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sexta-feira, 10 de outubro de 2014 Críticas, Filmes | 20:26

Denzel Washington estrela sua versão de filme de super-herói em “O protetor”

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Foto: divulgação

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Denzel Washington é um ator reconhecido por sua seriedade. Ele até aparece em papéis mais “leves”, como na comédia policial “Dose dupla”, mas um dos cinquentões mais prestigiados de Hollywood construiu sua carreira com papéis complexos. Natural supor que, se cruzasse com um “filme de super-herói”, Washington o fizesse nos seus termos. “O protetor”, para todos os efeitos, é o filme de super-herói de Denzel Washington. Baseado em uma série dos anos 80 de sucesso na TV americana, o filme reúne o astro ao seu diretor de “Dia de treinamento” (2001), filme pelo qual recebeu seu segundo Oscar. Antoine Fuqua dirigiu alguns dos filmes mais cascudos dos últimos anos como “Lágrimas do sol” (2003), “Atirador” (2007) e “Invasão a Casa branca” (2013) e para “O protetor” traz essa bagagem que tão bem mescla o cinema de ação dos anos 80 com o jeito videoclipado do cinema de ação contemporâneo.

Em um filme de super-herói estrelado por Denzel Washington, a obra-prima de Ernest Hemingway, “O velho e o mar”, ocupa posição filosófica vital para a compreensão do personagem vivido pelo ator.  Robert McCall é o respeitado gerente de uma loja de departamentos em Boston. Logo descobrimos que McCall sofre de uma grave insônia e costuma passar suas noites em um café 24 horas lendo livros. É lá que firma uma amizade incomum com Alina (Chloë Grace Moretz), uma adolescente forçada por mafiosos russos a se prostituir. McCall hesita a princípio, mas sentindo-se impelido a ajudar Alina a sair dessa situação, acaba matando o cafetão dela e seus capangas. A ação desencadeia uma reação da máfia russa e é desse jogo de gato e rato entre um homem perito em matar e um paramentado grupo de extermínio que “O protetor” se alimenta.

McCall, aos poucos, vai vestindo a carapuça de justiceiro. A um personagem relata justificando suas repentinas ações: “Sabe quando você faz um bem a uma pessoa, simplesmente porque está em condição de fazê-lo?”

“O protetor” pode guardar certas semelhanças com essa leva de filmes estrelados por Liam Neeson, mas se distingue deles por apresentar um personagem muito mais sedutor em termos dramáticos. Denzel Washington agrega a McCall uma gravidade alheia à ação escapista. Do transtorno compulsivo que o acomete, ao passado misterioso do personagem, “O protetor” é um filme com o DNA de seu astro. E isso faz mais bem à produção do que mal.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Kamila Azevedo 10/10/2014 21:00

    Denzel Washington, pra mim, é sinônimo de credibilidade. Não acho que exista papel que ele não possa interpretar. Não assisti ainda a esse “O Protetor”, mas, quando vi o trailer, me lembrei muito do estilo de papel que Denzel interpretou em um filme chamado “Chamas da Vingança”.

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    • Odete 11/10/2014 9:42

      Kamila assim que puder, vá correndo ver. É daqueles filmes que a gente não consegue tirar os olho da tela. Precisávamos de um PROTETOR assim aqui no Brasil, principalmente em Brasília. kkkkkkkk

      Responder
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