Publicidade

terça-feira, 29 de dezembro de 2015 Atrizes, Listas | 15:45

Retrospectiva 2015: As dez melhores performances femininas do ano

Compartilhe: Twitter

Duas brasileiras, estrelas como Charlize Theron e Angelina Jolie, e figuras louvadas como Julianne Moore e Marion Cotillard ostentam as melhores interpretações femininas que chegaram às telas de cinema brasileiras no ano. Confira, a seguir, o ranking do Cineclube.

10- Marion Cotillard (“Dois Dias, Uma Noite”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

A francesa não precisa se esforçar muito para entrar em qualquer lista de melhores do ano, mas nessa colaboração com os irmãos Dardenne, que valeu nova indicação ao Oscar, a atriz põe à mostra toda a sua musculatura dramática em um filme que depende única e exclusivamente dela para respirar.

9 – Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O show é todo de Juliette Binoche neste sofisticado drama de Olivier Assayas, mas de alguma maneira é Kristen Stewart, como a assistente espirituosa de uma veterana atriz hesitante, que nos hipnotiza. Stewart domina sua personagem com um misto irresistível de cinismo e apreço e nos cativa irrevogavelmente.

8 – Charlotte Rampling (“45 Anos”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Não é qualquer atriz que é capaz de mostrar ao esconder e de sugerir com olhares e movimentos aparentemente espontâneos. Charlotte Rampling faz isso e muito mais em uma das atuações mais envolventes do ano. A mulher que, casada, se ressente de sentir ciúme de uma história de amor que o marido viveu antes de conhecê-la, mas que revive em um desfecho cheio de repercussões emocionais no aqui e agora. Um trabalho de minúcias e muita contenção.

7 – Julianne Moore (“Para Sempre Alice”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O trabalho que finalmente deu um muito adiado Oscar a atriz é um desempenho em que Moore reafirma seus predicados como intérprete. Capaz de operar nas notas mais altas, mas também de submergir à agonia da personagem, a atriz defende um trabalho menos sutil, mas de muita força e dedicação. Apenas as grandes evitam a caricatura em um registro totalmente propenso a ela.

6 – Camila Márdila (“Que horas ela volta?”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Inadvertidamente, a atriz menos notória da lista se fez sentir. Tal como sua personagem no belíssimo filme de Anna Muylaert, Márdila se insinua com desenvoltura em cena e com muito rigor dramatúrgico expõe toda a verdade de sua personagem, uma jovem em colisão com fachadas sociais e hábitos oligárquicos.

5 – Julianne Moore (“Mapa Para as Estrelas”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Moore surge em tons surrealistas na pele dessa vaidosa atriz que parece desconhecer os limites do bom senso. Ou simplesmente ignorá-los. Deliciosamente sarcástica, Moore injeta nitroglicerina no histérico filme de David Cronenberg.

4 – Angelina Jolie (“À Beira-Mar”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

É, sim, uma atuação autocentrada. As câmeras da diretora Angelina Jolie sempre buscam a atriz Angelina Jolie, sempre bem adornada em cena. Mas é, também, uma atuação corajosa. A atriz se deixa influenciar por frustrações pessoais e expõe uma mulher desapaixonada e invejosa em suas pérfidas miudezas, mas sem desatentar das fragilidades que convulsionaram sua autoestima.

3 – Regina Casé (“Que Horas ela volta?”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Conjugando momentos de humor e drama, todos conduzidos com muita ternura, Casé vocaliza tanto quanto interioriza com uma composição nada menos do que irretocável. Sua Val é tão familiar que nos pegamos duvidando de nós mesmos e a todo momento problematizando o que vemos na tela. Mérito de uma atriz que sabe sublinhar o componente social demandado pelo argumento, mas não descuida da humanidade de sua personagem.

2 – Emily Blunt (“Sicario: Terra de Ninguém”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Combinar brutalidade e fragilidade pode parecer fácil se você pode chorar, gritar ou espernear, mas em “Sicario”, Emily Blunt não pode fazer nada disso. Sua personagem, uma agente do FBI sugada para uma trincheira da guerra às drogas, faz as vezes da plateia de choque em choque ao finalmente entender que nada pode entender de um mundo que parece abduzir o seu. Um trabalho cheio de nuanças e que enriquece o bom filme de Denis Villeneuve.

1 – Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Silenciosa, mortífera, sensível, implacável, solidária… Furiosa é um poço de complexidade e fascinação que Charlize Theron abraçou com um desprendimento que queima na tela do cinema. Seu trabalho é totalmente desviado do que se costuma eleger como “uma atuação do ano”, mas não se pode desviar dele.

Autor: Tags:

Nenhum comentário, seja o primeiro.

 

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

* Campos obrigatórios


 

Responder comentário


* Campos obrigatórios