07:00

Noitão do Belas Artes exibe filmes esperados pelos cinéfilos paulistanos nesta sexta-feira (19)

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Lady Gaga em foto de "Sin City: a dama fatal" (Divulgação)

Lady Gaga em foto de “Sin City: a dama fatal” (Divulgação)

Tradicional programa de cinéfilo que voltou à agenda cultural da cidade com a reinauguração do Cine Belas Artes, o Noitão deste mês de setembro terá atrações aguardadíssimas por quem gosta de cinema. Realizado toda terceira sexta-feira do mês, essa maratona cinéfila – que começa na noite de sexta-feira e só termina na manhã de sábado, se caracteriza por privilegiar filmes em pré-estreia.

As joias da vez são “Sin City: a dama fatal”, sequência da inovadora fita de Robert Rodriguez e Frank Miller baseada na HQ assinada pelo segundo; “Juntos para sempre”, comédia espanhola que mostra um roteirista tão empolgado com sua ideia para um novo filme que nem dá bola para a traição de sua esposa; “A bela e a fera”, versão francesa e em live-action do clássico conto de fadas; e “Miss Violence”, premiado filme grego sobre uma família disfuncional como retrato da Grécia mergulhada em profunda crise socioeconômica.

O Noitão inicia-se às 23h30 da sexta-feira (19) e vai até às 7h da manhã do sábado. Além desses filmes, há a exibição de um filme surpresa. O ingresso para toda a maratona custa R$ 30, R$ 15 no caso de estudantes, e será servido um café da manhã para os vitoriosos da maratona cinéfila.

 

Serviço:

Cine Caixa Belas Artes

Rua da Consolação, 2423, São Paulo (SP)

www.caixabelasartes.com.br

Ingressos: R$ 15 e R$ 30

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014 Críticas, Filmes | 20:07

James Gray faz dolorosa crônica do sonho americano em “Era uma vez em Nova York”

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Com o lançamento de “Era uma vez em Nova York”, James Gray chega à marca de cinco filmes como cineasta. Detalhe: sua carreira já tem 20 anos. Dos cinco filmes, quatro foram rodados em colaboração com o ator Joaquin Phoenix. Esses dados dizem muito sobre o cinema de James Gray e seu novo filme não foge à regra. É uma obra oxigenada por Nova York, irrigada por personagens irresolutos e esmerada no talento sempre onipotente de Phoenix, ator que muda o tom do registro com facilidade sempre surpreendente.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

No filme, em análise está a inflexão do sonho americano. Estamos na Nova York dos anos 20 e imigrantes chegam à cidade em profusão.  É a saga de uma delas, a polonesa Ewa, interpretada com garra e delicadeza pela francesa Marion Cotillard, que Gray acompanha com atenção às miudezas e opção pelo minimalismo.

Ewa é forçada a abandonar sua irmã na triagem à chegada à Nova York por ela estar tuberculosa. Ewa é acolhida por Bruno (Joaquin Phoenix), cafetão que logo impõe à polonesa a realidade da prostituição. Não contava, porém, que fosse se apaixonar por Ewa. Contava menos ainda que seu primo Emil (Jeremy Renner), ao qual tem certas restrições, retornasse a Nova York e despertasse o interesse de Ewa.

O triangulo amoroso, mais do que favorecer uma trama romântica, tem o objetivo de destrinchar as relações escusas entre um país opressor e aqueles que nele adentram com a expectativa da prosperidade. Emil, mágico e ilusionista, representa a faceta gloriosa da América, enquanto Bruno, o lobo convencido de que é um cordeiro, a face opulenta e cínica do país. Emil, no entanto, não deixa de revelar certa mesquinhez enquanto Bruno se encontra mutilado por uma paixão que no que tem de arrebatadora tem de ruinosa; uma vez que a história de amor entre ele e Ewa se pressupõe impossível considerando a natureza da relação entre eles.

James Gray tece, nos limites desse microcosmo, um poderoso painel da América do início do século XX. Não obstante, oferece um filme tecnicamente belíssimo. Da direção de arte portentosa à fotografia com paleta amarelada que ajuda a ambientar uma Nova York sufocante, envelhecida e pouco amistosa.

Um parágrafo precisa ser dedicado ao trabalho de Joaquin Phoenix. Ator de tremendo talento, Phoenix acolhe com resiliência um papel ingrato e o humaniza à medida que o filme avança. Na mesura de atuações com Cotillard, o ator é simultaneamente generoso e controlador. Se permite que Cotillard brilhe, e como ela brilha, não permite que a atuação da francesa ganhe vida além dele. Ele dita a cadência e o tom. No final, rouba o filme para si com uma cena maiúscula em que exprime toda a complexidade da qual “Era uma vez em Nova York” trata.

A robustez da atuação de Phoenix, por fim, dá viço a um filme que se não se configura como obra-prima, fica muito próximo desse patamar.

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terça-feira, 16 de setembro de 2014 Análises, Bastidores | 18:20

Depois dos festivais de Veneza e Toronto, como fica a corrida pelo Oscar 2015?

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É cedo, é verdade, para apontar favoritos, azarões e potenciais surpresas na corrida para o Oscar. Mas depois de terminados os dois últimos grandes festivais do calendário cinematográfico mundial (em termos de Oscar, ao menos), já é possível identificar tendências e possibilidades bem fortes para a maior noite de gala do cinema.

Antes mesmo do início desses festivais, “Boyhood – da infância à juventude”, de Richard Linklater, e “O grande hotel Budapeste”, de Wes Anderson, ambos representantes do cinema independente americano, já eram apontados como possibilidades, ainda que remotas. Essa impressão não se dissipou.

As duas produções ganharam a companhia de “The imitation game”, sobre matemático homossexual que ajudou a decifrar código nazista, “Birdman”, de Alejandro González Iñarritu, sobre ator que tenta se reinventar na Broadway; e “Foxcatcher, de Bennett Miller, sobre tragédia passional envolvendo um bilionário e dois atletas da luta greco-romana. Esses filmes causaram grande sensação nos festivais. No caso do último, o momentum é construído desde o festival de Cannes, realizado em maio.

Cena de "The imitation game", que venceu o prêmio do público em Toronto: nos últimos seis anos, cinco filmes com esse prêmio foram indicados ao Oscar de melhor filme

Cena de “The imitation game”, que venceu o prêmio do público em Toronto: nos últimos seis anos,
cinco filmes com esse prêmio foram indicados ao Oscar de melhor filme

É seguro dizer que serão filmes com forte presença no Oscar, com grandes chances de figurarem na categoria principal.

Há ainda filmes que não foram vistos, mas que no papel são material de Oscar. São os casos de “American sniper”, de Clint Eastwood, “Garota exemplar”, de David Fincher, “Inherent vice”, de Paul Thomas Anderson e “Interstelar” de Chistopher Nolan.

Há, ainda, “Trash – a esperança vem do lixo”, filme inteiramente rodado no Brasil, do diretor Stephen Daldry, que é outra incógnita. O filme estreia neste mês no Brasil e na Inglaterra. Daldry é um especialista em Oscar. Recebeu indicações importantes pelos quatro filmes que dirigiu na carreira, inclusive filme (“Tão forte e tão perto”, “O leitor” e “As horas”) e direção (“ O leitor”, “As horas” e “Billy Elliot”).

Ainda saídas de Toronto, outras possibilidades na categoria principal são “A teoria de tudo” e “While we´re young”.

A disputa pelo Oscar de melhor ator se prova das mais intensas dos últimos anos. Ainda estamos em setembro e pelo menos sete nomes já se credenciam como fortes concorrentes: Steve Carell (“Foxcatcher”), Michael Keaton (“Birdman”), Eddie Redmayne (“A teoria de tudo”), Benedict Cumberbatch (“The imitation game”), Jake Gyllenhaal (“Nightcrawler”), Ralph Fiennes ( “O grande hotel Budapeste”) e Timothy Spall ( “Mr. Turner”).

Shailene Woodley surge como uma possibilidade aventada por analistas da indústria entre as atrizes por “A culpa é das estrelas”, mas são Reese Witherspoon por “Livre” e Julianne Moore por “Still Alice” quem arrebanham comentários entusiasmados por indicações no Oscar.

Eddie Redmayne como Stephen Hawking em "A teoria de tudo": cotado para concorrer ao Oscar de melhor ator

Eddie Redmayne como Stephen Hawking em “A teoria de tudo”: cotado para concorrer ao Oscar de melhor ator

A corrida, e os boatos, devem se intensificar nas próximas semanas e, claro, o Cineclube continuará acompanhando tudo de muito perto.

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Análises, Filmes | 06:00

Qual filme deve representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de melhor produção estrangeira?

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Nesta quinta-feira (18), o Ministério da Cultura irá revelar o filme escolhido para representar o Brasil na briga por uma indicação ao Oscar 2015 de melhor filme estrangeiro. O anúncio será feito às 10 horas da manhã em uma solenidade na Cinemateca Brasileira em São Paulo.

Ao todo, 18 longas-metragens participam da seleção. O júri que irá decidir o vencedor é composto pelo diretor, produtor e roteirista Jeferson De, pelo jornalista Luis Erlanger, pela coordenadora-geral de Desenvolvimento Sustentável do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sylvia Regina Bahiense Naves, pelo presidente do conselho da Televisão da América Latina, Orlando de Salles Senna, e pelo ministro do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, George Torquato Firmeza.

Cena de "O lobo atrás da porta": thriller policial é o favorito a ficar com a vaga

Cena de “O lobo atrás da porta”: thriller policial é o favorito a ficar com a vaga

Os filmes inscritos são os seguintes:

 “A grande vitória”, de Stefano Capuzzi

“A oeste do fim do mundo”, de Paulo Nascimento

“Amazônia”, de Thierry Ragobert

“Dominguinhos”, de Eduardo Nazarian

“Entre nós”, de Paulo Morelli

“O exercício do caos”, de Frederico Machado”

“Getúlio”, de João Jardim

“Hoje eu quero voltar sozinho”, de Daniel Ribeiro

“Jogo de xadrez”, de Luis Antônio Pereira

“Minhocas”, de Paolo Conti e Arthur Nunes

“Não pare na pista: a melhor história de Paulo Coelho”, de Daniel Augusto

“O homem das multidões”, de Cao Guimarães e Marcelo Gomes

“O lobo atrás da porta”, de Fernando Coimbra

“O menino e o mundo”, de Alê Abreu

“O menino no espelho”, de Guilherme Fiúza Zenha

“Praia do futuro”, de Karim Aïnouz

“Serra pelada”, de Heitor Dhalia

“Tatuagem”, de Hilton Lacerda

Cena de "Praia do futuro": filme ousado e complexo demais para o histórico das escolhas brasileiras. A opção por ele seria uma grata surpresa, mas com poucas chances de nomeação

Cena de “Praia do futuro”: filme ousado e complexo demais para o histórico das escolhas brasileiras. A opção por ele seria uma grata surpresa, mas com poucas chances de nomeação ao Oscar

A boa notícia é que a seleção de títulos é das mais diversificadas, ricas e qualificadas que o Ministério da Cultura dispõe em anos. A má notícia é que isso não necessariamente torna a tarefa mais fácil. Afinal, eleger o filme que irá tentar uma vaga no Oscar exige desprendimento, intuição e análise do contexto cinematográfico do momento no mundo e no Oscar. Qualidade não é, e não deve ser, o único parâmetro. Todos os anos o júri tenta equilibrar a equação de “o que os americanos vão apreciar” com “o cinema que nos dá orgulho”. Desde “Central do Brasil” no longínquo 1999, o tiro tem saído pela culatra.

Neste ano, “O lobo atrás da porta” desponta como virtual favorito. Trata-se de um thriller robusto, urbano e com aquele aspecto transnacional que recentemente o júri tem se apropriado na hora de escolher um filme que contenha certa brasilidade, mas não se resuma meramente a ela. Se optar pelo filme de Fernando Coimbra, se aproximará da escolha de 2014, “O som ao redor”; filme festejado pela crítica e experimentado em festivais fora do país. Pode ser o caminho, mas o histórico das escolhas brasileiras não sugere repetição. Há bons filmes como “Hoje eu quero voltar sozinho”, premiado no festival de Berlim”, e “O homem das multidões”, que adapta com liberdade um conto de Edgar Allan Poe, para falar da solidão. Qualquer um dos dois representaria uma escolha ousada, de afirmação do cinema autoral brasileiro como alternativa à produção de massa. Mas a produção autoral brasileira não é seguida tão de perto por membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood como eles o fazem com o cinema europeu, que geralmente privilegia em suas escolhas esse tipo de filme.

"O homem das multidões" seria uma aposta de risco do Brasil; filmes com esse perfil costumam emplacar no Oscar  quando submetido por países europeus

“O homem das multidões” seria uma aposta de risco do Brasil; filmes com esse perfil costumam
emplacar no Oscar quando submetido por países europeus

Cena da cinebiografia de Paulo Coelho: se for escolhido, filme caracteriza aposta conservadora

Cena da cinebiografia de Paulo Coelho: se for escolhido, filme caracteriza aposta conservadora

Nesse sentido, a biografia de um popular presidente brasileiro (“Getúlio”), um épico com ecos de Tarantino sobre a busca pela riqueza no norte do país (“Serra pelada”) e a biografia do escritor brasileiro mais famoso do mundo – e com muitas celebridades como fãs (“Não pare na pista: a melhor história de Paulo Coelho”) seriam escolhas mais seguras. Menos justas, porém.

É possível que nenhum desses filmes prevaleça e “Entre nós”, eficiente dramédia de Paulo Morelli surpreenda e fique com a vaga. De qualquer forma, o brasileiro tem que comemorar. Os 18 títulos na disputa são todos filmes que enobrecem o cinema nacional e o tornam mais plural, autêntico e, porque não, digno de Oscar.

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014 Notícias | 17:55

Reveladas primeiras fotos de filme estrelado por Brad Pitt e Angelina Jolie

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Angelina Jolie nem sequer lançou seu segundo filme como diretora, “Unbroken”, e já trabalha no seu terceiro. “By the sea”, cujas primeiras imagens foram divulgadas pela revista americana Entertainment Weekly, não será um filme qualquer. Trata-se do primeiro estrelado por ela ao lado de Brad Pitt, seu marido, desde que contracenaram em “Sr. & Sra. Smith” (2005), filme que rodavam quando se apaixonaram.

“By the sea”, que se passa na França dos anos 70, apresenta o casal vivido por Pitt e  Jolie em crise conjugal. Ela faz uma ex-dançaria e o ator interpreta um escritor americano. Ver Pitt e Jolie como um casal na tela, e ainda por cima em crise, será um exercício de metalinguagem, terapia e celebridade fundido em uma experiência cinematográfica desafiadora para o casal que enfrenta boatos de toda sorte, mas se esforça para preservar certa intimidade.

Fotos: (Divulgação/ entertainment weekly)

Fotos: (Divulgação/ entertainment weekly)

By the sea - 2

By the sea - 3

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domingo, 14 de setembro de 2014 Atores, Bastidores | 10:00

Cinco atores que merecem atenção

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Eles ainda não são totalmente conhecidos do grande público, mas já estão fazendo sucesso em certos círculos da crítica e, mais importante ainda, fazendo bom cinema. Alguns devem estourar e fazer sucesso, ainda que temporário. Embora nenhum deles apresente a convencional estampa de galã, o que une esses cinco atores entre 20 e 32 anos é o talento e o faro para bons projetos.

Adam driver

(Fotos: reprodução/GQ, Instagram e divulgação)

(Fotos: reprodução/GQ, Instagram e divulgação)

Ele ganhou o prêmio de melhor ator pelo filme italiano “Hungry hearts” no último festival de Veneza há uma semana. Mas, talvez, você o conheça da série “Girls”, exibida no canal pago HBO. Driver não é bonito, convenhamos, mas há uma mística de macho moderno nele que não se consegue desviar. Talvez por isso ele esteja numa crescente irrefreável em Hollywood. O ator esteve nos últimos filmes dos irmãos Coen (“Inside Llweyn Davis – balada de um homem comum”) e de Steven Spielberg (“Lincoln) e está no próximo de Martin Scorsese (“Silence”). Mas é uma “bobeirinha” chamada “Star Wars” que recodificará seu status na Meca do cinema. Driver está no elenco do Episódio VII, que será dirigido por J.J Abrams, em papel ainda não especificado. Especula-se que ele será um dos vilões da trama.

Eddie Redmayne

Eddie Redmayne - GQ

Ele é o mais velho dessa lista e o que há mais tempo busca um lugar ao sol no cinema americano. Inglês, Redmayne tem “sangue azul” como dizem os plebeus, já que descende de uma família de nobres britânicos. Ele cantou na mais recente versão de “Os miseráveis” (2012), apaixonou-se por Marilyn Monroe em “Sete dias com Marilyn” (2011) e coadjuvou em filmes diversos como “A outra” (2008) e “Pecados inocentes” (2007). Mas é com “A teoria de tudo” (2014), em que dá vida ao físico Stephen Hawking, que Redmayne deve ganhar respeito e espaço para mostrar um talento verdadeiramente nobre.

Ezra Miller

Ezra Miller - instagram

Ele é dessa geração dos anos 90 que ajudou a fundar o conceito de hipster. Ezra Miller ainda vai fazer 22 anos, mas já provou ter talento inversamente proporcional à experiência de vida que carrega. A primeira vez que impressionou foi em “Bastidores de um casamento” (2011), apenas seu terceiro filme. Na fita, estrelada por um punhado de nomes famosos, é ele quem rouba a cena. Depois foi o Kevin do fascinante e perturbador “Precisamos falar sobre o Kevin”, sobre a complexa relação de desamor entre uma mãe e um filho que acaba responsável por uma chacina em uma escola. Por fim, Ezra Miller brilhou no sensível “As vantagens de ser invisível”, elevado à aura cult por uma juventude hipster como ele.  No fim do ano, Miller estará na mais nova adaptação de “Madame Bovary”, símbolo da literatura pré-feminista.

Ansel Elgort

Ansel Elgort - GQ

Se você esteve no planeta terra em 2014, é do sexo feminino e tem entre 10 e 16 anos, já sabe de quem estamos falando. O primeiro filme desse aspirante a galã de 20 anos foi o remake de “Carrie – a estranha”, lançado no ano passado.  Neste ano, “causou”, como dizem os jovens, com os lançamentos de “Divergente” e “A culpa é das estrelas”. Boa pinta, Elgort revela predicados que muitos astros trintões por aí não tem.  Tanto que Jason Reitman, diretor dos ótimos “Juno” (2008) e “Amor sem escalas” (2009), o chamou para seu novo filme, “Homens, mulheres e filhos” que será lançado no final do ano nos EUA e em janeiro de 2015 no Brasil.

Miles Teller

Miles Teller - instagram

Ele também está na franquia “Divergente” e será o Sr. Fantástico no reboot que a Fox está preparando para o “Quarteto fantástico”. Dessa lista, Teller é quem mais se experimentou (e convenceu) em gêneros variados. Da comédia “Namoro ou liberdade” (2014) ao drama “The spectacular now” (2013). Teller se adapta com muita facilidade às mais distintas propostas narrativas. Do solene e complexo “Reencontrando a felicidade” (2010) ao besteirol “Projeto X: uma festa fora de controle”. Esse ecletismo já começa a ser valorizado em Hollywood.

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014 Atores, Bastidores, Notícias | 22:30

Primeira imagem de Matthew McConaughey em “The sea of trees”

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Matthew McConaughey ganhou um Oscar e ficou com gostinho de quero mais. O ator não dá sinais de que irá interromper a maré de trabalhos desafiadores, de grande envergadura dramática e ainda maior potencial para prêmios tão logo. Depois de enfileirar excelentes atuações nos filmes “O poder e a lei” (2011), “Killer Joe – matador de aluguel” (2011), “Obsessão” (2012), “Magic Mike” (2012), “Amor bandido” (2012), “O lobo de Wall Street” (2013), “Clube de compras Dallas” (2013) – pelo qual ganhou o Oscar de melhor ator – e na série da HBO “True detective”, McConaughey se prepara para lançar “Interstelar”, nada mais nada menos do que o primeiro filme de Christopher Nolan depois da conclusão da trilogia do cavaleiro das trevas. Muito ainda será falado sobre esse lançamento, marcado para novembro, aqui no Cineclube. Não obstante, o ator já está filmando “The sea of trees”, novo filme do aclamado Gus Van Sant (“Gênio indomável”, “Elefante” e “Milk – a voz da igualdade”).

Primeira imagem oficial do filme "The sea of trees" (Divulgação)

Primeira imagem oficial do filme “The sea of trees”
(Divulgação)

No filme, McConaughey faz um homem que flerta com a ideia de suicidar-se e viaja para um lugar conhecido como floresta do suicídio, que fica nas proximidades do Monte Fuji, no Japão. Esse lugar é visitado por pessoas desejosas de experiências existenciais. Lá ele acaba criando uma improvável amizade com o personagem de Ken Watanabe, que aparece ao fundo na foto.

As filmagens de “The sea of trees” devem acabar até o fim do ano. Há boatos de que Van Sant lance o filme no festival de Cannes de 2015 com a intenção de projetar a obra para a corrida pelo Oscar 2016. McConaughey, quem pode culpá-lo, não quer saber de largar o osso. “Tudo mundo vai sair do cinema e discutir os significados do filme e as distintas interpretações que ele enseja”, disse o ator, confiante, à revista Entertainment Weekly.

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Atores, Notícias | 21:19

O ano de 2014 faz mais uma vítima… morre o ator Denny Miller

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Denny Miller em cena de "Tarzan" (1959)  Foto: divulgação

Denny Miller em cena de “Tarzan” (1959)
Foto: divulgação

O ano de 2014 tem feito valer a prerrogativa, que alguém lá em cima deve ter lhe concedido, de ser especialmente cruel com o mundo do cinema.  Depois das mortes de José Wilker, Eduardo Coutinho, Philip Seymour Hoffman, Robin Williams, entre tantos outros, partiu desta vida o ator Denny Miller.

O ator que se notabilizou por ser o primeiro Tarzan loiro do cinema morreu em decorrência da esclerose lateral amiotrófica, doença que originou o desafio do balde do gelo. Miller foi diagnosticado em janeiro e morreu na última terça-feira em Las Vegas, no Estado americano de Nevada (EUA), informou seu agente ao site The Hollywood Reporter.

Miller não era exatamente um astro, mas aquele ator que provoca certa nostalgia. Trabalhou com alguns dos melhores diretores do crepúsculo da era de ouro hollywoodiana como Blake Edwards, responsável pela grande maioria dos (bons) filmes estrelados por Peter Sellers, e George Cukor, que o ajudou a conseguir um contrato com o estúdio MGM.

Quis a arbitrariedade do destino que Miller refugasse no cinema e encontrasse morada na TV, na qual participou de diversas produções como “O homem de seis bilhões de dólares”, “Battlestar Galactica”, “As panteras”, “Havaí 5.0”, “O fugitivo”, “Dallas” e “Magnum”.

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Atrizes, Curiosidades, Notícias | 07:00

Jennifer Lopez faz mulher casada que se envolve com jovem perigoso em “The boy next door”

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Foto: divulgação

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Quem não desejaria Jennifer Lopez? Aos 45 anos, a americana de ascendência latina é uma das mulheres mais bonitas e sensuais do mundo do entretenimento. Em “The boy next door”, de Rob Cohen (diretor de filmes como “Velozes e furiosos”, “Triplo X” e “A sombra do inimigo”), esse status de símbolo sexual da atriz, cantora e empresária é muito bem explorado como sugere o trailer abaixo.

No filme, Lopez vive uma mãe e casada dona de casa suburbana que acaba se envolvendo com o jovem vizinho bonitão (Ryan Guzman) que mora na casa ao lado. O que parecia apenas uma indiscrição de alguém em busca de reafirmar sua vaidade se revela um perigoso jogo de gato e rato; já que o rapaz não parece disposto a abandonar a rotina da personagem de Jennifer Lopez.

O trailer entrega cenas sensuais da estrela. Não é a primeira vez que J. Lo se entrega a esse tipo de cena, basta relembrar filmes como “Assalto sobre trilhos” (1995), “Sangue & vinho” (1995), “Reviravolta” (1997) e “Irresistível paixão” (1998). Mas aos 45 anos, e com o status que dispõe na Hollywood atual (em que não precisaria consentir com tais cenas), a atriz investe em um atrativo à parte para um filme que parece se esmerar completamente em sua figura.

Programado para janeiro de 2015, “The boy next door” promete gerar muito buzz para a estrela.

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