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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 Críticas, Filmes | 18:23

“Quero matar meu chefe 2” faz boa reciclagem de piadas e gags do primeiro filme

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Foto: divulgação

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No marasmo criativo que assola o cinema virou lugar comum esticar uma boa ideia ao máximo. “Quero matar meu chefe” foi uma dessas boas surpresas que de quando em quando surgem no cinema americano. Com um elenco afiado, boas piadas e uma homenagem certeira a um clássico de Alfred Hitchcock (“Pacto sinistro”), a comédia assinada por Seth Gordon se firmou como uma das boas atrações de 2011.

Jason Sudeikis, Jason Bateman e Charlie Day retomam seus personagens que, agora, tentam empreender. Mas eles são passados para trás por um tubarão das finanças – aquele tipo de papel que Christoph Waltz faz sem se esforçar – e resolvem se vingar do dito cujo. Para isso, resolvem sequestrar o filho deles (um tipo playboy vivido por Chris Pine) e pedir o resgate. Além da vingança, o dinheiro serviria para sanar as dívidas adquiridas pelo golpe aplicado pelo investidor sabichão.

O mote, como se vê, é reciclado. Assim como as gags. Dessa vez, a referência cinéfila é “Como eliminar seu chefe”, comédia dos anos 80 estrelada por Jane Fonda em que três assistentes resolvem manter o chefe trancafiado em casa.  À frente da direção da sequência, Sean Anders é humilde o suficiente de não mexer nas fórmulas que deram certo e generoso o bastante para abrir espaço para os coadjuvantes que roubaram a cena no primeiro filme. Por isso, Jennifer Aniston volta ainda mais tarada como a ninfomaníaca ex-chefe de Dale, personagem de Day, e Kevin Spacey está ainda melhor, se é que isso é minimamente possível, como o verborrágico e sociopata ex-patrão de Nick (Bateman).

A grande sacada de Anders, no entanto, foi manter a mira na estupidez dos personagens principais. A nulidade da vocação dos três patetas para o crime é inversamente proporcional à atração que sentem por ele como forma de resolver problemas. Não deixa de ser uma solução sagaz e altamente irônica em uma comédia sem grandes pretensões. Apesar desse mérito, “Quero matar meu chefe 2” não evita as desnecessárias baixarias que só funcionam no cinema moderno como ímã para certa fatia do público.

Entre prós e contras, o filme pertence àquele agrupamento que é mais feliz em um punhado de boas cenas do que no todo. Nada mal para uma ideia que já foi esticada além da conta.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Kamila Azevedo 18/12/2014 21:27

    Gosto muito do primeiro filme, mas confesso que não fiquei com muita vontade de assistir a essa continuação.

    Responder
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