Publicidade

Arquivo de julho, 2015

sexta-feira, 10 de julho de 2015 Notícias | 21:40

Versão feminina de “Os caça-fantasmas” ganha primeira imagem oficial

Compartilhe: Twitter

O diretor Paul Feig  (“A espiã que sabia de menos”) divulgou nesta sexta-feira a primeira imagem oficial de “As caça-fantasmas”, filme com estreia programada para julho de 2016. O elenco conta com Melissa McCarthy, Kristin Wiig, Leslie Jones e Kate McKinnon. As quatro aparecem uniformizadas e fazendo pose ao lado do carro oficial da trupe. “Quem vocês vão chamar?”, provocou Feig em seu Twitter.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 9 de julho de 2015 Atores, Curiosidades, Listas | 09:00

Quem pode ser o jovem Han Solo no cinema?

Compartilhe: Twitter

A Disney anunciou que o personagem imortalizado por Harrison Ford na trilogia clássica de “Star Wars” terá um filme para chamar de seu. Uma prequela, também conhecida como filme de origem, está a caminho e Solo será vivido por um ator mais jovem. Mas quem? A Disney anunciou que Christopher Miller e Phil Lord, do filme “Uma aventura Lego”, vão dirigir a produção programada para estrear em 2018. O processo de casting do jovem Han Solo está em pleno vapor e o Cineclube apresenta quem é que está na disputa.

Taron Egerton

Egerton

O jovem ator inglês seria um dos favoritos dos produtores. Egerton chamou atenção no início do ano ao estrelar o divertido “Kingsman – serviço secreto”. No filme de Matthew Vaughn, o ator provou levar jeito para ação sem descuidar do humor. Predicados indispensáveis para assumir o papel de Harrison Ford.

 

Evan Peters

Evan peters

Aos 28 anos, este americano de Missouri é apontado por parcela da crítica como um “jovem Johnny Depp”. Peters, cujo trabalho mais expressivo reside na série “American Horror Story” alia talento e carisma em uma proporção que justifica a comparação entusiasmada. Assumir o papel de Han Solo poderia testar a teoria na prática.

 

Dylan O` Brien

O brien

O jovem ator de “Maze Runner” e “Teen Wolf” já foi cotado para ser o novo Homem- Aranha e agora aparece na bolsa de apostas para viver a versão jovem de Han Solo. À Frente de uma franquia com apelo jovem, o segundo “Maze Runner” estreia no fim do ano, O` Brien poderia ser uma escolha mais segura do estúdio.

 

Garrett Hedlund

Fotos: divulgação e Details

Fotos: divulgação e Details

O americano de 30 anos é o mais viril e atlético dos candidatos aventados. De certa forma, sua persona encontra respaldo na figura de Han Solo e isso pode contar a seu favor. O ator também já estrelou um grande blockbuster da Disney, “Tron – o legado” (2010), e manda bem na hora de dramatizar como atestam suas participações em “Na estrada” (2012) e “Invencível” (2014).

Autor: Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 8 de julho de 2015 Análises, Bastidores, Filmes | 21:04

A TV assume o protagonismo do cinema, mas é possível reverter a tendência

Compartilhe: Twitter

Que a TV está roubando o espaço do cinema, se o leitor não sabe, certamente já ouviu dizer.

Mas o premiado dramaturgo e roteirista inglês David Hare, responsável pelas adaptações de “As horas” e “O leitor”, ambas dirigidas pelo também britânico Stephen Daldry, pôs pimenta na discussão ao alterar a perspectiva do debate.

O dramaturgo e roteirista David Hare (Foto: divulgação)

O dramaturgo e roteirista David Hare
(Foto: divulgação)

Hare, um dos destaques da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada no último final de semana no Rio de Janeiro, disse em entrevista coletiva que Hollywood “ainda resiste a dar protagonismo para os roteiristas” e que, em sua avaliação, o sucesso cada vez mais inebriante da televisão reside no fato de que a TV “deu espaço para os escritores”. Hare observou, também, que os autores “estão tomando o poder” nas telas, mas afirmou que o teatro jamais conseguirá a “velocidade narrativa” de produções como “Mad Men” e “House of Cards”, que conquistam milhões de espectadores.

O dramaturgo, que ostenta o título de “sir”, elegeu a TV atual como uma expressão de arte muito mais estimulante até mesmo do que a literatura e louvou a iniciativa da Flip de abrir espaço para o debate de outras artes, como teatro, cinema e, agora, TV.

Hare propõe uma subversão no olhar dispensado ao cinema e à TV atuais. E se o sucesso da TV estivesse diretamente relacionado à crise criativa dos estúdios? E se todo o modelo vigente, calcado na teoria do autor ¹ fosse responsável por essa letargia a assolar Hollywood?

“Os diretores de Hollywood não aceitam que os escritores estejam no comando”, observou.  No início de 2008, a indústria do audiovisual americana paralisou por completo quando uma greve de roteiristas sem precedentes tomou forma. As negociações se apressaram para garantir a realização da cerimônia do Oscar daquele ano. A greve, de alguma maneira, culminou com a novíssima e elogiada safra de séries da TV americana. A figura do showrunner, um roteirista que detém o controle criativo sobre uma série de TV ganhou propulsão e nomes como Vince Gilligan (“Breaking bad”) e Beau Willimon (“House of cards”) gozam de prestígio outrora somente dispensados a artesãos da sétima arte como Martin Scorsese e Stanley Kubrick.

Essa recém-estabelecida equivalência entre TV e cinema tem levado muita gente do cinema a buscar uma reinvenção na TV. De nomes como Ryan Phillippe (“Secrets and lies”) e M. Night Shyamalan (“Waynard pines”) a Dustin Hoffman, que não conseguiu emplacar o drama “Luck”, que misturava esporte e máfia, na HBO. Hoffman, aliás, declarou recentemente em entrevista ao jornal britânico The independent que “a TV vive sua melhor fase enquanto que o cinema é o pior em 50 anos. Hoje em dia tudo se resume ao fato de seu filme fazer dinheiro ou não”.

Dustin Hoffman: "É o pior cinema em 50 anos" (Foto: divulgação)

Dustin Hoffman: “É o pior cinema em 50 anos”
(Foto: divulgação)

Cena de "Homem-Formiga", que estreia na próxima semana e fecha a chamada fase 2 da Marvel no cinema: A concepção narrativa das HQs levada para a tela grande

Cena de “Homem-Formiga”, que estreia na próxima semana e fecha a chamada fase 2 da Marvel no cinema: A concepção narrativa das HQs levada para a tela grande

 

Não há nada de errado ou superado na teoria do autor.  O dito cinema de arte muito se beneficia dela, mas ao olhar o sucesso da Marvel com o seu universo coeso e interligado é fácil identificar no produtor Kevin Feige uma espécie de showrunner e aceitar com maior naturalidade a proposição de Hare. Resta saber se Hollywood está disposta a ouvir.

¹ teoria cunhada em plena ascensão da Nouvelle Vague que preconiza um cinema de estilo, estética  e tema reconhecíveis em um diretor, mesmo este subordinado ao esquema de estúdio.  Para esta teoria, encampada também pela crítica de cinema, um filme carrega a assinatura do diretor, ainda que seja um trabalho coletivo.

Autor: Tags: , , , ,

quinta-feira, 2 de julho de 2015 Atores, Bastidores | 21:59

Ben Affleck diz que “Batman é a versão americana de Hamlet”

Compartilhe: Twitter
Capa do The Hollywood Reporter

Capa do The Hollywood Reporter

Não foi a melhor das semanas para Ben Affleck. O divórcio de Jennifer Garner ganhou publicidade e a tradicional boataria sobre as razões que levaram ao fim do casamento está a todo vapor. Não obstante, o ator ainda é capa das duas principais publicações de entretenimento nos EUA. O The Hollywood Reporter, no qual teoriza sobre a vida aos 40 anos, e a Entertainment Weekly, que destaca o aguardadíssimo “Batman vs Superman – a origem da Justiça”. Foi a esta última que Affleck deu a curiosa declaração. Para o ator, que assume o personagem defendido por uma década por Christian Bale, o Batman é “basicamente o Hamlet americano”. Affleck acrescenta que “aceitamos que ele seja vivido por diferentes atores que apresentem interpretações distintas do personagem”.

O ator disse que seu Batman é radicalmente diferente do de Bale. “Ele talvez esteja no fim de sua vida. Há um profundo sentimento de exaustão nele”. Trágico, o personagem pede uma abordagem sombria e é o que Affleck – que pode assumir a direção de um novo filme solo do homem-morcego em 2017 – e Zack Snyder prometem entregar.

O ator disse, ainda, que “Demolidor – o homem sem medo” (2003), primeiro filme de super-herói que estrelou, não deu certo. “Aquilo foi antes de as pessoas perceberem que você poderia fazer esses filmes e fazê-los bem. Eram tempos mais cínicos”, observou. “Eles realmente aprenderam a fazer isso funcionar. O bom é novo ruim”.

A visão desse amadurecido Ben Affleck pode ser decisiva para a nova versão de Batman nos cinemas. Escolha muito contestada, o ator aprimorou-se no ofício conforme se estabelecia como diretor de filmes elogiados como “Argo” (2012) e “Atração perigosa” (2010), em que também atuou. A própria comparação que ensejou entre o homem-morcego e Hamlet comprova a retidão com que encara o personagem.

Affleck bate aquele papo com o diretor Zack Snyder nos sets de "Batman vs Superman" Foto: EW/reprodução

Affleck bate aquele papo com o diretor Zack Snyder nos sets de “Batman vs Superman”
Foto: EW/reprodução

Autor: Tags: , , ,

Atores, perfil | 18:50

Mais afável e cheio de energia, Arnold Schwarzenegger está de volta

Compartilhe: Twitter

Exterminador - 1Para o bem ou para o mal, Arnold Schwarzenegger é a cara da franquia “O exterminador do Futuro”. Foi o primeiro filme que elevou o então fisiculturista austríaco que tentava emplacar carreira como ator de Hollywood ao panteão dos astros. “Conan – o bárbaro”, de John Milius, lançado em 1982, dois anos antes da obra-prima de James Cameron chegar aos cinemas, já chamava a atenção para aquele brucutu da Áustria de fala pouco compreensível e sotaque para lá de carregado.

O carisma de Schwarzenegger era tangível, mas foram os anos Reagan que lhe deram pujança e relevância em Hollywood. Rivalizando diretamente com Sylvester Stallone – que surfava no sucesso de Rocky Balboa, Schwarza – como é carinhosamente chamado pelos corredores da cinefilia – estrelou típicas produções oitentistas como “Inferno vermelho” (1988), “Comando para matar” (1985) e “O predador” (1987).

Ainda na década de 80, deu uma volta em Sly ao flertar de maneira bem sucedida com a comédia rasgada em “Irmãos Gêmeos” (1988), em que dividia a cena com Danny DeVitto.

No começo da década de 90, ninguém era tão popular como ele. Da ficção científica casca grossa “O vingador do futuro” (1990) à continuação de “O exterminador do futuro”(1991), passando pela comédia de apelo infantil “Um tira no jardim de infância” (1990), Schwarzenegger não era só implacável em suas escolhas na carreira, como era o cara certo nos filmes certos. Era difícil sair insatisfeito de um filme estrelado pelo ator.

Com escolhas duvidosas, mas financeiramente recompensadoras (“Batman & Robin”, “O último grande herói”) e outras certeiras (“True lies”, “Junior”, “O fim dos dias”), o austríaco dominou a década.

Os anos 2000, no entanto, trariam ventos de mudança para Schwarza. Depois de ganhar o primeiro cachê de U$ 30 milhões pago a um ator por um filme, no caso a segunda sequência de “O exterminador do futuro”, denominada “A rebelião das máquinas” (2003), ele assumiu o papel de “governator” e comandou o Estado da Califórnia por oito anos.

Republicano moderado e com governo elogiado por democratas convictos, Schwarzenegger se provou um sucesso eleitoral tão inesperado quanto astro de cinema de apelo mundial. Após o fim do segundo mandato e impossibilitado de mirar na presidência – a constituição americana veta a candidatura de não nascidos em território americano – o ator anunciou seu retorno ao cinema. “Os mercenários 2” (2012) – já havia feito uma ponta no primeiro – serviu de plataforma de lançamento. Solo, Schwarzenegger voltou em “O último desafio”, uma fita de ação eficiente em que o ator estendia a piada da idade que norteia a franquia “Os mercenários”.

Cheio de energia, o austríaco anunciou que retornaria aos dois papeis mais icônicos de sua carreira. O T-800 de “O exterminador do futuro” e Conan, em “A lenda de Conan”, prometido para 2017.

Schwarzenegger chora pela filha que vira zumbi em "Maggie", drama que estreou no festival de Tribeca: nova experimentação na carreira (Fotos: divulgação)

Schwarzenegger chora pela filha que vira zumbi em “Maggie”, drama que estreou no festival de Tribeca: nova experimentação na carreira
(Fotos: divulgação)

Com a aprovação de James Cameron, mas com críticas para lá de refratárias, “O exterminador do futuro: Gênesis” sela, na prática, o tão esperado retorno de Schwarzenegger. Ator que hoje se mostra mais afável em público do que outrora, faz uso ostensivo das redes sociais e parece entender melhor o jogo de celebridades.

Em um desses lances do destino, com o devido crédito ao excepcional trabalho de CGI (Imagem gerada por computador), o Schwarzenegger de hoje fica cara a cara com o Schwarzenegger de 1984.

Só o cinema para conceber retorno tão apoteótico.

Autor: Tags: , , , ,

quarta-feira, 1 de julho de 2015 Críticas, Filmes | 17:51

Premiado filme sueco expõe banalidade da vida por meio de experiência tediosa

Compartilhe: Twitter

Antes de ser um cineasta, Roy Anderson é um pensador arguto. Um questionador da condição humana. Seu cinema, portanto, se resolve em uma constante investigação filosófica da humanidade. “Um pombo pousou num galho refletindo sobre a existência” (Suécia, 2014) é o desfecho de uma trilogia informal composta ainda por “Canções do segundo andar” (2000) e “Vocês, os vivos” (2007) que tem como objetivo refletir sobre o que é ser um humano.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Vencedor do Leão de Ouro em Veneza, “Um pombo…” começa ofertando três encontros com a morte, ressaltando a banalidade de todos eles. Depois, Anderson enfileira uma série de esquetes  sem qualquer relação entre si, que por vezes forçam o riso proveniente do incômodo. Há apenas uma dupla de “vendedores do entretenimento” que experimentam repetidamente o fracasso.  A função deles na narrativa, aparentemente desconectada, é justamente enfatizar essa ideia de repetição. Da rotina que nos conduz a nenhuma satisfação efetiva. Assertiva.

Anderson alterna cenas de absoluto surrealismo, como quando um rei do século XIX, Gustavo IV Adolfo,  adentra um bar dos dias atuais, com outras rifadas de cenas cotidianas, como a de uma mãe mimando seu recém-nascido.

Um casal enamorado na praia, um homem com dificuldades de encontrar quem procura, um cigarro pós-sexo compartilhado por um casal à janela, uma professora de flamenco rejeitada pelo aluno e por aí vai. Anderson emoldura a banalidade da existência, dos arranjos sociais, dos sistemas econômicos com cenas a esmo. Todas filmadas em um único enquadramento, com câmera estática à média distância. Os personagens parecem ‘zumbificados’. Seja pela postura, pela maquiagem de um ou outro, mas fundamentalmente pelos figurinos e cenários com preponderância de cores mortas.

A técnica de Anderson pode ser bem intencionada, mas seu filme cansa. Ele não apresenta nenhuma tese realmente nova e confia ao espectador a missão de prospectar o sentido oculto nas cenas que põe na tela. Feito isso, o espectador pode até apreciar a reflexão ensejada, mas tudo seria muito mais produtivo se a reflexão fosse projetada por um filme que agradasse. E esse é o melhor cenário. O mais provável é que pouco depois de 30 minutos de filme, “Um pombo…” se torne desinteressante para o espectador. Trata-se de um filme inteligente, bem intencionado e cheio de rigor filosófico. Mas essencialmente trata-se de um filme ruim. Cansativo. Tedioso. O conflito é externo a ele; e, a bem da verdade, Andeson não excede o senso comum de quem se interessa por reflexões sobre a vida e o meio.  No final das contas, o inferno está cheio de boas intenções.

Autor: Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última