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Arquivo de julho, 2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015 Curiosidades, Fotografia | 07:00

Designer cria falsos VHS inspirado em filmes e séries atuais

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Quem já está na faixa dos 30 anos lembra bem delas. As famigeradas e não tão saudosas fitas de VHS. O vinil, que muitos criam superado, voltou com força em virtude da nostalgia de colecionadores e aficionados em boa música que têm pavor da qualidade do digital. Poucos creem em um retorno do VHS, já que DVDs, Blu-rays e, principalmente, o streaming parecem ter vingado junto ao consumidor de audiovisual.

Se depender do designer Julian Knez, a história não é bem essa. Ao menos, é o que sugere o trabalho que ele divulgou em suas contas nas redes sociais. Knez criou versões de filmes e séries atuais em VHS. Recuperando, além de todo o aspecto retrô, as chamadas datadas e a arquitetura visual das capas. Recordar é viver, mas é difícil advogar a volta do VHS em face das imensas vantagens que a era digital trouxe ao consumidor.

"Gravidade"

“Gravidade”

"Guardiões da galáxia"

“Guardiões da galáxia”

"Interestelar"

“Interestelar”

"O Grande hotel Budapeste"

“O Grande hotel Budapeste”

"O lobo de Wall Street"

“O lobo de Wall Street”

"The walking dead"

“The walking dead”

"Game of Thrones"

“Game of Thrones”

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quarta-feira, 22 de julho de 2015 Filmes, Notícias | 20:11

Julianne Moore luta pelo direito de deixar pensão para Ellen Page no 1º trailer de “Freeheld”

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Não faz muito tempo que o mundo saudou com enorme euforia a decisão da Suprema Corte americana de reconhecer o direito de homossexuais celebrarem uma união conjugal e ter nela todas as garantias possíveis e disponíveis. Nem por isso, um filme como “Freeheld” torna-se desimportante. Dirigido por Peter Sollet, o filme inspira-se na história de Laura Hester– que já havia motivado um curta-metragem vencedor do Oscar em 2008 – mulher que após um diagnóstico de câncer trava uma batalha judicial para deixar pensão e patrimônio para sua mulher, vivida pela atriz Ellen Page. Esta última confirmou participação no filme pouco depois de assumir sua homossexualidade em fevereiro de 2014. “Freeheld”, portanto, se insere na agenda de Page de defender mais agressivamente os interesses da comunidade LGBT.

Mas o filme, que de certa forma pode lembrar o já clássico “Filadéfia” (1993) para alguns, parece ter muito fôlego além da agenda social. Com um elenco coadjuvante cheia de bons atores (Steve Carell, Michael Shannon e Josh Charles para citar alguns), “Freeheld” já cativa no trailer – liberado agora há pouco pelo Buzzfeed –  e promete ser um daqueles dramas cheios de cenas memoráveis.

A produção será lançada em outubro nos cinemas dos EUA e, embora ainda não haja confirmação oficial, deve aportar por aqui no início de 2016, época dos lançamentos de Oscar nos cinemas brasileiros.

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segunda-feira, 20 de julho de 2015 Filmes, Notícias | 22:57

Chris Evans apresenta o trailer de “Before we go”, sua estreia na direção

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Chris Evans e Alice Eve em cena de "Before we go" (Foto: divulgação)

Chris Evans e Alice Eve em cena de “Before we go”
(Foto: divulgação)

Chris Evans, mais conhecido como o Capitão América do cinema, disse certa vez que gostaria de fazer mais comédias românticas. Para quem não sabe, ele já estrelou algumas como “Deixa rolar” (2014), “Qual seu número?” (2011) e “Diário de uma babá” (2007). O compromisso com a Marvel (seu contrato vigente lhe obriga a participar de seis filmes. Dois ainda estão por vir), no entanto, tem deixado pouco tempo em sua agenda. Mesmo assim, Evans se prepara para lançar em setembro nos EUA seu primeiro filme como diretor. Não chega a ser uma surpresa o fato de “Before we go”, ainda sem título nacional, ser um romance.

No filme, protagonizado por Evans e por Alice Eve (“Além da escuridão – Star Trek”), uma mulher é assaltada e perde o trem para Nova York, ficando desamparada na cidade. Ela rapidamente ganha a companhia de um saxofonista (Evans) que decide compartilhar seus sentimentos com ela e lhe oferecer alguma assistência antes do próximo trem partir.

“Nós estávamos destinados a nos encontrar”, descreve a voz de Eve na abertura do trailer, que pode ser conferido abaixo.  Quem assiste ao material promocional rapidamente identifica a trilogia “Antes do amanhecer”, de Richard Linklater, como uma referência vívida de Evans neste seu debute na direção.  Ao final do trailer a mesma Eve questiona “como uma das piores noites da minha vida pode ter se tornado uma das melhores?”. São pequenas pistas de que vale a pena dar uma chance para essa aventura nova-iorquina arquitetada por Evans.

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Análises, Bastidores | 21:22

Com “50 tons de cinza” e “Jurassic World”, Universal estabelece recorde de faturamento nas bilheterias

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No último fim de semana, “Jurassic World – o mundo dos dinossauros” ultrapassou a marca de US$ 1.513 bilhões arrecadados nas bilheterias mundiais e deslocou “Velozes e furiosos 7” para a quinta colocação no ranking das maiores bilheterias de todos os tempos. O feito, notável, é especialmente satisfatório para a Universal que produziu ambos os filmes, dois dos três datados de 2015 a já terem superado a marca do bilhão nas bilheterias (o outro é “Vingadores – era de Ultron”).

O estúdio tem razões de sobra para comemorar. Além dos acachapantes recordes conquistados por “Jurassic World”, entre eles os de maior bilheteria no fim de semana de estreia, nos EUA e internacionalmente, e o de filme a chegar mais rapidamente ao patamar de US$ 1 bilhão em ingressos vendidos, a Universal atingiu outra marca significativa. Alcançou os US$ 5 bilhões em faturamento nas bilheterias internacionais mais rápido do que qualquer estúdio em qualquer outro ano.

Apesar de “Ted 2” não ter emplacado nas bilheterias, todos os outros lançamentos de médio e grande porte do estúdio foram hits em 2015. Do aguardadíssimo “50 tons de cinza” ao recente “Descompensada” que estreou nos cinemas americanos fazendo barulho no último fim de semana com U$$ 30 bilhões em caixa. Nada mal para uma comédia totalmente original.

A comediante Amy Schumer e o jogador de basquete LeBron James em cena de "Descompensada"

A comediante Amy Schumer e o jogador de basquete LeBron James em cena de “Descompensada”

Cena de "50 tons de cinza", que arrecadou mais de US$ 560 milhões mundialmente Fotos: divulgação

Cena de “50 tons de cinza”, que arrecadou mais de US$ 560 milhões mundialmente
Fotos: divulgação

O pool de lançamentos da Universal inclui, ainda, “A escolha perfeita 2”, “Minions” e o já referido “Velozes e furiosos 7”.

O Cineclube já atentava para o acerto da estratégia da Universal lá atrás, no começo do verão americano, destacando o investimento na diversidade de lançamentos pelo estúdio e da aposta nas comédias como um caminho menos oneroso para o sucesso.  Outro acerto, cuja menção se faz agora necessária, foi estrategicamente distribuir dois de seus principais filmes do ano fora dessa concorrida temporada. Desde sempre “50 tons de cinza” estava destinado a ser lançado no dia dos namorados americano, comemorado em 12 de fevereiro. A data é boa para lançamentos cheios de potencial, até por ser tradicionalmente um período de entressafra entre as produções do Oscar e as do verão. Ano que vem, a Fox já programou o lançamento de “Deadpool” para fevereiro.

Leia também: A lógica por trás da acachapante bilheteria de “Jurassic world” em seu fim de semana de estreia

Primeiro no Cineclube: Liberado o trailer da comédia que promete ser a mais ultrajante e divertida de 2015 

Os estúdios já vinham puxando seus lançamentos para abril, quando ainda é primavera no hemisfério norte, mas a Universal radicalizou e lançou mundialmente o sétimo filme da franquia “Velozes e furiosos” no dia 2 daquele mês.  A fita estava originalmente programada para maio de 2014, mas a morte de Paul Walker obrigou mudanças no cronograma de filmagens. A Universal então decidiu remover o filme do verão e vendê-lo como uma homenagem a Paul. Não deu outra e “Velozes e furiosos 7”, que nem de longe se aproxima dos melhores momentos da série, foi mais longe do que qualquer filme da franquia e amealhou impressionantes US$ 1.511 bilhão.

“Jurassic World” foi lançado simultaneamente nos EUA, Rússia, China e Brasil, quatro dos principais mercados no mundo. Devido às restrições às produções americanas na China e na Rússia é um movimento muito raro por parte das majors americanas. A iniciativa vingou e a Universal conseguiu mais do que um êxito comercial irrepreensível, um golpe de marketing imbatível para promover o filme além do essencial fim de semana de estreia.

Essa combinação de marketing certeiro, domínio do calendário e risco dosado com ousadia valeram à Universal a marca distinta alcançada em 2015.

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quinta-feira, 16 de julho de 2015 Atores, perfil | 21:08

Jamais houve super-herói como Paul Rudd

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Você já riu com ele. Muito. Paul Rudd é daqueles atores afáveis que melhoram qualquer filme. Não à toa, entrou meio que por osmose para a trupe de comediantes reunida pelo cineasta Judd Apatow que revolucionou o humor americano no começo da década passada com filmes como “O virgem de 40 anos” (2005).

Aos 46 anos, Paul Rudd está preparado para uma radical mudança de rumo. Ele é o protagonista de “Homem-Formiga”, o mais inusitado personagem das HQs da Marvel a ganhar os cinemas. E Rudd não é a mais inusitada das escolhas para vivê-lo, embora possa parecer em um primeiro momento.

O suplemento cultural do jornal New York Times deu capa para o ator no último fim de semana e veiculou uma matéria cujo principal objetivo era explicar o que define como “Ruddness”.  Conceito que tenta capturar a peculiaridade que torna Paul Rudd único.  Para tanto, além de sair para bater papo com o ator e prestigiar eventos culturais em sua companhia, o repórter do Times  fez uma minuciosa análise da carreira do ator e a confrontou com outros nomes egressos da  comédia, como Owen Wilson, Mark Rufallo e Matthew McConaughey.

Paul Rudd em cena de "Homem-Formiga": abraçando o estrelato  (Fotos: divulgação)

Paul Rudd em cena de “Homem-Formiga”: abraçando o estrelato
(Fotos: divulgação)

Jovial, sem ser pedante, estiloso, sem ostentar, bonito, sem se esforçar e genuinamente engraçado, Rudd convence em cena com uma organicidade incomum na Hollywood atual. Daí o fato da Marvel cacifar em cima de sua persona em uma jogada que encontra paralelo na aposta  bem-sucedida em Robert Downey Jr. para “Homem de Ferro” em 2008.

À Variety, Rudd disse entender a resistência de muitos a seu nome em um filme Marvel. “Grande parte da minha carreira foi fazendo comédias, sempre fui esse tipo de ator, então entendo perfeitamente. Interpretar um personagem dos quadrinhos é diferente de tudo que eu já fiz antes, e isso foi algo ótimo para mim”.

Entre o galã e o homem moderno

Rudd logo cativou uma parte do público ao estrelar em 1995 “As patricinhas de Beverly Hills” na pele do irmão postiço e potencial interesse romântico da personagem de Alicia Silverstone. A presença em filmes como “A razão do meu afeto” (1998), “Romeu + Julieta” (1996), “200 cigarros” (1999) e “Regras da vida” (1999) ajudou a estabelecer o status cult do ator.

Com Jennifer Aniston em "A razão do meu afeto"

Com Jennifer Aniston em “A razão do meu afeto”

Com Elizabeth Banks em "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço"

Com Elizabeth Banks em “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”

Os anos 2000 o inseriu no “frat pack”, nome dado a este grupo que reunia estrelas da comédia em diversos filmes. Além dos irmãos Luke e Owen Wilson, Rudd tinha a companhia de figuras como Ben Stiller, Will Ferrell, Jack Black, Vince Vaughn, entre outros.

Mesmo nessas comédias cheias de “bromance”, da qual “Eu te-amo, cara”, em que estrelou em 2009 ao lado de Jason Segel é emblemático, o ator achava espaço para se exercitar como galã romântico em fitas como “Nunca é tarde para amar” (2007) ou dar vazão às angústias do homem moderno de 40 anos em “Bem-vindo aos 40” (2012).

“Homem-formiga” inaugura uma nova etapa na carreira do ator que também estará em “Capitão América 3: a guerra civil”, programado para 2016. Como novo integrante do universo Marvel, Rudd passa a ter responsabilidades de astro de cinema e na mesma entrevista a Variety revelou seu modelo. “Nós queríamos ter certeza de que o filme tivesse coração e fosse engraçado mesmo com toda a ação. Para me preparar, eu basicamente não comi nada por um ano. Eu usei o método de Chris Pratt para fazer um filme de ação. Eliminar tudo de bom por um ano para depois poder interpretar um herói”. A referência ao ator que ascendeu ao panteão dos astros do cinema com “Guardiões da galáxia” em 2014 não é acidental. Aceitar fazer parte de “Homem-formiga” foi uma aposta cheia de cálculo do ator que indubitavelmente acredita ser capaz de contaminar a Marvel com sua “Ruddness”.

Paul Rudd e seu bigode em "Tudo por um furo" (2013): levando Rudness à Marvel

Paul Rudd e seu bigode em “Tudo por um furo” (2013): levando Rudness à Marvel

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Filmes, Notícias | 19:42

Jennifer Lawrence mira em outro Oscar no primeiro trailer de “Joy”

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Foto: EW

Foto: EW

David O. Russell virou um cineasta de prestígio quase que do dia para a noite. Talento ele sempre mostrou, mas desde que começou a colaboração com Jennifer Lawrence, a carreira de ambos enveredou por uma ascendente meteórica. “Joy”, o novo fruto dessa colaboração que ostenta os títulos “O lado bom da vida” (2012) e “Trapaça” (2013), é a principal aposta da Fox para o Oscar 2016. O lançamento nos cinemas americanos está marcado para o dia 25 de dezembro e o primeiro trailer, divulgado na última quarta-feira, pode ser conferido logo abaixo.

Na trama, Jennifer Lawrence interpreta Joy Mangano, criadora Miracle Mop, um esfregão de plástico com a cabeça feita a partir de algodão, que pode ser facilmente torcido sem molhar as mãos do usuário. O produto foi fabricado a partir das próprias economias de Mangano, com apoio de amigos e familiares, e em pouco tempo a transformou em milionária.

Esse subgênero do “self made man” (o homem que se fez sozinho), no caso uma mulher, costuma prosperar no Oscar e observando o trailer fica bem claro que a atriz volta a se credenciar ao prêmio da academia. Para quem é supersticioso, o filme traz no elenco Robert De Niro e Bradley Cooper. Parceiros de J.Law e Russell em suas últimas incursões no Oscar.

Como curiosidade, fica o registro de que Bradley Cooper entrou para o elenco nos 45 minutos do segundo tempo. Em parte pela já muito bem estabelecida camaradagem com Russell, que à revista Entertainment Weelky alertou: “Sempre tenho um papel para Bradley”.

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terça-feira, 14 de julho de 2015 Críticas, Filmes | 18:46

Fragilidades do roteiro enfraquecem mercadológico “O exterminador do futuro: Gênesis”

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Falar sobre “O exterminador do futuro: Gênesis” (EUA 2015) é admitir certa dualidade na análise que se faz do filme. Mais do que um filme bom ou ruim, a produção assinada por Alan Taylor (“Game of Thrones” e “Thor – o mundo sombrio”) e que marca o retorno de Arnold Schwarzenegger à franquia é um projeto que agrega boas ideias a uma indefectível necessidade de mercado: introduzir a série para uma nova geração. Passa por essa ideia de introdução a atualização da franquia. Nesse sentido, “Gênesis” é um híbrido de refilmagem com reboot, já que aproveita passagens dos filmes originais para criar algo totalmente novo e mexer de forma mais significativa na estrutura da franquia no cinema.

Schwarzenegger surge como alívio cômico e torna-se um coadjuvante da Sarah Connor de Emilia Clarke – que mesmo esforçada e talentosa perde em qualquer ângulo de comparação com Linda Hamilton – e o Kyle Resse de Jai Courtney. A ideia de uma Sarah Connor mais jovem e de uma relação paternal do T-800 com ela é bem-vinda e o filme se beneficia dessa dinâmica. É uma inversão bem pensada da figura que Sarah ocupa no imaginário cinéfilo. Ainda que já se percebam traços da mulher determinada e boa de briga na jovem Sarah.

Foto: divulgação

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Outro acerto, e o trailer já provê esse spoiler, é desconstruir o personagem John Connor (aqui vivido por Jason Clarke, que apesar do sobrenome não tem parentesco com Emilia).

A ideia de um John Connor a serviço da Skynet dá pujança ao argumento das linhas temporais alternativas, introjetado no filme e que deve ser expandido nas próximas sequências, uma vez que Schwarzenegger já antecipou que esse “Gênesis” faz parte de uma nova trilogia.

Contudo, há discrepâncias no filme que precisam ser observadas. O uso do humor é desequilibrado. Há boas sacadas com outras muito pueris. Um revés se considerarmos a importância dispensada pelo roteiro ao humor. Outro incômodo presente em “Gênesis” é a percepção de que tudo precisa ser muitíssimo bem explicado. Há um certo momento em que todo o segundo ato do filme parece esculpido apenas para produzir algum sentido no escopo da franquia. É risível o momento em que o T-800 dá aula de física quântica e teoria da relatividade. São incongruências de um roteiro muito assoberbado, cujos respiros (o humor) nem sempre funcionam bem.

Se o primeiro ato do filme pode ser lido como uma grande homenagem aos filmes de James Cameron, o último prepara o terreno para o futuro da saga zerando tudo, dando um rosto a Skynet e investindo nas linhas temporais alternativas como alicerce da franquia daqui para frente.

Independentemente do julgamento que se faça de “Gênesis”, as possibilidades para “O exterminador do futuro” a partir dele estão muito bem azeitadas e são em maior número do que antes.

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segunda-feira, 13 de julho de 2015 Análises, Notícias | 21:32

A Warner jogou pesado na Comic-Con 2015, mas convenceu?

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Fotos: divulgação

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A Marvel decidiu só levar a Comic-Con, tradicional feira de cultura pop realizada no último fim de semana nos EUA, novidades sobre suas produções para a TV. A escolha, estratégica, talvez tenha sido mais acertada do que parece. Isso porque a Warner se fez valer de uma estratégia tão agressiva na divulgação dos dois filmes do selo DC programados para 2016 que ofuscaria qualquer concorrência. De acordo com um ranking elaborado pela revista americana Entertainment Weekly em parceria com o Twitter e o Youtube, o filme “Batman vs Superman – a origem da Justiça” foi o mais comentado do evento no Twitter e teve seu trailer acessado mais de 21 milhões de vezes. A segunda posição ficou com o material exibido de “Star Wars: o despertar da força” e, em terceiro, o primeiro trailer da sexta temporada da série “The walking dead”.

Depois do trailer vazado de “Esquadrão suicida”, a Warner liberou a prévia na tarde desta segunda-feira. O material apresenta o grupo e a ideia formalizada por Amanda Waller, interpretada pela sempre divina Viola Davis, de confiar a um grupo de vilões uma tarefa de segurança nacional. O Batman de Ben Affleck aparece no trailer, que tem ritmo tão solene quanto o material de “A origem da Justiça”, assim como o Coringa de Jared Leto, que surge bem no finzinho para deixar a plateia salivando.

O material sabe explorar a expectativa que o público tem pela caracterização de Leto e isso é o principal fato a se comemorar em um trailer que não provoca tanta euforia. A razão para isto talvez seja o excesso de exposição ao qual o estúdio e o diretor David Ayer estão submetendo o filme.

Esquadrão 2 Esquadrão 5

Isso posto, tanto o trailer de “Esquadrão suicida” como o de “A origem da Justiça” acertam um ponto nevrálgico. Convencem! Há, justificadamente, todo um receio de como esses filmes vão ser percebidos por público e crítica. A Warner, exceção feita a alguns filmes do Batman, até hoje não acertou com os filmes baseados nas HQs da DC Comics. O estúdio decidiu criar um universo, mas indicou que seus filmes seriam pensados individualmente e que a prioridade seria abraçar a visão de grandes cineastas em detrimento da “Fórmula Marvel”. Se isso de fato se verificará, é preciso ir além desses dois filmes para medir, mas olhando aqui de 2015, é possível ser bastante otimista com o caminho escolhido pelo estúdio.  “Batman vs Superman – a origem da Justiça” estreia em março do próximo ano; enquanto que “Esquadrão suicida” chega em agosto.

Leia também: O mal (ainda) invisível que a Marvel fez ao cinema

Leia também: A guerra entre Marvel e DC atinge nível inédito no cinema. Mas e o espectador nessa história toda? 

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Análises, Críticas, Filmes | 19:28

Um olhar sobre “Cassino” vinte anos depois

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Última das oito colaborações entre o cineasta Martin Scorsese e o ator Robert De Niro, essa elegante fita adaptada da obra de Nicholas Pileggi oferece um olhar sobre como a combinação de ganância desenfreada e a vertiginosa ascensão das drogas puseram fim à dinastia mafiosa nos EUA. Tema que, de alguma maneira, já havia sido trabalhado em “Os bons companheiros”, também em parceria com Pileggi, cinco anos antes.

Leia também: Revisitando os clássicos – “Os bons companheiros”

A diferença é que “Cassino”, que completa 20 anos de seu lançamento original em 2015 – no Brasil o filme seria lançado em março de 1996 – agrega a essa crônica da derrocada mafiosa um olhar sobre a evolução de Las Vegas, cidade erguida sob o tino empreendedor de mafiosos no meio do deserto e que não só se transformou na capital mundial dos jogos de azar como em símbolo do capitalismo do século XX.

Robert De Niro vive Sam “Ace” Rothstein, um sujeito com tato e sorte para todo tipo de aposta. Não demora para ser “apadrinhado” por mafiosos que, com o passar do tempo, lhe confiam a administração de um cassino em Las Vegas. Sam, um judeu casca grossa, estava ganhando dinheiro para fazer o que sempre gostava de fazer e que lhe dava problemas em sua cidade natal. Ao assumir a administração do cassino, Sam aumenta a margem de lucro dos chefes e tudo parecia caminhar para uma doce e longeva lua de mel. Parecia.

Joe Pesci, especialista, sob Scorsese, em personagens surtados, dá a Nicky, um gangster que cresceu junto com Sam, a perversão de um homem que desconhece qualquer limite. Ele se muda para Las Vegas a pretexto de cuidar da segurança de Sam, mas na verdade quer ver relaxadas as correntes em seu pescoço. Ele quer, na verdade, fazer de Vegas o seu quintal.

Sharon Stone em cena: faísca acesa

Sharon Stone em cena: faísca acesa

Sam conhece seu eleitorado e fareja os problemas se avizinhando. Mas isso não é tudo. Homem incapaz de se deixar seduzir pelo risco, Sam se apaixona por uma golpista – em uma dessas ironias tão bem aliciadas pelo cinema de Scorsese – com a forma e a beleza de Sharon Stone. Ginger é a “esposa troféu” que todo homem em ascendência deseja e Sam não se faz de rogado em demonstrar a Ginger o quanto a deseja.

O destempero à espreita é uma ameaça mais atroz do que o FBI e suas escutas e Scorsese, que além da direção assina o roteiro em parceria com Pileggi, rege essa ópera de desatino e violência com o rigor dos grandes maestros. “Cassino” escrutina essa Las Vegas charmosa e traiçoeira com o mesmo vigor com que despe seus protagonistas. Sam não aceita o fato de “ter perdido uma aposta” em não mudar a essência de uma golpista. Ginger, por sua vez, sucumbe às drogas e ao álcool porque ela não saberia fazer outra coisa agora que era o mimado pet de um tipão de Las Vegas e Nicky só queria mais e, de preferência, se divertindo o máximo possível.

Não é o melhor de Scorsese, mas é um filme que merecia mais atenção. Sharon Stone recebeu sua única indicação ao Oscar pelo papel de Ginger. No globo de Ouro, além de Stone, Scorsese recebeu uma indicação ao prêmio de direção. Talvez houvesse certa exaustão com os filmes de máfia e na comparação, “Cassino” era mesmo inferior a “Os bons companheiros”, tida então e agora como obra-prima do gênero e de Scorsese. Fato é que, 20 anos depois, “Cassino” envelheceu muito bem. É um olhar sofisticado da alquimia que a ganância produz.  Com os exageros de um universo que Scorsese domina tão bem, medidos por meio de muita luz, narração em off, boa música e alguma moral.

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sábado, 11 de julho de 2015 Filmes, Notícias | 20:09

Divulgado novo e espetacular trailer de “Batman vs Superman: a origem da Justiça”

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Em uma palavra? Épico. Essa talvez seja a melhor e mais sucinta descrição para o novíssimo, estendido e legendado trailer deste que é um dos filmes mais aguardados de 2016. O material foi divulgado na Comic-Con 2015, realizada em San Diego (EUA) neste fim de semana.

No novo trailer, o passado de Bruce Wayne (Ben Affleck) é rememorado sob nova perspectiva enquanto o mundo descobre o homem de aço (Henry Cavill). Maravilhamento? Terror? O que esse ser fascinante inspira? A colisão entre os dois heróis de posturas tão distintas é ensaiada enquanto um Lex Luthor (Jesse Eisenberg) cabeludo se configura como uma sutil ameaça. Sem delongas, espie logo esse trailer assombroso que, além de muita lenha na fogueira de cinéfilos e nerds de plantão, gera litros de babas por 24 de março de 2016, data em que o filme chega aos cinemas brasileiros.

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