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Arquivo de dezembro, 2014

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014 Filmes, Fotografia, Notícias | 19:06

Primeiras fotos de “Knock Knock”, terror de Eli Roth sobre traição

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“Atração fatal” fez escola. “Garota exemplar” é um dos maiores hits de 2014 nos cinemas. Se preparem, por que em 2015 o diretor Eli Roth, de “O albergue” e “Cabana para o inferno”, vai lançar “Knock Knock”, ainda sem título em português. Na trama, Keanu Reeves faz um sujeito casado que acaba se envolvendo com duas jovens e experimenta o melhor das fantasias masculinas, mas ele não esperava que aos poucos elas fossem transformando a vida dele em um completo inferno. Roth, que também assina o roteiro em parceria com Guillermo Amoedo, já adiantou que a fita combina o jeitão de thriller com uma pegada sobrenatural. “Knock Knock” terá premiere mundial no festival de Sundance que acontece em janeiro próximo.

Knock 1

Knock 2

Knock 3

Knock 4

 

Fotos: divulgação

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Críticas, Filmes | 16:26

Deborah Secco mesmeriza no bem azeitado “Boa sorte”

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É uma questão que parece superada, mas a cada novo trabalho – especialmente no cinema -mais imperativo se torna destacar quão boa atriz é Deborah Secco. “Boa sorte”, que marca a estreia de Carolina Jabor na direção de longas-metragens, é mais um passo na fórmula – até aqui infalível – de Secco de entregar-se de corpo e alma a suas personagens. A exemplo do que já ocorrera em “Bruna Surfistinha”, a atriz surge como produtora executiva em “Boa sorte” – uma forma de legitimar uma participação mais ativa no processo de feitura do filme.

O fato de ter perdido 11kg para viver a soropositivo Judite é um atestado dessa dedicação incandescente de uma atriz ciosa por testar e estabelecer novos limites em sua carreira. Mas não resume o trabalho de Secco no sensível e bem-vindo filme da filha de Arnaldo Jabor, aqui revelando uma assinatura pessoal vistosa em adaptação do conto “Fanta com frontal” de Jorge Furtado.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Secco adentra uma personagem desesperançosa, acometida de uma doença incurável e com um organismo que não mais aceita tratamentos paliativos e confinada em uma clínica para dependentes químicos, com gana e paixão sobrepostas à curiosidade que deve nortear todo bom intérprete.

Judite vê sua rotina transformar-se com a chegada de João, vivido pelo não menos acintoso em matéria de talento João Pedro Zappa, um adolescente que vai parar na clínica como decorrência da total incapacidade de seus pais em lidar com as manifestações típicas da adolescência. João e Judite, excluídos que são e se sentem, vão tateando um ao outro como quem busca um contato qualquer, um amor para acolher-se. E é nesse tom, de abstração da concretude de suas circunstâncias, que Jabor constrói seu filme. De pequenas digressões como quando Judite divaga sobre dinheiro e loucura até a invisibilidade dos protagonistas que vai ganhando literalidade à medida que o filme avança, “Boa sorte” vai pincelando um amor irrealizável. De um menino que perdeu a virgindade com uma mulher que descobriu a yoga tarde demais – como a própria Judite pontua em certo momento – e espera apenas sua partida desta vida.

A desestabilização, todavia, não é uma prerrogativa apenas dos amores realizáveis e “Boa sorte” é feliz ao apontar como a mudança de perspectiva afeta Judite e afeta também a responsabilidade que ela invariavelmente sente em relação ao ingênuo João, como demonstram as carinhosas pinturas de seu diário.

“Boa sorte” é, portanto, um filme muito bem azeitado na combinação das propostas da direção – estética e narrativamente ousadas para um primeiro filme – e da altivez de uma atriz segura de sua arte e disposta a aprimorá-la sempre que possível.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014 Notícias | 21:27

Warner confirma elenco principal de “Esquadrão suicida” e garante expectativa alta pela produção

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Foto: montagem sobre reprodução

Foto: montagem sobre reprodução

A Warner sabia que precisava de um arrasa quarteirão para manter acesa a chama de sua rivalidade com a Marvel. “Esquadrão Suicida”, com lançamento previsto para o mesmo 2016 de “Batman v Superman” era este filme. Mas faltava sustância para um grupo de vilões que faz serviços para o governo americano em troca de perdão ou redução de suas penas. Muita gente na indústria dizia que este seria “o Guardiões da Galáxia” da Warner/DC. Não é bem por aí. Nesta terça-feira (4), o estúdio oficializou os nomes de Will Smith, como o Pistoleiro, Jared Leto, como o Coringa, Tom Hardy, como Rick Flag, Margot Robbie, como Arlequina, Jai Courtney, como Capitão Bumerangue e a modelo e atriz Cara Delevingne, como Enchantress.

A musculatura do elenco, repleta de grandes (e bons) nomes indica que a Warner quer fazer barulho – muito barulho – e não necessariamente seguir a mesma estratégia adotada pela rival Marvel com a produção discreta de “Guardiões da galáxia”. A internet entrou em polvorosa com o anúncio de que Leto, vencedor do Oscar de ator coadjuvante neste ano, herdará o papel icônico já defendido pelos geniais Heath Ledger e Jack Nicholson no cinema.

David Ayer, roteirista de “Dia de treinamento” (2001) e diretor do bastante elogiado “Corações de ferro” (2014), está à frente da produção que, para todos os efeitos, irá dar a largada no universo DC em sua nova versão mais coesa e uniforme no cinema. O planejamento, por ora, parece o mais acertado possível.

Leia também: A guerra entre Marvel e DC atinge nível inédito no cinema, mas e o espectador nessa história toda? 

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Curiosidades, Fotografia | 19:26

Fãs fazem cartazes de “Star Wars: o despertar da força” com jeitão de arte oficial

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Para uns “Star Wars” é uma religião. Para outros, uma febre. Alguns acham pura perda de tempo. Mas é difícil ficar indiferente à saga. Prova disso é que com menos de uma semana de lançado, o primeiro teaser de “O despertar da força” já caminha para ser o vídeo promocional de cinema mais assistido da história do YouTube. Não é pouca coisa. Outro indício deste culto maior que a vida a “Star Wars” são alguns cartazes feitos por fãs a partir do teaser que começaram a pipocar na internet. A qualidade do material, que pode ser conferido abaixo, assombra e se não fosse a consciência de que se tratam de artes não oficiais, poderíamos muito bem tê-las como material de divulgação da produção.

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Críticas, Filmes | 16:57

Resistir à solidão é a odisseia do protagonista de “Os amigos”

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“Os amigos” é um tipo raro de filme não só na cinematografia brasileira, como na produção de cinema contemporânea. Na superfície, é um elogio da amizade, tão negligenciada pelo cinema mais interessado no temperamental amor, sentimento mais rarefeito e poético.

A amizade, ainda que seja algo tão difícil de conquistar como um amor longevo, é relegada a comédias ligeiras sem receber o merecido carinho. Lina Chamie se propõe a corrigir essa injustiça com “Os amigos”. Centrado na figura de Téo (Marco Ricca), o filme enquadra a amizade como um oásis na inexorável jornada rumo à solidão que a sociedade moderna impõe aos seus. Não à toa, a cidade – uma São Paulo de muitos lances e caos – interfere reiterada e decisivamente na rotina dos personagens. Sejam eles fixos na trama ou apenas passageiros. Flagramos Téo em uma incipiente crise existencial, deflagrada pela morte de um amigo de infância, Juliano (Otávio Martins), com o qual pouco tinha contato naqueles dias. Observamos essa crise, em suas articulações interna e externa, por um dia e Chamie habilmente estabelece uma métrica que abrilhanta o raciocínio intradiegético da fita ao mostrar crianças em uma encenação da “Odisseia”, de Homero.

Marco Ricca e Dira Paes em cena do filme (Foto: divulgação)

Marco Ricca e Dira Paes em cena do filme
(Foto: divulgação)

Esse emparelhamento proposto pela encenação da peça grega com a odisseia de Téo por aquele dia, surpreendentemente longo e de muitos compromissos, por sua crise existencial – fustigada a todo momento pela amiga Majú (Dira Paes), e por sua própria amizade com Juliano, revisitada na memória em alguns de seus momentos-chave, subscreve “Os amigos” como um filme de sensorialidade rara no cinema brasileiro. O que não é pouco, tampouco é tudo. “Os amigos” também se prova uma ação entre amigos, já que Ricca volta a trabalhar com sua diretora de “A via Láctea” (2006). O filme conta com participações especiais de gente como Alice Braga, Caio Blat, Rodrigo Lombardi e Sandra Corveloni. Finalmente, o espírito abrasador do filme é seu diamante mais precioso. Sem grandes elucubrações sobre a vida, ainda que se permita divagar sobre a malemolência dos super-heróis em tempos que eles parecem dominantes, “Os amigos” brinda nossa fortaleza contra o assédio da solidão. Ela mesma, a amizade.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 Atores | 18:41

Marco Ricca, homem de cinema

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O ator na pré-estreia de "Os amigos" (Foto: AgNews)

O ator na pré-estreia de “Os amigos”
(Foto: AgNews)

Em recente entrevista concedida à repórter Luísa Pécora para o portal iG, o ator Marco Ricca –  que está em cartaz nos cinemas com o ótimo “Os amigos” e com o menos feliz “Trinta” – defendeu uma política mais agressiva para garantir ao cinema nacional mais autoral espaço e tempo no acirrado circuito exibidor do país.

Esse posicionamento forte e bem definido não causa nenhum estranhamento a quem acompanha a carreira de Ricca, que completou 52 anos agora no fim de novembro, no cinema.

Em “Os amigos”, o ator vive Théo. Um homem em crise existencial. Circunstância esta, deflagrada pela morte de um amigo de infância ao qual invariavelmente havia se afastado.

Não é um personagem trivial; e triviais não são os filmes que Ricca elege para trabalhar.

Em 2009, estreou na direção com “Cabeça a prêmio”. Um filme que mesclava cânones do western com um poderoso drama familiar ambientado no Mato Grosso do Sul.

Aos poucos, Ricca foi migrando de filmes com mais apelo popular como “Cristina quer casar” (2003), “O coronel e o lobisomem” e “O casamento de Romeu e Julieta” (2005) para obras como “Crime delicado” (2005), “A via Láctea” (2007) e “Verônica” (2008).

A transição pode ser lida como um contraponto ao Marco Ricca da televisão. Um ato de resistência a essa percepção de que o cinema brasileiro é uma extensão da Globo e até mesmo como um manifesto em prol de um cinema mais criativo, imaginativo e livre.

As parcerias com Beto Brant, com quem rodou além de “Crime delicado” o intenso e surpreendente “O invasor” (2001), e com Lina Chamie, sua diretora em “Os amigos” e “A via Láctea” sinalizam esse desejo de empreender cinema como um projeto de transformação pessoal, profissional, mas também cultural no âmbito social.

Seu próximo filme, “O fim e os meios”, assinado por Murilo Salles, estreita essa noção ao misturar o drama pessoal de um publicitário imerso em um casamento em frangalhos que é contratado para tratar da imagem de um senador em busca da reeleição. Ricca não faz o protagonista, mas empresta sua autoridade de homem de cinema para ajudar um filme a ir mais longe.

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