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Arquivo de junho, 2015

terça-feira, 30 de junho de 2015 Filmes, Notícias | 22:34

“Creed”, filme derivado de “Rocky”, tem primeiro trailer divulgado

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Foto: divulgação

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“Um grande lutador disse certa vez que não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha”. A cena fecha esse empolgante primeiro trailer de “Creed”, filme que traz novamente Sylvester Stallone como Rocky Balboa. Aqui o envelhecido garanhão italiano aceita o desafio de treinar o filho de Apollo Creed, o grande rival de Rocky nos primeiros filmes da série. O filme, dirigido por Ryan Coogler (“Fruitvalle Station”) promete reeditar o status quo da franquia e a presença de Rocky Balboa afere mais charme à jornada. O filme, que reúne os estúdios Warner, MGM e New Line, também teve sua sinopse divulgada. A estreia no Brasil está programada para 7 de janeiro de 2016.

Sinopse: 

Adonis Johnson (Michael B. Jordan) nunca conheceu o pai, Apollo Creed, que faleceu antes de seu nascimento. Ainda assim, a luta está em seu sangue e ele decide entrar no mundo das competições profissionais de boxe. Após muito insistir, Adonis consegue convencer Rocky Balboa (Sylvester Stallone) a ser seu treinador e, enquanto um luta pela glória, o outro luta pela vida.

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segunda-feira, 29 de junho de 2015 Filmes, Notícias | 21:43

“Love”, comentado filme de Gaspar Noé, ganha trailer para maiores

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Love 2O diretor franco-argentino Gaspar Noé levou ao último festival de Cannes seu mais recente filme, “Love”, e se viu no epicentro de uma saraivada de críticas desfavoráveis. Noé já havia sido objeto de polêmica no mesmo festival em 2002 ao exibir “Irreversível”, com uma demorada cena de estupro. “Love”, rodado em 3D, é repleto de cenas de sexo explícito (“algumas muito reais e outras apenas bravamente encenadas”, nas palavras do diretor) e conta a história de um estudante de cinema que se envolve em um triangulo amoroso. Murphy (Karl Glusman) se apaixona por Electra, mas estraga tudo ao engravidar a vizinha. A história não é linear e agrega diversos fetiches, como swing, suruba, ménage, sexo com travesti, entre outras coisas.

A distribuição do filme no Brasil é da Imovision que programa o lançamento para o começo de 2016.

Em Cannes, o cineasta disse que seu filme é sobre estar apaixonado do ponto de vista do sexo e que não havia como filmar isso sem mostrar genitálias. Aos que reclamam do viés egocêntrico e gratuito da obra – Noé é tido como um cineasta mais vaidoso do que a média – o coprodutor do filme, o brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, disse em tom defensivo que investiu no artista. “Posso dizer que meu filme pornográfico está em Cannes e não no YouPorn”.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015 Curiosidades, Listas | 23:05

Revista elege os 100 melhores personagens da história do cinema

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A revista inglesa de cinema Empire, uma das mais tradicionais e pops do segmento, convocou seus leitores para uma eleição divertida. Eleger os 100 melhores personagens da história do cinema. Em listas assim, é natural a predominância de personagens pop, mas o top 10 tem pelo menos duas figuras egressas de produções cults. O cara, interpretado por Jeff Bridges, em “O grande Lebowski” e Tyler Durden, vivido por Brad Pitt, em “O clube da luta”. Outras curiosidades do top 10 são a presença de uma única personagem feminina,  de dois personagens vividos pelo ator Harrison Ford e da opção pelo “Coringa de Heath Ledger”, ao invés do personagem Coringa, já defendido por Jack Nicholson em outro filme.

Naturalmente, franquias de sucesso como Piratas do Caribe, 007 e Star Wars asseguraram seus célebres personagens na lista e muito bem posicionados.  Os 20 melhores personagens da história do cinema segundo os leitores da Empire podem ser conferidos abaixo. Para acessar a lista original basta clicar aqui. E quais são os seus personagens preferidos do cinema? Liste abaixo nos comentários.

Forrest Gump (“Forrest Gump – o contador de histórias”)

Forrest Gump (“Forrest Gump – o contador de histórias”)

Jules Winnfield (“Pulp Fiction”)

Jules Winnfield (“Pulp Fiction”)

Travis Bickle (“Taxi driver”)

Travis Bickle (“Taxi driver”)

Hans Gruber (“Duro de matar”)

Hans Gruber (“Duro de matar”)

Neo (“Matrix”)

Neo (“Matrix”)

Ferris Buller (“Curtindo a vida adoidado”)

Ferris Buller (“Curtindo a vida adoidado”)

T- 800 (“O exterminador do futuro”)

T- 800 (“O exterminador do futuro”)

Gollum (“O senhor dos anéis”)

Gollum (“O senhor dos anéis”)

John McCLane (“Duro de matar”)

John McCLane (“Duro de matar”)

James Bond (franquia 007)

James Bond (franquia 007)

Vito Corleone (“O poderoso chefão”)

Vito Corleone (“O poderoso chefão”)

Ellen Ripley (“Alien – o oitavo passageiro”)

Ellen Ripley (“Alien – o oitavo passageiro”)

Jack Sparrow (“Piratas do Caribe”)

Jack Sparrow (“Piratas do Caribe”)

The dude (“O grande Lebowski”)

The dude (“O grande Lebowski”)

– Indiana Jones ( “Os caçadores da arca perdida”)

– Indiana Jones ( “Os caçadores da arca perdida”)

Hannibal Lecter (“O silêncio dos inocentes”)

Hannibal Lecter (“O silêncio dos inocentes”)

Han solo (“Star Wars”)

Han solo (“Star Wars”)

O coringa de Heath Ledger (“Batman - O cavaleiro das trevas”)

O coringa de Heath Ledger (“Batman – O cavaleiro das trevas”)

Darth Vader (“Star Wars”)

Darth Vader (“Star Wars”)

Tyler Durden (“Clube da luta”) (Fotos: divulgação)

Tyler Durden (“Clube da luta”)
(Fotos: divulgação)

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Críticas, Filmes | 18:27

“Lugares escuros” ameniza conteúdo sombrio do livro e se resolve como suspense bacanão

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Quando os créditos sobem após a exibição de “Lugares escuros” (FRA, EUA 2015) uma certeza invade o espectador com força devastadora. David Fincher é mesmo um cineasta para lá de diferenciado. Não, este não é um filme de David Fincher, mas do francês Gilles Paquet-Brenner. O elo perdido aqui é Gillian Flynn, escritora cujas obras originaram este “Lugares escuros” e “Garota exemplar”, último filme de Fincher roteirizado pela própria Flynn.

Leia também: No cinema, “Garota exemplar” ganha mais relevo com a assinatura de David Fincher 

Ambos os livros mergulham fundo na sociedade do espetáculo, mas enquanto Fincher  subverte linearidades e expectativas para fazer um filme muito mais robusto e complexo do que uma mera adaptação literária preconiza, Brenner – que também assina a adaptação – se contenta em dar forma a um suspense bacanão e climático, mas sem muitas camadas. Não há demérito nenhum nessa escolha. A comparação é apenas laudatória. “Lugares escuros” é um suspense bem azeitado e se beneficia tanto dos personagens interessantes – uma imposição umbilical de Flynn como da atmosfera europeia que Brenner naturalmente impregna em seu registro.  É indesviável, porém, a constatação de que “Lugares escuros” poderia ser outro filme. Mais taxativo das circunstâncias dramáticas que aventa e menos pudico com personagens tão sombrios.

foto: divulgação

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Libby Day (Charlize Theron) é uma mulher traumatizada pelo assassinato de toda a sua família quando ela ainda era criança. Libby passou 28 anos de sua vida acreditando que seu irmão mais velho era o responsável pelo crime. Procurada por um grupo aficionado por crimes midiáticos e sem dinheiro, Libby aceita revirar seu passado. Mesmo convencida da culpa do irmão, ela se imbui na busca por novos fatos e suspeitos para o caso. Em um primeiro momento, “Lugares escuros” se ocupa dessa jornada da protagonista.  Em outra constante, Brenner esmiúça o passado de Ben – irmão de Libby – o que permite ao espectador confrontar o que é sabido de antemão, o que se vê no tempo presente com o que vai se descobrindo sobre o passado por meio desses ostensivos flashbacks. Tem-se aí uma construção interessante, que foge à unidimensionalidade com que Brenner move a trama.

Com um elenco de apoio em ótima forma, destaque para os jovens Tye Sheridan e Chloë Grace Moretz, “Lugares escuros” prende a atenção e agrada ao fã de um bom suspense. Mas o pior dos mundos para o filme de Brenner foi ter chegado depois de “Garota exemplar” no cinema. David Fincher soube capitalizar os temas trabalhados por Flynn de uma maneira que poucos parecem capaz de fazê-lo. E isso fica bem claro ao assistir “Lugares escuros”.

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terça-feira, 23 de junho de 2015 Análises, Atores, Filmes | 22:15

Temos um Homem-Aranha; e agora?

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Foto: Joblo/reprodução

Foto: Joblo/reprodução

O inglês Tom Holland, de 19 anos, foi anunciado como o novo intérprete de Peter Parker/Homem-Aranha no novo reboot que o personagem irá receber, agora sob curadoria da Marvel. Jon Watts, do ainda inédito “Cop car”, foi confirmado como o diretor do filme, previsto para ser lançado em 28 de julho de 2017.

A dinâmica da escolha lembra muito a que se deu em 2011, quando o anglo-americano Andrew Garfield foi selecionado para ser o novo Peter Parker e o cineasta Marc Webb, então festejado no circuito indie com o sucesso de “500 dias com ela”. Tanto Webb como Watts, no momento de assumirem a direção de “Homem-Aranha”, vinham da aclamação no festival de Sundance. Um celeiro incomum para um filme super-herói.

iG On: Tom Holland interpretará o Homem-Aranha em nova franquia

Análise: Homem-Aranha na Marvel sela acordo inédito em Hollywood

Estamos falando aqui do sexto filme do personagem em 15 anos e do segundo reboot em cinco. Não é um repertório desejável e a Marvel já anunciou que o próximo filme vai mostrar um Peter Parker adolescente e enfrentando a opressiva rotina colegial. Sem, pelo menos no discurso de momento, recontar a origem do herói.

Rumores ventilados na imprensa americana dão conta de que o nome de Holland era uma preferência da Sony. A Marvel tinha em Asa Butterfield, de “A invenção de Hugo Cabret”, o seu favorito. Não que Holland não tenha impressionado Kevin Feige, o todo-poderoso produtor da Marvel Studios e que supervisionou pessoalmente o processo de casting do herói aracnídeo.  Segundo fontes ouvidas pelo The Hollywood Reporter, Feige gostou da interação entre Holland, Robert Downey Jr. e Chris Evans nos testes. Vale lembrar que a primeira aparição desse novíssimo Homem-Aranha no universo Marvel será em “Capitão América: Guerra civil”, a ser lançado no próximo ano.

Watts teria sido uma escolha toda de Feige, que costuma apostar em diretores novatos e pouco experimentados – uma forma de assegurar maior controle criativo sobre os filmes. Foram apostas bem sucedidas dele Jon Favreau, no primeiro “Homem de ferro”, e James Gunn, em “Guardiões da Galáxia”. O nome de Watts teve de ser aprovado pelo novo presidente da divisão de cinema Sony, Tom Rothman. Esse típico toma lá dá cá é comum em pré-produções de blockbusters dessa magnitude, mas a Sony sabe que precisa dar mais autonomia à Marvel para evitar que o novo filme seja tão decepcionante como os dois mais recentes.

O fato de estar inserido no universo Marvel deve ajudar na aceitação do novo aracnídeo, mas um filme solo bacana e bem azeitado é crucial para que o investimento – e a parceria entre Marvel e Sony – vinguem.

A produção do filme, no entanto, deve ser cercada de especulações, atritos e coro por concessões. Circunstâncias comuns a qualquer relação, mas potencialmente desestabilizadora em uma envolvida em interesses milionários e objetivos mais inflacionados ainda.

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Críticas, Filmes | 18:39

Cheio de simbolismos, “Divertida mente” é o mais novo gol de placa da Pixar

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É consenso que a Pixar não entregava um filme digno do proeminente, embora enxuto, legado da companhia desde “Toy Story 3” (2010). “Divertida mente” (EUA 2015) chega para dirimir a empresa comandada por John Lasseter que vinha tendo sua originalidade questionada.

Foto: divulgação

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Em “Divertida mente”, acompanhamos Riley e sua família se adaptarem a nova vida em São Francisco após uma repentina mudança de Minnesota, onde a menina nasceu. Riley, uma criança de 11 anos, precisa se ajustar a essa nova realidade. O que inclui novas amizades, novos hábitos, entre outros. No entanto, o filme, escrito e dirigido por Peter Docter (“Up – altas aventuras”) não foca em Riley ou em sua família, mas sim nas emoções de Riley. Alegria, tristeza, raiva, nojinho e medo ocupam a sala de controle do cérebro da menina, onde se passa praticamente toda a ação de “Divertida mente”. O filme mostra como é o convívio dessas emoções e como este é decisivo para as interações de Riley com o mundo a seu redor.

Pedagógico sem ser didático, “Divertida mente” fala com carinho das emoções mais básicas do ser humano. Ora com humor, ora com singeleza, crianças e adultos são tocados por uma trama essencialmente simples, mas fecundada por muita criatividade e imaginação.

Devido a uma confusão na sala de controle, Alegria e tristeza são arremessadas para fora do local. Se aí está uma oportunidade para desbravarmos o restante do cérebro de Riley, estabelece-se, também, o conflito central do filme. Alegria e tristeza precisam achar um jeito de retornar à sala de controle para evitar uma completa descaracterização da personalidade de Riley. É a senha para que Docter trabalhe a importância de se respeitar as emoções, de dar espaço para que sejam cultivadas em seu tempo e ritmo. Mesmo aquelas que, à princípio, desejamos evitar, como é o caso da tristeza.

Seja pela fineza do humor, há espaço até para citações cinéfilas, pela agudeza do simbolismo para os adultos ou mesmo pela efetividade com que explicita a engenharia das emoções para os pequenos, “Divertida mente” é um gol de placa da Pixar. É um filme para se apaixonar. O encantamento pode variar de grau de espectador para espectador, mas é uma contingência deste que é um dos melhores filmes de 2015.

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quinta-feira, 18 de junho de 2015 Atrizes, Bastidores | 18:37

Jennifer Lawrence chega ao clube dos cachês de U$ 20 milhões

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Jennifer Lawrence vai se tornar quarta atriz a faturar U$ 20 milhões por um filme. O contrato para estrelar “Passengers”, ficção científica produzida pela Sony, ainda não foi assinado, mas os termos já estão estabelecidos.

Aos 24 anos, Jennifer Lawrence entra para o clube bem mais nova do que suas antecessoras. Julia Roberts inaugurou o clube aos 29 quando fechou contrato para assinar “O casamento do meu melhor amigo” (1997). O feito de Julia era ainda mais expressivo porque na década de 90, apenas alguns atores podiam ostentar esse cacife (Sylvester Stallone, Tom Cruise, Mel Gibson e Harrison Ford). Cameron Díaz, com “Tudo para ficar com ele”, aumentou o clube quando tinha 30 anos e, finalmente, Angelina Jolie que recebeu a quantia para estrelar “Malévola” (2014), tinha 39 anos à época. Os ganhos de Jolie com o filme totalizaram U$ 35 milhões porque ela recebeu porcentagens da bilheteria do filme.  Jennifer Lawrence deve fechar um contrato nos mesmos termos da esposa de Brad Pitt.

O feito de J.Law ganha ainda mais notoriedade porque seu parceiro de cena será ninguém menos do que Chris Pratt, que com “Jurassic World” acaba de estabelecer a maior bilheteria de fim de semana de estreia da história. Pratt vêm em uma ascendente meteórica em Hollywood (“Guardiões da Galáxia”, alguém lembra?).  A equipe de Pratt, segundo informações do The Hollywood Reporter, está tentando renegociar os valores – o ator ganharia cerca de U$ 8 milhões – para capitalizar o hype.

O que coloca “Passengers”, que será dirigido por Morten Tyldum (“O jogo da imitação”), no centro das atenções não é nem mesmo o inflacionado custo de produção – já superior a U$ 40 milhões sem mesmo a pré-produção ter começado, mas o fato do filme reunir Jennifer Lawrence e Sony novamente.

Jennifer Lawrence em cena de "Trapaça"

Jennifer Lawrence em cena de “Trapaça”
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O Sonygate, aquele escândalo em que hackers simpáticos à Coreia do Norte vazaram diversos documentos confidenciais do estúdio, revelou que a atriz – mesmo recém-premiada com o Oscar – ganhou menos do que seus companheiros de cena em “Trapaça”. O caso ganhou repercussão e cacifou a atriz a bater o pé nas atuais circunstâncias. Boatos indicam que ela pede cerca de 30% dos lucros obtidos com “Passengers”. Ou há muito otimismo da parte de Lawrence com o projeto ou esta é uma forma de se vingar da Sony e fazer um testamento feminista ao mesmo tempo. Alguém lembra do discurso de Patricia Arquette no Oscar deste ano?

Dadas às circunstâncias, a Sony terá peito de diminuir os vencimentos da atriz para aumentar o de Pratt? Ou essa fogueira de vaidades culminará no adiamento do projeto – e da consequente entrada de J.Law no clube dos cachês de U$ 20 milhões?

Não é “Verdades secretas”, mas os próximos capítulos devem ser quentes.

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terça-feira, 16 de junho de 2015 Análises, Filmes | 20:19

Filme mais romântico da década de 90, “As pontes de Madison” completa 20 anos

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Clint Eastwood talvez já não seja reconhecido hoje como o caubói durão de outrora. Aos 85 anos, a alcunha de cineasta prestigiado talvez seja a mais notória. Esse prestígio emana de uma filmografia plural, complexa e cheia de energia e inquietação. Parte essencial dessa filmografia, “As pontes de Madison”, que completa 20 anos de lançamento neste junho de 2015, não costuma ser listado por críticos e cinéfilos como um dos pontos altos da carreira de Clint. Talvez por se tratar de um romance, talvez por remeter a uma fase em que Clint ainda era visto como um ator que também dirigia e não como um cineasta/ator. Fato é que “As pontes de Madison” não só é fundamental para construir intimidade com o cinema de Clint – recheado de conflitos existenciais angustiantes, como é, também, uma das histórias de amor mais belas e doloridas já adornadas pelo cinema.

Adaptado da obra homônima de Robert James Waller e roteirizado para o cinema por Richard LaGravenese – que no futuro dirigiria o açucarado “P.S . Eu te-amo” – “As pontes de Madison” apresenta a história de amor entre Francesca Johnson (Meryl Streep, indicada ao Oscar pelo papel), dona de casa que leva vida ordinária no campo, e Robert Kincaid (Clint Eastwood, em grande momento como ator), fotógrafo na região por uns dias para fotografar as pontes que dão nome ao filme e figuram como atração turística do local.

madiPerdido, ele chega à casa de Francesca – que passa alguns dias sozinha sem a companhia dos filhos e do marido que partiram em uma viagem – em busca de informações.  Ela tenta, mas não consegue explicar ao fotógrafo como acessar as tais pontes. Resolve mostrar ela mesma. O dia na companhia um do outro se revela muito mais agradável do que ambos poderiam imaginar. No dia seguinte, Robert e Francesca se aproximam ainda mais e ela decide viver aqueles dias em uma intensidade que jamais imaginara possível em sua vida há 48 horas.

O idílio tem data para acabar? Robert ofertara a Francesca uma verdade que ela sempre negara. A de que ela era uma mulher fascinante, desabrochada e cujo desejo de viver estava confinado naquela vida pacata e cômoda. Robert queria que ela partisse com ele. Francesca gostava da ideia, mas e sua família? O cinema, então, impõe a Meryl Streep um dilema, ainda que menos desolador, tão angustiante quanto o de “A escolha de Sofia”. Francesca precisa decidir se vive essa história de amor em toda a plenitude que intui possível ou se se resigna no seio familiar e atende às responsabilidades uma vez assumidas há tanto tempo.

A narrativa de “As pontes de Madison” transborda sentimento. Seja na perspectiva dos filhos e na disposição destes de entender a escolha da mãe – e com esse exercício reavaliar as próprias escolhas amorosas – seja no afeto sincero e abrupto entre Robert e Francesca. A maneira como Clint Eastwood filma torna possível o tangenciamento do dissabor do amor idealizado.  Francesca e Robert seriam felizes juntos fora daquele contexto? A rotina os alcançaria? O amor só sobrevive se não for vivido em seu todo? São perguntas legítimas que nos acompanham.

“As pontes de Madison”, em um olhar histórico, pode ser observado como o filme que representa a virada de Clint. Aqui estão as primeiras pistas do cineasta observador da natureza humana e de suas contradições, assim como do autor sensível que traz interesses caros ao seu cinema para gravitar os temas centrais de seus filmes. É um Clint diferente do vencedor do Oscar por “Os imperdoáveis” (1992). Mais complexo e menos assertivo.

O amor em escalas, conotações e contextos diferentes voltaria a ser abordado por Clint em filmes como “Menina de ouro”, “A troca” e “Além da vida”. O amor romântico, no entanto, em toda a sua potência, só fora trabalhado por ele aqui.

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domingo, 14 de junho de 2015 Bastidores, Notícias | 19:43

A lógica por trás da acachapante bilheteria de “Jurassic world” em seu fim de semana de estreia

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Os números ainda não estão consolidados, mas já são assombrosos o suficiente para colocar “Jurassic World – o mundo dos dinossauros” como a melhor estreia de todos os tempos. Com U$ 511 milhões em caixa, o filme supera a abertura do último “Harry Potter”, “As relíquias da morte – parte II”, que fez U$ 483 milhões mundialmente em seu fim de semana de estreia em julho de 2011.

Não obstante, o filme dirigido por Colin Trevorrow ameaça destronar o primeiro “Os vingadores” (2012) do posto de maior abertura da história nos EUA.  “Jurassic world” tem arrecadação projetada neste fim de semana nos EUA de U$ 204 milhões enquanto que “Vingadores” faturou U$ 207 milhões em seu primeiro fim de semana. Nos EUA, o filme foi lançado em 4.273 cinemas. Maior lançamento da história do estúdio Universal.

Apesar dos números serem grandiosos, há toda uma engenharia por trás deles. “Jurassic World” foi o primeiro filme do ano a estrear simultaneamente nos EUA e na China. Os dois mercados mais importantes da atualidade para os estúdios hollywoodianos.  Ao todo, o filme foi disponibilizado em 66 mercados. Analistas calculam que U$ 100 milhões do montante arrecadado pelo filme seja originário da China. País mais populoso do mundo, a China tem uma política restritiva de lançamento de filmes americanos. Uma barreira que os estúdios vêm tentando transpor com parcerias comerciais e criativas.

A Universal, que já é o estúdio que mais lucrou em 2015 (o portfólio do ano inclui ainda os sucessos “50 tons de cinza” e “Velozes e furiosos 7”) acertou em cheio em equiparar as estreias nos dois mercados. Como se sabe, um sucesso de bilheteria é mensurado nesses tempos de internet e lançamentos globais no primeiro fim de semana de exibição.

iG On: Universal fatura mais de R$ 6 bilhões com “Jurassic World” e “Velozes e furiosos”

Leia também: Novo “Vingadores” dá largada à temporada mais lucrativa do cinema americano

A Marvel vinha adotando uma estratégia diferente, privilegiando importantes mercados internacionais como Brasil e Rússia, antes de lançar seus principais filmes em solo americano. Estratégia replicada em 2015 com “Vingadores – a era de Ultron”.

A Universal, com o sucesso estrondoso de “Jurassic World” força as empresas a repensarem o modelo de distribuição. Afinal de contas, se a China já era um mercado estratégico do ponto de vista financeiro, com o êxito jurássico do novo filme da franquia iniciada em 1993 pelo Midas Steven Spielberg, passa a ser também vital do ponto de vista marqueteiro. Afinal de contas, a carreira e os dividendos de “O mundo dos dinossauros” estão apenas começando.

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Críticas, Filmes | 18:42

Espaço Cult – “Foxcatcher” é exemplar do cinema que valoriza o que não é dito e o que não é mostrado

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Construído sobre elipses, “Foxcatcher”, que no Brasil ganhou o desnecessário subtítulo “Uma história que chocou o mundo”, é um filme cujas camadas não se revelam de pronto. O que pode parecer algo contraprodutivo a principio, se assegura como uma das forças desse belo e sensível drama, ainda que não catártico, assinado por Bennett Miller, dos ótimos “Capote” (2005) e “O homem que mudou o jogo” (2011).

O filme acompanha a relação entre o multimilionário John Du Pont (Steve Carell), herdeiro de um império ligado à indústria química, e os atletas olímpicos Mark (Channing Tatum) e Dave (Mark Ruffalo) Schultz. Du Pont convida os irmãos, ambos medalhistas olímpicos em Los Angeles em 1984 na luta grego-romana, para treinarem em Foxcatcher, propriedade da família com histórico de prover suporte ao esporte. Dave, a princípio, rejeita a oferta, mas Mark, ansioso por sair da sombra do irmão, aceita a generosidade inusitada do milionário. À medida que o relacionamento entre Mark e John se estreita, a plateia intui que algo de muito tenebroso acontecerá. Isso independe do fato da história em si já ser conhecida. Uma busca rápida no Google oferece detalhes e curiosidades do caso, mas Miller faz mais. Oferece uma investigação psicológica profunda desses três homens irmanados por um mesmo objetivo, mas que de alguma maneira colidem brutalmente. É esse “de alguma maneira” que Miller brilhantemente oxigena.

Na superfície, “Foxcatcher” pode ser lido como uma dura e ácida crônica à percepção de que o esporte eleva o patriotismo. Uma leitura por si só corajosa e inusitada em um filme americano. A obsessão pelo triunfo a despeito do espírito competitivo está enraizada tanto em Mark quanto em John, mas em graus distintos. Em outro nível, o filme de Miller observa uma combinação explosiva tomar forma. Egos inflados, ânsia por reconhecimento, carência afetiva, dinheiro e uma não assumida homossexualidade são sombras trabalhadas por Miller e pelo roteiro de Dan Futterman com audácia e engenho. Não há a formulação de respostas para a tragédia ocorrida em Foxcatcher, mas há apontamentos sutis que em termos de dramaturgia preenchem requisitos e expectativas.

Foto: divulgação

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O que não é mostrado em “Foxcatcher” é mais importante do que o que alcança os olhos do público. Mark, por exemplo, começa a fita em abundante solidão. Ele tem o hábito de se bater, se punir, mas nem sempre entendemos a razão.  No final do filme, é interessante se indagar como ele foi parar praticando MMA. Por que o gosto de espancar homens? Essa opção surgiu depois da interação desestabilizadora com John? Miller deixa sugestões pelo caminho. A cena final de “Foxcatcher”, embora aparentemente descolada do que se viu antes, não está ali gratuitamente. Está ali para dar novo sentido ao todo.

Trata-se de um trabalho de direção maiúsculo no que se depreende de controle e técnica, e sensível, no que se projeta de prolixidade e imaginação. Um adendo ao trabalho dos atores precisa ser feito. Steve Carell como John é um assombro. Sua presença é intimidadora. As pausas na fala em que encara seu interlocutor gelam a espinha. É uma construção de personagem minuciosa e que vai muito além da prótese no nariz que modifica completamente seu rosto. Como um homem cioso de escrever uma história de sucesso para si em seus próprios termos, mas com esqueletos no armário, Carell abraça o imponderável com força dramática invejável. Invejável também é a caracterização de Tatum. Na melhor performance de sua carreira, o ator adorna a ingenuidade e truculência de Mark, em um balé entre físico e emocional que só alguém com exato domínio de sua arte é capaz. Ruffalo, por seu turno, é o pendor da consciência, iminentemente tragado para o conflito velado entre John e seu irmão. O ator atua com a pulga atrás da orelha. É sua atuação o principal termômetro da plateia.

Essa trinca afinada é outra demonstração do gênio de Miller que com sua curta filmografia oferta ao público um cinema pensante, difuso e altamente recompensador.

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