Publicidade

Arquivo de outubro, 2014

sexta-feira, 31 de outubro de 2014 Filmes, Listas | 05:00

Cinco filmes para curtir um Halloween sangrento e assustador

Compartilhe: Twitter

O Cineclube preparou uma lista que conjuga do mais trash ao mais sofisticado filme de terror para que o leitor possa curtir o fim de semana de Halloween com estilo. Em comum, os cinco filmes dessa lista têm o fato de serem pouco conhecidos do grande público e serem altamente compensadores para quem se predispuser a assisti-los.

“Fantasmas (EUA, 1998)”

Fantasmas

Pense em Ben Affleck antes de “Gênio indomável”. Lançado no mesmo ano do filme que alçou o hoje incontestável astro ao estrelato, “Fantasmas” traz o ator (bem canastrão) como o xerife de uma cidadezinha assombrada por eventos misteriosos. Corpos começam a aparecer de maneira misteriosa à medida que a cidade vai sendo esvaziada. Um jornalista desacreditado (papel do grande Peter o´Toole) crê que uma força maligna adormecida há séculos despertou e tem planos nefastos para a humanidade.

“Wolf Creek – viagem ao inferno (Austrália, 2005)”

Wolf Creek

Duas mochileiras inglesas e um jovem australiano vão visitar a segunda maior cratera do mundo, localizada no Parque Nacional de Wolf Creek. Na volta para casa, o carro apresenta problemas, eles recebem ajuda de um caminhoneiro local que, aos poucos, vai se revelando um facínora para lá de cruel. Essa pequena joia do cinema de terror teve sua sequência lançada neste ano. Mais barulhenta e mais sangrenta, mas não tão impactante quanto esse verdadeiramente assustador filme dirigido por Greg McLean.

“Água negra” (EUA, 2005)

Água negra 3

A estreia do cineasta brasileiro Walter Salles no cinema americano suscitou algum interesse à época, mas acabou desprestigiada por se tratar de um filme de terror anticlimático; que investe no destempero emocional, na carga psicológica em detrimento do susto fácil. Merece ser redescoberto. Jennifer Connelly faz uma mulher recém-separada que se muda para um apartamento com sua filha enquanto tenta vingar no novo emprego e manter a custódia da menina. O litígio com o marido, no entanto, é apenas um dos problemas dela. O apartamento começa a apresentar um estranho vazamento e sua filha se mostra cada vez mais perturbada. Salles investe em um terror psicológico notadamente inspirado em Stanley Kubrick e Roman Polanski. O filme é um remake de uma fita japonesa mais assustadora, mas menos interessante.

 

“A casa do Diabo” (EUA, 2009)

A casa do Diabo

Uma estudante que faz bico como babá descobre, em uma noite de total eclipse lunar, que seus empregadores desejam usá-la em um ritual satânico. Essa fita causou alguma comoção na cena independente quando lançada em 2009. Não estreou comercialmente no Brasil, mas pode ser conferida no catálogo da Netflix americana.

Com forte influência do cinema de horror dos anos 80, Ti West faz um filme inventivo, extremo e surpreendentemente inteligente para os padrões vigentes no gênero.

“Cabana do inferno” (EUA, 2002)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

O filme que revelou o talento de Eli Roth para o gore! Merece a revisão, principalmente em um ano em que o Halloween acontece à sombra do ebola. Grupo de cinco amigos decide passar o fim de semana em uma cabana retirada. Planejando uma boa farra, eles acabam encontrando um habitante local com uma estranha doença que parece comer a pele da pessoa. Um dos colegas acaba infectado e gera grande paranoia no grupo. Um filme tenso, apavorante e bem nojento.

Autor: Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2014 Fotografia, Notícias | 20:57

Novas imagens e detalhes de “O exterminador do futuro: Gênesis”

Compartilhe: Twitter

A revista “Entertainment Weekly” desta semana tem como principal atrativo um extenso material sobre o aguardado reboot da saga criada por James Cameron, que volta em 2015  e com  Arnold Schwarzenegger no elenco.

“Gênesis” é o primeiro filme de uma nova trilogia e de acordo com o produtor David Ellison vem aí uma revolução dos efeitos especiais no cinema. O filme abrange diversos períodos distintos e acompanha os esforços para proteger Sarah Connor (Emily Clarke de “Game of Thrones”) enquanto ela cresce. Além do Arnold Schwarzenegger de carne e osso, “Gênesis” terá uma versão digital do ator emulando sua aparência do primeiro “O Exterminador do futuro” (1984). O vilão do filme será um híbrido de homem e máquia que Ellison garante que “será uma mudança de paradigma na frente dos efeitos especiais”.

Completam o elenco Jason Clarke (“O planeta dos macacos: o confronto”) como John Connor e J.K. Simmons (da trilogia original do “Homem-aranha”) como um detetive que investiga o caso de Sarah Connor. A direção é de Alan Taylor (“Thor – o mundo sombrio”). O filme estreia nos EUA em 1º de julho de 2015. No Brasil, ainda que não haja data oficial, a estreia deve ser na mesma época.

Fotos: Entertainment Weekly

Fotos: Entertainment Weekly

Terminator (2)

Terminator (3)

Autor: Tags: , , ,

Curiosidades, Filmes | 05:00

Crítica internacional se divide sobre “Interestelar” e muitos já sepultam suas chances no Oscar

Compartilhe: Twitter

A cada novo filme, Christopher Nolan mais se afasta da unanimidade que um dia avistou. Tim Robey, do inglês “Telegraph” diz que o cineasta chegou perto de fazer sua primeira obra-prima, mas que não foi desta vez. O prestigiado Toddy McCarthy, do “The Hollywood Reporter”, escreve que “o filme é uma resposta pessoal a ‘2001 – uma odisseia no espaço’ e que apresenta resultados mistos”. Scott Feinberg, especialista em premiações da mesma publicação, descartou o filme nas categorias nobres do Oscar 2015.  “Em determinado momento, o filme perde a coerência narrativa que definiu os primeiros e complexos trabalhos de Nolan“. Para outro site especializado em prêmios, o “The Wrap”, “Interestelar” congrega o melhor e o pior do cineasta. Se por um lado, o filme impressiona por sua concepção visual arrojada, decepciona pelas resoluções dramáticas corretas e previsíveis, advoga Alonso Duralde, crítico do site.

Christopher Nolan dando orientações no set de "Interestelar" (Fotos: divulgação)

Christopher Nolan dando orientações no set de “Interestelar”
(Fotos: divulgação)

A produção, que teve custo estimado em U$ 165 milhões, está atualmente em fase de promoção mundial. O filme só estreia mundialmente na próxima semana. No Brasil, o filme será lançado no dia 6 de novembro. O elenco traz Matthew McConaughey, em alta após a conquista do Oscar por “Clube de Compras Dallas”, Anne Hathaway (“O diabo veste Prada”), outra atriz oscarizada, e Jessica Chastain (“A hora mais escura”), atriz muito perto de ser oscarizada.

A Warner Brothers, estúdio responsável pela produção do filme, deu carta branca para Nolan. Na verdade, desde que ele recolocou o universo do Batman nos trilhos, o estúdio tem concedido certa liberdade para o cineasta. Logo após “Batman Begins” (2005), ele fez o excelente filme sobre a obsessão que movia a rivalidade entre dois mágicos na Inglaterra vitoriana de “O grande truque” (2006). Depois de “O cavaleiro das trevas” (2008), veio o ambicioso “A origem” (2010). Após o desfecho da trilogia do Batman, com “O cavaleiro das trevas ressurge” (2012), chega este “Interestelar” . Apesar das críticas mais adversas do que o esperado, ninguém antecipa um fracasso de bilheteria. Por mais improvável que seja, um revés de Nolan nas bilheterias poderia significar o cerceamento da liberdade de um dos poucos cineastas a gozar dela no cinemão ianque.

Queixas de pouco humor e do excesso de solenidade, principais argumentos de quem tem resistência ao cinema de Nolan, se intensificaram nas primeiras resenhas de “Interestelar”. Mike Ryan do “ScreenCrush” disse que “Interestelar” é um bom filme que tenta desesperadamente ser importante. Já a “Variety” saúda essa ambição do filme de Nolan como algo “necessário no hesitante mainstream de hoje”.

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 28 de outubro de 2014 Curiosidades, Notícias | 19:48

Marvel anuncia os filmes que compõem sua fase 3 no cinema

Compartilhe: Twitter

Uma das principais estratégias de uma guerra como a que Marvel e DC travam atualmente no cinema é segmentar o anúncio de suas próximas atrações e fazer destes anúncios, eventos em si. Nesse sentido, a Marvel dá de lavada na DC, no cinema representada pelo estúdio Warner Brothers. Exemplo foi dado na tarde desta terça-feira quando o estúdio reuniu um punhado de suas estrelas, entre elas o diretor Joss Whedon e os atores Robert Downey Jr. e Chris Evans, para anunciar os nomes dos próximos filmes do estúdio que integrarão a chamada fase 3. Tudo começa, conforme já antecipado, no terceiro Capitão América, agora oficialmente batizado “Capitão América: guerra civil”.

Civil war

Vingadores 11

Pantera negra

“Doutor estranho” foi agendado para novembro de 2016. Para 2017 estão reservados três filmes. A sequência de “Guardiões da galáxia”, “Thor 3: ragnarok”, em que o Deus do trovão enfrentará um clone criado por Tony Stark, e “Pantera negra”. O protagonista será interpretado pelo ator Chadwick Boseman do filme “42 – a história de uma lenda”. Aqui, ao apresentar  o primeiro super-herói afro-americano protagonista do próprio filme, a Marvel dá uma resposta à altura a  Warner  que saiu na frente ao apresentar há algumas semanas o primeiro filme estrelado por uma super-heroína.

Para 2018, a Marvel prepara “Inumanos” e “Capitã Marvel”, primeiro filme do estúdio com uma super-heroína. O filme está marcado para ser lançado um ano após a estreia de “Mulher-Maravilha” pela Warner/DC. Por seu turno, a Warner busca uma mulher para dirigir “Mulher-Maravilha”, o que resultaria no primeiro filme de super-herói dirigido por uma mulher.

Ainda em 2018, mais especificamente em maio, teremos a primeira parte de “Guerra infinita”, saga que se dividirá em dois filmes; com o segundo programado para maio de 2019.  Thanos (Josh Brolin) deve ser o grande vilão desses filmes que, sim, serão “Os vingadores 3 e 4”.

O presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, disse ainda que Benedict Cumberbatch ainda não está confirmado como Doutor Estranho, “mas está muito próximo disso”. Ele disse, também, que filmes solos do Hulk e da Viúva Negra estão sendo considerados e que a versão cinematográfica da “Guerra civil” não será sobre o registro da identidade, mas sobre a regulamentação dos heróis. Se devem ou não responder ao governo americano. Some-se a isso o anúncio de que o desfecho de “Os vingadores: a era de Ultron” irá promover a desintegração da equipe como nós a conhecemos e a ansiedade pelos novos projetos da Marvel está devidamente engatilhada.

Fotos: divulgação e reprodução/twitter

Fotos: divulgação e reprodução/twitter

Chris Evans, Chadwick Boseman e Robert Downey Jr.

Chris Evans, Chadwick Boseman e Robert Downey Jr.

 

Autor: Tags: ,

segunda-feira, 27 de outubro de 2014 Notícias | 18:42

Benedict Cumberbatch é escolhido para viver o Doutor Estranho no cinema

Compartilhe: Twitter
Foto: montagem sobre reprodução

Foto: montagem sobre reprodução

Ainda não é estritamente oficial, mas já está tudo encaminhado. Depois de ser um dos atores mais cotados para o papel, e um dos favoritos dos fãs do personagem da Marvel, Benedict Cumberbatch voltou à roda de negociações com o estúdio depois da desistência de Joaquin Phoenix em assumir o papel do Doutor Estranho. O ator, segundo reporta o Hollywood Reporter, havia abandonado as negociações antes por conflitos de agenda – afinal a Marvel lançaria o filme em 2016. Futuro do pretérito. Isso mesmo. A Marvel recuou dessa predisposição em ordem de ter um ator suficientemente talentoso e calejado para o papel. Além do fato de Cumberbatch ser, ele mesmo, um ícone nerd.

Cenas de sexo são desnecessárias para atestar homossexualidade, diz Benedict Cumberbatch

Cotado para o Oscar do próximo ano pelo papel do matemático gay que decodificou muitos códigos nazistas de “The imitation game”, o ator tem agenda cheia e agora que entra para a família Marvel deve passar a ter a agenda ainda mais cheia. Além da série “Sherlock”, ele tem cinco filmes para lançar até 2016 e algumas peças a encenar em palcos londrinos.

Outros atores ventilados para assumir o personagem foram Keanu Reeves, Ethan Hawke, Tom Hardy, Ryan Gosling e Justin Thearoux.

Autor: Tags: , , , ,

sexta-feira, 24 de outubro de 2014 Filmes, Fotografia | 22:24

Pôsteres embalam ansiedade pela estreia de “Interestelar”

Compartilhe: Twitter

O novo filme de Christopher Nolan está à espreita. “Interestelar”, que estreia no Brasil no dia 6 de novembro, é uma produção que desperta grande curiosidade do público e da crítica. Em parte por ser o novo projeto do homem por trás da revitalização do Batman no cinema e por alguns dos filmes mais originais dos últimos anos como “Amnésia” (2000) e “A origem” (2010). Em parte por ser um filme de ficção científica que busca um diálogo com obras referenciais do gênero como “2001: uma odisseia no espaço”, obra-prima de Stanley Kubrick.

Nas próximas semanas, o filme será tema recorrente no Cineclube. Para abrir em grande estilo alguns pôsteres do filme de cair o queixo. Alguns são oficiais, outros feitos por fãs. Todos lindos de morrer!

Interstellar (18)

Interstellar (11)

Inter

Interstellar (17)

Interstellar (12)

Interstellar (13)

Interstellar (14)

Autor: Tags: , , ,

Críticas, Filmes | 17:52

Presença vulnerável e carismática de Robert Downey Jr. norteia “O Juiz”

Compartilhe: Twitter

Produzido por Susan Downey, esposa de Robert Downey Jr, “O Juiz” é um veículo para o astro de “Homem de ferro” e “Sherlock Holmes” exercitar sua veia dramática. O que não implica na assunção de que se trata de um filme desonesto ou limitado. Dirigido por David Dobkin, diretor de filmes como “Amizade colorida” e “Penetras bons de bico”, também ele em busca de um reposicionamento na carreira, “O juiz” é daqueles dramas familiares eficientes e ainda tem o bônus de não fazer feio como filme de júri.

Todo esse hype se sustenta em um filme que sabe muito bem como trabalhar seus predicados. Robert Downey Jr. vive Hank Palmer, um poderoso e prestigiado advogado que volta à cidade interiorana em que cresceu quando recebe a notícia de que sua mãe morreu. O retorno invariavelmente lhe coloca em colisão com o pai (Robert Duvall)  –  o juiz do título –  com quem tem uma relação difícil, e com os irmãos, um com problemas mentais (Jeremy Strong), e outro com quem tem um histórico conturbado de traumas e culpa (Vincent D´Onofrio).

Dois Roberts valem mais que um: cenas de Duvall e Downey Jr. respondem pelos melhores momentos de "O juiz" (Foto: divulgação)

Dois Roberts valem mais que um: cenas de Duvall e Downey Jr. respondem pelos melhores
momentos de “O juiz”
(Foto: divulgação)

Dobkin acertadamente privilegia o trabalho dos atores e abre espaço para eles brilharem. Downey Jr. e Duvall têm pelo menos um par de cenas memoráveis. Duvall, aliás, assume um papel que Downey Jr. havia oferecido para Jack Nicholson. Desde já comentado para o Oscar de ator coadjuvante, o ator acostumou-se a ser a segunda opção em castings de grandes filmes hollywoodianos, mas, como de hábito, entrega uma atuação de primeira grandeza.

Se existe um “porém” neste filme que não se incomoda em levar seu público às lágrimas, são as opções do roteiro para a exposição e resolução dos conflitos familiares. Há, por parte do texto assinado por Nick Schenk e Bill Dubuque, uma desconfiança muito grande no poder de intuição da audiência. De certa forma a relativamente excessiva metragem da fita, 141 minutos, se faz necessária para acomodar toda a sanha explicativa do roteiro. Muito da força dramática do filme se esvai em cenas e diálogos explicativos que são totalmente desnecessários. A produção ganharia em musculatura dramática se o minimalismo perseguido na caracterização de Downey Jr., por exemplo, fosse um objetivo comungado pelo filme.

Paira sobre esses conflitos de prós e contras, a presença poderosa e carismática de Downey Jr., mais vulnerável do que em suas incursões recentes pelo cinema, estabelecendo mais um ponto de virada em sua carreira. O que virá a seguir para o astro mais valioso e bem cotado da indústria do cinema?

Autor: Tags: , ,

quinta-feira, 23 de outubro de 2014 Notícias | 06:00

Documentário investiga o paradoxo de Orson Welles, cineasta seminal da teoria do autor

Compartilhe: Twitter

Orson Welles permanece acima de todos os outros”, pontua em certo momento de “Magician: the astonishing life and work of Orson Welles” o cineasta grego Costa-Gravas. O documentário é assinado por Chuck Workman e se pretende definitivo sobre o genial e genioso homem que ajudou a elevar a percepção de que o cinema é, de fato, a sétima arte.

Orson welles

O cineasta Orson Welles ainda hoje é tema de discussões e polêmicas no mundo do cinema
(Foto: divulgação)

Orson Welles foi um dos propulsores da Hollywood como nós a conhecemos hoje. Responsável por perpetrar uma revolução narrativa e estética com “Cidadão Kane” (1941), o cineasta – que também atuava, roteirizava, produzia, entre outras coisas – foi a face da consolidação do cinema americano como vertente autoral e influenciou gerações diversas. No entanto, passou longe de ser uma unanimidade. E mesmo com filmes importantes como “A marca da maldade” (1958) e “Verdades e mentiras” foi muito contestado. É de contextualizar essa complexidade e paradoxo que se incumbe o filme de Workman.

Documentarista de prestígio, Workman já se debruçou sobre alguns dos maiores cânones culturais dos Estados Unidos como Martin Luther King, John F. Kennedy e a revista Playboy. Seu último filme, coincidentemente, foi um exercício investigativo sobre o que essencialmente constitui o cinema. “What is cinema?” (2013), ainda inédito no Brasil, naturalmente se comunica com “Magician” no interesse em mapear os genes formadores e definidores do cinema como o conhecemos.

“Magician: the astonishing life and work of Orson Welles” foi rodado ao longo de anos. O trabalho investigativo de Workman revela sua idade até mesmo pelo fato de muitos dos depoimentos presentes no documentário serem de figuras que já morreram há alguns anos, caso dos cineastas Sidney Pollack e Frank Marshall e do ator Anthony Perkins, o inesquecível Norman Bates de “Psicose”, dirigido por Welles em “O processo” (1962), adaptação de Franz Kafka.

Obviamente que nem todos os depoimentos foram colhidos para o filme, mas salta aos olhos cinéfilos a participação de tanta gente de pedigree. Além dos já citados, há entrevistas com Steven Spielberg, Martin Scorsese, Richard Linklater, Peter Bogdanovich, Julie Taymor e Jeanne Moreau. O documentário será lançado no fim deste ano nos EUA. No Brasil, não há informações se será exibido em circuito comercial. É improvável que seja. Deve entrar para o line up da TV por assinatura em 2015 ou 2016. O trailer, para aguçar o cinéfilo, pode ser conferido abaixo.

Autor: Tags: , , ,

quarta-feira, 22 de outubro de 2014 Notícias | 22:56

Confira o primeiro trailer de “Os vingadores 2: a era de Ultron”

Compartilhe: Twitter

Vem mais destruição por aí! Depois de vazar online no início da noite desta quarta-feira (22), a Marvel divulgou em alta definição o trailer da nova aventura de seu poderoso grupo de heróis e Ultron, vivido pelo ótimo ator James Spader, promete ser daqueles vilões que vão dar trabalho.  Vale lembrar que o filme chega aos cinemas brasileiros no fim de abril de 2015.

Autor: Tags: , ,

segunda-feira, 20 de outubro de 2014 Análises | 15:58

A guerra entre Marvel e DC atinge nível inédito no cinema, mas e o espectador nessa história toda?

Compartilhe: Twitter

A semana passada foi agitada para os fãs de quadrinhos, cinéfilos e para quem gosta de super-heróis. Primeiro foi a Marvel que anunciou que Robert Downey Jr., pelo valor de U$ 40 milhões, estará no elenco de “Capitão América 3” que introduzirá a saga “Guerra civil”, um dos grandes êxitos editoriais recentes da Marvel em seu universo cinematográfico. O plano, ambicioso e empolgante, é um passo além no conceito de universo cinematográfico, no qual a Marvel é precursora. A Warner, que detém os direitos sobre todos os personagens da rival da Marvel nos quadrinhos, a DC Comics, deu nome aos bois, ou melhor aos projetos, que pretende levar ao cinema até 2020. A coesão deste universo DC no cinema ainda não está exatamente clara, mas neste momento não é exatamente uma preocupação. O que importa é não perder a Marvel de vista. Por isso, a DC confirmou dez filmes para o período entre 2016 e 2020.

A Marvel também tem dez filmes confirmados, ainda que nem todos os projetos estejam devidamente nomeados, entre 2015 e 2019. O calendário com as estreias de ambos os estúdios pode ser conferido mais abaixo.

vingadores 22

Cena da sequência de “Os vingadores”, programada para 2015
(Fotos: divulgação)

Filmes programados pela Warner/DC

2016

“Batman v Superman: alvorecer da Justiça”

“Esquadrão suicida”

2017

“Mulher-Maravilha”

“Liga da Justiça”

2018

“The Flash”

“Aquaman”

2019

“Shazan”

“Liga da Justiça 2”

2020

“Ciborgue”

“Lanterna verde”

Filmes programados pela Disney/Marvel

2015

“Os Vingadores – a era de Ultron”

“Homem-Formiga”

2016

“Capitão América 3”

Filme desconhecido (provavelmente Dr. Estranho)

2017

Filme desconhecido

Filme desconhecido (provavelmente “Os guardiões da Galáxia 2”)

2018

Filme desconhecido (provavelmente Os Vingadores 3)

Filme desconhecido

2019

Filme desconhecido

Gal Gadot como a Mulher-Maravilha: a primeira super-heroína a ter um filme  para chamar de seu

Gal Gadot como a Mulher-Maravilha: a primeira super-heroína a ter um filme para chamar de seu

Se a Marvel ainda não confirmou todos os filmes que lançará até 2019, apenas que esses filmes serão lançados, a Warner já distribuiu sua janela de lançamentos e fez alguns anúncios interessantes. Um diz respeito sobre o reboot de “Lanterna verde”, justamente o último filme desta janela, programado para 2020. A ideia é fazer algo capaz de apagar a péssima impressão deixada pelo filme de 2011 protagonizado por Ryan Reynolds. Outro é de que em 2017 haverá um filme solo da Mulher-Maravilha e aí, configura-se uma vitória sobre a Marvel, que ensaia há anos um filme solo de uma heroína (um filme da Viúva negra, por exemplo, é constantemente aventado) e não avança na matéria. A personagem será introduzida no aguardado “Batman v Superman: alvorecer da Justiça”.

Outra nota relevante foi a escalação do ótimo ator Ezra Miller para viver o personagem Flash no cinema. Miller assumiu sua bissexualidade há dois anos e é no mínimo corajoso, em uma indústria ensimesmada com a reação do público, entregar um personagem de tamanha visibilidade a um ator que expõe sua orientação sexual sem cerimônias.

Jason Momoa, de "Game of Thrones" entra para o universo DC e será o protagonista de "Aquaman"

Jason Momoa, de “Game of Thrones” entra para o universo DC e será o protagonista de “Aquaman”

São miudezas que garantem ao duo Warner/DC uma visibilidade diferenciada na mídia especializada, ainda que não produza o mesmo grau de ansiedade que o anúncio da Marvel. Isso porque, afora a trilogia do cavaleiro das Trevas assinada por Christopher Nolan, a Warner ainda não conseguiu dar provas de que reúne condições de estabelecer um universo coeso no cinema com os personagens DC. A Marvel, por seu turno, já está bem experimentada na questão. Enquanto se prepara para lançar o que chama de “fase 3” no cinema, o estúdio ajusta um plano ainda mais ambicioso. Na “Guerra civil”, que deve repercutir por todos os filmes Marvel de 2016 até 2019, justamente esses ainda não especificados, o Tony Stark de Robert Downey Jr. aproxima-se perigosamente da carapuça de vilão e essa flexibilidade, ainda que bem digerida pelo leitor de HQ, ainda não foi experimentada pelo fã da Marvel proveniente do cinema. É uma aposta de um estúdio com um plano sólido para expandir sua influência multimidiática à medida que consolida o cinema como o eixo central desse plano.

É inegável, em certa perspectiva, que os filmes de super-heróis têm demonstrado certo esgotamento. No entanto, a guerra declarada nesta semana entre Warner/DC e Marvel deve revitalizar o filão que já se encontrava no piloto automático acionado por executivos pouco familiarizados com a mitologia desses personagens e interessados apenas nas bilheterias.

Sob essa perspectiva, mais do que a Marvel e a Warner/DC, ganham os fãs que poderão acompanhar de camarote alguns de seus sonhos de criança, e outros de marmanjo, ganhando vida na tela grande.

Autor: Tags: , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última