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quinta-feira, 22 de outubro de 2015 Críticas, Filmes | 14:13

“Um amor a cada esquina” é comédia sofisticada e homenagem afetuosa ao cinema

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Peter Bogdanovich antes de ser um cineasta é um cinéfilo. “Um amor a cada esquina” (EUA 2014), que marca seu retorno à direção de uma ficção para cinema após 14 anos – seu último filme foi “O miado do gato” – é uma carta de amor ao cinema cheia de afeto.

Billy Wilder, Howard Hawks e Woody Allen são referências explícitas na trama e na construção dos diálogos desta que é uma comédia tão sofisticada quanto inteligente.

Owen Wilson vive Arnold Albertson, um diretor de teatro que chega a Nova York para sua nova peça. Ele decide passar uma noite com uma garota de programa que sonha em ser atriz. Izzy (Imogen Poots) o fascina e ele lhe propõe dar U$$ 30 mil para ela largar a vida de prostituta e perseguir seu sonho. Artimanha do destino, ou a manifestação do mero acaso, faz com que que Izzy seja escalada para a peça que Arnold vai dirigir e que será estrelada pela sua mulher (Kathryn Hahn).

Foto: divulgação

Foto: divulgação

A confusão, que já parece suficientemente grande, torna-se ainda maior com os outros cativantes personagens da trama. Rhys Ifans faz um galã inglês apaixonado pela mulher de Arnold; Will Forte é o produtor e autor da peça que se apaixona instantaneamente por Izzy. Jennifer Aniston faz a carente e amalucada terapeuta de Izzy que é namorada do personagem de Forte. Há, ainda, Austin Pendleton como um juiz obcecado por Izzy.

O fascínio que a personagem parece exercer sobre os homens da trama, no entanto, é um macguffin, podemos dizer. Já que é a jornada de Izzy de prostituta a atriz de sucesso que interessa à realização. Mas interessa apenas por meio da memória afetuosa que Izzy revela.

O maior trunfo do filme de Bogdanovich, porém, são os diálogos caprichados que esculpem uma trama inventiva e cativante. “Um amor a cada esquina” não é um filme para a eternidade, mas é daqueles que se infiltra na sua memória com docilidade. Atenção para a participação especial de Quentin Tarantino que ajuda a elevar o filme de patamar e cristaliza a homenagem poderosa que Bogdanovich presta ao cinema.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Kamila Azevedo 23/10/2015 21:05

    Legal! Peter Bogdanovich é o autor de um dos livros que mais me influenciou como cinéfila: “Afinal, quem faz os filmes?”.

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