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Arquivo de janeiro, 2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015 Notícias | 05:00

David Fincher vai dirigir refilmagem de clássico de Alfred Hitchcock

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Há certos filmes que não devem ser refilmados e há outros que só devem ser refilmados por certas pessoas. Em uma dessas felizes coincidências, a Warner pode ter achado o bilhete premiado dessas circunstâncias. O estúdio anunciou que David Fincher será o responsável pelo remake de “Pacto sinistro” (1951), um dos mais referenciáveis filmes de Alfred Hitchcock e que marcou o início promissor da chamada “fase americana” do cineasta que ainda teria outros destaques como “Psicose”, “O homem que sabia demais”, “Janela indiscreta”, “Intriga internacional”, entre tantos outros.

O ator Ben Affleck e o diretor David Fincher (Foto: Getty)

O ator Ben Affleck e o diretor David Fincher
(Foto: Getty)

 

“Pacto sinistro” conta a história de Bruno, tipo obscuro que propõe a um estranho em um trem uma troca de assassinatos. O estranho em questão é um tenista profissional preso a um casamento infeliz. Bruno mataria a esposa que recusa o divórcio e o tenista mataria o pai tirano de Bruno que se recusa a morrer. O tenista não cumpre sua parte do pacto, jamais celebrado de forma taxativa, mas vê Bruno cumprir a sua e passar a assediá-lo.

Trata-se de uma das maiores obras-primas do gênero suspense. Um filme vanguardista em muitos aspectos, desde a movimentação de câmera até desenlaces narrativos. Adaptado da obra de Patricia Highsmith, o filme rendeu inúmeras discussões entre Hitch e o romancista e roteirista Raymond Chandler.

Na nova versão, um ator de cinema em época de Oscar recebe uma carona de um excêntrico e misterioso milionário em seu avião particular até Los Angeles. Ben Affleck viverá o ator. Trata-se da reedição da parceria estabelecida em “Garota exemplar”, um dos melhores filmes do ano. Além de Affleck e Fincher,  Gillian Flynn – autora de “Garota exemplar” e roteirista da versão para o cinema – está em negociações com o estúdio para escrever o roteiro. Flynn seria uma das condições de Fincher para assumir a direção do longa-metragem.

Apesar do entusiasmo gerado pela notícia, não custa lembrar que a última tentativa de refilmar Hitchcock, realizada por outro notável cineasta (Gus Van Sant), resultou em um péssimo filme. O “Psicose” de Van Sant é uma refilmagem quadro a quadro do clássico de Hitchcock, mas sem a mesma tensão e carga imaginativa. Mas Fincher, até hoje não errou. O crédito é muito grande.

Farley Granger e o inesquecível Robert  Walker, como Bruno, no 'Pacto sinistro" original (Foto: divulgação)

Farley Granger e o inesquecível Robert Walker, como Bruno, no ‘Pacto sinistro” original
(Foto: divulgação)

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015 Atores, Notícias | 21:36

Rodrigo Santoro deve viver Jesus Cristo em remake de “Ben-Hur”

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Foto: Getty

Foto: Getty

O martelo ainda não foi batido. Mas segundo o semanário The Hollywood Reporter, o brasileiro Rodrigo Santoro é o escolhido dos estúdios MGM e Paramount para ser o Jesus Cristo da nova versão de “Ben-hur”. O filme original, vale lembrar, é um dos recordistas de vitórias no Oscar. Foram 11 estatuetas conquistadas pela produção de 1959.

O novo filme será dirigido pelo russo Timur Bekmambetov, de filmes como “O procurado” (2008), aquele mesmo estrelado por Angelina Jolie e James McAvoy, e “Abraham Lincoln: caçador de vampiros” (2012). Uma pista de que a ideia é focar mais na ação e menos no componente épico da trama do príncipe judeu que é traído e levado à escravidão. Nesse contexto, a escolha de Santoro pode ser mais do que um referência a “300” (2006). O filme deve começar a ser rodado nos próximos meses e tem lançamento previsto para fevereiro de 2016. Jack Huston, da série “Boardwalk Empire” protagonizará o filme como Ben-Hur. O elenco, ainda em formação, conta também com Morgan Freeman e Pedro Pascal, visto recentemente na série “Game of Thrones”.

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Análises, Bastidores | 18:59

De olho no Oscar 2015: Os ingleses estão chegando…

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Há quem acredite que em um ano com filmes esteticamente inovadores como “Boyhood” e “Birdman”, o Oscar consagrará um filme tradicional e acadêmico. Nesse esquadro, se destacam duas produções britânicas e biográficas. “O jogo da imitação”, de Morten Tyldum, sobre o matemático Alan Turing que ajudou a quebrar códigos nazistas na 2ª guerra, e “A teoria de tudo”, de James Marsh, que narra a trajetória do físico Stephen Hawking.

Não é a primeira vez que filmes britânicos bem adornados com atuações no limite da sofisticação, direção quadrada, mas eficiente e deslumbre técnico aguam o chope de produções americanas inovadoras.

Cena de "O jogo da imitação": cinebiografia pomposa de um personagem historicamente injustiçado

Cena de “O jogo da imitação”: cinebiografia pomposa de um personagem historicamente injustiçado

Recentemente, o mais fiel retrato das contradições da geração Y, “A rede social”, perdeu o Oscar para o bem feito, mas sem sal, “O discurso do rei”. Em 2011 concorria, ainda, o excepcional e esteticamente vigoroso “Cisne negro”, uma corajosa mescla de drama e terror ambientado no universo do balé.

Em 1997, o a coprodução entre EUA e Inglaterra “O paciente inglês”, drama clássico, prevaleceu sobre o corrosivo e cínico “Fargo”, dos irmãos Coen.

Há muitos ingleses que votam no Oscar, mas é mais decisiva a grande admiração pelo modo britânico de se fazer cinema. As duas produções britânicas do ano contam, ainda, com o prestígio de serem dramas biográficos, outro filão prestigiado junto à Academia.

Atores e atrizes ingleses apresentam repertório de triunfos ainda mais vistoso. Colin Firth, Helen Mirren, Daniel Day Lewis, Kate Winslet e Tilda Swinton são apenas alguns dos que levaram o Oscar nos últimos oito anos. Neste ano, figuras como Benedict Cumberbatch, Eddie Redmayne, Timothy Spall e Keira Knightley são alguns dos ingleses na corrida.

Não é um ano brilhante para as produções americanas, mas nem por isso, essa invasão inglesa torna-se menos frustrante.

 

"A teoria de tudo" foi um dos destaques no Globo de Ouro e deve ter forte presença no Oscar

“A teoria de tudo” foi um dos destaques no Globo de Ouro e deve ter forte presença no Oscar

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Bastidores, Curiosidades | 16:39

Cassino reúne DiCaprio, De Niro e Scorsese e coloca a cinefilia em transe

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Foto: divulgação

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Um cassino. Um dos maiores cineastas da história e dois dos maiores atores de suas gerações. Martin Scorsese, Robert De Niro e Leonardo DiCaprio pela primeira vez juntos em um mesmo projeto. É uma sacada de gênio do magnata James Packer, dono de uma rede de cassinos e resorts,  de brincar com um dos grandes desejos da cinefilia: ver esses monstros sagrados do cinema juntos.  Um  curta-metragem orçado em U$ 70 milhões será lançado na inauguração de um novo cassino nas Filipinas, marcado para o primeiro trimestre de 2015. O curta-metragem conta ainda com a presença de Brad Pitt. É especulado que cada ator recebeu um cachê na casa dos U$ 15 milhões pela empreitada. Não à toa, Brad Pitt adiou a lua de mel pelo compromisso de dois dias nas Filipinas.

Assista abaixo ao primeiro comercial deste curta-metragem com potencial de fazer cinéfilos no mundo inteiro babarem.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 Filmes, Listas | 17:52

Quinze filmes obrigatórios para assistir em 2015

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A esta altura do campeonato, o leitor já deve ter esbarrado com um sem-número de previews para os filmes de 2015. É lógico que mal podemos esperar pelo novo Star Wars, para ver o que Ultron aprontará com os vingadores, para retornar ao parque dos dinossauros e ver se franquias como Exterminador do futuro e Mad Max ainda têm lenha para queimar. Mas a proposta deste breve e inusitado preview 2015 aqui do Cineclube é listar filmes, alguns já banhados em expectativas outros ainda abaixo do radar, que merecem sua atenção ao longo do ano. Tratam-se de filmes que prometem ir além do hype. Seja no diálogo com o público, no vigor narrativo ou na originalidade da proposta.

 

“The intern”, de Nancy Meyers

Previsão de estreia: 2º semestre

Foto: reprodução/splash news

Foto: reprodução/splash news

Trata-se do novo filme da diretora de “Simplesmente complicado” (2009) e “Alguém tem que ceder” (2003). Meyers faz filmes sobre relacionamentos maduros como poucas pessoas em Hollywood e agora se experimenta com essa trama em que um site de moda comandado por Anne Hathaway, de volta ao tema depois do sucesso “O diabo veste Prada”, contrata um estagiário na terceira idade, papel de Robert De Niro. É intrigante ver como o humor refinado de Meyers servirá a essa premissa de comédia rasgada.

 

“Rock the kasbah”, de Barry Levinson

Previsão de estreia: 1º semestre

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Depois de dois filmes com Al Pacino (“You don´t know Jack” e “O último ato”), Barry Levinson, diretor de perolas como “Bugsy” e “Mera coincidência”, recruta Bill Murray para protagonizar um filme sobre os descalabros da indústria musical. A trama se concentra na batalha pela representação da carreira de uma jovem prodígio afegã. O elenco ainda conta com Bruce Willis, Zooey Deschanel, Kate Hudson e Danny McBride.

 

“Trainwreck”, de Judd Apatow

Previsão de estreia: 2º semestre

Foto: reprodução/MTV

Foto: reprodução/MTV

Imagine um elenco tão heterodoxo como esse formado por Daniel Radcliffe, Brie Larson, Tilda Swinton, Marisa Tomei, Bill Hader, o jogador de basquete Lebron James e Ezra Miller. Trata-se da nova comédia do homem por trás da última grande fase da comédia americana e diretor de filmes como “O virgem de 40 anos” e “Ligeiramene grávidos”. Aqui, no entanto, Apatow não dirige roteiro de sua própria autoria. O texto é de Amy Schumer, que também integra o elenco do filme, apontada como o expoente da nova safra do humor americano.

 

“Crimson Peak”, de Guillermo Del Toro

Previsão de estreia: 16 de outubro

Foto/divulgação

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É o retorno do aclamado cineasta mexicano às suas raízes no gênero do terror. Com a promessa  de um visual tão delirante quanto impactante, o filme vai mostrar como uma tragédia familiar afeta uma escritora que está prestes a se casar. Teria seu marido contato com o sobrenatural? Seria a casa assombrada? Como se trata de um filme de Del Toro, o horror pode ser psicológico, mas as soluções visuais devem ser arrebatadoras.  O elenco matador tem nomes como Tom Hiddleston, Jessica Chastain e Mia Wasikowska.

“Velozes e furiosos 7”, de James Wan

Previsão de estreia: 2 de abril

Foto/divulgação

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Não se trata apenas de se despedir de Paul Walker, morto de maneira trágica em novembro de 2013, mas de um filme que reúne todos os ingredientes para ser o melhor da franquia. A começar por agregar o casca-grossa Jason Statham ao time que já conta com Vin Diesel e Dwyane “The Rock” Johnson. Segundo porque James Wan, diretor hábil na construção de narrativas (são dele o primeiro “Jogos mortais” e o recente hit “Invocação do mal”), debuta na série.

 

“Black Mass”, de Scott Cooper

Previsão de estreia: 2º semestre

Foto/divulgação

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Johnny Depp, que vinha numa curva decadente na carreira, tem alguns projetos interessantes para serem lançados em 2015. Um deles é essa drama criminal inspirado em fatos reais em que faz um violento assassino que vira informante do FBI para desbaratar a máfia irlandesa em Boston. Kevin Bacon, Benedict Cumberbatch, Sienna Miller, Joel Edgerton, Juno Temple e Peter Sarsgaard completam o estrelado elenco. Não é nenhum exagero considerar o filme de Scott Cooper (“Coração louco”) uma das apostas para o Oscar 2016.

 

“Tomorrowland: um lugar onde nada é impossível”, de Brad Bird

Previsão de estreia: 28 de maio

Foto/divulgação

Foto/divulgação

O filme da Disney assinado pelo diretor de “Os incríveis” promete ser a produção mais original do ano. Uma jovem cheia de curiosidade pela ciência acha um objeto capaz de transportá-la para uma realidade paralela criada por um ex-garoto prodígio, hoje um homem desiludido. Com Hugh Laurie como vilão, George Clooney na receita  e roteiro de um dos criadores de “Lost”, espera-se um filme infalível.

“Mapas para as estrelas”, de David Cronenberg

Previsão de estreia: 26 de fevereiro

Foto/divulgação

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Este estava prometido para 2014, mas Cronenberg sempre vale a espera. Uma sátira poderosa e cheia de esquisitices de Hollywood, assinada pelo diretor de obras como “A mosca”, “Crash – estranhos prazeres” e “Senhores do crime”. Por que esse filme ainda não estreou mesmo? Espere gente surtada, sexo, metalinguagem, referências e autoparódia. E Robert Pattinson, a quem interessar possa, claro.

 

“Vício inerente”, de Paul Thomas Anderson

Previsão de estreia: 19 de favereiro

Foto/divulgação

Foto/divulgação

Um detetive maconheiro na Los Angeles dos anos 70 perambula pela cidade investigando o sequestro de um bilionário a pedido de uma ex-namorada. Joaquin Phoenix estrela e Paul Thomas Anderson dirige. Precisa dizer mais?

 

“Ted 2”, de Seth Macfarlane

Previsão de estreia: 9 de julho

foto/divulgação

foto/divulgação

Ainda não se sabe exatamente qual é o plot desta sequência. Mas quem se importa? “Ted” foi a última grande comédia americana. Radicalmente inteligente, altamente subversiva e ridiculamente engraçada, a fita de Seth Macfarlane foi o grande marco de 2012 no cinemão. A sequência ganha o reforço de Liam Neeson, Morgan Freeman e Amanda Seyfried. Não precisa repetir o feito do filme anterior, basta ser bom.

“Poltergeist”, de Gil Kenan

Previsão de estreia: 2º semestre

polterigist

Sam Raimi assume a posição de Steven Spielberg nessa reimaginação deste clássico do terror oitentista. Uma família é assombrada por espíritos. Mais não precisa falar. É ver como Raimi, que anda mais interessado do que nunca em revitalizar clássicos dos anos 80 para as novas gerações, vai tratar essa refilmagem. Desde já um dos guilty pleasures do ano.

“O agente da U.N.C.L.E”, de Guy Ritchie

Previsão de estreia: agosto

The man from uncle

Guy Ritchie retorna com essa estilosa adaptação de uma bem sucedida série de tv. Na trama, o improvável. A aliança entre CIA e KGB para impedir a expansão de uma organização criminosa que visa tomar o controle de armas nucleares. Os ingleses Henry Cavill, Hugh Grant, Jared Harris e até mesmo David Beckham estrelam.

St. James Place, de Steven Spielberg

Previsão de estreia: outubro

Foto: reprodução/Brooklynnews

Foto: reprodução/Brooklynnews

Steven Spielberg volta ao drama de espionagem, terreno em que se deu maravilhosamente bem com “Munique”, neste filme ainda provisoriamente intitulado “St. James Place”. Tom Hanks retoma a parceria com seu diretor de “O resgate do soldado Ryan” (1998) e “O terminal” (2004) como um advogado recrutado pela CIA para auxiliar no resgate de um piloto capturado por agentes soviéticos.

“That´s what I´m talking about”, de Richard Linklater

Previsão de estreia: 2º semestre

Foto: divulgação

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O cineasta disse que este novo filme é uma “sequência espiritual” de “Jovens, loucos e rebeldes” (1993), seu primeiro longa-metragem, e parte de onde “Boyhood: da infância à juventude”, seu último e premiado filme, parou. Curioso? Nós também.

“MacBeth”, de justin Kurzel

Previsão de estreia: 2º semestre

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Baseada na clássica peça de Shakespeare, essa nova versão de MacBeth traz Michael Fassbender como o general golpista consumido pela culpa e Marion Cotillard como sua esposa. São credenciais mais do que satisfatórias para erigir o filme ao posto de um dos mais aguardados de 2015.

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Análises | 01:50

Globo de Ouro reverencia trabalho corajoso de Richard Linklater em cerimônia perigosamente monótona

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O cineasta Richard Linklater  (Foto: AP)

O cineasta Richard Linklater
(Foto: AP)

Ninguém esperava grandes surpresas, discursos maravilhosos ou barracos memoráveis. Mas a expectativa era por uma cerimônia mais empolgante. A associação de correspondentes estrangeiros de Hollywood (HFPA) premiou “Boyhood: da infância à juventude” e “O grande hotel Budapeste” como melhores produções do ano em uma cerimônia que foi o reflexo do ano pouco criativo que o cinema americano viveu. Não à toa, as duas produções vencedoras foram lançadas no primeiro semestre do ano – e exibidas no festival de cinema de Berlim (realizado em fevereiro). Quando algo assim acontece, é um sinal claro de fastio na produção de cinema que se pretende oscarizável.

Tina fey e Amy Poehler, que já tinham sido pouco inspiradas em 2014, (em 2013 elas foram muito bem), ofertaram piadas pobres e batidas durante quase toda a cerimônia. Desde a obrigatória, mas excessivamente alongada, piada sobre a Coreia do Norte, até a repetida brincadeira sobre Joaquin Phoenix não gostar de premiações. Acertaram, porém, em piadas ligeiras como as que envolveram George Clooney e sua esposa e o comediante acusado de estupro Bill Cosby.

Os grandes discursos da noite foram de Michael Keaton, premiado como melhor ator em comédia/musical por “Birdman”, e de Kevin Spacey e Jeffrey Tambor, vitoriosos por “House of Cards” e “Transparent”, nas categorias de TV. Além, é claro, de George Clooney, homenageado da noite com o prêmio Cecil B. DeMille. Clooney lembrou os atentados em Paris de forma correta e significativa, soube rir de si mesmo ao brincar com o fracasso de “Os caçadores de obras-primas” e fez uma bela homenagem a sua esposa, Amal.

 Confira o discurso de Michael Keaton

Os prêmios

“Boyhood” foi o grande vencedor da noite com três troféus: atriz coadjuvante para Patricia Arquette, direção para Richard Linklater e filme dramático. O filme que acompanha a vida de um menino e sua família pelo período de 12 anos viu seu maior rival na temporada perder o prêmio de melhor filme em comédia e musical para “O Grande hotel Budapeste”, de Wes Anderson – que na falta de uma zebra autêntica fica com a menção honrosa.  Mas “Birdman” não saiu de mãos vazias. Além da vitória de Michael Keaton, o filme de Alejandro González Iñarritu  recebeu o prêmio de melhor roteiro, fato que ressalta a forte polarização entre a obra e o filme de Linklater, que também concorria na categoria.

Leia também: Tempo é parâmetro absoluto para epifanias de “Boyhood”

"O Grande hotel Budapeste": a vitória do filme de Wes Anderson foi inesperada, mas não exatamente surpreendente (Foto: divulgação)

“O Grande hotel Budapeste”: a vitória do filme de Wes Anderson foi inesperada, mas não exatamente surpreendente
(Foto: divulgação)

O inglês “A teoria de tudo”, com o inesperado prêmio de melhor trilha sonora e a vitória de Eddie Redmayne entre os atores dramáticos também se destacou.

As categorias de animação e  filme estrangeiro não consagraram os favoritos, mas as vitórias de “Como treinar seu dragão 2” e do russo “Leviatã” não podem ser tomadas como surpreendentes.

As categorias de coadjuvantes, que já parecem definidas para o Oscar, viram o triunfo de Patricia Arquette e J.K Simmons, grande ator frequentemente despercebido que tem seu momento de glória em “Whiplash: em busca da perfeição”.

Atrizes

Amy Adams comprovou seu status de queridinha da HFPA ao vencer pelo segundo ano consecutivo na categoria de melhor atriz em comédia e musical. Depois de ganhar por “Trapaça” ano passado, ela repetiu a dose por “Grandes olhos”, de Tim Burton.

Entre as atrizes dramáticas, foi a vez de Julianne Moore prevalecer. Muitas vezes indicada, a atriz jamais tinha ganhado um Globo de Ouro. Assim como jamais ganhou um Oscar. Em 2015, será o ano de saldar essas dívidas para com essa grande atriz.

No geral, apesar da festa surpreendentemente chata, o Globo de ouro entregou o que prometia. Artistas à vontade, apesar do ar condicionado com problemas, e uma celebração honesta dos filmes e estrelas do ano.

Amy Adams e Julianne Moore nos bastidores do Globo de Ouro: o triunfo das ruivas (Foto: reprodução/instagram)

Amy Adams e Julianne Moore nos bastidores do Globo de Ouro: o triunfo das ruivas
(Foto: reprodução/instagram)

 

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domingo, 11 de janeiro de 2015 Bastidores, Curiosidades, Filmes | 16:17

Matt Bomer vai viver o ator Montgmorey Clift em telefilme da HBO

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Montgmorey Clift em foto de divulgação

Montgmorey Clift em foto de divulgação

Um filme sobre a vida de Montgmorey Clift deveria provocar uma guerra em Hollywood para saber quem e que estúdios produziriam a obra sobre um dos mais arrebatadores, breves e conturbados astros da era de ouro do cinema americano. Contudo, não é o que se vê com o projeto sobre a obra do ator que morreu tragicamente aos 45 anos, em decorrência de um ataque cardíaco.

A HBO acaba de acolher o projeto que foi descartado pelos principais estúdios de cinema. Não é a primeira vez que a HBO dá abrigo a um projeto maldito. “Minha vida com Liberace”, que debutou no festival de Cannes em 2012, foi descartado por todos os estúdios até que o diretor Steven Soderbergh conseguiu o aval da HBO para rodar a biografia do excêntrico e homossexual cantor. A homossexualidade, aliás, volta ao foco com as negativas em produzir “Monty Clift”, como o projeto está sendo chamado nesta etapa preliminar. Montgmorey Clift era homossexual. Mas escondeu sua sexualidade por muito tempo por imposição de estúdios e pela forte incompreensão da época. Elizabeth Taylor, notadamente uma das mulheres mais lindas do século XX, apaixonou-se por ele enquanto filmavam “Um lugar ao sol” (1951), mas tornou-se grande amiga do ator assim que descobriu sua homossexualidade.

Matt Bomer, (da série “White Collar”), que assumiu sua homossexualidade em 2012, está escalado para protagonizar o filme. É uma escalação interessante no contexto narrativo e metafórico, mas que pode ter contribuído para a retaliação ao projeto por parte de muitos estúdios. Desde que assumiu-se gay, Bomer vem sendo boicotado em muitos estúdios e só tem conseguido protagonizar filmes de destaque na cena independente, como“Magic Mike”, do mesmo Soderberg de “Minha vida com Liberace”, ou na mesma HBO, como “The normal heart”, pelo qual chegou a ser indicado a prêmios.

A HBO repassou o roteiro, originalmente escrito por Christopher Lovick, para o brasileiro Mauricio Zacharias, de “O amor é estranho”, reescrever. Ira Sachs, diretor deste mesmo filme, está cotado para assumir a direção.

Matt Bomer (Foto: reprodução/NY Times)

Matt Bomer
(Foto: reprodução/NY Times)

A resistência a “Monty Clift” parece toda ela remeter aos componentes homossexuais da obra. Sachs, por exemplo, é gay e costuma fazer filmes sobre este universo. Para efeitos de comparação, basta pegar “Birdman”, um dos grandes filmes da temporada e que deve ser um dos destaques da proxima edição do Oscar. O filme de Alejandro González Iñarritu versa sobre um ator caído em desgraça que busca se reinventar na Broadway. Esse ator, que no passado interpretou um super-herói, é vivido por Michael Keaton. Ator caído em desgraça depois de viver o Batman no cinema. A metalinguagem parece apropriada em “Birdman”, mas pesada demais em “Monty Clift”. É agradecer pela HBO subsidiar sua grife em produções polêmicas e autorais. A expectativa pelo projeto é a melhor possível. A vida e carreira de Montgmorey Clift merecem um filme e merecem um filme feito com gana e tesão por quem gosta de cinema.

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Curiosidades, Listas | 05:00

Dez GIFs para ir entrando no clima do Globo de Ouro 2015

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O Globo de Ouro é uma festa e a internet se prepara para comemorar. Neste espírito, o Cineclube destaca dez GIFs de outros carnavais, ou melhor, de outras edições do evento, para aquecermos as turbinas.

Gibson

 

Porque Mel Gibson é Mel Gibson e dispensa introduções…

clooney

Esse chamego não pode acontecer neste ano, não é mesmo Clooney?

jlaw

E esse ano não vai ter J.Law fingindo surpresa pela vitória… mas vai ter J.Law

J. Law 2

 

Mais uma da J.Law para ela ganhar por aqui… Mas Meryl Streep tem neste ano, viu? Só para avisar…

Cumber

 

Sim Cumberbitches, estamos falando com vocês…

Leo

 

Leonardo DiCaprio não perde este ano! Ops…

emma

 

Ainda não Emma

touristno

 

Quem realmente pode culpar Depp?

Seth

 

Seth, o sincero, e Kate e sua cara “duvido que ele consiga!”

Tina

 

É hoje à noite pessoal!

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sábado, 10 de janeiro de 2015 Filmes, Notícias | 18:49

Cinco filmes brasileiros são selecionados para o festival de Roterdã

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O festival de cinema de Roterdã, na Holanda, não é dos mais tradicionais do circuito europeu, mas vem ganhando visibilidade, entre outras razões, por apostar em cinematografias fora da curva. Como a brasileira, para os propósitos de festivais de cinema. A boa notícia é que para a edição de 2015 do evento, que acontece entre os dias 21 de janeiro e 1ºde fevereiro, cinco filmes brasileiros foram selecionados. Nenhum, entretanto, para a principal mostra competitiva do festival.

“O Touro”, de Larissa Figueiredo, “Ela Volta na Quinta”, de André Novais Oliveira, e “Prometo um Dia Deixar essa Cidade”, de Daniel Aragão integrarão a mostra Bright future, voltada para realizadores com até dois trabalhos. É o caso do pernambucano Daniel Aragão que já teve seu  segundo filme exibido em Brasília e na Mostra internacional de São Paulo. Sua estreia, “Boa sorte, meu amor” é das mais pungentes e assertivas crônicas do histórico conflito de classes no país.

Já na mostra Spectrum, destinada a projetos experimentais, estarão os longas “O Fim de uma Era”, de Bruno Safadi e Ricardo Pretti, e “Ventos de Agosto”, de Gabriel Mascaro, este último já exibido em circuito limitado aqui no Brasil.

Cena do filme "Ventos de agosto"  (Foto: divulgação)

Cena do filme “Ventos de agosto”
(Foto: divulgação)

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Atores, Filmes, Notícias | 18:07

Liam Neeson se rebela contra a máfia em “Run all night”; assista ao trailer

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Foto: divulgação

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Ed Harris e Liam Neeson estão sentados à mesa de um restaurante. Neeson pede pela vida de seu filho e Harris, muito contrariado da vida, diz que vai persegui-lo com tudo que tem e, depois disso, deixará o personagem de Neeson morrer.

Assim começa o movimentado trailer de “Run all night”, terceiro filme da parceria entre o ator irlandês – maior astro do cinema de ação da atualidade – e o diretor espanhol Jaume Collet-Serra, após “Desconhecido” (2011) e “Sem escalas” (2014). O filme tem estreia prometida para o dia 16 de abril no Brasil, um dia antes de chegar às telas dos EUA.

Na fita, Neeson se rebela contra o mafioso que o emprega, papel de Harris, para proteger seu filho (vivido pelo sueco Joel Kinnaman), transformado em alvo após testemunhar um assassinato. Como Liam Neeson é um cara durão, ele promete para o filho que resolve a parada em uma noite. Ele só precisaria que o filho tivesse a disposição de se esconder e à sua família, por uma noite.

Será um início de ano agitado para Liam Neeson. Além de “Run all night”, que ainda não tem título em português, o ator retorna à franquia “Busca implacável” já neste mês. O terceiro filme da série estreou neste fim de semana nos EUA e pinta por aqui no dia 22 de janeiro. “Será o último”, prometeu o ator.

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