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quinta-feira, 2 de julho de 2015 Atores, perfil | 18:50

Mais afável e cheio de energia, Arnold Schwarzenegger está de volta

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Exterminador - 1Para o bem ou para o mal, Arnold Schwarzenegger é a cara da franquia “O exterminador do Futuro”. Foi o primeiro filme que elevou o então fisiculturista austríaco que tentava emplacar carreira como ator de Hollywood ao panteão dos astros. “Conan – o bárbaro”, de John Milius, lançado em 1982, dois anos antes da obra-prima de James Cameron chegar aos cinemas, já chamava a atenção para aquele brucutu da Áustria de fala pouco compreensível e sotaque para lá de carregado.

O carisma de Schwarzenegger era tangível, mas foram os anos Reagan que lhe deram pujança e relevância em Hollywood. Rivalizando diretamente com Sylvester Stallone – que surfava no sucesso de Rocky Balboa, Schwarza – como é carinhosamente chamado pelos corredores da cinefilia – estrelou típicas produções oitentistas como “Inferno vermelho” (1988), “Comando para matar” (1985) e “O predador” (1987).

Ainda na década de 80, deu uma volta em Sly ao flertar de maneira bem sucedida com a comédia rasgada em “Irmãos Gêmeos” (1988), em que dividia a cena com Danny DeVitto.

No começo da década de 90, ninguém era tão popular como ele. Da ficção científica casca grossa “O vingador do futuro” (1990) à continuação de “O exterminador do futuro”(1991), passando pela comédia de apelo infantil “Um tira no jardim de infância” (1990), Schwarzenegger não era só implacável em suas escolhas na carreira, como era o cara certo nos filmes certos. Era difícil sair insatisfeito de um filme estrelado pelo ator.

Com escolhas duvidosas, mas financeiramente recompensadoras (“Batman & Robin”, “O último grande herói”) e outras certeiras (“True lies”, “Junior”, “O fim dos dias”), o austríaco dominou a década.

Os anos 2000, no entanto, trariam ventos de mudança para Schwarza. Depois de ganhar o primeiro cachê de U$ 30 milhões pago a um ator por um filme, no caso a segunda sequência de “O exterminador do futuro”, denominada “A rebelião das máquinas” (2003), ele assumiu o papel de “governator” e comandou o Estado da Califórnia por oito anos.

Republicano moderado e com governo elogiado por democratas convictos, Schwarzenegger se provou um sucesso eleitoral tão inesperado quanto astro de cinema de apelo mundial. Após o fim do segundo mandato e impossibilitado de mirar na presidência – a constituição americana veta a candidatura de não nascidos em território americano – o ator anunciou seu retorno ao cinema. “Os mercenários 2” (2012) – já havia feito uma ponta no primeiro – serviu de plataforma de lançamento. Solo, Schwarzenegger voltou em “O último desafio”, uma fita de ação eficiente em que o ator estendia a piada da idade que norteia a franquia “Os mercenários”.

Cheio de energia, o austríaco anunciou que retornaria aos dois papeis mais icônicos de sua carreira. O T-800 de “O exterminador do futuro” e Conan, em “A lenda de Conan”, prometido para 2017.

Schwarzenegger chora pela filha que vira zumbi em "Maggie", drama que estreou no festival de Tribeca: nova experimentação na carreira (Fotos: divulgação)

Schwarzenegger chora pela filha que vira zumbi em “Maggie”, drama que estreou no festival de Tribeca: nova experimentação na carreira
(Fotos: divulgação)

Com a aprovação de James Cameron, mas com críticas para lá de refratárias, “O exterminador do futuro: Gênesis” sela, na prática, o tão esperado retorno de Schwarzenegger. Ator que hoje se mostra mais afável em público do que outrora, faz uso ostensivo das redes sociais e parece entender melhor o jogo de celebridades.

Em um desses lances do destino, com o devido crédito ao excepcional trabalho de CGI (Imagem gerada por computador), o Schwarzenegger de hoje fica cara a cara com o Schwarzenegger de 1984.

Só o cinema para conceber retorno tão apoteótico.

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