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sexta-feira, 3 de outubro de 2014 Bastidores, Curiosidades | 21:22

Oferta pública de ações de astros de cinema é o buzz do momento em Hollywood

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Reportagem do semanário The Hollywood Reporter caiu como uma bomba no mundo do cinema. Uma empresa denominada Fantex, com sede em São Francisco, cidade relativamente próxima à Los Angeles que abriga Hollywood, lançou um programa em que investidores podem comprar e vender ações de pessoas. Até o momento, a Fantex tem se dedicado a atletas, uma maneira de ajudá-los a capitalizar na decolagem da carreira, mas os planos da empresa são grandes. Astronômicos para ser exato.

A Fantex planeja levar essa novidade para o mundo do entretenimento. A empresa aposta na aceitação do projeto em larga escala. Imagine se você pudesse comprar ações de Robert Downey Jr. e trocar por alguns papéis de Ben Affleck? ´”É empolgante”, provoca Buck French, CEO da Fantex em entrevista à publicação americana.

Ben Affleck, diretor de prestígio e novo Batman, teria papéis valorizados para investimento no momento

Ben Affleck, diretor de prestígio e novo Batman, teria papéis valorizados para investimento no momento

O conceito é o seguinte: o ator ou atriz abre mão de uma fatia de seus futuros ganhos com filmes, contratos publicitários e de outras naturezas em troca de um polpudo cheque. Dinheiro no ato em troca de um futuro financeiro compartilhado. A partir dessa fatia, que pode ser de 10%, 30% ou até 80%, a Fantex iria recolher esses proventos, vender ações para os investidores e pagar os juros provenientes dos investimentos.

O ator ou atriz manteria total autonomia nas escolhas de seus projetos. Dessa forma, um investidor não poderia influenciar, por exemplo, na escolha de Tom Cruise fazer ou não um sexto filme da franquia “Missão impossível”. Ou forçar Robert Downey Jr. a renovar seu contrato com a Marvel. Essa é uma das principais diferenças em relação a um dos alicerces do livre mercado, quando o conjunto de acionistas avalia as grandes decisões do cotidiano de uma empresa com capital aberto.

A ideia, que ainda está sendo prospectada em Hollywood, já divide opiniões. Há quem acredite que se a moda pegar, o interesse pela vida íntima das celebridades irá convulsionar. Outros creem que pessoas com acesso às informações de bastidores se beneficiariam.

Os otimistas acreditam na possibilidade de se ampliar a base de fãs de certas celebridades e, também, expandir as possibilidades de novos negócios para elas.

Do ponto de vista do financiamento, há outros potenciais problemas. E se um ator resolve se aposentar? Tirar um ano sabático? Entrar na rehab? O CEO da Fantex, no entanto, diz que os riscos desses investimentos seriam da mesma proporção de comprar títulos do tesouro americano.

Jennefer a Lawrence, a it girl do cinema pop atual. Para alguém como ela, fazer um IPO seria um bom negócio?

Jennifer a Lawrence, a it girl do cinema pop atual. Para alguém como ela,
fazer um IPO seria um bom negócio?

John Travolta, se debate entre sucessos e fracassos  ao longo das décadas. Tipo de investimento de risco

John Travolta: ator se debate entre sucessos e fracassos ao longo das décadas. Tipo de investimento de risco (Fotos: divulgação e People)

Ou seja, atores que oscilam entre sucessos de bilheteria e fracassos retumbantes, como John Travolta ou Bruce Willis, devem ser evitados por investidores conservadores. Já uma atriz como Meryl Streep é uma aposta tão segura como os títulos da dívida pública dos Estados Unidos.

De qualquer maneira, Hollywood ainda vê tudo isso como uma discussão embrionária.

Buck French, porém, profetiza: “Vai acontecer! Pode não ser este ano, mas não se surpreenda quando o culto às celebridades se misturar com o mercado de capitais”.

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2 comentários | Comentar

  1. 52 Kaká 04/10/2014 8:16

    Seria um turo no escuro, quando o ator está em alta as ações estariam estáveis, entretanto, com tem acontecido muitos casos de suicídio, prisões por drogas, dirigir embriagado e muitos outros casos de polícia, você poderia acordar no dia seguinte com suas ações valendo praticamente nada como no caso da OGX no Brasil, só os loucos entrariam nessa empreitada.

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  2. 51 Kamila Azevedo 05/10/2014 19:45

    Que notícia curiosa! rsrsrsr

    Responder
 

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