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segunda-feira, 8 de junho de 2015 Bastidores, Notícias | 22:23

Netflix anuncia seu projeto mais ambicioso, filme de guerra estrelado por Brad Pitt

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“As oportunidades multiplicam-se à medida que são agarradas”, cravou Sun Tzu, célebre autor do livro “A arte da

Foto: reprodução/Hollywood Reporter

Foto: reprodução/Hollywood Reporter

guerra”. Que a Netflix está se movimentando para ser um dos principais players no mercado de cinema, já é sabido. Mas a empresa dá reiteradas demonstrações de possuir uma estratégia refinada para desafiar os padrões vigentes estabelecidos pelos maiores conglomerados de comunicação. Nesta segunda-feira, a companhia divulgou um comunicado informando que irá produzir uma sátira à guerra do Afeganistão estrelada por Brad Pitt e dirigida pelo cineasta australiano David Michôd, dos excepcionais “Reino animal” (2010) e “The rover – a caçada” (2014).

Trata-se de uma adaptação do livro The Operators: The Wild and Terrifying Inside Story of America’s War in Afghanistan (Os Operadores: A selvagem e terrível história de dentro da guerra americana no Afeganistão, em tradução direta), do jornalista americano Michael Hastings. O livro nasceu de uma reportagem que Hastings fez para a revista Rolling Stone com o general Stanley McChrystal, que em sua entrevista desandou a falar mal do governo e da maneira como a guerra estava sendo conduzida. O jornalista acabou morto em um acidente de carro em junho do ano passado; apenas dois anos depois de lançar o livro. A Netflix vai investir cerca de U$ 30 milhões no filme, de acordo com o site Deadline, que se chamará “War machine”. Pitt dará vida ao general McChrystal. O ator também produzirá o filme por meio de sua companhia, a Film B. A fita deve ser lançada no fim de 2016, a princípio, exclusivamente na Netflix.

Leia também: Qual o impacto da guerra nada fria entre Amazon e Netflix para a produção de cinema? 

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Capa do livro que dará origem a “War machine”

O projeto soma-se a quatro filmes protagonizados pelo ator Adam Sandler que a empresa produzirá e lançará com exclusividade em seu catálogo, à sequência de “O tigre e o dragão” que também será lançado em cinemas IMAX selecionados e a “Beasts of no nation”, filme independente assinado por Cary Fukunaga (“True Detective”) e estrelado por Idris Elba, que a empresa adquiriu com o intuito de chegar ao próximo Oscar.

Em “Beasts of no nation”, Elba faz um militar que adota uma criança com o mero intuito de transformá-la em uma máquina de guerra. Cinemas americanos já anunciaram boicote ao filme que seria exibido simultaneamente em cinemas selecionados dos EUA e em todo o mundo pela Netflix.

Outras iniciativas da empresa atestam as múltiplas abordagens mercadológicas que geram apreensão no establishment. Recentemente, Ted Sarandos, chefe de conteúdo da empresa deu uma concorrida palestra em Cannes e alertou: “Nós não somos anticinema, somos pró-filmes”. A postura agressiva da Netflix denota que a frase de Sarandos pode até não ser 100% verdadeira, mas abrange uma complexidade que nem todos estão preparados para reconhecer.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura » Brasileiro Rodrigo Teixeira vai produzir novo filme de Brad Pitt 09/02/2017 19:24

    […] Leia mais: Netflix apresenta seu projeto mais ambicioso, filme de guerra estrelado por Brad Pitt Após 20 anos da partida do seu pai para uma missão sem volta em Netuno, com objetivo de encontrar sinais de extraterrestres, McBride viaja pelo sistema solar para encontrá-lo e tentar descobrir por que sua missão falhou. “Ad Astra”, que significa “para as estrelas” em latim, foi escrito por Gray e Ethan Gross. A RT Features está no projeto desde o início e financiou a fase de desenvolvimento. A produtora de Brad Pitt, Plan B, também se juntou ao filme como produtora, ao lado da Keep Your Head Productions e Mad River. […]

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