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quinta-feira, 9 de abril de 2015 Críticas, Filmes | 19:43

“O garoto da casa ao lado” é exemplo do que se deve evitar nos suspenses

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A única maneira de sublinhar a falta de perfeição em Jennifer Lopez é ressaltar seu trabalho como atriz. Cantora bem-sucedida, empresária poderosa e mulher de forma física exuberante em plenos 45 anos, J.Lo persegue o êxito no ofício de atriz como se seu sucesso dependesse disso. Exageros à parte, ela alterna gêneros, busca trabalhar com nomes respeitáveis e até mesmo produz, caso deste inesquecível pelas razões erradas “O garoto da casa ao lado” (The boy next door, EUA 2015).

Dirigido por Rob Cohen, competente diretor responsável por exemplares dignos de nota no gênero da ação como “Velozes e furiosos” (2001) e “Daylight” (1996), a fita é um amontoado de clichês trabalhados de maneira apressada e dispersa. Cohen faz o que pode, mas o roteiro da estreante Barbara Curry é sofrível. Curry não tem o menor ritmo e dispensa qualquer traço de verossimilhança ao elaborar a crescente obsessão do jovem Noah (Ryan Guzman) por sua vizinha Claire (Jennifer Lopez), imersa em um casamento em crise com Garrett (John Corbett).

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O que mais impressiona em “O garoto da casa ao lado” não é sua fidelidade aos clichês mais banais e enjoativos, mas a maneira atrapalhada com que eles são trabalhados pelo roteiro. Desde o grau de influência de Noah sobre o filho de Claire até uma cena lamentável com uma faca em que risos são provocados ao invés de tensão.

Ao optar por “O garoto da casa ao lado”, que sob muitos aspectos bebe da mesma fonte de “Nunca mais”, bom thriller de fundo conjugal estrelado pela atriz em 2002, Jennifer Lopez depõe contra os próprios esforços de se vender como uma atriz a ser levada a sério. No entanto, como celebridade, seu poder segue irrefreável. Prova disso é um filme ruim como “O garoto da casa ao lado” ser distribuído em amplo circuito comercial em diferentes países. Filmes muito melhores não veem a luz do dia mesmo com celebridades no topo do cartaz.

Admitindo este contexto, se o filme não ajuda, pouco atrapalha Jennifer Lopez, mas não evita a ratificação de uma máxima desabonadora: se um filme tem Jennifer Lopez, é ruim. Um exagero que nem toda a celebridade do mundo parece capaz de dirimir.

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