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quinta-feira, 27 de novembro de 2014 Curiosidades, Filmes | 18:00

Documentário alemão discute a padronização da vagina

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Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, 13.682 brasileiras fizeram ninfoplastia (cirurgia que tem como objetivo diminuir os pequenos lábios vaginais), o que coloca o país na liderança do ranking mundial. As alemãs vêm logo em seguida, com 9.711 intervenções. E é do país germânico, um filme que pretende lançar alguns questionamentos sobre uma tendência que preocupa não só feministas como sexólogos e outros especialistas de áreas tão diversas como medicina, comportamento e sociologia. O que estamos fazendo com a vagina?

“Vulva 3.0”, dos diretores Ulrike Zimmermann e Claudia Richarz, debutou sem muito alarde no Festival de Berlim deste ano, mas quando foi exibido no último Festival do Rio já tinha uma procedência elogiosa.

O cerceamento do feminino é a matéria-prima do filme. Neste sentido, o cerco à vagina – estabelecendo um padrão de adequação – é uma agressão carnal à liberdade da mulher. O que seria, afinal, uma vagina normal? O filme recorre às mais diversas manifestações artísticas a respeito para produzir uma resposta satisfatória. Mas tatear uma resposta não é exatamente o objetivo, mas sim angustiar com a pergunta. Talvez por isso as imagens exacerbadas de cirurgias plásticas, essa violência que a sociedade – na lógica do filme – impõe à mulher para que ela se sinta incluída, desejada. Esse é o ponto de vista do filme, embora ele evite o julgamento fácil das personagens que permeiam a narrativa.

A indústria pornográfica, nesse escopo, sai vilanizada e em um filme que assume certa postura feminista não poderia ser diferente.  Para prover um contexto mais abrangente, o filme volta ao século XVI para discorrer sobre nossa relação com a vagina e como ela foi se transformando ao longo dos anos. “Vulva 3.0” ainda não tem previsão de estreia comercial no Brasil, mas o trailer – com legendas em inglês – pode ser conferido abaixo.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Anhangüera 27/11/2014 21:13

    Bem… creio já ter visto a maioria dos tipos de vulvas existentes por aí e pessoalmente, prefiro as vaginas “comportadas” e esteticamente perfeitas. Nada de vaginas lascadas, arrombadas, assimétricas, brutais, acanhadas e muito menos, as desfolhadas. Pior ainda: As escancaradas. No passado remoto. muitas vezes eu nem olhava as vaginas e só tomava conhecimento das respectivas particularidades a posteriori. Hoje não… primeiro eu olho e se me agradar, aí é que eu uso. Não é “machismo” nem nada disso não… é só CONTROLE DE QUALIDADE mesmo, pois não vou permitir que me imponham uma vagina contra a minha vontade e senso de equilíbrio.

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    • Dr Júlio 27/11/2014 21:53

      Procureum psiquiatra com urgência.

      Responder
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