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quinta-feira, 2 de abril de 2015 Análises, Bastidores, Filmes | 07:00

Franquia improvável, “Velozes e furiosos” chega ao sétimo filme esbanjando vitalidade

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Cena de "Velozes e furiosos 7" (Foto: divulgação)

Cena de “Velozes e furiosos 7”
(Fotos: divulgação)

Não é qualquer franquia que chega a seu sétimo filme. Mas não é só isso que torna “Velozes e furiosos”, cujo sétimo exemplar chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (2), especial.  Acidental, a série que já rendeu mais de U$ 2 bilhões nas bilheterias do mundo todo se reinventou, mais de uma vez, no meio do caminho para se tornar a principal franquia do estúdio Universal. A empresa deve confirmar neste fim de semana uma nova sequência para o filme. Nos bastidores, Vin Diesel já teria um pré-contrato para mais três sequências – o que ratificaria “Velozes e furiosos” como uma das franquias mais longevas da história do cinema.

Tudo começou com um despretensioso filme de ação em 2001. Vin Diesel e Paul Walker eram completos desconhecidos. Tinham estrelados filmes como “O resgate do soldado Ryan” (1998), no caso de Diesel, e “A vida em preto e branco” (1998), no caso de Walker, mas ainda perseguiam um lugar ao sol em Hollywood.  Dirigido por Rob Cohen, do recente fiasco “O garoto da casa ao lado”, “Velozes e furiosos” é uma celebração dos chamado “buddy movies”. Uma releitura de “Caçadores de emoção”, que opunha Keanu Reeves e Patrick Swayze, um dos highlights da década de 90. Como bônus, a fita preenchia uma lacuna no cinema americano de então: era um bom filme sobre paixão e corridas de carros.

Quando éramos jovens: Diesel e Walker em cena do 1º filme

Quando éramos jovens: Diesel e Walker em cena do 1º filme

O sucesso inesperado, U$ 207 milhões nas bilheterias mundiais, atiçou o interesse do estúdio em uma sequência. Vin Diesel logo pulou fora por entender que não estava na possível franquia sua chance de vingar como astro de ação e foi fazer “Triplo X” (2002) com o mesmo Rob Cohen. Paul Walker topou e Tyrese Gibson foi escolhido para segurar a peteca deixada por Vin Diesel em “+ velozes +furiosos” (2003). A sequência fez mais dinheiro mundialmente, mas arrecadou menos nos EUA e fez a Universal repensar o modelo da franquia. A ação foi transposta para o Japão e um novo elenco, encabeçado por Lucas Black, assumiu. A ideia era fazer da franquia um conceito de filme de ação com a grife “Velozes e furiosos” a validá-lo. “Velozes e furiosos: desafio em Tóquio” (2006) foi o mais perto do fracasso que a franquia chegou passando longe dos U$ 200 milhões em arrecadação nas bilheterias internacionais. Uma cena pós-créditos imaginada como uma homenagem com a aparição de Vin Diesel, no entanto, daria novo oxigênio à série.

Abordado pela Universal e já sem grandes chances de ascender ao patamar que imaginava para si fora da franquia, Diesel topou voltar à série assumindo também o posto de produtor. Com ele, o retorno de Walker foi garantido. “Velozes e furiosos 4” foi lançado em abril de 2009 com o slogan “novo modelo, peças originais”. Não deu outra: o filme registrou o melhor faturamento da franquia até então com U$ 363 milhões em caixa.

O quarto filme resgatava a premissa do primeiro filme e tinha o charme de reunir Walker e Diesel novamente. Era preciso ir além no quinto filme e Diesel teve a ideia de reunir os principais nomes dos filmes anteriores e levar a ação para o excêntrico (na perspectiva americana) Rio de Janeiro. “Velozes e furiosos 5: operação Rio” (2011) apresentava a mais ousada e sagaz mudança de rota da série. O filme não era mais (só) sobre carros tunados e foras da lei, mas sim um “heist movie” (filmes de assalto), subgênero que tem “Onze homens e um segredo” entre seus expoentes. A estratégia deu certo e “Velozes e furiosos” ampliou seu público. A fita amealhou U$ 630 milhões nas bilheterias mundiais.

A rinha entre Vin Diesel e The Rock foi um dos chamarizes do quinto filme. Jason Statham, como o vilão, é atração do novo filme

A rinha entre Vin Diesel e The Rock foi um dos chamarizes do quinto filme. Jason Statham, como o vilão, é atração do novo filme

O quinto filme marcou a estreia de Dwayne “The Rock” Johnson na série. Um reforço pontual que ajudou a inflar o interesse pelo filme. Os produtores então perceberam que adições pontuais renovavam o charme da série e assim Luke Evans e Gina Carano, no sexto filme, e Jason Statham e Ronda Rousey, no sétimo, adentraram o universo da série.

“Velozes e furiosos 6” (2013), que levou a ação para Londres, faturou U$ 787 milhões internacionalmente confirmando o acerto das novas estratégias adotadas pelos produtores e, mais do que isso, a vitalidade da série.

O sétimo filme, que seria lançado no meio de 2014 e fora remanejado em virtude do falecimento de Walker, chega sob muitas expectativas e embalado pelo marketing de ser um tributo ao finado ator. Tudo indica que “Velozes e furiosos 7” vai superar a bilheteria do filme anterior e sedimentar a franquia, a despeito de seus muitos reveses, como um dos maiores cases de sucesso da Hollywood moderna.

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4 comentários | Comentar

  1. 54 Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura » “Velozes e Furiosos 8” dá protagonismo absoluto da série a Vin Diesel 18/04/2017 19:26

    […] Leia também: Franquia improvável, “Velozes e Furiosos” chega ao sétimo filme esbanjan… […]

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  2. 53 Kil 03/04/2015 1:57

    Com homenagem ao finado Walker e participação de Jason Stathan e Ronda Rousey no “Velozes e Furiosos 7”, com certeza, outra explosão de bilheteria desta vitoriosa franquia.

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  3. 52 Marcio Machado 03/04/2015 1:56

    Na minha opinião, Paul era o cara que fazia a diferença na série, tanto é que no segundo filme mandou muito bem sem o Diesel, só não fez o Tokio, sua presença em quase todos os filmes o deixou como marca registrada!

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  4. 51 Fernando 02/04/2015 21:49

    Cara, eu gostei (e gosto) da franquia, pois sou fissurado em carros, mas a morte de Paul Walker de forma totalmente prematura, pegou a todos de surpresa. A computação gráfica faz milagres, mas não o suficiente para substituir quem se foi. Lamentável perda.

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