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segunda-feira, 20 de julho de 2015 Análises, Bastidores | 21:22

Com “50 tons de cinza” e “Jurassic World”, Universal estabelece recorde de faturamento nas bilheterias

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No último fim de semana, “Jurassic World – o mundo dos dinossauros” ultrapassou a marca de US$ 1.513 bilhões arrecadados nas bilheterias mundiais e deslocou “Velozes e furiosos 7” para a quinta colocação no ranking das maiores bilheterias de todos os tempos. O feito, notável, é especialmente satisfatório para a Universal que produziu ambos os filmes, dois dos três datados de 2015 a já terem superado a marca do bilhão nas bilheterias (o outro é “Vingadores – era de Ultron”).

O estúdio tem razões de sobra para comemorar. Além dos acachapantes recordes conquistados por “Jurassic World”, entre eles os de maior bilheteria no fim de semana de estreia, nos EUA e internacionalmente, e o de filme a chegar mais rapidamente ao patamar de US$ 1 bilhão em ingressos vendidos, a Universal atingiu outra marca significativa. Alcançou os US$ 5 bilhões em faturamento nas bilheterias internacionais mais rápido do que qualquer estúdio em qualquer outro ano.

Apesar de “Ted 2” não ter emplacado nas bilheterias, todos os outros lançamentos de médio e grande porte do estúdio foram hits em 2015. Do aguardadíssimo “50 tons de cinza” ao recente “Descompensada” que estreou nos cinemas americanos fazendo barulho no último fim de semana com U$$ 30 bilhões em caixa. Nada mal para uma comédia totalmente original.

A comediante Amy Schumer e o jogador de basquete LeBron James em cena de "Descompensada"

A comediante Amy Schumer e o jogador de basquete LeBron James em cena de “Descompensada”

Cena de "50 tons de cinza", que arrecadou mais de US$ 560 milhões mundialmente Fotos: divulgação

Cena de “50 tons de cinza”, que arrecadou mais de US$ 560 milhões mundialmente
Fotos: divulgação

O pool de lançamentos da Universal inclui, ainda, “A escolha perfeita 2”, “Minions” e o já referido “Velozes e furiosos 7”.

O Cineclube já atentava para o acerto da estratégia da Universal lá atrás, no começo do verão americano, destacando o investimento na diversidade de lançamentos pelo estúdio e da aposta nas comédias como um caminho menos oneroso para o sucesso.  Outro acerto, cuja menção se faz agora necessária, foi estrategicamente distribuir dois de seus principais filmes do ano fora dessa concorrida temporada. Desde sempre “50 tons de cinza” estava destinado a ser lançado no dia dos namorados americano, comemorado em 12 de fevereiro. A data é boa para lançamentos cheios de potencial, até por ser tradicionalmente um período de entressafra entre as produções do Oscar e as do verão. Ano que vem, a Fox já programou o lançamento de “Deadpool” para fevereiro.

Leia também: A lógica por trás da acachapante bilheteria de “Jurassic world” em seu fim de semana de estreia

Primeiro no Cineclube: Liberado o trailer da comédia que promete ser a mais ultrajante e divertida de 2015 

Os estúdios já vinham puxando seus lançamentos para abril, quando ainda é primavera no hemisfério norte, mas a Universal radicalizou e lançou mundialmente o sétimo filme da franquia “Velozes e furiosos” no dia 2 daquele mês.  A fita estava originalmente programada para maio de 2014, mas a morte de Paul Walker obrigou mudanças no cronograma de filmagens. A Universal então decidiu remover o filme do verão e vendê-lo como uma homenagem a Paul. Não deu outra e “Velozes e furiosos 7”, que nem de longe se aproxima dos melhores momentos da série, foi mais longe do que qualquer filme da franquia e amealhou impressionantes US$ 1.511 bilhão.

“Jurassic World” foi lançado simultaneamente nos EUA, Rússia, China e Brasil, quatro dos principais mercados no mundo. Devido às restrições às produções americanas na China e na Rússia é um movimento muito raro por parte das majors americanas. A iniciativa vingou e a Universal conseguiu mais do que um êxito comercial irrepreensível, um golpe de marketing imbatível para promover o filme além do essencial fim de semana de estreia.

Essa combinação de marketing certeiro, domínio do calendário e risco dosado com ousadia valeram à Universal a marca distinta alcançada em 2015.

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