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sexta-feira, 14 de novembro de 2014 Bastidores, Diretores | 21:54

A última cartada de M.Night Shyamalan

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Foto: divulgação

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Alçado ao posto de novo Hitchcock, e até a data apenas ele flertou com esse incomum e para lá de prestigiado título, o indiano radicado nos EUA M.Night Shyamalan experimentou o mais doloroso dos reveses que uma carreira pode experimentar em Hollywood. A lenta e progressiva queda no ostracismo. Filme após filme o prestígio adquirido com o excelente e ainda influente “O sexto sentido” (1999) foi sendo minado e Shyamalan, questionado.

Depois de rodar por literalmente todos os estúdios de Hollywood, fazer concessões impensáveis há quinze anos e amealhar reiterados fracassos, Shyamalan resolveu reaver o pouco de controle que lhe restara e voltar as origens. Ele então rodou “The visit” em segredo, com pouco dinheiro e fechou um acordo de distribuição com a Universal. O estúdio havia produzido “Fim dos tempos” (2008), um dos piores momentos do cineasta, e amargado um fracasso retumbante. O custo de produção de “The visit” foi todo do indiano. O acordo de distribuição foi desenhado em parceria com Jason Blum, o homem que deu forma à franquia “Atividade paranormal”. A parceria com a Universal, no entanto, não é inédita e já foi testada em termos diferentes. Shyamalan produziu o bem sucedido, independente e hypado “Demônio” (2010), também distribuído pela Universal.

O filme atualmente está em fase de pós-produção e deve ser lançado em setembro de 2015.

A trama segue dois irmãos que são enviados para a casa de campo de seus avós na Pensilvânia para passar as férias. Uma vez que as crianças descobrem que o casal de idosos está envolvido em algo profundamente perturbador, eles veem suas chances de voltar para casa reduzirem a cada dia que passa.

Sob muitos aspectos, esse retorno às origens de Shyamalan é a decisão acertada. Com um nome que ainda guarda algum resquício de prestígio, ainda que carregue muita desconfiança também, Shyamalan pode apostar no simples e evitar as imposições dos estúdios. Para o bem e mal, “The visit” será puro Shyamalan. Ainda que ninguém saiba exatamente o que essa constatação indica.

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3 comentários | Comentar

  1. 53 john 15/11/2014 4:38

    Crítica mal feita.
    Então é bom ou ruim q o diretor esteja voltando as origens? Qdo vc menciona no início o 6° Sentido, parece ser bom Já no final vc fiz que não sabe. Afinal, o q vc sabe?
    Sem contar a escrita pobre com jargões bem batidos.
    Não gostei de ler você e ver que é um crítico. Vc não escreve como crítico… É preciso ler mais críticas pra saber escrever crítica. Somente informação do google feita às pressas não vale.

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    • Caco Garcia 18/11/2014 9:57

      Mas isso não foi uma crítica. O filme nem saiu ainda. E o autor do texto só disse verdades, não vi nem um resquício de opinião.

      O M. Night se enforcou com a própria prepotência e imaturidade por achar que o que importa sempre numa boa estória é o final, e no caso dele surpreendente. Sem se preocupar se a estória precisa ou não se um final assim. E o que aconteceu? Depois de Corpo Fechado só foi bola fora. O cara destruiu todas as possibilidades de virar um grande diretor. Se ele apenas dirigisse e escrevesse só quando tivesse realmente uma boa estória, certamente ele estaria no patamar de ícones atuais como Christopher Nolan e Darren Aronofsky, ambos diretores jovens como ele.

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  2. 52 Alberto Rocha 14/11/2014 22:43

    Crítica é de crítico, e gosto não se discute, para quem gosta do gênero, Avatar – O Último Dobrador de Ar eu considerei bem dirigido e é um filme que diverte mas infelizmente a trilogia não vai se concretizar (como o excelente A Bússola de Ouro – da HBO – que não é dele mas seguiu o mesmo destino – travou). Tropeços, como A Dama na Água, existem mas de certa forma divertem, mas no geral até gosto da maneira como ele dirige seus filmes.

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  3. 51 Kamila Azevedo 14/11/2014 22:12

    Para mim, o caso de Shyamalan é muito claro: EGO! Acho que a fama subiu à cabeça dele. Se eu fosse próxima a ele, sugeriria que ele começasse a filmar roteiros de outros profissionais. Como Hollywood é a terra das segundas chances, não me surpreenderia se ele se redimisse em breve.

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