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domingo, 7 de junho de 2015 Críticas, Filmes | 17:22

“Terremoto – a falha de San Andreas” é bom entretenimento e vale o ingresso

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O cinema catástrofe, tão inconstante na agenda hollywoodiana, é o que mais ostensivamente recebe os clichês de gênero. Talvez por isso entre e saia do radar dos estúdios com certa assiduidade. Como se disso dependesse para se preservar minimamente interessante. Dirigido por Brad Peyton (“Viagem 2: a ilha misteriosa”) e orçado em U$ 110 milhões, “Terremoto – a falha de San Andreas” (San Andreas, EUA 2015) confirma essa impressão de clichês em profusão, mas ratifica, também, o potencial de entretenimento dos exemplares do gênero. Mesmo em uma era dominada por super-heróis, é difícil um filme ser tão divertido como esse. É um cálculo simples. Efeitos especiais hiperbólicos, mas convincentes, um astro carismático, uma tônica familiar difícil, mas passível de redenção, uma jovem estrela de beleza hipnótica e voilà: um filme catástrofe infalível sai do forno.

“Terremoto” segue essa receita à risca. Tal como em produções como “O dia depois do amanhã” (2004) e “Guerra dos mundos” (2005), um drama familiar move a ação em meio à destruição que se vê na tela. Dwayne “The Rock” Johnson é Ray, um ex-militar que atua como bombeiro na Califórnia. Ele está enfrentando um doloroso processo de divórcio e ainda não está plenamente recuperado da devastadora morte de sua filha mais nova. Quando o tal terremoto acontece, Ray se arrisca – e abandona seu trabalho – para resgatar a ex-mulher e sua filha em pontos distintos do Estado.

Terremoto - a falha de San Andreas (7)

The Rock e Carla Gugino em cena
(Foto: divulgação)

A cena inicial de “Terremoto”, um triunfo do CGI (imagens geradas por computador), já prega o espectador na cadeira com um dos momentos mais tensos da temporada de verão nos cinemas. Daí em diante, com pequenos respiros, o filme segue em um mesmo fôlego de ação (quase) ininterrupta.

“Terremoto – a falha de San Andreas” não é um filme que careça de maiores contextualizações ou análises, trata-se do que de melhor Hollywood tem a oferecer em matéria de parque de diversões na sala escura. Deixe-se levar por nossos medos mais primitivos, e impressionar-se pela devastadora força da natureza, mais uma vez no cinema. “Terremoto – a falha de San Andreas” vale muito o ingresso e mais ainda a pipoca. Aos iniciados, o filme ainda conta com Carla Gugino, ainda mais linda aos 43 anos de idade.

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5 comentários | Comentar

  1. 55 Fabiana Germano 07/06/2015 18:13

    Assisti o filme e não gostei, tem muitos erros grotescos de continuidade…. foi bem decepcionante!

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  2. 54 claytonc2 07/06/2015 18:48

    Havia lido algumas críticas ao filme, principalmente pela falta de apelo emotivo do filme, concordo que com uma tragédia deste porte, o emocional poderia ter sido mais explorado, porém a estória gira em torno do resgate da filha do protagonista e nesse contexto eu pelo menos achei que emociona, pois é uma tragédia pessoal do Ray e sua família e como isto pode alterar e modificar aquilo que como ele mesmo diz durante o filme ser o relacionamento perfeito, não é aquela estória para ganhar um oscar, mas é um ótimo filme se tratando de divertimento e para quem vai ao cinema se divertir como eu é uma ótima pedida. Filmão, assim como Mad Max Estrada da Fúria.

    Clayton Corsário

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  3. 53 Kamila Azevedo 07/06/2015 20:00

    Concordo contigo, Reinaldo! “Terremoto: A Falha de San Andreas” é um ótimo entretenimento, um excelente filme catástrofe e, se a gente perdoar alguns exageros do roteiro, dá para ficar BEM agoniado com tanta coisa ruim acontecendo.

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  4. 52 Pia Torres 05/08/2015 11:50

    Grandes efeitos especiais, a ação visual em frente e atrás também. The Rock salva ação tudo, o homem-fashion. Músculos, carisma, estilo. Terremoto: A Falha de San Andreas é um mais desses filmes não trazem mais do que apenas entretenimento, mas que é suficiente nos dias de lazer, o que a rotação argumentos pesados. Às vezes você não está no humor para aquelas coisas ea ação é uma opção, não a pouco?

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  5. 51 Camila 18/08/2016 12:17

    Excelente crítica do filme. O filme pretende entreter sem ter que ficar preso em uma história complicada, deixando toda a nossa atenção para a forma como os eventos catastróficos desdobrar e deliciar-nos com efeitos especiais.. Se você ainda não viu a série ou quer vê-lo novamente, eu achei vezes para ver: http://www.hbomax.tv/sinopsis.aspx?prog=TTL603298. A trama não desilude, muito menos efeitos especiais, que foi o que fez valer a pena o bilhete de cinema. A trilha sonora é muito boa, perfeitamente acompanha eventos catastróficos. Eu recomendo-lo amplamente.

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