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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 Atores | 18:41

Marco Ricca, homem de cinema

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O ator na pré-estreia de "Os amigos" (Foto: AgNews)

O ator na pré-estreia de “Os amigos”
(Foto: AgNews)

Em recente entrevista concedida à repórter Luísa Pécora para o portal iG, o ator Marco Ricca –  que está em cartaz nos cinemas com o ótimo “Os amigos” e com o menos feliz “Trinta” – defendeu uma política mais agressiva para garantir ao cinema nacional mais autoral espaço e tempo no acirrado circuito exibidor do país.

Esse posicionamento forte e bem definido não causa nenhum estranhamento a quem acompanha a carreira de Ricca, que completou 52 anos agora no fim de novembro, no cinema.

Em “Os amigos”, o ator vive Théo. Um homem em crise existencial. Circunstância esta, deflagrada pela morte de um amigo de infância ao qual invariavelmente havia se afastado.

Não é um personagem trivial; e triviais não são os filmes que Ricca elege para trabalhar.

Em 2009, estreou na direção com “Cabeça a prêmio”. Um filme que mesclava cânones do western com um poderoso drama familiar ambientado no Mato Grosso do Sul.

Aos poucos, Ricca foi migrando de filmes com mais apelo popular como “Cristina quer casar” (2003), “O coronel e o lobisomem” e “O casamento de Romeu e Julieta” (2005) para obras como “Crime delicado” (2005), “A via Láctea” (2007) e “Verônica” (2008).

A transição pode ser lida como um contraponto ao Marco Ricca da televisão. Um ato de resistência a essa percepção de que o cinema brasileiro é uma extensão da Globo e até mesmo como um manifesto em prol de um cinema mais criativo, imaginativo e livre.

As parcerias com Beto Brant, com quem rodou além de “Crime delicado” o intenso e surpreendente “O invasor” (2001), e com Lina Chamie, sua diretora em “Os amigos” e “A via Láctea” sinalizam esse desejo de empreender cinema como um projeto de transformação pessoal, profissional, mas também cultural no âmbito social.

Seu próximo filme, “O fim e os meios”, assinado por Murilo Salles, estreita essa noção ao misturar o drama pessoal de um publicitário imerso em um casamento em frangalhos que é contratado para tratar da imagem de um senador em busca da reeleição. Ricca não faz o protagonista, mas empresta sua autoridade de homem de cinema para ajudar um filme a ir mais longe.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Kamila Azevedo 01/12/2014 22:37

    Gosto muito de Marco Ricca, um ator que, pra mim, tem acertado muito na forma como tem conduzido a sua carreira. Parabéns, Reinaldo, por dar o destaque para um ator desse nível por aqui!

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