Publicidade

Arquivo de dezembro, 2014

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014 Análises, Filmes | 12:16

Globo de Ouro se mostra mais ousado do que de hábito, mas confirma polarização entre “Boyhood” e “Birdman”

Compartilhe: Twitter

A associação dos correspondentes estrangeiros baseados em Hollywood , que outorga o Globo de Ouro, tem a fama de ostentar certa ousadia na divisão de TV e de acolher certo conservadorismo e star power na seara do cinema.

Leia também: Filme “Birdman” e minissérie “Fargo” lideram indicações ao Globo de Ouro 2015

Para a premiação de 2015, no entanto, em parte pela proeminência do cinema independente e em parte por um processo de amadurecimento tangível na lista divulgada nesta quinta-feira, a associação emprestou a ousadia dispensada à TV para destacar os melhores do ano no cinema.

Justamente por isso produções como ‘Invencível”, “Interestelar” e “Sniper americano”, que dividiram a crítica, mas por serem movidos  star Power teriam vez nos Globos, acabaram preteridos por completo na premiação.

O destaque recai sobre “Birdman”, ou “Homem-pássaro”, como se chamará no Brasil. O filme que estreia em 22 de janeiro amealhou sete indicações e é o líder na disputa. Discutivelmente qualificado na divisão de comédia e musical, não deve ter problemas para ser o grande vencedor. A fita concorre com “Caminhos da floresta”, “O grande hotel Budapeste”, “Pride” (talvez a única surpresa realmente grande da lista) e “Santo vizinho”.

Alejandro González Iñárritu e Edward Norton no set de "Birdman": líder de indicações

Alejandro González Iñárritu e Edward Norton no set de “Birdman”: líder de indicações

“Boyhood” e “O jogo da imitação”, que estão no âmbito do drama, vêm logo em seguida com seis indicações cada. O primeiro, pela experiência estética e narrativa inovadora proposta por Richard Linklater – o favorito entre os diretores – deve prevalecer. Mas é bom olho vivo em “Selma”. O drama sobre o ativista dos direitos civis Martin Luther King “roubou” a vaga que seria de “Garota exemplar” e sua diretora, Ava DuVernay, é a primeira mulher negra a concorrer na categoria. Pode repetir o feito no Oscar. O filme recebeu menções, ainda, pelo trabalho do ator David Oyelowo e pela canção “Glory”, composta por John Legend.

“Garota exemplar”, como previsto pelo Cineclube, obteve uma presença sólida na premiação. Com indicações para direção, roteiro e trilha sonora.

Quem esperava nomeação dupla para Keira Knightley viu Julianne Moore brilhar nesta manhã. A atriz foi menciona tanto por seu trabalho no drama “Ainda Alice” como pela comédia de humor negro de David Cronenberg “Mapa para as estrelas”. Tem chances de vencer aí também.  O que representaria mais uma ousadia da HFPA.

A grande surpresa do anúncio dos indicados para o Globo de Ouro 2015 talvez seja o pouco espaço que a associação deu para contestações. É uma lista consistente, ousada e autêntica como poucos esperavam que poderia ser. Mas confirma a tendência de polarização da temporada entre “Birdman” e “Boyhood”.

Julianne Moore, em cena de "Mapa para as estrelas",  em alta na HFPA

Julianne Moore, em cena de “Mapa para as estrelas”, em alta na HFPA

Autor: Tags: , ,

Análises, Filmes, Sem categoria | 05:00

As surpresas e esnobadas do SAG e o que esperar das indicações ao 72º Globo de Ouro hoje

Compartilhe: Twitter

Nesta quarta-feira, o sindicato dos atores revelou sua lista de indicados ao prêmio que distingue os melhores do cinema e da televisão em 2014 no crivo do colegiado. O SAG alcança sua 21ª edição como um valioso termômetro do que a corrida pelo Oscar, ao menos nas categorias de atuação, deve consagrar. Você pode conferir a lista clicando aqui.

Como esperado, “Homem-pássaro” e “Boyhood” polarizam a atenção em um primeiro momento. Tem sido esta a tônica da temporada até aqui. O primeiro, lidera a disputa no SAG com quatro indicações (elenco, ator para Michael Keaton, ator coadjuvante para Edward Norton e atriz coadjuvante para Emma Stone). Não há surpresas aí. Já Naomi Watts, que também integra o elenco de “Homem-pássaro” foi lembrada pelo papel da prostituta russa da comédia “St. Vincent”. A nomeação de Watts não estava no radar de nenhum dos críticos e analistas da temporada de premiações e configura essencialmente o que chamamos de surpresa. Boa surpresa, no caso. A inclusão de “O grande hotel Budapeste” na categoria de melhor elenco é outra do tipo. O SAG não costuma digerir bem as esquisitices de Wes Anderson, mas parece estar amadurecendo enquanto colegiado e destacar o elenco de um dos filmes mais graciosos do ano é um claro sinal deste processo. Como curiosidade fica o registro de que “O grande hotel Budapeste” detém o elenco mais numeroso a já ter sido contemplado na categoria. Coincidentemente, um dos menos numerosos da história também foi destacado este ano. Trata-se de “A teoria de tudo”, cinebiografia de Stephen Hawking.

Leia também: Tempo é parâmetro absoluto para epifanias de “Boyhood”

Leia também: Depois dos festivais de Veneza e Toronto, como fica a corrida pelo Oscar 2015?

Edward Norton e Michael Keaton receberam indicações ao SAG por 'homem-pássaro"

Edward Norton e Michael Keaton receberam indicações ao SAG por “Homem-pássaro”

"Boyhood" é o filme mais premiado do ano até o momento e pode repetir a tendência no SAG

“Boyhood” é o filme mais premiado do ano até o momento e pode repetir a tendência no SAG

Jennifer Aniston por “Cake” e Jake Gyllenhaal por “O abutre” vitaminam suas candidaturas para o Oscar com a lembrança no SAG. Fora do rol das certezas, suas candidaturas se beneficiam tremendamente da exposição. Os dois devem voltar a ser lembrados pela Associação de correspondentes estrangeiros de Hollywood (HFPA) que anuncia os concorrentes ao Globo de Ouro 2015 nesta manhã.

Leia também: Jennifer Aniston mira no Oscar com “Cake”; veja o primeiro trailer do filme

As ausências de “Garota exemplar”, hit de estúdio com qualidade acima da média, e do musical “Caminhos da floresta”, a indicação de Meryl Streep pelo filme é mais em virtude do peso da atriz do que pelo filme em si, e de “Selma”, sobre a vida de Martin Luther King, certamente afetam negativamente as chances desses filmes na temporada, mas ainda é cedo para dá-las por reduzidas.

 Leia também: No cinema, “Garota exemplar” ganha mais relevo com a assinatura de David Fincher 

O que tem para hoje?

É preciso ter em mente que a condição de termômetro do Oscar há muito foi perdida pelo Globo de Ouro. O prêmio desenvolveu uma identidade própria e enquanto o Oscar tendeu para o lado do cinema independente, o Globo de Ouro optou por celebrar o cinemão. Exemplos recentes não faltam. Enquanto o Globo de ouro premiou “Avatar”, o Oscar distinguiu “Guerra ao terror”. No ano seguinte foi a vez de “A rede social” nos Globos e de “O discurso do rei” no Oscar.

Ademais, o Globo de ouro gosta de prestigiar as estrelas. Portanto, se você é um astro, tem mais chances de ser nomeado. É um reducionismo, é verdade. Mas há precedência.

“Homem-pássaro” e “Boyhood”, o primeiro na divisão de comédias e o segundo entre os dramas, devem repetir a polarização reiterada hoje. Mas há mais pelo que esperar da lista que será divulgado logo mais. O Cineclube lista cinco tendências que são (praticamente) certas entre as estrelas e filmes que serão anunciados mais tarde.

Keira Knightley e Mark Ruffalo em cena de "Mesmo se nada der certo": os dois devem ficar muito felizes nesta manhã de quinta-feira (Fotos: divulgação)

Keira Knightley e Mark Ruffalo em cena de “Mesmo se nada der certo”: os dois devem ficar muito felizes nesta manhã de quinta-feira
(Fotos: divulgação)

1 – Angelina Jolie será indicada a melhor direção por ‘Invencível”

O filme tem dividido opiniões, mas parece consensual que chegará ao Oscar. A  HFPA fará sua parte em bombar a candidatura de Jolie para o Oscar. De quebra, ela pode receber uma indicação como atriz em comédia pelo bem-sucedido “Malévola”.

 Leia também: Angelina Jolie anuncia novo projeto na direção e sinaliza reposicionamento de carreira

2 – Keira Knightley, Mark Ruffalo e Benedict Cumberbatch podem esperar menções duplas

Os dois primeiros serão lembrados pelo filme “Mesmo se nada der certo”. Knightley também será indicada por “O jogo da imitação”. Filme que deve render nomeação para seu parceiro de cena, Benedict Cumberbatch. O Sherlock em pessoa também será lembrado pelo personagem da série da BBC. Já Ruffalo pode receber até três indicações. Pelo filme “Foxcatcher” e pelo filme feito para a TV “The normal heat”. É provável, porém, que a HFPA não o destaque por “Foxcatcher” para abrir espaço para seu parceiro de cena, e mais astro, Channing Tatum.

 Leia também: Mark Ruffalo e Keira Knightley reverenciam poder transformador da música em “Mesmo se nada der certo”

3 –Clint Eastwood e Bradley Cooper, sim senhor!

Clint é daqueles darlings da associação e deve ser lembrado como diretor por “Sniper americano”, mesmo que o filme falhe em ficar entre os finalistas em drama. Já Cooper, astro em franca e contínua ascensão, deve ficar com uma das cinco vagas de melhor ator dramático pelo mesmo filme. O que representará sua terceira indicação consecutiva ao prêmio ( foi indicado nos anos anteriores por “O lado bom da vida” e “Trapaça”).

4 – Meryl Streep receberá sua 28ª indicação ao Globo de ouro e quarta consecutiva por “Caminhos da floresta”

É o caso da atriz que legitima uma premiação ou um prêmio. É quase que uma contingência indicar Meryl Streep a qualquer prêmio que se preze

5 – “Garota exemplar” se recupera

O filme e sua atriz principal, Rosamund Pike, devem ser indicados. Mas há a possibilidade do diretor David Fincher, do roteiro de Gillian Flynn e da trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross serem indicados. O que colocaria o filme entre os cabeças, ainda que com chances reduzidas de vitória. Como a corrida no caso de “Garota exemplar” é de recuperação, é mais do que suficiente.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014 Atores, Curiosidades, Filmes | 05:00

Ewan McGregor é Jesus Cristo e o Diabo em drama que promete causar no festival de Sundance 2015

Compartilhe: Twitter

Ewan

“Last days in the desert” deve ser uma das sensações do próximo festival de cinema de Sundance, que será realizado em janeiro na montanhosa Utah, nos EUA. Dirigido por Rodrigo Garcia, de “Albert Nobbs” e “Destinos ligados”, o filme acompanha a peregrinação de Jesus Cristo durante 40 dias no deserto. Uma das mais famosas passagens bíblicas versa sobre o período de retiro de Cristo para entrar em comunhão com seu pai e ser tentado pelo Diabo.

O filme é fotografado pelo mexicano Emmanuel Lubezki, de “A árvore da vida”, “Gravidade” e do inédito “Homem-pássaro”. É possível esperar ótimas soluções visuais para esse embate entre Cristo e o Diabo.

O ator Ewan McGregor (“Moulin Rouge – o amor em vermelho” e “Abaixo o amor”) interpretará tanto Jesus como o Diabo no filme. Uma proposta ousada por parte da realização. “Você pode ver o demônio como o Diabo ou como uma faceta de YoshuaJesus em hebraico e como o personagem será nomeado no filme – uma manifestação física de suas dúvidas”, disse Ewan McGregor à revista Entertainment Weekly que divulgou a imagem do ator caracterizado como Cristo em primeira mão.

O ator contou que não encarou a atuação dupla com literalidade. “Eu não estou interpretando Jesus, mas sim um homem que está tentando se comunicar com seu pai, que acontece de ser Deus”, explicou. “Eu tentei imaginar o que é para um homem a solicitação paterna de que ele morra pelos outros”. Quando abordei o Diabo, eu tentava enfraquecer essa convicção de Yeshua”. McGregor se disse cativado pelo roteiro de Garcia, mas ressalva que não se trata de uma história bíblica, mas sim de uma história inventada. “É um cara em busca de respostas internas e fé no meio do deserto”. O ator disse não temer que a produção suscite polêmicas. “Eu acredito no coração do filme que fizemos”.

Autor: Tags: , , , ,

terça-feira, 9 de dezembro de 2014 Curiosidades, Filmes | 20:07

“Vício inerente” tem novo trailer divulgado e fica cada vez mais claro de que se trata de um filme imperdível

Compartilhe: Twitter
Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Um detetive particular chapado na Los Angeles dos anos 70 vivido por Joaquin Phoenix. Não está convencido de que “Vício inerente”,programado para estrear em 19 de fevereiro no brasil, é um dos filmes mais quentes da temporada? Trata-se, afinal, da nova obra de Paul Thomas Anderson, diretor dos aclamados “Magnólia” (1999), “Sangue negro” (2007) e “O mestre” (2012). Não é o suficiente? É uma adaptação de um romance pulp assinado por  Thomas Pynchon e por muito tempo tido como “inadaptável”. Paul Thomas Anderson disse que fez o possível para não estragar o excelente material. Pelo jeitão desse novo trailer, dos clipes e das fotos que o Cineclube destaca abaixo. Ele conseguiu!

Joaquin Phoenix e companhia preparam o pacote...

Joaquin Phoenix e companhia preparam o pacote…

Phoenix sensualiza com Reese Witherspoon

Phoenix sensualiza com Reese Witherspoon

Phoenix faz tipo ao lado de Owen Wilson, outra das atrações do filme

Phoenix faz tipo ao lado de Owen Wilson, outra das atrações do filme

Paul Thomas Anderson, à direita, orienta seu ator no set

Paul Thomas Anderson, à direita, orienta seu ator no set

 

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Filmes, Listas, Notícias | 20:00

Os dez melhores filmes do ano pelo American Film Institute antecipa semana agitada da corrida pelo Oscar

Compartilhe: Twitter

É uma semana agitada para quem curte e acompanha a temporada de premiações no cinema. Na próxima quarta-feira, o sindicato dos atores (SAG) anuncia seus indicados ao SAG 2015. Na quinta-feira, será a vez da Hollywood Foreign Press Association (HFPA), composta por jornalistas estrangeiros baseados em Hollywood, revelarem os indicados para o Globo de Ouro 2015. É uma semana, portanto, que dará forma à corrida pelo Oscar que já começou para valer com alguns prêmios da crítica que já são anunciados desde a semana passada.

Hoje foi a vez do American Film Institute (AFI), prestigiada organização de cinema que zela pela história da sétima arte nos EUA, destacar o seu TOP 10 do ano. Onze filmes entraram na lista. Isso mesmo. Onze. O que não quer necessariamente dizer que se trata de um ano dos mais concorridos, apenas que o AFI se comportou como o velho ditado sugere: com coração de mãe arranjou vaga até mesmo para o até aqui esnobado “Interestelar”, de Christopher Nolan.

Abaixo, você confere a lista dos dez melhores filmes de 2014 no crivo do AFI.

“Sniper americano”

“Whiplash – em busca da perfeição”

“Homem-Pássaro”

“Boyhood – da infância à juventude”

“Foxcatcher – uma história que chocou o mundo”

“O jogo da imitação”

“Interestelar”

“O abutre”

“Caminhos da floresta”

“Selma”

“Invencível”

Autor: Tags: , ,

domingo, 7 de dezembro de 2014 Atores, Curiosidades | 19:16

Adam Driver é o denominador comum de dois filmes indies cativantes

Compartilhe: Twitter
Adam Sriver, o segundo da esquerda para a direita, em cena de "Sete Dias sem fim" (Foto: divulgação)

Adam Sriver, o segundo da esquerda para a direita, em cena de “Sete Dias sem fim”
(Foto: divulgação)

Ele é um dos atores mais quentes do momento. Depois de ganhar o Leão de Ouro em Veneza por “Hungry Hearts” e assegurar um dos principais papéis no novo “Star Wars”, Adam Driver vai se difundindo pela cultura pop. Ele integra o elenco de dois filmes badalados do circuito indie. Um, “Sete dias sem fim”, já estreou lá fora e deve pintar por aqui em breve. O outro, “While we´re young” está previsto para março de 2015 nos EUA.

O primeiro, de Shawn Levy (“Os estagiários” e “Gigantes de aço”), apresenta uma família judia que nunca foi muito ligada à ortodoxia da religião, mas que se reúne em face do falecimento do patriarca para a cerimônia do Shivah. O reencontro, claro, será temperado por muita lavagem de roupa suja e conflitos familiares. O elenco é de encher os olhos. Tina Fey, Jason Bateman, Jane Fonda, Rose Byrne, Corey Stoll, entre outros.

Já “While we´re young”, novo longa de Noah Baumbach, diretor dos ótimos “Frances Ha” e “A lula e a baleia”, apresenta um casal de meia -idade – interpretado por Ben Stiller e Naomi Watts – que passa a redimensionar a vida juntos a partir da convivência com um casal mais jovem (Driver e Amanda Seyfried).

Leia também: Cinco atores que merecem atenção

São dois filmes que devem elevar a estima de Driver nessa Hollywood pensativa, criativa e hippie que é o cinema independente!

Autor: Tags: , , , , ,

Atrizes, Listas | 16:42

As dez principais atrizes francesas da atualidade

Compartilhe: Twitter

Na dúvida, faça como os franceses e admire dez mulheres que não só embelezam como abrilhantam a tela do cinema. O Cineclube elaborou uma lista com as principais atrizes da França na atualidade e acredite: há muito mais talento nessa lista do que beleza.

Marion Cotillard

França - Marion (Divulgação)

Foto: divulgação

Ela beira a unanimidade. Conseguiu o que Fernanda Montenegro não conquistou e que, antes dela, apenas Sofia Loren havia conseguido. Um Oscar de melhor atriz por um filme não falado em inglês.  Cotillard trafega com desenvoltura singular pela mais pretensiosa ficção científica hollywoodiana, como “A origem” (2010) e pelo filme artístico mais salutar, como o recente “Dois dias, uma noite”, nova obra dos irmãos Dardenne.

 

Laetitia Casta

Foto: Dolce & Gabbana

Foto: Dolce & Gabbana

Aos 36 anos, ela ainda tem poucos créditos famosos no cinema. Mas Laetitia Casta é uma estrela pronta. Hollywood já a assedia. Em seu primeiro filme americano, ela foi a amante francesa do tubarão de Wall Street vivido por Richard Gere em “A negociação” (2012). Mas antes disso tinha sido a inspiração do mulherengo Serge Gainsbourg, na cinebiografia “Gainsbourg – o homem que amava as mulheres”, na pele de ninguém menos do que a diva mor do cinema francês, Brigitte Bardot.

 

Emmanuelle Béart

Foto: Reprodução/Pure Trend

Foto: Getty Images

Ela já foi uma das maiores musas do cinema francês. Aos 51 anos, Emmanuelle Béart investe no cinema francês com a propriedade que falta a muitas de suas conterrâneas. “Nathalie X” (2003), “Oito mulheres” (2001), “Anjos da guerra” (2003), “Desejos secretos” e o recente “Anos incríveis” (2011) figuram entre seus principais trabalhos.

 

Audrey Tautou

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Musa indie ou ícone hippie? Tautou talvez seja mais reconhecida pela sua breve incursão no cinema americano, ao qual prometeu não voltar, em “O código DaVinci” (2006). Mas a alma dos cinéfilos ela conquistou dando vida à personagem título de “O fabuloso destino de Amélie Poulain” (2001). Hoje em dia ela trafega por gêneros, mas sempre no cinema francês. Entre seus últimos destaques figuram “A espuma dos dias” (2013) e “Therese D.” (2012).

 

Juliette Binoche

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Ela é a Meryl Streep dos franceses. A carinhosa e generosa comparação atesta não só a qualidade como a prolixidade de Binoche, que já ostenta quase 60 créditos no cinema. Diferentemente de Streep, no entanto, a francesa atua em produções de diversos países. Ela ganhou o Oscar em 1997 pela atuação em “O paciente inglês” e coleciona oito indicações ao César, o Oscar do cinema francês. Entre seus últimos e referenciáveis trabalhos estão “Cosmópolis” (2012), “Elles”  (2011), “Godzilla” (2014) e “Acima das nuvens” (2014), que chega aos cinemas brasileiros em 1º de janeiro de 2015.

 

Judith Godrèche

Foto: Reprodução/Wikipedia

Foto: Reprodução/Wikipedia

Aos 42 anos, ela preserva certo anonimato mesmo na frança. Um paradoxo, já que estrelou algumas produções hollywoodianas – ainda que em papéis menores, de grande destaque e contracenou como Leonardo DiCaprio e Steve Martin. “Albergue espanhol” (2002), “Tudo por prazer” (2004) e “A arte de amar” (2011) são seus principais trabalhos na França. Ele retornou recentemente ao cinema americano no ótimo “Segredos de sangue” (2013).

 

Isabelle Huppert

Foto: Reprodução/SZ magazine

Foto: Reprodução/SZ magazine

Um verdadeiro patrimônio do cinema. O ponto é final, mas para quem não conhece essa verdadeira diva francesa é bom correr atrás do prejuízo. Huppert, que já atuou em português, presidiu júri em Cannes e ostenta um currículo com 120 filmes, chega aos 61 anos como o principal expoente de uma geração que teve Brigitte Bardot e Catherine Deneuve. Não é pouca coisa. Boas dicas de filmes para conhecer a atriz são “A professora de piano” (2001), “Depois do amor” (1992), “Madame Bovary” (1991) e “Minha mãe” (2004).

 

Eva Green

Foto: Campari

Foto: Campari

Símbolo de sensualidade atual, Eva Green já foi Bond Girl e dama fatal no cinema, mas foi o cineasta italiano Bernardo Bertolucci quem cravou a percepção que o mundo teria de Eva em “Os sonhadores” (2003), estreia da atriz no cinema. De lá para cá, tem se dedicado mais ao cinema americano e apareceu em filmes tão diferentes como “Cruzada” (2005), “Sentidos do amor” (2011) e “Sombras da noite” (2012).

 

Adèle Exarchopoulos

Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Aos 21 anos e com esse nome grego que é um charme, Exarchopoulos tem a capacidade de hipnotizar em cena. O mundo a descobriu no intenso, polêmico e maravilhoso “Azul é a cor mais quente” (2013). Está no elenco do próximo filme de Sean Penn como diretor, “The last face”, que estreia em 2015 e com duas produções engatilhadas para estrear na França. Até onde Adèle pode ir?

 

Léa Seydoux

Foto: Reprodução/ W magazine

Foto: Reprodução/ W magazine

O nome ficou badalado depois de contracenar com Adèle Exarchopoulos em “Azul é a cor mais quente”, mas antes disso Léa já tinha estrelado até filme da franquia “Missão impossível”. Musa de Tarantino em “Bastardos inglórios” (2009), a eclética carreira da atriz inclui “A bela Junie” (2008), “Meia-noite em Paris” (2011) e “Adeus, minha rainha” (2012). Em tempo: Léa Seydoux acaba de adentrar à seleta galeria de Bond girls.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sábado, 6 de dezembro de 2014 Análises, Bastidores, Notícias | 17:08

O que esperar do filme “Porta dos fundos”?

Compartilhe: Twitter

PortaUm dos grandes cases de sucesso da internet brasileira, a trupe responsável pelo “Porta dos fundos” já havia sinalizado lá atrás a intenção de ir para o cinema. Os primeiros contatos com a sétima arte foram proveitosos. Membros do grupo estrelaram filmes de sucesso como “O concurso” e “Vai que dá certo”.  Agora é hora de avançar à próxima etapa. “Porta dos Fundos – o filme” começa a ser gravado em março de 2015 e tem lançamento previsto para o segundo semestre. “Vai ser o ‘Game of Thrones’ brasileiro. Talvez com um anão”, afirmou Antonio Tabet, um dos integrantes do grupo, na Comic Com Experience realizada neste fim de semana em São Paulo.

Orçada em R$ 3 milhões, a fita será dirigida por Ian SBF, o mesmo responsável pela direção dos esquetes do grupo para o YouTube.

Muita gente achou a estreia do “Porta dos Fundos” na TV – um programa semanal de meia hora é exibido no canal FOX – frustrante. Isso porque o programa só oferta esquetes exibidos previamente na internet. Em 2015, o grupo deve preparar material inédito para a TV. O filme, porém, romperá com a estrutura de esquetes, pelo menos é o que garantiu o produtor Bruno Weiner. A fita terá uma história contínua. Mas o que esperar efetivamente de um filme do “Porta dos Fundos”? Há fôlego para ir além dos esquetes? “Porta dos Fundos” reforçará paradigmas das comédias brasileiras ou estabelecerá novos?

O “Porta dos Fundos” sempre se notabilizou por seu aspecto colaborativo, pela criatividade insinuante e pela total liberdade na confecção de seu humor – o que até valeu certa cota de polêmicas.

É uma boa bagagem para se levar ao cinema. Não atrapalha o fato de todos os integrantes do grupo terem experiência multimidiáticas e se prepararem para lançar um filme em um ponto de suas carreiras em que maturidade certamente não é uma palavra estranha.

No entanto, é preciso ter em mente que o grupo não deve romper com seu viés satírico do establishment brasileiro. E o cinema brasileiro atual é vacilante em matéria de boas sátiras. Sejam elas políticas ou culturais. É natural pressupor que a produção se ressinta disso e a iniciativa de rodar um longa-metragem prescindindo dos esquetes que fizeram a fama do grupo demanda uma ideia – e um roteiro – muito bons. O que, em tese, limita o espaço para o improviso. Será do difícil equilíbrio entre o respeito às bases da trupe e a natural vontade de ousar, que o filme “Porta dos Fundos” pode se inserir como um divisor de águas da comédia de cinema brasileira. O sucesso é certo e independe da qualidade. Antonio Tabet, Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Ian SBF, João Vicente de Castro e os demais participantes não vão ao cinema, afinal, apenas para replicar o sucesso que já ostentam. É esta constatação que faz toda a diferença e permite o otimismo com o filme e com o que ele pode representar para o cinema brasileiro.

Autor: Tags: , , , ,

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 Curiosidades, Notícias | 19:31

Primeiro encontro de Obama será tema de filme

Compartilhe: Twitter

“Southside with you” é o nome do filme que o diretor e roteirista Richard Tanne fará sobre o primeiro encontro de Barack e Michelle Obama. Há muito se especula sobre um filme a respeito do mais carismático presidente americano em anos, mas poucos suspeitavam que o primeiro projeto seria tão… romântico. A ideia de Tanne, que desenvolveu o roteiro em conjunto com a atriz Tika Sumpter, que interpretará a mulher que hoje é a primeira dama dos EUA, é mostrar como foi o dia em que Barack e Michelle saíram juntos pela primeira vez. Esse dia foi descrito pelo casal em plena campanha pela reeleição em 2012 em um programa de televisão. Foi quando Tanne teve a ideia de fazer um filme a respeito. Obama levou Michelle para ver o Instituto de Arte de Chicago e o filme “Faça a coisa certa”, do então desconhecido Spike Lee. O ano era 1989 e os Obamas se casaram em 1992.

Com filmagens programadas para julho de 2015 em Chicago, “Southside with you” deve provocar muita comoção às vésperas de seu lançamento, o que deve ocorrer com Obama ainda na presidência – já que ele fica no cargo até o fim de 2016. A produção é independente e agora os produtores se dedicam à nada fácil tarefa de escolherem o Obama ideal para seu filme.

Tika Stump será a primeira atriz a viver Michelle Obama no cinema (Foto: reprodução/oK Magazine)

Tika Stump será a primeira atriz a viver Michelle Obama no cinema
(Foto: reprodução/oK Magazine)

Autor: Tags: ,

Análises, Bastidores | 18:27

Marasmo na produção dos estúdios redimensiona produção do cinema independente nos EUA e inflaciona salários de astros e estrelas

Compartilhe: Twitter

“Homem-pássaro”, “O jogo da imitação”, “O abutre”, “Boyhood”, “O ano mais violento”, “Vício inerente” e “Whiplash: em busca da perfeição”. Em comum, todos esses filmes têm o fato de estarem na corrida pelo Oscar e de serem produções independentes. Para quem acompanha o Oscar, ano após ano, não é nenhuma novidade que os filmes independentes são hoje os grandes protagonistas da maior premiação da indústria do cinema. Desde a vitória de “O senhor dos anéis: o retorno do Rei” em 2004, apenas outros dois filmes de estúdio (ambos da Warner) venceram o Oscar de melhor filme: “Os infiltrados” em 2007 e “Argo” em 2013. Um sintoma claro desse domínio é o fato de Hollywood investir cada vez mais em diversão ligeira. Sequências, remakes, adaptações de games, HQs e literatura infanto-juvenil compõe 99% do que se produz hoje na Meca do cinema mundial. “Os estúdios não investem mais naquele filme para adulto”, disse Susan Downey, esposa de Robert Downey Jr.  e produtora de “O juiz”, filme bancado pela Warner em parte porque Downey Jr. estrelaria e todo mundo que produzir um filme com ele. David Fincher, que alcançou a maior bilheteria de sua carreira com “Garota exemplar” concorda.  À revista Variety, ele disse que não é fácil convencer estúdios de cinema a apostarem em filmes como “Garota exemplar” e que a produção só foi aprovada porque é baseada no best-seller homônimo de Gillian Flynn. O próprio Fincher experimentou um revés em caso semelhante. A Sony vetou a continuação da saga “Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”, também adaptado de um best-seller, porque o filme não rendeu a bilheteria esperada, a despeito do entusiasmo com que a crítica recebeu a película.

David Fincher, à esquerda com gorro, e Daniel Craig no set de "Os homens que não amavam as mulheres": sem lucro, sem continuação

David Fincher, à esquerda com gorro, e Daniel Craig no set de “Os homens que não amavam as mulheres”: sem lucro, sem continuação

O semanário The Hollywood Reporter publicou uma reportagem nesta semana que mostra como essa postura dos estúdios está refletindo de maneira desequilibrada nas produções independentes. O sucesso no Oscar atraiu mais players e recodificou o jogo de interesses de astros e estrelas. Há mais dinheiro na seara das produções independentes. Matthew McConaughey, por exemplo, recebeu U$ 200 mil para rodar ‘Clube de Compras Dallas”, filme pelo qual recebeu o Oscar neste ano. Para “Sea of trees”, que está em produção, o ator já recebeu U$ 3, 5 milhões. Para “Free state of Jones”, um drama sobre a guerra civil americana orçado em U$ 65 milhões, o ator receberá incríveis U$ 5 milhões. “Estamos fazendo os filmes que os estúdios se negam a fazer”, disse um produtor independente que vê com apreensão essa mudança de cenário. “Mas não temos a estrutura deles”.

Leia também: Primeira imagem de Matthew McConaughey em “The sea of trees”

Leia também: Oferta pública de ações de astros de cinema é o buzz do momento em Hollywood 

O temor de produtores independentes que não dispõem de verbas tão ruidosas é justamente que esse novo perfil descaracterize a essência da produção independente. Quando se investe neste nível em um filme, o retorno financeiro passa a ser prioridade absoluta.  Este é o jogo que Hollywood com seus incontáveis e milionários blockbusters tem jogado. O cinema independente sempre foi sobre filmes, histórias e arte. Os atores faziam parte desses filmes pelo prestígio e pelo amor à arte. Quando se começa a receber quantias vultosas como as que os estúdios pagam a coisa começa a mudar de figura.

Cena de "O ano mais violento", produção já destaca em prêmios satélites do Oscar

Cena de “O ano mais violento”, produção já se destaca em prêmios satélites do Oscar

Garmin GPS, uma empresa nova no negócio de produzir cinema, está financiando “The nice guys”, um thriller ambientado nos anos 70 com Russell Crowe e Ryan Gosling. Os dois atores receberão U$ 7 milhões cada. Gosling, para efeitos de comparação, rodou “Namorados para sempre” (2010) por U$ 30 mil.

O fato de mais dinheiro estar disponível para que filmes que os estúdios resistem a investir sejam feitos não é má notícia. O que preocupa é que é apenas questão de tempo até que o cinema independente incorpore vícios e estratégias ostentados hoje pelos estúdios. Não seria a primeira vez que isso aconteceria. Depois de muito destaque em meados dos anos 70 e 80, o cinema independente americano foi sufocado pelas produções de estúdios, mas ressurgiu revigorado no meio da década de 90 com os irmãos Weinstein, a Miramax e Quentin Tarantino.

Leia também: A última cartada de M. Night Shyamalan

Leia também: Para onde vai o cinema de Christopher Nolan depois de “Interestelar”? 

Há, ainda, a questão de distribuição. Filmes independentes não dispõem da estrutura dos grandes estúdios e acabam reféns de acordos comerciais que reduzem drasticamente a participação nos lucros. O diretor M. Night Shyamalan, caído em desgraça depois de sucessivos fracassos em estúdios diferentes, rodou um filme (“The visit”) de maneira independente e fechou um acordo de distribuição com a Universal.

Ryan Gosling e Michelle Williams em "Namorados para sempre": tipo de filme que pode sair do radar da produção independente americana

Ryan Gosling e Michelle Williams em “Namorados para sempre”: tipo de filme que pode sair do radar da produção independente americana

Esse cenário em franca e veloz transformação favorece duas perspectivas bem ruins. Primeiro, porque fortalece nos estúdios a noção de que devem evitar produzir filmes que fujam à zona de conforto estabelecida; segundo, porque vai ficar cada vez mais difícil para produtores essencialmente independentes e com pouco dinheiro fazerem filmes. Imaginem as preciosidades que serão para sempre perdidas no futuro do pretérito da sétima arte.

Fotos: divulgação

Autor: Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. Última