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segunda-feira, 6 de abril de 2015 Críticas, Filmes | 18:17

Para o bem ou para o mal, sentimento de família norteia “Velozes e furiosos 7”

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O ator Paul Walker em cena do filme  (Fotos: divulgação)

O ator Paul Walker em cena do filme
(Fotos: divulgação)

Quando os créditos de “Velozes e furiosos 7” (Furius 7, EUA 2015) sobem, uma cena inusitada se revela fora das telas. Muitos marmanjos são flagrados aos prantos. Lágrimas escorrem de olhos primeiramente atraídos para a série por carros tunados, homens marombados que não levam desaforo para casa e mulheres desfilando em trajes mínimos. A cena, provocada pela bela homenagem da produção ao finado Paul Walker, um tributo justo a um ator que subscreveu seu estrelato ao sucesso da série, sintetiza o que a franquia “Velozes e furiosos” significa hoje.

Franquia acidental, “Velozes e furiosos” a partir de seu quinto filme se reinventou como um filme de assalto e agora, à sombra do adeus de Walker, ensaia uma nova reinvenção bebendo da fonte de Sylvester Stallone e seus mercenários. Já o maior sucesso da franquia, “Velozes e furiosos 7” ostenta esse brilho particular da reinvenção e mesmo com suas cenas absurdas cada vez mais absurdas, cativa justamente pela combinação do tom cafona com que exalta valores familiares com a sustância das cenas de ação.

O sétimo filme, dirigido por James Wan (“Jogos mortais”, “Invocação do mal”), que traz para a franquia seu esmero narrativo que causou sensação no terror, coloca Dominic Toretto (Vin Diesel) e sua “família” na mira de um mercenário inglês, vivido pelo sempre ótimo Jason Statham, que busca vingança pelos eventos passados no sexto filme. O vilão daquele filme, Luke Evans, era seu irmão mais novo. A ação, em virtude do orçamento inflado de U$ 190 milhões, volta para os EUA com uma parada em Abu Dhabi. Pelos remendos que foram sendo feitos ao longo da franquia improvisada, cenas dos capítulos anteriores são ensejadas e reimaginadas para que tudo faça sentido. E nomes como Lucas Black, protagonista do terceiro e esquecível volume da série, dão as caras novamente. Pela cronologia, esse filme se passa imediatamente após os eventos de “Desafio em Tóquio” (2006).

Com cenas de ação alucinantes, mas especial atenção aos dilemas dos personagens, em especial Letty (Michelle Rodriguez) e Brian (Paul Walker), Wan capitaliza em cima de tudo o que a franquia tem de melhor. Na primeira cena ele faz um elogio ao espírito dos dois primeiros filmes da série sem deixar de expor o estado das coisas entre Toretto e Letty.

Kurt Russell com ecos de Bruce Willis em “Os mercenários”, como o Sr. Ninguém, um mandachuva da CIA que faz uma proposta irrecusável para Toretto tomar a dianteira na caçada humana que o personagem de Statham promove contra ele e os seus. É justamente nesse confronto entre Vin Diesel e Jason Statham que “Velozes e furiosos 7” queima o óleo. O que deveria ser uma grande atração da fita, a oposição entre dois dos atores mais prestigiados do gênero no século XXI, acaba diminuindo o impacto que o personagem de Toretto costuma ter sobre a audiência.  Isso porque além de ser mais frequente e eficiente como astro de ação, Jason Statham tem mais carisma do que Vin Diesel e isso subliminarmente mina parte do encanto que Toretto sempre exerceu sobre a audiência. É um pormenor, mas ruidoso o suficiente para valer o registro.

Statham e Diesel nos bastidores: encontro de titãs da ação

Statham e Diesel nos bastidores: encontro de titãs da ação

“Velozes e furiosos 7”, pelo orçamento, pelo elenco numeroso e estrelado, pela linearidade com que enseja uma nova reinvenção na franquia, pode ser percebido como o melhor da série. Se o parâmetro for a megalomania, o sexto filme ainda parece mais ajustado ao conceito. Se for eficácia narrativa combinada com estrutura temática e visual, o primeiro filme ainda é imbatível. Mas como diz Roman, o alívio cômico ainda certeiro vivido por Tyrese Gibson, em dado momento do filme: “primeiro foi um tanque, depois um avião e agora enfrentamos uma nave espacial?!”. A autoparódia funciona como tudo mais no universo de “Velozes e furiosos” que deve seguir bem mesmo sem Paul Walker porque convenceu muitos marmanjos de que eles também são parte da família de Dominic Toretto.

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2 comentários | Comentar

  1. 52 Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura » “Velozes e Furiosos 8” dá protagonismo absoluto da série a Vin Diesel 18/04/2017 19:29

    […] Leia também: Para o bem ou para o mal, sentimento de família norteia “Velozes e Furiosos 7&#… […]

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  2. 51 Kamila Azevedo 06/04/2015 21:24

    Respeito essa franquia, que sempre se manteve fiel àquilo que era!

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