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quarta-feira, 11 de março de 2015 Críticas, Filmes | 16:29

Divertido e reverente, “Kingsman- serviço secreto” já é um dos filmes do ano

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Matthew Vaughn dispensou a direção de “X-men: dias de um futuro esquecido” para rodar “Kingsman – serviço secreto” (EUA 2015). À época, ninguém entendeu muito bem a escolha e o diretor argumentou que viria uma série de sátiras de espiões nos próximos anos no cinema e que ele queria ser o primeiro. Essa primazia certamente dificulta a vida de quem vem depois, porque “Kingsman” é brilhante enquanto cinema, matador enquanto sátira, inebriante enquanto homenagem e delirante como entretenimento.

Com mais este acerto, além de se provar infalível até seu quinto filme, Vaughn apresenta algo tão original, cinéfilo e vigoroso quanto seu primeiro filme, “Nem tudo é o que parece”, fita de gângster surpreendente que revelou Daniel Craig.

“Kingsman” é irônico, cínico, violento , reúne todas os clichês que legitimam um bom filme de espião (dos gadgets a la James Bond ao vilão megalomaníaco) e Colin Firth. O ator imortalizado como o “tipo almofadinha” surge tão esnobe quanto seu Mark Darcy de “O diário de Bridget Jones”, mas tão letal e espirituoso como James Bond. É um hype e tanto que aumenta o prazer de se assistir ao filme.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Firth vive Harry Hart, um agente secreto do grupo que empresta nome ao filme.  Uma organização secular desvinculada de qualquer governo que zela pela ordem mundial.  São duas frentes que se desenvolvem no filme. A primeira diz respeito à escolha do novo membro para integrar o grupo e a escolha de Harry é Eggsy (interpretado pelo novato Taron Egerton), que começa a flertar com a delinquência juvenil. Eggsy competirá com outros jovens durante um treinamento intensivo pela única vaga aberta. De outro lado, Harry investiga um trilhardário das telecomunicações que pode estar ligado ao desaparecimento de políticos e celebridades. Valentine (Samuel L. Jackson) quer salvar o mundo. Extremamente preocupado com a causa ambiental, ele planeja dizimar grande parcela da população mundial para resolver o problema. Samuel L. Jackson cria um tipo inesquecível. Com língua presa e um guarda-roupa todo particular, Valentine não suportar ver sangue, mas está por trás de um plano para lá de violento para “salvar o mundo”. Jackson capricha na caricatura e abraça esse vilão que bebe da fonte da linguagem dos quadrinhos e acerta no mais inimaginável dos antagonistas de Bond. Não à toa, há um diálogo no filme que sublinha essa referência tão bem urdida por texto e ator.

Vaughn demonstra incrível esmero narrativo ao combinar todos os elementos de uma sátira assumida com a gramática de um filme reverente ao universo da espionagem, sem deixar de entregar um filme de espião bruto, inteligente e profundamente conectado com o espírito de seu tempo.

Podem vir outras sátiras e outras homenagens, e o ano de 2015 tem até mesmo o inimitável James Bond, mas dificilmente um filme sobre o universo da espionagem será tão esfuziante como “Kingsman”. Aquele tipo de filme tão bom, nos detalhes e no todo, que é possível se pegar salivando por mais quando os créditos sobem.

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6 comentários | Comentar

  1. 56 Rodrigo 20/03/2015 13:39

    Filme péssimo !! Sai da sala antes do filme terminar de tão ruim !!

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  2. 55 Cláudia Alcantara 15/03/2015 19:09

    Fui assistir só na curiosidade e adorei, excelente filme e já indiquei pra filhos e amigos.
    Show!!

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  3. 54 Angelo 12/03/2015 12:49

    Assisti no sábado, era a última alternativa no shopping pois as outras opções tinham esgotado…
    Grata surpresa! Filme bem descompromissado e divertido, mesmo tendo alguns tropeços valeu a pena. Como dizia alguém que não lembro o nome “se fosse fazer filme ou peça de teatro pra agradar a crítca e os ‘cultos’ , não encheria a primeira fileira”… Filmes de ação e aventura são justamente pra isso, entreter… Quer “lição de vida”, “exemplo de conduta” e etc. assista outros gêneros como drama e romance. Kingsman é muito divertido e bem engraçado. Recomendo!

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  4. 53 Bras Vitorino 12/03/2015 9:47

    Reverente !? o Filme é reverente, como fala o título desta notícia ? Quer dizer que ele faz reverência à sua Majestade, ao Papa, etc. Muito educado, que interessante.

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  5. 52 Kamila Azevedo 11/03/2015 21:06

    Ainda não assisti a “Kingsman: Serviço Secreto”, mas sabia que ia resultar num bom filme, porque o Matthew Vaughn é um ótimo diretor e funciona bem em histórias assim. Ele me lembra o que Guy Ritchie poderia ter sido e não foi.

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  6. 51 Laerth 11/03/2015 18:58

    Este elogio ao filme só pode ser matéria paga. Assisti e achei uma palhaçada. Até, agora, não sei
    se é um filme de espionagem, tipo 007 ou comédia. Uma coisa eu sei: é uma trapalhada que nem foi cogitada no último Oscar. Mas, tem gente que vai gostar, o que lamento.

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    • Pedro Ivo 12/03/2015 15:40

      Não foi cogitado no último Oscar porque é um filme de 2015, elegível para 2016.

      Responder
    • Samantha 12/03/2015 14:46

      Também achei muito ruim e não conheço ninguém que tenha assistido e gostado.

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