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quinta-feira, 12 de março de 2015 Análises, Atores | 19:34

Sem a magia de antes, Will Smith tateia novo caminho em Hollywood

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Will Smith é a única garantia que existe de uma boa bilheteria no fim de semana de estreia”, bradou em 2007 Akiva Goldsman, produtor de “Eu sou a lenda” (2007), “Eu, robô” (2004) e “Hancock” (2008), todos filmes estrelados pelo ator. De lá para cá, a coisa mudou bastante. Hollywood continua determinando o sucesso de um filme pela arrecadação do primeiro fim de semana de exibição, mas Will Smith já não é esse amuleto que provoca sorrisos em produtores e estúdios. A bem da verdade, “Hancock” foi o último sucesso genuíno do ator, porque “MIB 3” (2012) já foi uma tentativa, relativamente bem sucedida, de retomar a trilha das grandes bilheterias.

Will Smith entrou para o Guinness, famigerado livro dos recordes, por ter superado Tom Hanks, Harrison Ford e Tom Cruise na condição de astro a ter o maior número de filmes rompendo a barreira dos U$ 100 milhões nas bilheterias americanas. Desde “Independence day” (1996) até “Hancock”, apenas “Lendas da vida” (2000), de Robert Redford, não superou a marca.

Will Smith e Margot Robbie em cena de "Golpe duplo"

Will Smith e Margot Robbie em cena de “Golpe duplo”

“Sete vidas” (2008), reunião do astro com o diretor do bem sucedido “A procura da felicidade” (2006), que lhe rendeu indicação ao Oscar, marcou o começo do declínio da carreira do ator. Não só o filme foi malhado pela crítica como foi um fracasso retumbante de público. Smith sentiu o golpe. Conversas para retornar às franquias “MIB” e “Independence day” foram iniciadas. Analistas da indústria diagnosticaram um cansaço do público para com Will Smith. Passaram-se quatro anos e ele retornou com a segurança da franquia “MIB”, que se não foi um sucesso retumbante, não comprometeu nas bilheterias. Depois de negar o protagonismo de “Django livre” (Quentin Tarantino havia concebido o papel de Django com Smith em mente), o ator bancou o sci-fi com fundo ambientalista “Depois da terra”. A discussão de relação mais cara da história do cinema (o filme reeditava a parceria entre o ator e seu filho Jaden) foi um risível fracasso de público e crítica e ajudou a denegrir ainda mais a já combalida carreira do cineasta M. Night Shyamalan.

"Sete vidas" marcou o início do declínio da carreira do outrora filho pródigo de Hollywood

“Sete vidas” marcou o início do declínio da carreira do outrora filho pródigo de Hollywood

"Depois da terra": Smith pagou mico com o filme

“Depois da terra”: Smith pagou mico com o filme

De astro exaltado por seu toque de Midas, Smith havia virado motivo de escárnio na cidade dos anjos. O homem que negara arrependimento por ter recusado o papel de Neo em “Matrix”, que consagraria Keanu Reeves, estava em busca de projetos que lhe dessem certa margem de segurança. “Esquadrão suicida”, ambiciosa produção da Warner com vilões clássicos do universo da DC Comics, seria este filme. Trata-se de um projeto estratégico para a Warner, já que introduz o novo conceito de universo que estúdio e editora tentam levar ao cinema. Para Smith, é a chance de dividir a responsabilidade com outros nomes poderosos, como o de Jared Leto, e se beneficiar do interesse crescente pela produção. Antes, porém, o ator estrela “Golpe duplo”, estreia deste fim de semana nos cinemas brasileiros.

O filme não começou bem sua carreira nos EUA e tudo indica que só deve se pagar no mercado internacional. Smith não recobrou aquela magia que tanto maravilhava Akiva Goldsman. Em meio a boatos de que deve estrelar a segunda sequência de “Bad Boys”, o ator precisa mostra que ainda é viável comercialmente. Neste sentido, “Golpe duplo” seria um trunfo maior do que “Esquadrão suicida”, onde os riscos são menores, mas também os dividendos. Smith, convém citar, foi a terceira opção para o filme de John Requa e Glenn Ficarra (“O golpista do ano”).  Ryan Gosling era o sonho de consumo dos diretores que tiveram Ben Affleck escalado. Ele saiu para ser o Batman e a chegada de Will Smith provocou a saída da outra protagonista, Kristen Stewart, desinteressada de trabalhar com ele.

O poder de atração de Will Smith não é mais o mesmo. Resta saber se ele fará como Tom Cruise e se refugiará nas franquias de ação sem grandes ambições ou vai tentar se reinventar como fez Matthew McCounaughey. Certo é que ele não deve mais negar projetos promissores que lhe forem oferecidos. De qualquer jeito será preciso saber dizer adeus ao Will Smith campeão de bilheteria de outrora.

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7 comentários | Comentar

  1. 57 Glaucio Alves Belo 13/03/2015 3:10

    Gostaria de acreditar que o testo o original de um crítico que realmente viu e analisou os filmes do ator, acredito piamente que na verdade seja mais um que ganha a cadeira de crítico e que na verdade não assiste os filmes com o ímpeto de fiscalizar todas a nuances do filme.
    O ator interpreta muitas vezes guiado pelo ideias do diretor, fotografia, efeitos, figurino e história, tudo isso são influências para melhorar ou piorar o desempenho do ator, então gostaria de acreditar que um único crítico assistindo um filme uma única vez, possa realmente definir a qualidade do ator em sua completa realidade..
    Ou seja, infelizmente ler o que li acima me fez acreditar numa total perda de tempo de minha parte para esse profissional de inferior qualidade que se intitula, ou lhe deram de presente o título, crítico.

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  2. 56 Lise 13/03/2015 2:58

    O único Will Smith tolerável era o de “Um maluco no Pedaço”, no qual ele representava um marginalzinho que veio deixar de sê-lo, na família educada de sua Tia em Bel Air. Depois disto….dispensável total suas atuações em cinema.

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  3. 55 SILVANA 12/03/2015 23:01

    WILL É MUNDIALMENTE CONHECIDO É UM ATOR SUPERCARISMÁTICO. O CARA FAZ CINEMA, TELEVISÃO, MÚSICA, FOI INDICADO AO OSCAR NÃO SÓ EM 2006 COMO EM 2001. QUEM É ESSE PARA FICAR CRITICANDO DESSA FORMA UM DOS MELHORES ATOR DA ATUALIDADE. AH! VAI FAZER OUTRA COISA SEM NOÇÃO!!!!

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  4. 54 paulo 12/03/2015 22:05

    Um astro que tem uma carreira de sucesso como a dele, jamais deveria ser criticado desse jeito por não ter faturado mais alguns milhões. Ninguém fica gerando milhões e milhões para sempre, natural essa queda e nem os papeis perdidos por ele fizeram muita diferença.E Depois da Terra tá longe de ser uma bomba como querem vender.

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  5. 53 Rodrigo 12/03/2015 21:11

    Que estranho! Nenhuma menção a Rodrigo Santoro?

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    • Deni 12/03/2015 23:57

      O título da matéria é sobre a carreira do Will…… :)

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  6. 52 Leandro 12/03/2015 20:43

    “Sete vidas” (2008), reunião do astro com o diretor do bem sucedido “A procura da felicidade” (2006), que lhe rendeu indicação ao Oscar, marcou o começo do declínio da carreira do ator. Não só o filme foi malhado pela crítica como foi um fracasso retumbante de público.
    Pra quem não viu Sete Vidas Assiste o Filme é nota 10. Não entendi essa tal critica e o fato do filme ser o começa da derrocada da carreira do ator.
    Manda essa critica fazer filmes, isso pra não mandar a critica pra outro lugar.

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    • marcos 12/03/2015 22:46

      Sete vidas é ótimo e inteligente,esses críticos não sabem de nada.

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  7. 51 ana 12/03/2015 20:26

    Ele tem que fazer a continuação de bad boys,o 3.Foi o filme dele que fez mais sucesso. E com aquele ator que fez o parceiro dele. Tenho certeza que vai ser o maior sucesso.

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