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terça-feira, 14 de julho de 2015 Críticas, Filmes | 18:46

Fragilidades do roteiro enfraquecem mercadológico “O exterminador do futuro: Gênesis”

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Falar sobre “O exterminador do futuro: Gênesis” (EUA 2015) é admitir certa dualidade na análise que se faz do filme. Mais do que um filme bom ou ruim, a produção assinada por Alan Taylor (“Game of Thrones” e “Thor – o mundo sombrio”) e que marca o retorno de Arnold Schwarzenegger à franquia é um projeto que agrega boas ideias a uma indefectível necessidade de mercado: introduzir a série para uma nova geração. Passa por essa ideia de introdução a atualização da franquia. Nesse sentido, “Gênesis” é um híbrido de refilmagem com reboot, já que aproveita passagens dos filmes originais para criar algo totalmente novo e mexer de forma mais significativa na estrutura da franquia no cinema.

Schwarzenegger surge como alívio cômico e torna-se um coadjuvante da Sarah Connor de Emilia Clarke – que mesmo esforçada e talentosa perde em qualquer ângulo de comparação com Linda Hamilton – e o Kyle Resse de Jai Courtney. A ideia de uma Sarah Connor mais jovem e de uma relação paternal do T-800 com ela é bem-vinda e o filme se beneficia dessa dinâmica. É uma inversão bem pensada da figura que Sarah ocupa no imaginário cinéfilo. Ainda que já se percebam traços da mulher determinada e boa de briga na jovem Sarah.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Outro acerto, e o trailer já provê esse spoiler, é desconstruir o personagem John Connor (aqui vivido por Jason Clarke, que apesar do sobrenome não tem parentesco com Emilia).

A ideia de um John Connor a serviço da Skynet dá pujança ao argumento das linhas temporais alternativas, introjetado no filme e que deve ser expandido nas próximas sequências, uma vez que Schwarzenegger já antecipou que esse “Gênesis” faz parte de uma nova trilogia.

Contudo, há discrepâncias no filme que precisam ser observadas. O uso do humor é desequilibrado. Há boas sacadas com outras muito pueris. Um revés se considerarmos a importância dispensada pelo roteiro ao humor. Outro incômodo presente em “Gênesis” é a percepção de que tudo precisa ser muitíssimo bem explicado. Há um certo momento em que todo o segundo ato do filme parece esculpido apenas para produzir algum sentido no escopo da franquia. É risível o momento em que o T-800 dá aula de física quântica e teoria da relatividade. São incongruências de um roteiro muito assoberbado, cujos respiros (o humor) nem sempre funcionam bem.

Se o primeiro ato do filme pode ser lido como uma grande homenagem aos filmes de James Cameron, o último prepara o terreno para o futuro da saga zerando tudo, dando um rosto a Skynet e investindo nas linhas temporais alternativas como alicerce da franquia daqui para frente.

Independentemente do julgamento que se faça de “Gênesis”, as possibilidades para “O exterminador do futuro” a partir dele estão muito bem azeitadas e são em maior número do que antes.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Kamila Azevedo 15/07/2015 8:04

    Não assisti a esse novo “Exterminador do Futuro” e vou ser bem sincera: não tenho a mínima vontade, agora. Cansada desses remakes e sequências!

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