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Arquivo de setembro, 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014 Bastidores, Curiosidades | 20:08

Zack Snyder divulga foto do Batmóvel de “Batman vs Superman: alvorecer da Justiça”

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O cineasta Zack Snyder é um homem das redes sociais e a última novidade postada pelo diretor do aguardadíssimo embate entre o homem morcego e o homem de aço nos cinemas é o visual da máquina de dar inveja aos militares que é o a nova versão do batmóvel.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O filme terá Ben Affleck como Batman, Henry Cavill como Superman, Gal Gadot como Mulher-Maravilha, Ray Fisher como Ciborgue, Jesse Eisenberg como Lex Luthor e Jeremy Irons como Alfred. Também estão no elenco Amy AdamsLaurence FishburneDiane LaneHolly HunterJason Momoa, entre outros.

A estreia de “Batman vs Superman” está marcada para o dia 25 de março de 2016.

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Notícias | 18:10

Novo filme do cineasta prodígio Xavier Dolan terá Jessica Chastain

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A atriz Jessica Chastain em mais um rumo surpreendente e excitante da carreira (Foto: divulgação)

A atriz Jessica Chastain em mais um rumo surpreendente e excitante da carreira (Foto: divulgação)

O canadense Xavier Dolan, de apenas 25 anos, experimenta cada vez mais prestígio junto à crítica internacional. Seu quinto filme, “Mommy”, sobre as dificuldades de relacionamento entre uma mãe e seu filho adolescente, venceu o Prêmio do Júri no último festival de Cannes e arrancou elogios de muita gente graúda em Hollywood, inclusive uma das musas do momento, a atriz Jessica Chastain. Com ambos presentes no festival de cinema de Toronto, ele apresentando o filme em questão e ela divulgando o drama “Miss Julie”, a admiração mútua deu vez a uma instigante colaboração para o universo cinéfilo.

Dolan anunciou que rodará seu primeiro filme com financiamento americano e plenamente falado em inglês. ‘The death and life of John F. Donovan” será sobre uma estrela do cinema americano que secretamente se corresponde com uma criança inglesa de 11 anos. O diretor ofereceu, segundo relatou ao site IndieWire, o papel “da vilã” para Chastain. ” Trata-se da editora-chefe de uma revista de fofocas. O filme vai ser uma sátira do mundo das celebridades, mas com mais drama do que humor”, adiantou o cineasta.

Jessica Chastain que neste ano ainda poderá ser vista no novo filme de Christopher Nolan, “Interstellar”, é uma atriz que tem se notabilizado por atuar em projetos de alto gabarito e refinadíssimo pedigree. A colaboração com Xavier Dolan deve beneficiar a carreira de ambos, mas facilitar especialmente a imersão de Dolan no mercado americano e, quiçá, brasileiro; uma vez que o projeto parece ser menos radical do que o habitual na filmografia do cineasta. Como o leitor pode conferir no link abaixo.

Xavier Dolan: queridinho do cinema gay faz filmes como terapia 

Xavier Dolan em coletiva de imprensa no último festival de Cannes  (Foto: Getty)

Xavier Dolan em coletiva de imprensa no último festival de Cannes
(Foto: Getty)

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014 Atores, Filmes, Notícias | 20:53

Jake Gyllenhaal vive jornalista obsessivo em thriller sobre limites da mídia

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Jake Gyllenhaal, com 15 quilos a menos, vive jornalista obsessivo em novo filme (Foto: divulgação)

Jake Gyllenhaal, com 15 quilos a menos, vive jornalista obsessivo em novo filme
(Foto: divulgação)

Os limites do sonho americano? A transformação de um individuo bom em alguém de moral duvidosa? A espiral de obsessão que move o jornalismo policial na busca pela audiência? Que tal de tudo isso, um pouco? É o que promete o trailer de “Nightcrawler”, thriller exibido no festival internacional de cinema de Toronto e que amealha elogios calorosos da crítica. O filme marca a estreia na direção de Dan Gilroy, roteirista de filmes como “O legado Bourne” (2012) e “Gigantes de aço” (2011). Dan Gilroy é o irmão mais novo de Tony Gilroy, roteirista prestigiado que debutou na direção com “Conduta de risco” (2007), filme que investigava a ação por baixo dos panos de grandes corporações. A família Gilroy parece particularmente interessada no lado negro de nossa sociedade.

Esse interesse decorre do fato de que esse viés complexo, sejam empresas grandes às voltas com corrupção, ou um jornalista freelancer em busca do clique mais sórdido de um assassinato ou acidente automobilístico, são essencialmente cinemáticas. Humanas. Midiáticas.

“Nightcrawler”, ainda sem título em português, traz um Jake Gyllenhaal 15 quilos mais magros em um papel que parece propenso a colocá-lo na corrida pelo Oscar de melhor ator. Talvez ainda seja cedo para essa especulação, mas que o trailer promete uma história impactante e um Gyllenhaal assombroso de bom é inegável.

O filme está previsto para chegar aos cinemas brasileiros no dia 25 de dezembro.

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Críticas, Filmes | 19:00

Espaço Cult: “Direito de amar” aborda superficialidade asfixiante da vida

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Fotos: divulgação

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A estreia na direção do estilista Tom Ford é das coisas mais surpreendentes dos últimos anos no cinema. “Direito de amar ( EUA 2009) é, nas palavras de seu próprio diretor, fruto de uma angústia sua. É senso comum na produção cultural que os grandes artistas criam a partir de aflições e inquietações dessa ordem.

Ford, que também escreveu o roteiro do filme, mostra sensibilidade autoral e técnica impensada para um estreante. Belos planos, a confiança na habilidade dos atores de contar a história, a boa administração da composição técnica (música, fotografia, figurinos e direção de arte) e, mais do que isso, profundo esmero narrativo. Ford soube como contar sua história de maneira minimalista e ritmada.

George Falconer (Colin Firth) é um professor universitário que não consegue se recuperar da morte do parceiro. Acompanhamos Falconer no dia em que decide tirar sua própria vida.  Através de suas lembranças, que pontuam esse dia, percebemos como ele chegou àquela profunda tristeza e o por que se sente desmotivado em divorciar-se dela.

Em “Direito de amar”, Ford não faz nenhum tipo de militância. Embora seja homossexual assumido e aborde um universo homossexual, o diretor não o faz com complexo de minoria. A história de amor, e a relação de George com Jim (Mathew Goodie), são vívidas e inspiradoras. Em uma explanação sobre um livro que George dá a uma audiência de estudantes, Ford permite-se sublinhar a incompreensão que gravita o tema e mesmo assim o faz com elegância. “Direito de amar”, por tudo que representa e evoca, é um filme sobre a superficialidade. Sobre os excessos. Do desejo à falta dele. Muitos criticaram o apuro do filme. A perfeição dos cenários, o corte impecável do terno de George, os cabelos maravilhosamente penteados, o voyeurismo de Ford em algumas cenas, entre outras coisas. A bem da verdade, Ford se excede em um ou outro momento, mas isso não pode ser tomado como algo involuntário ou inerente ao ofício de estilista. Sabe-se vestir bem, mas de que isso adianta? Pergunta Ford. Tanto Charlotte (Julianne Moore, em participação marcante), grande amiga de George, tanto quanto o próprio George e os demais personagens que dão as caras em “Direito de amar” parecem modelos, dada a perfeição da postura e o alinhamento das roupas. Mas são todos desajustados. De uma forma ou de outra.

Direito de amar (2)

A fotografia do filme, nesse sentido, é de uma sutileza extraordinária. Ford e seu fotógrafo, Eduard Grau, acinzentam a imagem sempre que George aparece em um momento de introspecção doída. As cores voltam com brilho quando ele, de alguma forma, sente-se amado. A vida não deixa de ser assim. Maquiamo-nos e enfeitamo-nos todos para disfarçar ou ocultar nossos medos. Medos que geram angústias. E como sair delas? Tom Ford fez esse belo filme sobre como tentar.

Vale destacar também a excepcional trilha sonora de Abel Korzeniowski. Que ajuda a imprimir o tom do relato. Sem essa trilha, Ford não conseguiria alcançar o coração do espectador. Mas o grande trunfo de “Direito de amar”, que assegura o sucesso do filme, é Colin Firth. O ator entrega a performance de sua vida. Uma atuação sem vaidades (em um belo exercício de paradoxo, já que seu personagem é vaidoso) e que reveste o filme de Ford de sentimento. No mundo esterilizado em que não há sentido se você não for capaz de se conectar com outro ser humano, é Firth quem se conecta com a plateia.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014 Críticas, Filmes | 20:11

“Amores inversos” achaca com doçura nossa letargia social

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Existem pessoas que irritam pela passividade e existem pessoas que escondem incrível força mobilizadora por trás de uma aparente passividade. É, em parte, dessa diferença que trata “Amores inversos” (2013), doce e eficiente adaptação de um conto de Alice Munro, canadense vencedora do Prêmio Nobel.

No filme de Liza Johsson, Kristen Wiig é Johanna Parry. Nosso primeiro contato com a personagem é um tanto insólito. No último dia de seu emprego como cuidadora de uma velhinha. A flagramos no momento da morte da senhora; é no metodismo com que prepara o corpo da idosa falecida e arruma a casa para sua partida, que a personagem deixa revelar um aspecto curioso de sua personalidade. A princípio parece uma noção distorcida de subserviência, mas mais a frente essa percepção se transmutará por completo.

Orientada por um pastor, Johanna segue para outra cidade e outro ofício. Será a babá de Sabitha (Hailee Steinfield), jovem que perdeu a mãe em um acidente provocado por seu pai, que passou um tempo na prisão e agora regressa a sua vida. Sabitha mora com o avô, papel do sempre eficiente Nick Nolte. Ele se ressente da presença do pai da menina, Ken (Guy Pierce), e é nesse ambiente turvo e estremecido que Johanna precisará se esgueirar. E ela o faz de forma monossilábica, mas sempre generosa. Johanna, aos poucos, vai se tornando familiar, ainda que não da família.

Johanna se prepara para viver uma improvável história de Cinderela.... (Foto: divlugação)

Johanna se prepara para viver uma improvável história de Cinderela….
(Foto: divulgação)

Sabitha e sua amiga Edith (Sami Gayle) resolvem pregar uma peça em Johanna e simulam, primeiro por meio de cartas e depois de e-mails, um interesse de Ken pela moça. Essa promessa de história de amor faz com que Johanna decida largar tudo e se entregar por completo a Ken, somente para descobrir que tudo não passava de uma farsa forjada por adolescentes entediadas.

O que acontece a partir daí, algo que precisa ser experimentado pelo expectador, reforça não só o termostato de uma personagem peculiar e apaixonante, como atesta “Amores inversos”, título nacional pouco feliz em sintetizar o minimalismo presente no título original “Hateship, loveship” (algo como “ódio, amor”), como um filme estudioso das relações humanas naquilo que elas têm de mais complexo, contraditório e imprevisível.

Em paralelo a essa incursão por alguns meses da vida de Johanna Parry, o filme oferta em cenas aparentemente desconexas da trama central, um olhar fervoroso sobre a maneira como travamos nossas relações sociais. As tensões, os preconceitos, as mágoas, os interesses e o amor estão lá; sim, o amor ao próximo ainda faz maravilhas, sugere o filme que começa com uma personagem que nos incomoda por parecer excessivamente passiva e que quando a deixamos nos incomodamos por parecermos nós mesmos passivos demais.

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Atores, Bastidores | 06:00

Steve Carell se prepara para nova fase na carreira

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Steve Carell com uma prótese no nariz e um semblante entristecido é nome cotado para o próximo Oscar (Foto: divulgação)

Steve Carell com uma prótese no nariz e um semblante entristecido é nome cotado para o próximo Oscar
(Fotos: divulgação)

Ele é conhecido como comediante, ou como o virgem de 40 anos – herança do grande hit que o revelou há uma década. No entanto, Steve Carell jamais sinalizou a intenção de ficar confinado a esta definição. Pode-se argumentar que outros antes dele, como Jerry Lewis e Jim Carrey, também se negaram à clausura deste rótulo. Mas Steve Carell, antes mesmo de migrar para o cinema em definitivo, já esbanjava talento dramático em filmes como “Pequena miss Sunshine” (2006), em que interpretava um suicida que precisava se reconectar com sua família.

O foco, porém, ainda era conciliar a carreira no cinema, com filmes como “A volta do todo poderoso” (2007), com a ascensão proposta pela TV com  a versão americana da série “The office”.

Filmes como “Eu, meu irmão e nossa namorada” (2008), “Amor a toda prova” (2011),  “Procura-se um amigo para o fim do mundo” (2012) e “O verão da minha vida” (2013) já deixavam claro que o ator conseguia tangenciar o registro dramático em produções que não deixavam o humor de fora da equação.

Agora, Carell prepara a grande guinada de sua carreira. Na pele do excêntrico bilionário John Du Pont que se envolveu em uma perigosa e trágica trama de fascinação, ciúme e intriga com dois irmãos que habitavam o universo da luta greco-romana, Carell já vê seu nome ventilado entre os cotados para disputar o Oscar de melhor ator em 2015.

“Foxcatcher” é dirigido por Bennett Miller, que ganhou o troféu de direção no último festival de Cannes, e cujos últimos filmes “Moneyball – o homem que mudou o jogo” (2011) e “Capote” (2005), além de serem indicados ao Oscar de melhor filme, renderam indicações ao Oscar de melhor ator para seus protagonistas (Brad Pitt e Philip Seymour Hoffman, respectivamente).

Carell em uma das cenas mais clássicas de sua carreira em "O virgem de 40 anos" (2005)

Carell em uma das cenas mais clássicas de sua carreira em
“O virgem de 40 anos” (2005)

O ator ao lado de Julianne Moore no sensível e agridoce "amor a toda prova"

O ator ao lado de Julianne Moore no sensível e agridoce “Amor a toda prova”

Mas Carell já pensa além. Ele acaba de confirmar sua participação no filme “Freeheld”, adaptação de um documentário em curta-metragem vencedor do Oscar na categoria sobre a batalha travada por um casal de mulheres para garantir que uma delas pudesse receber pensão do Estado de Nova Jersey quando a outra, funcionária pública, vira doente terminal. Julianne Moore e Ellen Page, que recentemente saiu do armário, também integram o elenco do longa-metragem que será dirigido por Peter Sollet.

Esse terceiro ato de uma carreira inegavelmente próspera e bem alicerçada tanto no cinemão como no cinema independente, promete elevar ainda mais o status de Steve Carell em Hollywood. Talento ele reiteradamente prova ter de sobra.

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sexta-feira, 5 de setembro de 2014 Filmes, Notícias | 22:57

Primeiro trailer de “The humbling” sugere que Al Pacino ainda tem lenha para queimar

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Foto: divulgação

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Al Pacino precisava de um grande filme. Desde “Insônia” (2002) ele não estrela um filme que mereça o adjetivo excelente. Memorável, então, é preciso ir mais longe e lembrar de “O informante” (1999). Talvez “The humbling”, que foi exibido no festivais de Veneza e Toronto, não seja esse filme, mas o primeiro trailer sugere que podemos ter esperança. Na fita, adaptação da elogiada e homônima obra do escritor americano Philip Roth, Pacino faz um ator caído em desgraça. A genialidade parece dar lugar à senilidade e é na prosa e sexo com uma jovem lésbica que o ator reencontra o valor da vida. O trailer sugere que Pacino sai do piloto automático e abraça um personagem angustiado e imperfeito com voracidade.

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014 Atores, Diretores, Filmes, Notícias | 23:11

George Clooney vai dirigir filme sobre escândalo do grampos ilegais do “News of the World”

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Em 2011 o mundo assistiu assombrado o desenvolvimento de um escândalo midiático que envolveu um tradicional tabloide britânico e seu dono, o poderoso magnata das comunicações Rupert Murdoch. Os grampos ilegais que o jornal News of the World patrocinou e que violaram a privacidade de membros da família real, de celebridades internacionais como Hugh Grant e Jude Law e de políticos gerou o fim da publicação centenária e estremeceu o império do empresário australiano.

Entenda o escândalo de grampos do tabloide News of the World

George Clooney, maior astro da Hollywood atual e também um dos artistas mais interessantes de que ela dispõe, decidiu que seu próximo filme como diretor será uma adaptação do livro “Hack attack: the inside story of how the truth caught up with Rupert Murdoch”, de Nick Davies, que investiga os pormenores do escândalo e suas reverberações nos bastidores do jornalismo, da política e da economia. “Essa obra tem todos os elementos – mentiras, corrupção, chantagem – nos maiores níveis do governo por um dos maiores jornais de Londres”, disse Clooney em um comunicado enviado à imprensa. “E o fato de ser tudo verdade é a melhor parte. Nick é um jornalista corajoso e perseverante e será uma honra adaptar seu livro para o cinema”.

George Clooney  vai voltar à cadeira de diretor  (Foto: divulgação)

George Clooney vai voltar à cadeira de diretor (Foto: divulgação)

Clooney nunca escondeu sua predileção por filmes com alto teor reflexivo. Ele dirigiu “Boa noite e boa sorte” (2005), sobre a importância do jornalismo independente em uma época em que os EUA mergulhou nas sombras do macartismo, e “Tudo pelo poder” (2012), sobre as escusas negociatas nos bastidores da política. Explorar a sanha por corrupção humana e todas as nossas contradições parece um hobby de Clooney. Mas é, na verdade, uma contribuição de um artista interessado em fazer bom cinema e provocar reflexão no mesmo compasso.

As filmagens devem começar no início de 2015. Ainda não há informações sobre elenco. Clooney e seu habitual colaborador, Grant Heslov, vão escrever e produzir o filme. É esperado que Clooney também apareça como ator, como o fez em todas as suas incursões na direção. Além dos já citados, são dele “Confissões de uma mente perigosa” (2002), “O amor não tem regras” (2008)  e “Caçadores de obras-primas” (2014).

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Críticas, Filmes | 20:17

A liberdade criativa na cozinha, no sexo e no cinema é reverenciada em “Chef”

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Em um dado momento de “Chef” (EUA, 2014), uma versão jazzística da canção “Sexual healing” começa a tocar e logo os personagens em cena se deixam contagiar por ela enquanto pegam a estrada com destino a Nova Orleans, cidade que é uma das raízes deste gênero musical nos EUA.

Esse momento sintetiza um filme colorido, extremamente sensual e que consegue ser tão divertido como crítico ao establishement hollywoodiano.

Jon Favreau, diretor dos dois primeiros “Homem de ferro” (2008 e 2010) e de “Cowboys vs Aliens” (2011), se reencontra com sua vocação indie abandonada lá nos anos 90. Na trama, ele faz Carl Casper, um prestigiado chef de cozinha que surta após receber uma crítica negativa de um influente crítico gastronômico. O surto revela que Casper não priorizava as coisas que o faziam felizes e que havia se tornado refém de seu orgulho. Ele então, em parte incitado pela ex-namorada e mãe de seu filho, que tateia uma reaproximação, e em parte estimulado por um saboroso sanduíche cubano, decide abrir um food truck e homenagear diferentes culinárias com sua criatividade e paixão pela cozinha.

Por de trás desse mote, reside um filme que discute na mesma intensidade a importância de não desistir de seus sonhos, ou de comer (e transar) sem culpa. Essa liberdade, advoga Favreau, com seu filme, só pode ser experimentada quando se renuncia ao orgulho e a ganância que dele emana.

O prazer está nas pequenas coisas, sugere o agradável "Chef"  (Foto: divulgação)

O prazer está nas pequenas coisas, sugere o agradável “Chef”
(Foto: divulgação)

Além de ser o tipo de filme que não se recomenda assistir de estômago vazio, “Chef” revela outra delícia irresistível. A forma sutil, sofisticada e multifacetada com que Favreau se dirige ao seu metiê. Seja pelo dono do restaurante podador (o estúdio de cinema), pelo crítico arbitrário (o crítico de cinema, qual mais?) ou pela felicidade que Casper encontra fazendo o básico (filmes independentes como “Chef”), Favreau defende uma tese muito charmosa no contexto do cinema, da vida ou da gastronomia.

Além desses predicados, “Chef” tem a oferecer um elenco entrosado, relaxado e disposto a garantir o divertimento. Das participações especiais de Dustin Hoffman, Oliver Platt, Robert Downey Jr. e Scarlett Johansson aos coadjuvantes John Leguizamo, Emjay Anthony e Sofia Vergara.

No final, Favreau dá uma piscadela para o público e para crítica. Ele, rechonchudo e sem culpa, belisca Scarlett e Sofia e, no final, faz um carinho na crítica, patrona da arte, na cozinha ou no cinema.

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014 Filmes | 22:27

Confira o trailer de “O candidato honesto”, filme que brinca com o estigma de ser político no Brasil

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E se existisse um político honesto? A retórica provoca gargalhadas em uns, resignação em outros e contrariedade em mais alguns. “O candidato honesto”, novo filme do diretor Roberto Santucci (dos sucessos de bilheteria “Até que a sorte nos separe” 1 e 2), tem como objetivo se comunicar com esses três grupos. No filme, estrelado por Leandro Hassum, um político cheio de galhofa passa a não conseguir contar uma mentira sequer após sua avó, na hora da morte, lhe jogar uma mandinga.

É a desculpa perfeita para o humor físico de Leandro Hassum e piadas cheias de referências à cena política nacional, como é possível identificar no trailer abaixo.  O filme estreia nos cinemas brasileiros no dia 2 de outubro, estrategicamente três dias antes das eleições.

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