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Arquivo de julho, 2015

quinta-feira, 30 de julho de 2015 Filmes, Notícias | 22:53

“Beasts of No Nation”, aposta da Netflix para o Oscar, ganha 1º trailer legendado

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O primeiro longa-metragem de ficção da Netflix ainda não estreou, mas já está causando uma sensação danada. “Beasts of no Nation”, de Cary Fukunaga ( “True Detective” e “Jane Eyre”), integra a competição oficial da 72ª edição do festival de Veneza, que acontece entre os dias 2 e 12 de setembro, e já é alvo de boicote de algumas redes de cinema que se recusam a exibir o filme, que a empresa lançará simultaneamente em cinemas selecionados dos EUA e por streaming em sua plataforma online para todo o mundo em 16 de outubro.

A ideia de colocar a produção nos cinemas se justifica pela necessidade de um filme ficar em cartaz pelo menos uma semana no ano em Los Angeles para ser elegível ao Oscar. E a Netflix está confiante de que “Beasts of no nation” tem todas as condições de ir ao Oscar. A empresa liberou o primeiro trailer da produção nesta quinta-feira. O filme mostra o treinamento cruel e incivilizatório coordenado pelo chefe de uma milícia paramilitar africana (Idris Elba) dado a um órfão. A ideia de problematizar esse cultivo de uma máquina de guerra totalmente desgrenhada de qualquer humanidade é dramaticamente poderosa. Nas mãos de um cineasta com o pé no existencialismo, como Fukunaga provou ter em seus trabalhos prévios, o material adaptado da obra de Uzodinma Iweala promete bastante.

A tendência é de que o burburinho em torno de “Beasts of no nation” aumente nas próximas semanas. Por enquanto, fique com o impactante trailer abaixo.

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Filmes, Notícias | 07:00

Documentário aborda irreverência do Meia Hora como fenômeno midiático

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“O Meia Hora nunca vai ter uma capa papai e mamãe”, informa um dos entrevistados de “Meia Hora e as manchetes que viram manchete”, documentário sobre o popular e irreverente tabloide que faz parte da cultura popular carioca.

O filme, que tem estreia comercial programada para o dia 6 de agosto, será exibido no próximo sábado (1º)  no Memorial da América Latina, em São Paulo, como parte do 10º Festival de Cinema Latino-Americano que começa nesta quinta (30) e segue até o dia 5 de agosto.

Dirigido por Angelo Defanti, o documentário não se restringe apenas a investigar o Meia Hora, há um questionamento do modelo de negócio do jornalismo por trás da exposição do diário politicamente incorreto. “Eu devo entregar para o cara o que ele quer ou o que ele precisa para ser um cidadão melhor?”.

A reflexão sobre o jornalismo não é algo novo no cinema, muito menos em sua vertente documental. Para ficar em um exemplo recente, Jorge Furtado apresentou “O mercado de notícias”, que discutia o papel da mídia e sua influência na democracia, em 2014. “Meia Hora e as manchetes que viram manchete” se diferencia deste por partir de um fenômeno regional para discutir a linguagem jornalística como um todo. Pensar uma estética, a partir de um espírito pró-ativo. Há poucos exemplos de diários que apostam tanto no humor como o faz o Meia Hora no Brasil. O filão “notícias populares” não é exatamente uma novidade, mas habituou-se a ser alvo de preconceito ao ser percebido como um produto de menor qualidade.

Por um contexto mais adequado e pelo fomento de uma perspectiva mais sintonizada com o atual momento da mídia impressa no País, este documentário torna-se indispensável.

Clique nas imagens para ampliá-las!

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

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quarta-feira, 29 de julho de 2015 Filmes, Notícias | 22:04

Escândalos sexuais na política movem novos filmes de Nicolas Cage e Patrick Wilson

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Cena de "Zipper" (Foto: divulgação)

Cena de “Zipper”
(Foto: divulgação)

A bifurcação entre sexo e poder já rendeu grandes tragédias, grandes histórias e grandes filmes. Escândalos sexuais no meio político são grandes catalisadores midiáticos e dois filmes prometem capitalizar sobre o tema em um futuro próximo. Em “The Runner”, um senador começa a chamar a atenção pela rigidez com que responde ao vazamento de óleo da petrolífera BP em 2010. A simpatia da opinião pública dá vez a um questionamento cada vez mais incisivo quando o político se vê no epicentro de um escândalo sexual.

Nicolas Cage vive o protagonista no drama assinado por Austin Stark, em sua estreia em longas-metragens. Trata-se de um bem-vindo retorno de Cage aos dramas e de uma tentativa de fazer as pazes com a crítica que tem sido pouco amistosa para com ele recentemente.

O elenco é completado por Connie Nielsen, Sarah Paulson e Peter Fonda. O filme, que ainda não tem título nacional nem data de estreia no país, será lançado no dia 7 de agosto nos EUA.

Já “Zipper”, produzido pelo cineasta Darren Aronofsky, foi uma das sensações do último festival de Sundance ao retratar um executivo recém-ingresso na política que tem sua obsessão por sexo descortinada nas capas dos jornais. Estrelado por Patrick Wilson (“Pecados íntimos” e “Sobrenatural”) e dirigido por Mora Stephens, o filme já foi rotulado como “o ‘Garota exemplar’ de 2015”. A produção está programada para estrear em 28 de agosto em solo americano.

A julgar pelos trailers, “Zipper” parece mais interessado em discutir a desconstrução midiática de figuras públicas, os jogos de cena da política e os efeitos destes na vida privada. De qualquer jeito, são dois filmes que aguçam a curiosidade.

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Notícias | 21:39

Veneza acerta na dosagem de ousadia e tradição em line up vigoroso

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A direção do festival de Veneza anunciou nesta quarta-feira os filmes que compõem a 72ª edição do mais antigo e tradicional festival de cinema do planeta. O line up da competição oficial é vigoroso como se poderia esperar da seleção do evento italiano, diverso, com a presença de produções da Ásia e da América Latina, e robusto, com figuras consagradas como Marco Bellocchio, Amos Gitai, Alexandr Sokurov e Jerzy Skolimowski.

Não obstante, Veneza recepciona a Netflix – que teve um dos eventos mais concorridos em Cannes (uma palestra, não um filme) – com força. São três produções da empresa no lido. “Beasts of no Nation”, de Cary Fukunaga, “Remember”, novo do egípcio Atom Egoyan e “Anomalisa”, animação em stop-motion de Charlie Kaufman, roteirista de “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”.

A competição oficial ainda destaca os novos filmes de Pablo Trapero (“El clan”), Luca Guadagnino (A bigger splah”) e Tom Hooper (“The danish girl”).

Kristen Stewart em cena da ficção científica "Equals" (Fotos: divulgação)

Kristen Stewart em cena da ficção científica “Equals”
(Fotos: divulgação)

Trata-se de uma seleção bem urdida com vencedores prévios do Leão de ouro, italianos renomados e cineastas de prestígio. O evento, no entanto, guarda outras surpresas e mimos para fora da competição oficial. Martin Scorsese, por exemplo, vai debutar seu curta-metragem (“The audition”)  feito sob encomenda de um cassino e estrelado por Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Robert De Niro, em Veneza. O cineasta Noah Baumbach leva ao lido um documentário sobre a lenda viva do cinema Brian De Palma (“De Palma”).  A nova obra do russo Sergei Loznitsa (“Sobytie”) também será exibida fora de competição. Outras três produções que geram bastante expectativa nos cinéfilos estão alinhadas para serem exibidas no lido. São elas: “Go with me”, de Daniel Alfredson, “Aliança do crime”, de Scott Cooper, e “Spotlight”, de Thomas McCarthy.

Leia também: Cassino reúne DiCaprio, De Niro e Scorsese e coloca cinefilia em transe

Leia também: Netflix anuncia seu projeto mais ambicioso, filme de guerra estrelado por Brad Pitt

O Brasil, que andava negligenciado pelos principais festivais de cinema do mundo, é recuperado por Veneza e integra a mostra Horizontes do evento. A seleção prestigia produções que oferecem novas tendências e estéticas na cinematografia mundial.

“Mata-me por favor”, de Anita Rocha da Silveira, fala de imaginação e crime em um universo juvenil e ainda não tem distribuição confirmada no Brasil. A fita mescla humor, mistério, drama e suspense, de acordo com a sinopse disponibilizada. Já “Boi neon” é uma coprodução entre Brasil, Uruguai e Holanda, estrelada por Juliano Cazarré. “Tarântula” é um curta-metragem assinado por Aly Muritiba e Marja Calafange.

O tarimbado elenco de "Spotlight": Michael Keaton, Liev Schreiber, Mark Ruffalo, Rachel McAdams e John Slattery

Tarimbado elenco de “Spotlight”: Michael Keaton, Liev Schreiber, Mark Ruffalo, Rachel McAdams e John Slattery

Veneza, mais do que qualquer outro grande festival neste ano, apostou na variedade mais como um atrativo do que como uma obstinação. É uma diferenciação importante em termos de estratégia. Alberto Barbera, à imprensa, disse que “a seleção vai dos pequenos filmes que são quase experimentais a documentários e filmes de autor que tentam inovar as formas do cinema contemporâneo”. Faltou mencionar Hollywood, que comparecerá em peso. Seja em filmes de autores de outras nacionalidades, seja em produções americanas.  Robert Pattinson, Michael Keaton, Jake Gyllenhaal, Kristen Stewart, Idris Elba, Eddie Redmayne e Rachel McAdams são alguns dos nomes que devem dar as caras em Veneza entre os dias 2 e 12 de setembro, período em que o festival acontece.

O júri é presidido pelo mexicano Alfonso Cuarón e conta com os cineastas Nuri Bilge Ceylan, Pawel Pawlikowski, Lynne Ramsay, Hou Hsiao-hsien, além dos atrizes Elizabeth Banks e Diane Krueger.

Confira os filmes que integram a competição principal

“Frenzy”, Emin Alper (Turquia, Fança, Qatar)
“Heart of a Dog”, Laurie Anderson (EUA)
“Blood of My Blood”, Marco Bellocchio (Itália)
“Looking for Grace”, Sue Brooks (Austrália)
“Equals”, Drake Doremus (EUA)
“Remember”, Atom Egoyan (Canadá, Alemanha)
“Beasts of No Nation”, Cary Fukunaga (EUA)
“Per amor vostro”, Giuseppe M. Gaudino (Itália, França)
“Marguerite”, Xavier Giannoli (França, República Tcheca, Bélgica)
“Rabin, the Last Day”, Amos Gitai (Israel, França)
“A Bigger Splash”, Luca Guadagnino (Itália, França)
“The Endless River”, Oliver Hermanus (África do Sul, França)
“The Danish Girl”, Tom Hooper (Inglaterra, EUA)
“Anomalisa”, Charlie Kaufman, Duke Johnson (EUA)
“L’attesa”, Piero Messina (Itália)
“11 minutes”, Jerzy Skolimowski (Polônia)
“Francofonia”, Aleksander Sokurov (França, Alemanha, Holanda)
“El Clan”, Pablo Trapero (Argentina, Espanha)
“Desde ala”, Lorenzo Vigas (Venezuela, México)
“L’hermine”, Christian Vincent (França)
“Behemoth”, Zhao Liang (China, França)

Jake Gyllenhaal, em cena de "Everest", filme que abre o festival

Jake Gyllenhaal, em cena de “Everest”, filme que abre o festival

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terça-feira, 28 de julho de 2015 Diretores, Filmes, Notícias | 22:53

Michael Moore está de volta e com a América beligerante em sua mira

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Vencedor do Oscar e da Palma de Ouro, ferrenho crítico da era Bush, polemista por natureza e diretor de documentários controvertidos e muitíssimo bem assistidos como “Tiros em Columbine” (2002), “Fahrenheit 11 de setembro” (2004), “Sicko – $O$ Saúde” (2007) e “Capitalismo: uma história de amor” (2009), Michael Moore está de volta com um novo filme na praça.

O cineasta postou um vídeo no Periscope para falar sobre “Where to invade next?”, seu próximo filme que terá première mundial no próximo festival internacional de cinema de Toronto.

O filme vinha sendo mantido em total sigilo intencionalmente pelo diretor. “É um filme de natureza épica. É o que posso dizer agora”.

“O fato dos EUA estarem sempre em guerra é algo que me preocupa constantemente e há muito tempo. Todos nós vivemos neste mundo pós- 11 de setembro e tudo o que acontece neste país parece precisar de um inimigo. Então mantemos nossa indústria militar viva. É daí que vem a comédia”, afirma o cineasta sobre suas opções narrativas.

 

O site do festival de Toronto classificou “Where to invade next?” como o filme mais provocativo e hilário da carreira de Moore.

O festival internacional de cinema de Toronto acontece entre os dias 10 e 20 de setembro e será amplamente discutido aqui no Cineclube.

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segunda-feira, 27 de julho de 2015 Bastidores, Notícias | 23:00

Steve Jobs é a personalidade de 2015 no cinema

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Jobs 2Todo mundo que acompanha o noticiário de cinema já sabe que uma nova cinebiografia do criador da Apple está a caminho. “Steve Jobes”, dirigido por Danny Boyle, roteirizado por Aaron Sorkin e estrelado por Michael Fassbender, será uma das principais atrações do Festival Internacional de Cinema de Nova York. O filme será exibido no evento em 3 de outubro, seis dias antes da estreia nos cinemas americanos. No Brasil, “Steve Jobs” está agendado para 21 de janeiro de 2016.

A estreia em Nova York faz parte da estratégia da Sony de impulsionar a campanha do filme por indicações ao Oscar. O estúdio usou da mesma estratégia em 2010 com “A rede social”, filme sobre o não menos controvertido Mark Zuckerberg e as circunstâncias da criação do Facebook. A tática deu certo e “A rede social” recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo melhor filme.

O filme de Boyle, porém, não será o único a investigar a figura controversa e brilhante de Jobs em 2015. “Steve Jobs: the man in the machine”, de Alex Gibney é um documentário que se propõe a iluminar o paradoxo até hoje fascinante que Steve Jobs representa para os entusiastas da Apple, para o mundo empresarial e para todos aqueles assombrados pelas minúcias e reviravoltas de sua rica biografia.

A julgar pelo trailer, Gibney não evita polêmicas e se imbui de um objetivo complicado. Decifrar o enigma Jobs. Responsável por bons filmes sobre temas controvertidos, como “Enron: os mais espertos da sala” (2005), “Um táxi para a escuridão” (2007), “We steal secrets: The story of Wikileaks” (2013) e do ainda inédito documentário para a HBO “Going clear: Scientology and the prison of belief” (2015), Gibney parece mais disposto em compreender o homem do que seu legado, diferenciando seu filme da proposta aparente de Boyle. São, contudo, apenas conjecturas. Certo é que Steve Jobs se firma como a grande personalidade abordada pelo cinema em 2015.

Leia também: Por que está tão difícil fazer um (bom) filme sobre Steve Jobs?

“Steve Jobs: the man in the machine” estreia em 4 de setembro nos cinemas Americanos e será disponibilizado simultaneamente no iTunes e on demand.

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sexta-feira, 24 de julho de 2015 Bastidores, Curiosidades | 22:15

Atriz de “A enfermeira assassina” processa diretor por destruir sua carreira

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Cena do filme "A enfermeira assassina" (Foto: divulgação)

Cena do filme “A enfermeira assassina”
(Foto: divulgação)

Que Hollywood é uma fogueira de vaidades, a gente já sabe. Mas de quando em quando nos deparamos com uma notícia que nos lembra do quão frívola e caricata pode ser a Meca do cinema.

A atriz americana Paz de la Huerta, nascida e criada na cena indie americana, está processando seu diretor no filme “A enfermeira assassina” (2013) por ter destruído a sua carreira. De acordo com o TMZ, Huerta alega no processo que o diretor Douglas Aarniokoski e sua equipe foram negligentes em relação a um acidente de trabalho sofrido por ela durante a produção do filme.

Ela alega que fraturou a coluna e ficou com sequelas após ser atropelada no set de filmagens. O acidente fez com que diversas de suas cenas tivessem que ser dubladas e Huerta teria ficado insatisfeita com o resultado. Além da indenização, cobra que cópias futuras do filme saiam com sua voz.

O grande problema nessa história toda, e que deve pesar na decisão judicial, é que “A enfermeira assassina” foi um fracasso retumbante. A produção, orçada em US$ 10 milhões, nem sequer foi lançada nos cinemas. Disponibilizada no vídeo sob demanda no início de 2014, a fita arrecadou cerca US$ 10 mil.

A primeira vez que Huerta chamou atenção foi na série “Boardwalk Empire”, em que aparecia nua com alguma frequência. A atriz foi dispensada da série produzida por Martin Scorsese pela constância com que se via envolvida em bafos, digamos assim. Ela já foi presa por agredir uma modelo e rasgou o vestido e deu vexame em uma pós-festa do Globo de Ouro, para citar alguns exemplos.

Chega a ser irônico que alguém que estrele uma produção assumidamente trash como“A enfermeira assassina” e ostente um repertório de ocorrências midiáticas como essas, processe os realizadores por destruir sua carreira. Hollywood é mesmo uma fábrica de ilusões.

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Críticas, Filmes | 19:47

“Homem-Formiga” representa volta da Marvel ao básico e é sucesso criativo

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Foto: divulgação

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Sob muitos aspectos, “Homem-formiga” foi o filme mais complicado da Marvel a ganhar vida. As desavenças entre o estúdio e o diretor Edgar Wright (“Todo mundo quase morto”) ganharam publicidade e ele acabou substituído por Peyton Reed (do ótimo “Abaixo o amor”). O que torna “Homem-formiga” um dos acertos irrepreensíveis da Marvel é o até certo ponto surpreendente DNA de Wright na produção. Além da base do roteiro ser de sua autoria, ele também assina a produção executiva. O humor e a construção dos personagens norteiam os dois primeiros atos de “Homem-formiga” que em poucos momentos se parece com um filme de super-herói convencional.

A Marvel sabia que para promover um herói pouco conhecido do público e com um nome tão pouco atraente era preciso sair do lugar-comum e “Homem – formiga” comprova, como “Guardiões da galáxia” fizera no ano passado, que quando pensa fora da caixa a Marvel rende muito mais.

A escolha de Paul Rudd, um estranho no ninho no subgênero dos super-heróis, se revela calibrada para expandir o escopo da audiência dos filmes Marvel. Ao flertar com a paródia, há todo um clima de filme de assalto no primeiro ato do filme, a Marvel prova que tem estofo para chacoalhar as convenções do gênero.

As referências ao universo Marvel, que dizem as más línguas provocaram a saída de Wright da direção, são um deleite à parte para o seguidor do universo cinematográfico da Marvel. O fato de elas surgirem de maneira leve e divertida mostra que a alternância de tom entre as produções Marvel não afeta seu universo.

No filme, o golpista em busca de reabilitação Scott Lang (Rudd) é recrutado por Hank Pym (Michael Douglas) que vê nele a chance de roubar um segredo industrial da empresa que ele mesmo fundou, mas hoje é controlada por Darren Cross (Corey Stoll) que está próximo de finalizar uma tecnologia capaz de revolucionar a inteligência militar.

Há muitos paralelos que se pode fazer entre este filme e “Homem de ferro” (2008). Além da aposta em um nome incomum para o protagonismo, tanto lá como cá, o humor é um elemento fundamental em uma trama sobre espionagem industrial. Tanto lá como cá, um cientista brilhante dá as cartas e tem alguém muito próximo a si como o vilão megalomaníaco do filme.

“Homem-formiga” encerra a festejada fase 2 da Marvel com muita dignidade e apaga a má impressão deixada pelo badalado, grandioso e cansativo “Vingadores: era de Ultron”. No fim das contas, sem qualquer malícia e apreço a trocadilhos, menos é mais.

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Filmes, Notícias | 15:58

Confira o primeiro trailer de “Condado macabro”, promissor filme de terror nacional

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Há quem reclame, com certa razão, da predominância de comédias brasileiras nas salas exibidoras do país. Mas o cinema brasileiro é muito mais diverso e multifacetado do que o circuito comercial faz crer. Muita coisa boa ou não é lançada comercialmente ou fica restrita ao chamado circuito de arte no eixo Rio/SP. Basta um rápido olhar à filmografia do ator Irandhir Santos para confirmar que há muita coisa boa sendo produzida no Brasil além de comédias rasgadas.

“Condado macabro”, primeiro longa de Marcos Britto e André de Campos Mello na direção de longa-metragens, é um filme de terror cheio de referências a clássicos oitentistas do gênero premiado no último Fantaspoa (Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre) e que teve seu primeiro trailer divulgado.

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Condado 2

O filme ainda não tem lançamento comercial definido, mas integra a programação do 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo que acontece entre os dias 30 de julho e 5 de agosto.

Na trama, um grupo de jovens vai passar o feriado em um imóvel alugado em uma cidade interiorana e acaba virando alvo de um grupo sádico. O rosto mais reconhecível do elenco é do ator Leonardo Miggiorin, de novelas como “Insensato coração” e “Viver a vida”. Mais sobre o filme em breve no Cineclube.

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quinta-feira, 23 de julho de 2015 Análises, Atores | 16:27

Em meio à crise na carreira, Adam Sandler busca abrigo na internet

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O ator em cena do filme "Esposa de mentirinha" (Fotos: divulgação)

O ator em cena do filme “Esposa de mentirinha”
(Fotos: divulgação)

Adam Sandler sempre foi um campeão de bilheteria. Desde que iniciou seu reinado em meados da década de 90 com filmes como “Um maluco no golfe” (1996), “Afinado no amor” (1998) e “O paizão” (1999), o ator deu de ombros para a crítica que sempre lhe torceu o nariz.

Nos anos 2000, em plena fase em que astros de cinema se desvalorizavam em detrimento de adaptações de outras mídias e franquias de apelo juvenil, Sandler manteve sólida sua base de fãs e dava lucro com seus filmes relativamente baratos.

Sandler, diferentemente de figuras como Johnny Depp e Robert Downey Jr. que se reinventaram para acontecer no mainstream, levava público ao cinema sendo sempre ele mesmo. As galhofas e as piadas grosseiras vez ou outras rivalizavam com alguma aparição mais séria como no drama pós-11 de setembro “Reine sobre mim” (2007).

Sandler conseguia que até mesmo filmes como “Golpe baixo” (2005), sobre futebol americano, ganhasse distribuição nos cinemas brasileiros. Um feito raro para filmes sobre esportes impopulares no país. A primeira década do milênio foi delirantemente positiva para o ator.

Estrelou filmes muitíssimo bem sucedidos como “A herança de Mr. Deeds” (2002), “Tratamento de choque” (2003), em que contracenou com a fera Jack Nicholson, “Como se fosse a primeira vez” (2004) e “Click” (2006).

Não obstante, colaborou com verdadeiras legendas da sétima arte como Paul Thomas Anderson (“Embriagado do amor”) e James L. Brooks (“Espanglês”), além de se experimentar em um tipo diferente de humor, mais amargo, em fitas como “Tá rindo do quê?”, de Judd Apatow, maior nome da comédia americana atual.

Sandler em "Pixels": crítica reprovou o filme. Como o público reagirá neste fim de semana?

Sandler em “Pixels”: crítica reprovou o filme. Como o público reagirá neste fim de semana?

A virada da década, no entanto, representou um doloroso revés para o ator. Sandler continuou operando na mesma fórmula. Comédias histriônicas (“Gente grande”, “Cada um tem a gêmea que merece” e “Esse é o meu garoto”), com incursões dramáticas pontuais (“Homens, mulheres e filhos”).

“Pixels”, principal aposta da Sony na temporada e que chega hoje aos cinemas do Brasil e nesta sexta-feira nos EUA, já é um filme em que Sandler divide o protagonismo com outros atores. Além de seu habitual parceiro Kevin James, figuras ascendentes como Josh Gad e Peter Dinklage estrelam a fita que coloca personagens de videogames contra a humanidade.

Recolocação

Os últimos filmes do ator foram fiascos de bilheteria. “Juntos e misturados” (2014), terceira colaboração com a atriz Drew Barrymore (as outras foram “Afinado no amor” e “Como se fosse a primeira vez”) já não foi lançado nos cinemas de muitos países.

A crítica continua pouco amistosa com Sandler, mas estaria o público cansado dele? A revista Forbes colocou o ator no topo da lista dos atores menos rentáveis nos últimos dois anos. A equação é simples. A taxa de retorno de Sandler anda baixíssima. Com um salário ainda inflado, o ator rendeu US$ 3,20 para cada dólar recebido. Na contramão da expectativa ensejada pela Forbes, a Netflix fechou um acordo com Sandler para produzir e distribuir seus próximos quatro filmes. O desenvolvimento será conduzido em parceria com a Happy Madison Productions, produtora do ator.

Em Cannes, Ted Sarandos, diretor de programação da Netflix,  disse que a opção por fechar um contrato com Sandler se deu baseado em levantamento feito pela empresa de que os filmes estrelados pelo ator são dos mais procurados pela base de assinantes nos mercados em que a Netflix opera.

Sandler e Barrymore em "Juntos e misturados": velhas receitas não estavam dando certo

Sandler e Barrymore em “Juntos e misturados”: velhas receitas não estavam dando certo

Ao buscar abrigo na internet, Sandler não só aponta um caminho para astros em decadência – e há uma fila cada vez maior deles – como relativiza o impacto negativo das bilheterias de seus últimos filmes. O interesse por ele teria apenas migrado de plataforma. Pode não ser o sonho de aposentadoria do outrora rei da comédia besteirol americana, mas é uma saída para lá de digna.

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