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quinta-feira, 30 de julho de 2015 Filmes, Notícias | 07:00

Documentário aborda irreverência do Meia Hora como fenômeno midiático

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“O Meia Hora nunca vai ter uma capa papai e mamãe”, informa um dos entrevistados de “Meia Hora e as manchetes que viram manchete”, documentário sobre o popular e irreverente tabloide que faz parte da cultura popular carioca.

O filme, que tem estreia comercial programada para o dia 6 de agosto, será exibido no próximo sábado (1º)  no Memorial da América Latina, em São Paulo, como parte do 10º Festival de Cinema Latino-Americano que começa nesta quinta (30) e segue até o dia 5 de agosto.

Dirigido por Angelo Defanti, o documentário não se restringe apenas a investigar o Meia Hora, há um questionamento do modelo de negócio do jornalismo por trás da exposição do diário politicamente incorreto. “Eu devo entregar para o cara o que ele quer ou o que ele precisa para ser um cidadão melhor?”.

A reflexão sobre o jornalismo não é algo novo no cinema, muito menos em sua vertente documental. Para ficar em um exemplo recente, Jorge Furtado apresentou “O mercado de notícias”, que discutia o papel da mídia e sua influência na democracia, em 2014. “Meia Hora e as manchetes que viram manchete” se diferencia deste por partir de um fenômeno regional para discutir a linguagem jornalística como um todo. Pensar uma estética, a partir de um espírito pró-ativo. Há poucos exemplos de diários que apostam tanto no humor como o faz o Meia Hora no Brasil. O filão “notícias populares” não é exatamente uma novidade, mas habituou-se a ser alvo de preconceito ao ser percebido como um produto de menor qualidade.

Por um contexto mais adequado e pelo fomento de uma perspectiva mais sintonizada com o atual momento da mídia impressa no País, este documentário torna-se indispensável.

Clique nas imagens para ampliá-las!

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

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