Publicidade

Arquivo de abril, 2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015 Análises | 16:39

O mal (ainda) invisível que a Marvel fez ao cinema

Compartilhe: Twitter

Pode parecer um sacrilégio, mas o rastro de sucesso que a Marvel deixa no cinema já amplia a crise criativa vivida pelo mainstream hollywoodiano. Há 20 anos ninguém imaginava que adaptação de HQs daria dinheiro. O primeiro “Blade” (1998) e, fundamentalmente, “X-men – o filme” (2000) mudaram essa perspectiva. A Marvel, que teve de negociar os direitos de seus personagens para o cinema para evitar a falência ainda na década de 90, olhou para seu plantel de heróis e decidiu arriscar-se no cinema.  Apostou em Robert Downey Jr. quando ninguém o fez e no pouco experimentado Jon Favreau para o primeiro “Homem de ferro” (2008) e o resto é história.

Robert Downey Jr.  em "Homem de ferro"

Robert Downey Jr. em “Homem de ferro”

Ocorre que sete anos depois de “Homem de ferro” dar o pontapé inicial na bem sucedida trajetória da Marvel no cinema, hoje a empresa faz parte do conglomerado Disney, todos os estúdios tentam, muitos entre trancos e barrancos, pôr em prática a principal assinatura da grife Marvel. Um universo para chamar de seu. Parte do marketing certeiro do estúdio ao longo dos anos foi costurar de filme em filme o seu universo que estaria, finalmente, todo desenhado com o lançamento de “Os vingadores”. Encerrada a chamada fase 1, o estúdio/editora pôs-se a expandir esse universo. Sejam com as séries de TV, “O demolidor” será lançado nesta sexta-feira (10) mundialmente via Netflix, seja no cinema, com o arrasador “Guardiões da galáxia” (2014), a Marvel não dá ponto sem nó e deixa a concorrência babando.

Leia também: Marvel anuncia os filmes que compõem sua fase 3 no cinema

Leia também: Homem-Aranha na Marvel sela acordo inédito em Hollywood. Mas e agora? 

A terceira fase da Marvel já está toda alinhada e devidamente divulgada. Não restam dúvidas de que transpor seu universo para o cinema foi a decisão correta a ser tomada. Mas o que funciona para a Marvel funciona para todo mundo? A pergunta, aparentemente banal, esconde um raciocínio capcioso.  Todos os estúdios tentam replicar a experiência bem sucedida da Marvel com o objetivo de fidelizar audiência e, dessa forma, potencializar os lucros de franquias que isoladamente correm risco maior de desgaste.

A Warner, por exemplo, tenta unificar todo o universo DC no cinema e já divulgou um calendário de estreias até 2019 para demover a desconfiança comum às produções do estúdio. Afora a trilogia do homem-morcego assinada por Christopher Nolan, todas as produções de heróis da DC, tenham sido elas boas ou não, foram alvo de muito receio por parte de público e crítica. A Disney tenta replicar em Star Wars, franquia que também faz parte do patrimônio da casa do Mickey, a experiência Marvel e já sinalizou a expansão do universo da saga criada por George Lucas. Até os Transformers entraram na brincadeira. A Paramount anunciou há poucos dias que formou uma força-tarefa para pensar em estratégias para erigir um “universo Transformers” no cinema. A Sony, antes do acordo para o Homem-Aranha integrar o universo Marvel quebrava a cabeça dos principais produtores associados à franquia para criar um universo do Aranha no cinema.

Leia também: “Guardiões da galáxia” é o 7 x 1 da Marvel no cinemão americano

É compreensível a corrida dos estúdios para rentabilizar ainda mais aquele que vem sendo o carro-chefe de Hollywood já há algum tempo: as adaptações de HQs. É, também, um movimento para contornar um desgaste que já pode ser sentido. As bilheterias de todos os filmes baseados em quadrinhos fora do universo Marvel encolheram. Os últimos filmes de Superman, Homem-Aranha e Sin city atestam esta decadência.

Cena de "Os vingadores: a era de Ultron", candidato fortíssimo a maior bilheteria do ano (Fotos: divulgação)

Cena de “Os vingadores: a era de Ultron”, candidato fortíssimo a maior bilheteria do ano
(Fotos: divulgação)

O perigo de seguir o modelo da Marvel reside no fato de se engessar ainda mais as engrenagens hollywoodianas ao concentrar energia e dinheiro em um conceito rarefeito. Explica-se: a Marvel já detinha um universo coeso e interligado e confiou a pessoas totalmente vinculadas a ele a missão de transpô-lo para o cinema. E o plano sempre foi esse. Desde o início da jornada. Os demais estúdios estão apenas tentando tapar o sol com a peneira. A grande ironia disso tudo é que a Marvel, como último case de sucesso entre os grandes estúdios de cinema e com toda a sua comprovada originalidade, pode deflagrar a mais longa, duradoura e monótona crise criativa do cinema mainstream americano. Quem viver verá!

Autor: Tags: , , , ,

terça-feira, 7 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 21:03

Nova comédia do diretor de “Gremlins” brinca com dificuldades de pôr fim a relação amorosa

Compartilhe: Twitter
Os atores Anton Yelchin e Ashley Greene  em cena de "Burying the ex"  (Foto: divulgação)

Os atores Anton Yelchin e Ashley Greene em cena de “Burying the ex”
(Foto: divulgação)

O diretor de preciosidades oitentistas e outras tantas matinês saborosas como “Gremlins” (1984), “Meus vizinhos são um terror” (1989) e “Pequenos guerreiros” (1998) está com filme novo na praça. Trata-se de “Burying the ex”, ainda sem título oficial no Brasil. Em tradução literal seria algo como “Enterrando a ex”. O filme é estrelado por Anton Yelchin (“Star Trek” e “Loucamente apaixonados”), Ashley Greene (“Crepúsculo”) e Alexandra Daddario (“True Detective”).

Joe Dante é um especialista em um tipo de cinema raro na atualidade. Aquele de humor fértil, irreverente e politicamente incorreto. Em “Burying the ex”, Yelchin vive Max. Um jovem em lua de mel com a namorada até o momento em que ela vai morar com ele. A partir de então, a vida dele passa a ser um inferno. Ele cogita acabar com tudo, mas não sabe como abordá-la para tal. Um acidente trágico, porém, põe tudo em suspensão. Com a namorada morta, Max passa por um rápido luto e volta a desfrutar da solteirice. Só que ele não contava que a namorada morta continuaria andando sobre a Terra e disposta a manter a relação. O trailer, que pode ser conferido abaixo, é bem engraçado e dá pistas de que Dante ainda não perdeu a mão. O filme estreia nos EUA em junho. No Brasil, ainda não há previsão de estreia oficial.

Autor: Tags: , ,

segunda-feira, 6 de abril de 2015 Críticas, Filmes | 18:17

Para o bem ou para o mal, sentimento de família norteia “Velozes e furiosos 7”

Compartilhe: Twitter
O ator Paul Walker em cena do filme  (Fotos: divulgação)

O ator Paul Walker em cena do filme
(Fotos: divulgação)

Quando os créditos de “Velozes e furiosos 7” (Furius 7, EUA 2015) sobem, uma cena inusitada se revela fora das telas. Muitos marmanjos são flagrados aos prantos. Lágrimas escorrem de olhos primeiramente atraídos para a série por carros tunados, homens marombados que não levam desaforo para casa e mulheres desfilando em trajes mínimos. A cena, provocada pela bela homenagem da produção ao finado Paul Walker, um tributo justo a um ator que subscreveu seu estrelato ao sucesso da série, sintetiza o que a franquia “Velozes e furiosos” significa hoje.

Franquia acidental, “Velozes e furiosos” a partir de seu quinto filme se reinventou como um filme de assalto e agora, à sombra do adeus de Walker, ensaia uma nova reinvenção bebendo da fonte de Sylvester Stallone e seus mercenários. Já o maior sucesso da franquia, “Velozes e furiosos 7” ostenta esse brilho particular da reinvenção e mesmo com suas cenas absurdas cada vez mais absurdas, cativa justamente pela combinação do tom cafona com que exalta valores familiares com a sustância das cenas de ação.

O sétimo filme, dirigido por James Wan (“Jogos mortais”, “Invocação do mal”), que traz para a franquia seu esmero narrativo que causou sensação no terror, coloca Dominic Toretto (Vin Diesel) e sua “família” na mira de um mercenário inglês, vivido pelo sempre ótimo Jason Statham, que busca vingança pelos eventos passados no sexto filme. O vilão daquele filme, Luke Evans, era seu irmão mais novo. A ação, em virtude do orçamento inflado de U$ 190 milhões, volta para os EUA com uma parada em Abu Dhabi. Pelos remendos que foram sendo feitos ao longo da franquia improvisada, cenas dos capítulos anteriores são ensejadas e reimaginadas para que tudo faça sentido. E nomes como Lucas Black, protagonista do terceiro e esquecível volume da série, dão as caras novamente. Pela cronologia, esse filme se passa imediatamente após os eventos de “Desafio em Tóquio” (2006).

Com cenas de ação alucinantes, mas especial atenção aos dilemas dos personagens, em especial Letty (Michelle Rodriguez) e Brian (Paul Walker), Wan capitaliza em cima de tudo o que a franquia tem de melhor. Na primeira cena ele faz um elogio ao espírito dos dois primeiros filmes da série sem deixar de expor o estado das coisas entre Toretto e Letty.

Kurt Russell com ecos de Bruce Willis em “Os mercenários”, como o Sr. Ninguém, um mandachuva da CIA que faz uma proposta irrecusável para Toretto tomar a dianteira na caçada humana que o personagem de Statham promove contra ele e os seus. É justamente nesse confronto entre Vin Diesel e Jason Statham que “Velozes e furiosos 7” queima o óleo. O que deveria ser uma grande atração da fita, a oposição entre dois dos atores mais prestigiados do gênero no século XXI, acaba diminuindo o impacto que o personagem de Toretto costuma ter sobre a audiência.  Isso porque além de ser mais frequente e eficiente como astro de ação, Jason Statham tem mais carisma do que Vin Diesel e isso subliminarmente mina parte do encanto que Toretto sempre exerceu sobre a audiência. É um pormenor, mas ruidoso o suficiente para valer o registro.

Statham e Diesel nos bastidores: encontro de titãs da ação

Statham e Diesel nos bastidores: encontro de titãs da ação

“Velozes e furiosos 7”, pelo orçamento, pelo elenco numeroso e estrelado, pela linearidade com que enseja uma nova reinvenção na franquia, pode ser percebido como o melhor da série. Se o parâmetro for a megalomania, o sexto filme ainda parece mais ajustado ao conceito. Se for eficácia narrativa combinada com estrutura temática e visual, o primeiro filme ainda é imbatível. Mas como diz Roman, o alívio cômico ainda certeiro vivido por Tyrese Gibson, em dado momento do filme: “primeiro foi um tanque, depois um avião e agora enfrentamos uma nave espacial?!”. A autoparódia funciona como tudo mais no universo de “Velozes e furiosos” que deve seguir bem mesmo sem Paul Walker porque convenceu muitos marmanjos de que eles também são parte da família de Dominic Toretto.

Autor: Tags: , , , ,

quinta-feira, 2 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 21:22

Refilmagem de “Poltergeist” ganha novo e assustador trailer; confira

Compartilhe: Twitter

polter

O filme que foi sensação na década de 80 ganha uma nova versão em 2015 com a chancela dos cineastas Sam Raimi (“trilogia “Homem-Aranha” e “A morte do demônio”) e Steven Spielberg. “Poltergeist: o fenômeno”, que teve sua estreia confirmada para o dia 4 de junho no Brasil, já constava da lista da coluna de filmes imperdíveis do ano e agora ganha um trailer cheio de clima que sugere um filme bem fiel ao original.

Dirigido por Gil Kenan o novo “Poltergeist” foca no drama de uma família suburbana que precisa lidar com espíritos demoníacos em sua casa. Com o recente sucesso de “Invocação do mal” (2013), que versa sobre o mesmo tema, a pressão sobe sobre a nova versão desse clássico oitentista.

Autor: Tags: , ,

Críticas, Filmes | 18:24

“Para sempre Alice” provoca emoção com dignidade sem abdicar de fórmulas

Compartilhe: Twitter

Como esperado e criticado por muitos, “Para sempre Alice” (Still Alice, EUA, 2014) é um filme formulaico e repleto dos clichês que fizeram a fama do subgênero “filme sobre doenças”. Contudo, é, também, um filme de honestidade rara. O aparente paradoxo só é possível porque há um cuidado muito grande por parte da realização com o que se coloca na tela. Não são os clichês que validam o filme e sim o trabalho sensível do elenco, em especial da protagonista Julianne Moore.

Em “Para sempre Alice”, Moore vive Alice Howland, doutora em linguística e referência na área que é acometida de uma precoce e rara manifestação do mal de Alzheimer. O filme de Richard Glatzer (morto pouco depois de ver Moore consagrada com o Oscar pelo papel) e Wash Westmoreland se ocupa de mostrar justamente a rotina opressiva, tanto para Alice como para sua família, que a doença impõe.

Conflitos familiares submergem ao Alzheimer em "Para sempre Alice" (Foto: divulgação)

Conflitos familiares submergem ao Alzheimer em “Para sempre Alice”
(Foto: divulgação)

Baseado no bom livro de Lisa Genova, o filme sublinha detalhes que realçam a tragédia experimentada por Alice. Primeiro por sofrer de um tipo de Alzheimer com ascendência genética e com grandes possibilidades de manifestação em seus filhos. Segundo porque por ter um intelecto avantajado, a deterioração da mente de Alice se dá de maneira mais rápida e, finalmente, a sensação de impotência é agravada por ser seu marido (Alec Baldwin) um médico pesquisador na área genética.

O grande trunfo do filme, no entanto, reside mesmo na maneira como Julianne Moore trabalha sua personagem. Seja na franqueza com que expressa seu desespero, mas também sua resiliência, em face de uma derrocada como a que se anuncia dia após dia. Seja na forma como torna física essa derrocada. Moore toma o filme sob suas asas na melhor concepção de filme de atriz e torna inquestionável o demorado Oscar que recebeu pelo trabalho.

O elenco reage à performance de Moore no mesmo compasso. Alec Baldwin merece elogios por trafegar entre a contenção e a catarse com habilidade e sutileza como parâmetros. Kristen Stewart, Hunter Parrish e Kate Bosworth, que interpretam os filhos, ajudam a dimensionar o aflitivo drama familiar.

A honestidade do registro se cristaliza nessa entrega do elenco e na candura com que a realização adorna a história de Alice. A arte de perder todos os dias, como Alice bravamente classifica em uma palestra para outras vítimas do Alzheimer, em uma das cenas capitais do filme, exige atenção às fórmulas, mas fundamentalmente requer desprendimento e disposição. Isso o filme tem de sobra e cativa justamente por isso.

Autor: Tags: , ,

Análises, Bastidores, Filmes | 07:00

Franquia improvável, “Velozes e furiosos” chega ao sétimo filme esbanjando vitalidade

Compartilhe: Twitter
Cena de "Velozes e furiosos 7" (Foto: divulgação)

Cena de “Velozes e furiosos 7”
(Fotos: divulgação)

Não é qualquer franquia que chega a seu sétimo filme. Mas não é só isso que torna “Velozes e furiosos”, cujo sétimo exemplar chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (2), especial.  Acidental, a série que já rendeu mais de U$ 2 bilhões nas bilheterias do mundo todo se reinventou, mais de uma vez, no meio do caminho para se tornar a principal franquia do estúdio Universal. A empresa deve confirmar neste fim de semana uma nova sequência para o filme. Nos bastidores, Vin Diesel já teria um pré-contrato para mais três sequências – o que ratificaria “Velozes e furiosos” como uma das franquias mais longevas da história do cinema.

Tudo começou com um despretensioso filme de ação em 2001. Vin Diesel e Paul Walker eram completos desconhecidos. Tinham estrelados filmes como “O resgate do soldado Ryan” (1998), no caso de Diesel, e “A vida em preto e branco” (1998), no caso de Walker, mas ainda perseguiam um lugar ao sol em Hollywood.  Dirigido por Rob Cohen, do recente fiasco “O garoto da casa ao lado”, “Velozes e furiosos” é uma celebração dos chamado “buddy movies”. Uma releitura de “Caçadores de emoção”, que opunha Keanu Reeves e Patrick Swayze, um dos highlights da década de 90. Como bônus, a fita preenchia uma lacuna no cinema americano de então: era um bom filme sobre paixão e corridas de carros.

Quando éramos jovens: Diesel e Walker em cena do 1º filme

Quando éramos jovens: Diesel e Walker em cena do 1º filme

O sucesso inesperado, U$ 207 milhões nas bilheterias mundiais, atiçou o interesse do estúdio em uma sequência. Vin Diesel logo pulou fora por entender que não estava na possível franquia sua chance de vingar como astro de ação e foi fazer “Triplo X” (2002) com o mesmo Rob Cohen. Paul Walker topou e Tyrese Gibson foi escolhido para segurar a peteca deixada por Vin Diesel em “+ velozes +furiosos” (2003). A sequência fez mais dinheiro mundialmente, mas arrecadou menos nos EUA e fez a Universal repensar o modelo da franquia. A ação foi transposta para o Japão e um novo elenco, encabeçado por Lucas Black, assumiu. A ideia era fazer da franquia um conceito de filme de ação com a grife “Velozes e furiosos” a validá-lo. “Velozes e furiosos: desafio em Tóquio” (2006) foi o mais perto do fracasso que a franquia chegou passando longe dos U$ 200 milhões em arrecadação nas bilheterias internacionais. Uma cena pós-créditos imaginada como uma homenagem com a aparição de Vin Diesel, no entanto, daria novo oxigênio à série.

Abordado pela Universal e já sem grandes chances de ascender ao patamar que imaginava para si fora da franquia, Diesel topou voltar à série assumindo também o posto de produtor. Com ele, o retorno de Walker foi garantido. “Velozes e furiosos 4” foi lançado em abril de 2009 com o slogan “novo modelo, peças originais”. Não deu outra: o filme registrou o melhor faturamento da franquia até então com U$ 363 milhões em caixa.

O quarto filme resgatava a premissa do primeiro filme e tinha o charme de reunir Walker e Diesel novamente. Era preciso ir além no quinto filme e Diesel teve a ideia de reunir os principais nomes dos filmes anteriores e levar a ação para o excêntrico (na perspectiva americana) Rio de Janeiro. “Velozes e furiosos 5: operação Rio” (2011) apresentava a mais ousada e sagaz mudança de rota da série. O filme não era mais (só) sobre carros tunados e foras da lei, mas sim um “heist movie” (filmes de assalto), subgênero que tem “Onze homens e um segredo” entre seus expoentes. A estratégia deu certo e “Velozes e furiosos” ampliou seu público. A fita amealhou U$ 630 milhões nas bilheterias mundiais.

A rinha entre Vin Diesel e The Rock foi um dos chamarizes do quinto filme. Jason Statham, como o vilão, é atração do novo filme

A rinha entre Vin Diesel e The Rock foi um dos chamarizes do quinto filme. Jason Statham, como o vilão, é atração do novo filme

O quinto filme marcou a estreia de Dwayne “The Rock” Johnson na série. Um reforço pontual que ajudou a inflar o interesse pelo filme. Os produtores então perceberam que adições pontuais renovavam o charme da série e assim Luke Evans e Gina Carano, no sexto filme, e Jason Statham e Ronda Rousey, no sétimo, adentraram o universo da série.

“Velozes e furiosos 6” (2013), que levou a ação para Londres, faturou U$ 787 milhões internacionalmente confirmando o acerto das novas estratégias adotadas pelos produtores e, mais do que isso, a vitalidade da série.

O sétimo filme, que seria lançado no meio de 2014 e fora remanejado em virtude do falecimento de Walker, chega sob muitas expectativas e embalado pelo marketing de ser um tributo ao finado ator. Tudo indica que “Velozes e furiosos 7” vai superar a bilheteria do filme anterior e sedimentar a franquia, a despeito de seus muitos reveses, como um dos maiores cases de sucesso da Hollywood moderna.

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 1 de abril de 2015 Críticas, Filmes | 18:48

“Insurgente” adota ritmo diferente de seu predecessor, mas agrada público-alvo

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Na segunda parte da franquia “Divergente”, encontramos uma Tris (Shailene Woodley) mais frágil, um Quatro (Theo James), mais protetor e um regime totalitarista ciente de que enfrenta os primórdios de uma revolução. “Insurgente” (EUA, 2015), dirigido pelo alemão Robert Schwentke, dos ótimos “Red – aposentados e perigosos” (2010) e “Plano de voo” (2005), tem um ritmo diferente de seu predecessor. Primeiro porque assume o fôlego de uma fita de ação. Segundo porque não se preocupa com o fato de ter uma heroína fragilizada, pelo contrário, capitaliza em cima disso. Tris precisa lidar com a raiva e a tristeza provenientes da perda de seus pais. A frustração de não ter dado um fim à traiçoeira Janine (Kate Winslet) também lhe assombra.

O filme apresenta um pouco mais das outras facções, apenas citadas em “Divergente”.  Franqueza e Amizade, portanto, têm seus momentos de brilho no longa. Mas Schwentke se ocupa mesmo é de preparar o terreno para a grande virada que a segunda parte da série de três livros enseja. Nesse sentido, “Insurgente”, o filme, não decepciona seu público-alvo. Reviravoltas, traições e mais demonstrações dos talentos e qualidades de Tris, bem como da devoção imaculada de Quatro por ela pipocam na tela.

“Insurgente”, porém, empalidece o aspecto de crônica distópica que a franquia professa. A consciente escolha pela ação em detrimento do aprofundamento de um comentário político sugere um caminho diferente do adotado por outra franquia teen de sucesso, “Jogos vorazes”. Essa escolha também enfraquece a metaforização da rebeldia dos jovens frente às convenções das gerações anteriores. Um dos grandes apelos do primeiro filme, essa metaforização é totalmente diluída nos propósitos assumidos pela série neste segundo filme.

De qualquer maneira, “Insurgente” é uma experiência satisfatória para seu público-alvo. A manutenção da data de lançamento em março, diferentemente do que ocorreu com a sequência de “Jogos vorazes”, deslocada para o mais concorrido mês de novembro, ratifica que este é um movimento consciente do estúdio, a Lionsgate. Goste-se ou não dos rumos perseguidos pela série a partir de “Insurgente”, eles são frutos de um criterioso target.

Autor: Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última