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Arquivo de dezembro, 2015

terça-feira, 22 de dezembro de 2015 Bastidores, Notícias | 13:52

Inspirado em filme francês, “Red” provoca expectador com metalinguagem amorosa

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Quem assiste a primeira cena de “Red”, uma ótima série nacional disponibilizada gratuitamente na internet, pode ter um déjà vu. Aquele diálogo parece de um filme francês. O pensamento não está totalmente deslocado. Em entrevista à coluna, as criadoras da série que já teve duas temporadas, confessaram que “Nathalie X” (2003) foi uma referência forte para o programa.

Em “Nathalie x”, Fanny Ardant faz uma mulher que contrata uma prostituta para seduzir seu marido e relatar tudo para ela. A prostituta em questão é vivida por Emmanuelle Béart. Essa situação tão fetichista quanto frágil acaba aproximando as duas. “Red” imagina o seguinte: e se essas atrizes que estão dando vida a essas personagens tão intensas começassem a sentir algo uma pela outra?

Mel (Luciana Bollina) e Liz (Ana Paula Lima) são personagens complexas e apaixonantes. Cada qual a sua maneira. Reflexo de um texto preocupado com a verdade das personagens e não em firulas narrativas. Vivian Schiller e Germana Bello, responsáveis pela série juntamente com o diretor Fernando Belo, concederam à coluna uma entrevista em que falam um pouco do processo criativo e das referências da série.

Foto: reprodução/Twitter

Foto: reprodução/Twitter

Como surgiu a ideia da série? Como vocês tiraram do papel o projeto? Vocês tentaram vender o projeto para algum canal ou sempre pensaram na internet?

Vivian: Basicamente, a ideia surgiu de uma vontade de criar uma história que gostaríamos de ver. O Fernando apostou conosco nesse projeto e assim decidimos abraçá-lo. A ideia inicial era justamente a internet – um meio viral e abrangente por essência.

Germana: A primeira temporada foi feita na vontade mesmo, com praticamente nenhum investimento. A câmera emprestada de uma das atrizes, iluminação improvisada, etc. Todos os envolvidos trabalhando por gostarem da proposta. Desde o início a intenção era criar um conteúdo para a web, um conteúdo nacional mas de alcance global. Até então, não tentamos pitching (vender a ideia para investidores) do projeto.

A qualidade dos diálogos me impressiona. Principalmente pela natureza dos episódios que são curtos. Como funciona o brainstorm de vocês?

Vivian: É muito interessante, porque tanto eu quanto a Germana entendemos que a história precisa seguir o que entendemos ser o melhor e o mais natural para as personagens, mas, ao mesmo tempo, precisamos ter uma criatividade e um poder de síntese enormes. Frequentemente, eu procuro deixar as personagens me guiarem. Costumo deixar que elas contem a história.

Germana: O tempo, de fato, é uma limitação, e levamos essa limitação em conta ao pensarmos tanto o arco da temporada quanto o plot de cada episódio. Trocamos idéias e definimos trama e conflitos até chegarmos a uma sinopse de cada episódio. A criação do roteiro, propriamente dito, e diálogos, principalmente, acabam sendo meio que dirigidos também pelo desenvolvimento dos personagens.

Liz e Mel: dúvidas que não estão relacionadas a sexualidade

Liz e Mel: dúvidas que não estão relacionadas a sexualidade

A bifurcação de sedução e simulação é uma das boas propostas do programa. Afinal, a sedução pressupõe algum tipo de fingimento. Como que foi essa construção na primeira temporada? Da Mel e da Liz levarem uma situação fictícia para a realidade?

Germana: Acredito que a sedução e a simulação acabaram sendo usadas para falar de uma verdade, pois o que esteve sempre em questão foi a verdade de um sentimento, seja entre Mel e Liz ou Scarlet e Simone. Além disso, essa ficção dentro da ficção foi usada também como recurso para falar sobre as próprias personagens, uma vez que Scarlet e Simone, em alguma medida, espelham traços e desejos das protagonistas, Mel e Liz. Na primeira temporada, existe quase que uma inversão de papéis entre as personagens da ficção e da “vida real”.

Vivian: O curioso, na nossa história, é que até na ficção houve a implicação de um sentimento verdadeiro, por atrás da sedução. Pensamos como seria interessante brincar com o imaginário do espectador trazendo realidades paralelas e, ocasionalmente, complementares.

  Assista ao primeiro episódio (“Meia Verdade”) de “Red”

EP1 – Meia Verdade from RED Webseries – Brasil on Vimeo.

Em que sentido, “The L World” é uma referência para a série?

Vivian: Na dinâmica dos diálogos, basicamente. E também nas trocas de olhares. Por vezes, silenciosas. Por vezes, gritantes.

Como foi construir as personagens principais? Quais foram as suas referências?

Germana:  O filme francês “Nathalie” foi o que tivemos como referência principal na criação de Scarlet e Simone. Mel e Liz não tiveram referência direta, acho que surgiram naturalmente conforme conversávamos sobre as personagens.

Existe a preocupação de ser pedagógico em algum nível com a descoberta e aceitação da homossexualidade?

Germana: Diria que não. Nossa preocupação sempre esteve em abordar o assunto de maneira natural, mostrar o amor entre duas mulheres de maneira natural, como deve ser. Aliás, todas as personagens são bem resolvidas com sua sexualidade e nunca tivemos a intenção de ter na descoberta e aceitação da homossexualidade um de seus conflitos. Inicialmente, pode-se ter essa impressão pelo fato da Mel ser casada com um homem, mas já na primeira temporada, ficamos sabendo que ela já se relacionou com mulheres. Desde o início, a Mel foi concebida como uma personagem bissexual. Seu conflito não passa pela sexualidade e sim pelas escolhas de vida que se apresentam a ela. Sua indecisão não é entre um homem e uma mulher, e sim entre alguém que lhe dá segurança e com quem ela tem uma vida planejada e outra pessoa que ela pouco conhece, aparentemente instável e com uma história complicada de vida, mas por quem ela se vê apaixonada.

Vivian: Talvez, de certo modo, a naturalidade com a qual apresentamos a questão da homossexualidade tenha um pouco de pedagogia. Vai saber.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015 Filmes, Listas | 17:37

Retrospectiva 2015: Os dez melhores personagens do ano

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Foi um ano de muita vaidade e alguma idealização. Pelo menos, é isto o que a listas dos melhores personagens do ano no cinema indica. O Cineclube fez um apanhado dos personagens mais cativantes, fascinantes, inusitados e curiosos que pintaram em nossas telas em 2015 e separou os dez que melhor se posicionaram neste crivo a seguir.

10 – Richmond Valentine (Samuel L. Jackson) em “Kingsman: Serviço Secreto”

Foto: divulgação

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O megalomaníaco vilão de língua presa defendido com gosto por Samuel L. Jackson é um dos maiores baratos do ano. Ele tem pavor de sangue e não suporta cenas de violência, mas quer extinguir a humanidade em favor de um deturpado conceito ambientalista. O melhor vilão de Bond do ano não veio de um filme de James Bond.

9 – Frank (Michael Fassbender) em “Frank”

Foto: divulgação

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Um rockstar que não tira para nada sua cabeça de dentro de uma gigantesca cabeça artificial. O Frank que Michael Fassbender tonaliza com muita sutileza é mais uma construção de John (Domhnall Gleeson), um sujeito que sempre sonhou fazer parte de uma banda de rock, do que o Frank de verdade. A peculiaridade desse vocalista incomum acentua o niilismo do registro. Trata-se de um filme sobre a magia de se produzir música e todas as idiossincrasias que vem com ela.

8- Abe (Joaquin Phoenix) em “Homem Irracional”

Foto: Divulgação

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Joaquin Phoenix dá vida a esse professor de filosofia desencantado com a existência. Barrigudo, taciturno, alcoólatra e sucesso entre as mulheres com seu pessimismo crônico. Tudo muda de figura quando ele decide matar alguém e recobra o gosto pela vida. Phoenix, com sua gravidade obtusa, calça o personagem sem afetação e com muita propriedade.

7 – Philip Friedman (Jason Schwartzman) em “Cala a boca Philip!”

Foto: divulgação

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Sob muitos aspectos, o protagonista dessa perola indie Americana é uma derivação de Abe, mas o personagem do sempre hiperbólico Jason Schwartzman é movido pelo egoísmo e não pelo desencanto. Ele não aceita que o mundo não gire a seu redor e esse egocentrismo é posto à prova à medida que a pressão por um novo livro (ele é escritor) se estabelece. Cheio de tiques e resistente a intimidades, Philip é um dos personagens mais estranhos, originais e verossímeis do ano.

6 – Shasta Fay (Katerine Waterson) em “Vício Inerente”

Foto: divulgação

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Larry nunca mais foi o mesmo depois que Shasta o deixou. O detetive deu um tempo na sua brisa para atender um pedido da ex: encontra o atual namorado dela. Katherine Waterson não tem muito tempo em cena, mas faz maravilhas com o que tem. Ela faz com que Shasta seja um mistério incandescente muito mais atraente do que saber o que de fato aconteceu com o rico namorado da personagem.

5 – Isabella Patterson (Imogen Poots) em “Uma Amor a Cada Esquina”

Foto: divulgação

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Trata-se de outra personagem construída. A Isabella, estrela de cinema, que está dando uma entrevista logo na abertura de “Um Amor a Cada Esquina”, delicioso novo filme de Peter Bogdanovich, não é a mesma que vamos descobrindo cena após cena. A brincadeira aqui é com a ideia de Hollywood como um todo, mas também sobre como nossos sonhos podem nos transformar em pessoas melhores. Ela é um oásis em meio a tanto narcisismo na lista.

4 – Havana Sagrand (Julianne Moore) em “Mapa para as Estrelas”

Foto: divulgação

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Totalmente diferente de Isabella, Havana Sagrand é a vaidade em sua mais irresoluta forma. A atriz, incomodada com seu envelhecimento, decide dar um boom na carreira ao viver um célebre papel imortalizado por sua mãe no cinema. Mas há pouco interesse dos realizadores em contar com ela na refilmagem. Na fogueira de vaidades que queima nesse valoroso petardo de David Cronenberg, Havana é das coisas mais geniais, brutais e constrangedoras que existe.

3 – Riggan Thomson (Michael Keaton) em “Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância”

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Já que a masturbação interpretativa foi grande em 2015, nada mais justo do que o personagem mais falho, apaixonante e contraditório do ano pintasse por aqui. O Riggan construído por Michael Keaton a sua imagem e semelhança é um sujeito inseguro e que não sabe ao certo distinguir ambição de ganância. É um sujeito com medo de ver até onde vai o seu talento, mas com coragem o suficiente para tentar descobrir.

2 – Terence Fletcher (J.K Simmons) em “Whiplash – Em Busca da Perfeição”

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O professor que se recusa a formar músicos medíocres foi, sem dúvida, um dos personagens mais chocantes do ano. Divertido em seu sadismo incontido, Fletcher e seus métodos para lá de incomuns dividem opiniões. É louvável sua disposição de romper com as convenções de uma sociedade complacente, mas o custo pode ser alto demais. Simmons, oscarizado por seu desempenho, dá ao personagem a necessária complexidade.

1 – Furiosa (Charlize Theron) em “Mad Max: Estrada da Fúria”

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O filme se chama Mad Max, mas quem se importa? O mais explosivo, sensacional e impactante filme do ano é todo dela. Imperator Furiosa. O nome já a tira do lugar comum e Charlize Theron a vive com o misto de gana e excentricidade necessários para cravar a personagem no coração da cultura pop. Nada mais justo do que o topo do ranking do Cineclube.

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sábado, 19 de dezembro de 2015 Atores, Atrizes, Diretores, Listas | 16:11

Retrospectiva 2015: As dez personalidades do ano no mundo do cinema

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No ano que o feminismo marcou Hollywood, as mulheres são maioria na lista do Cineclube entre as dez personalidades do ano no mundo do cinema. Nada a ver com a correção política. Elas foram notícia e estiveram presentes em alguns dos grandes filmes do ano. A lista a seguir faz uma síntese de quem brilhou em 2015 no cinema.

10 – Samuel L. Jackson

Foto: (reprodução/New York Times)

Foto: (reprodução/New York Times)

No ano em que voltou a protagonizar um filme de Quentin Tarantino, “Os Oito Odiados”, Samuel L. Jackson se divertiu pacas no cinema. Foi novamente Nick Fury em “Vingadores: A Era de Ultron” e tirou um sarro da onda de filmes de espiões em “Escola de Espiões”. No meio tempo, voltou a colaborar com Spike Lee no musical “Chi-Raq”. O melhor, porém, foi o vilão de língua presa de “Kingsman – Serviço Secreto”.

9 – Eddie Redmayne

Foto: Divulgação/Prada

Foto: Divulgação/Prada

O ator começou o ano ganhando o Oscar de melhor ator. Para onde ir depois disso? Ele assegurou o protagonismo de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, prequela da franquia Harry Potter. Mas não foi só, Eddie Redmayne se despede de 2015 com indicações a prêmios por seu sensível trabalho em “A Garota Dinamarquesa” e mira no Oscar novamente. Nos vemos por aqui em 2016?

8 – Regina Casé

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

A atuação sensível e sutil da atriz em “Que Horas ela Volta?” lhe valeu o destaque nesta lista. Dona de um talento dramático tão robusto quanto inusitado, Casé foi a personalidade do cinema nacional mais comentada em 2015. Até mesmo de forma pejorativa, como no lamentável episódio em que os cineasta Claudio Assis chamou-a de gorda durante um debate sobre o filme em Pernambuco.

7 – Amy Schumer

Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Ninguém aconteceu mais do que ela neste ano em Hollywood. A comediante de 34 anos, que já fazia sucesso na cena de stand up e na televisão americanas, debutou no cinema em grande estilo com “Descompensada”; a comédia agradou crítica e público e chegou ao Globo de Ouro. Não obstante, Schumer ainda estrelou um inesquecível ensaio inspirado em Star Wars para a revista GQ.

6 – Elizabeth Banks

Elizabeth Banks

Foto: divulgação

Ela esteve este ano no último filme da franquia “Jogos Vorazes” , em “Magic Mike XXL” e na série “Wet Hot American Summer”, mas o que garantiu sua posição nessa lista foi “A Escolha Perfeita 2”. Nenhum filme dirigido por uma mulher fez tanto dinheiro no ano. Banks desbancou o favoritíssimo “Mad Max: Estrada da Fúria” em seu fim de semana de estreia nas bilheterias americanas.

5 – Daisy Ridley

Foto: Reprodução/Instagram

Foto: Reprodução/Instagram

Você talvez ainda não a conheça. Nenhum problema. Ela só tem pequenas produções inglesas e participações em seriados britânicos no currículo. Mas… Em 2015 ela protagonizou nada mais, nada menos do que “Star Wars: O Despertar da Força”. O mundo de Reidley jamais será o mesmo. Afinal, agora ela tem a força a seu lado.

4 – Tom Hardy

Foto: reprodução/Esquire

Foto: reprodução/Esquire

Ele estrelou o melhor blockbuster de 2015, mas Tom Hardy foi todo versatilidade no ano. Além de assumir muito bem o Mad Max que imortalizou Mel Gibson no ecrã, Hardy investigou um serial killer nos anos de chumbo da União Soviética em “Crimes Ocultos” e surgiu em dose dupla no filme de gangster “Legend”. Não obstante, ainda deu vida ao antagonista de Leonardo DiCaprio no já badalado e cult “O Regresso”.

3 – Katherine Waterson

Foto: reprodução/W

Foto: reprodução/W

O ano começou com ela seduzindo Joaquin Phoenix e a nós todos em “Vício Inerente”. Estava ali uma mulher capaz de convencer o ex-namorado a investigar o sumiço do atual. Depois de aparecer “Queen of Earth”, “Steve Jobs” e “Dormindo com outras pessoas”, Waterson termina 2015 com a notícia de que será a protagonista da sequência de “Prometheus”, mais uma prequela de “Alien” assinada por Ridley Scott. Ela também estará em “Os Animais Fantásticos e Onde Habitam”. O mundo é sua ostra.

2 – Michael Fassbender

Foto: Reprodução/New Yorker

Foto: Reprodução/New Yorker

Fassbender assumiu o papel que ninguém queria assumir: Steve Jobs; e pode voltar ao Oscar pela ousadia de desaparecer na pele do controverso magnata criador da Apple. Mas Fassbender também estrelou uma violenta versão de “Macbeth”, de Shakespeare, e um western intimista, “Slow West”, elogiado em Sundance. Foi um ano movimentado para o alemão de ascendência irlandesa e 2016, com um novo X-men e a adaptação para cinema do game “Assassin´s Creed”, promete ser mais ainda.

1 – Alicia Vikander

Foto: Reprodução/New York Times

Foto: Reprodução/New York Times

A sueca caiu como um verdadeiro tsunami em Hollywood. Na verdade, ela já estava por lá em filmes como “O Quinto Poder” (2012) e “Anna Karenina” (2013), mas o pequeno indie “Ex-Machina: Instinto Artificial” mudou o jogo. As participações em “O Agente da U.N.C.L.E” e ‘Pegando Fogo” ajudaram a expandir o charme da atriz e a consagração deve vir com “A Garota Dinamarquesa”, em que ela ofusca o oscarizado Eddie Redmayne. 2015 é o ano Vikander no calendário de Hollywood.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015 Listas | 17:32

Retrospectiva 2015: Os dez melhores cartazes do ano

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O Cineclube dá o pontapé inicial em sua retrospectiva do ano de 2015 com os melhores cartazes do ano. Teve muita coisa boa, como de hábito, na seara dos materiais promocionais. As artes são cada vez mais belas, criativas e discursivas. A seguir, o que de melhor, no crivo da coluna, surgiu em 2015.

O pôster principal de "Love 3D" é tão subversivo quanto plasticamente belo

O pôster principal de “Love 3D” é tão subversivo quanto plasticamente belo

O cartaz de "Corrente do Mal" evoca aura de filme B, sem descuidar da aflição contínua que marca o longa

O cartaz de “Corrente do Mal” evoca aura de filme B, sem descuidar da aflição contínua que marca o longa

A verve psicodélica de "Dope: Um Deslize Perigoso" prevalece no imaginativo cartaz

A verve psicodélica de “Dope: Um Deslize Perigoso” prevalece no imaginativo cartaz

Beleza, erudição e tragédia estão representadas neste belíssimo cartaz de "Macbeth"

Beleza, erudição e tragédia estão representadas neste belíssimo cartaz de “Macbeth”

A ideia deste pôster de "Homem-Formiga" pode até ser meio óbvia, mas funciona que é uma beleza

A ideia deste pôster de “Homem-Formiga” pode até ser meio óbvia, mas funciona que é uma beleza

Esse foi um dos primeiros cartazes de "Jogos Vorazes: A Esperança - o Final" e nada do que veio depois foi mais impactante

Esse foi um dos primeiros cartazes de “Jogos Vorazes: A Esperança – o Final” e nada do que veio depois foi mais impactante

O que dizer desta sacada genial do pôster de "Magic Mike XXL"?

O que dizer desta sacada genial do pôster de “Magic Mike XXL”?

Tem um q de Andy Warhol esse cartaz do injustiçado "Música, Amigos e Festa"

Tem um q de Andy Warhol esse cartaz do injustiçado “Música, Amigos e Festa”

Simples e profundamente reverberante, poucos cartazes foram tão miméticos quanto este de "Perdido em Marte" em 2015

Simples e profundamente reverberante, poucos cartazes foram tão miméticos quanto este de “Perdido em Marte” em 2015

O pôster de "O Regresso" já é uma obra de arte minimalista...

O pôster de “O Regresso” já é uma obra de arte minimalista…

 

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 Bastidores, Filmes | 13:52

“13 Horas” é o filme mais sério de Michael Bay

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John Krasinski em cena do filme "13 Horas"

John Krasinski em cena do filme “13 Horas”

Michael Bay, de vez em quando, resolve dar um tempo de Michael Bay. Entre um “Transformers” e outro ele faz um filme menor. Um filme menor, mas vale ter em mente, que um filme menor nos padrões do diretor.

Depois do bem sacado e divertidíssimo “Sem dor, sem ganho” (2013), Bay apresenta “13 horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”, filme baseado no livro de não ficção “13 hours: the inside account of what really happened in Benghazi”, de Mitchell Zuckoff, que conta bastidores do ataque terrorista a uma base diplomática americana na Líbia em 2012.

iG ON: Michael Bay filma ação americana clandestina na Líbia em “13 Horas”

O filme recria as 13 horas de tensão que capturam tanto o atentado quanto a reação das forças americanas a ele.

A coluna assistiu a cerca de 25 minutos da produção que estreia no dia 18 de fevereiro de 2016.

Mesmo quando se impõe à discrição, Bay é chamativo e no caso de “13 Horas” isso não é algo desfavorável. As cenas assistidas pelo Cineclube são caprichadas na combinação tensão e patriotismo.

O cuidado de Bay em ser fidedigno aos protocolos militares, algo que já pôde ser presenciado na série “The Last Ship”, da qual é produtor executivo, salta aos olhos. Algo que foi confirmado em featurette exibido aos jornalistas com depoimentos de alguns sobreviventes da ação militar na Líbia.

Com barbudos John Krasinski e James Bagde Dale à frente do elenco, “13 Horas” promete ser tão explosivo quanto qualquer filme de ação de Bay, mas com o acréscimo de iluminar um episódio que ainda hoje é amplamente questionado por autoridades políticas e opinião pública americanas.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015 Críticas, Filmes | 14:02

Romance de estranhamento, “Garota Sombria Caminha pela Noite” é filme de vampiro que faltava

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Um conto moral ou uma abordagem iraniana do vampirismo no cinema? “Garota Sombria Caminha pela Noite”, coprodução entre EUA e Irã, falado em persa e rodado em um preto e branco hipnotizante, agrega um pouco das duas definições, mas vai muito além delas.

Estamos em Bad City, uma cidade de cafetões, traficantes, prostitutas e crianças que flertam com a delinquência. Além dos drogados e desesperançosos. É neste cenário inóspito que uma vampira solitária escolhe suas vítimas na noite escura que convida os tipos mais depravados.

Dirigido por Ana Lily Amirpour, inglesa de ascendência iraniana, o filme passou por festivais como Londres, São Francisco e Sundance e integrou algumas listas de melhores produções de 2014 de críticos e publicações de prestígio. O entusiasmo não é injustificado.

Cena do filme "Garota Sombria Caminha pela Noite"

Cena do filme “Garota Sombria Caminha pela Noite”

“Garota Sombria Caminha pela Noite” vale-se da estranheza e de um profundo sentimento de deslocamento –realçado pela estética apuradíssima que compreende desde a fotografia altamente estilizada até a trilha sonora mesmerizante – para falar de solidão e de como o amor pode surgir mesmo nas circunstâncias menos propícias.

Trata-se de um filme cujo sentido precisa ser construído em conjunto com sua audiência, mas Amirpour fornece todas as ferramentas possíveis para isso. Há, por exemplo, uma cena lindíssima em que nossos heróis se conectam ao som de uma canção chamada “Death”, da banda White Lies. A cena, de uma organicidade que foge a toda à franquia “Crepúsculo” para ficar em um exemplo pop, arregimenta todo o sentimento de deslocamento, inadequação e carência que une aqueles dois jovens.

O vampirismo no filme de Amirpour é menos uma condição parasitária e mais um movimento de resistência a ele. É, portanto, uma leitura poética de um mito tão largamente explorado e deturpado pelo cinema.  Pode-se dizer, sim, que se trata de uma abordagem iraniana do vampirismo, porque dificilmente se verá um recorte tão lúdico e inebriante do vampirismo no cinema contemporâneo. No entanto, não se trata de um filme efetivamente iraniano. Esse mistério se concatena com a aura do filme. Senhor de uma atmosfera tão encantadora quanto distante, “Garota Sombria Caminha pela Noite” é um dos filmes mais criativos, pulsantes e sensíveis a aportar em nossos cinemas em 2015.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015 Críticas, Filmes | 13:15

“A Floresta que se Move” revigora peça mais complexa de Shakespeare

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Fazer uma adaptação brasileira de MacBeth, uma das peças shakespearianas mais adaptadas pelo cinema – grandes mestres como Orson Welles e Roman Polanski o fizeram – é, sob muitos aspectos, uma proposta para lá de ousada. Ambientá-la na atualidade é flertar perigosamente com o descarrilamento da ideia, mas o diretor Vinícius Coimbra (“A Hora e a Vez de Augusto Matraga”), com o préstimo da roteirista Manuela Dias, contorna essas problemáticas com um drama voraz e cheio de personalidades.

Cena de "A Floresta que se Move" (Foto: divulgação)

Cena de “A Floresta que se Move”
(Foto: divulgação)

“A Floresta que se move” (Brasil, 2015) é um filme que não esconde sua ascendência teatral e com essa opção reforça as tintas shakespearianas em uma elaboração dramática com cores contemporâneas. Gabriel Braga Nunes é Elias Amaro, que recebe de uma bordadeira tão logo desembarca da Alemanha, que hoje seria promovido à vice-presidente do banco e que logo seria presidente. A profecia, também ouvida pelo amigo César (Ângelo Antônio) detona a ambição de Elias, sentimento cultivado com afinco por sua esposa Clara (Ana Paula Arósio) e ele se vê desejoso de avançar contra a vida de seu chefe, quem é todo atenção para com ele, vivido por Nelson Xavier.

Confiando nos atores – e seu par de protagonistas não decepciona – Coimbra recorre ao realismo fantástico para expor a fissura emocional que acomete a casa e os personagens.

A narrativa evolui relacionando bem os paradigmas estabelecidos por Shakespeare e a realidade contemporânea, em que uma instituição financeira é o maior símbolo do poder capitalista.

Não se trata de um filme que tenta atualizar Shakespeare, um erro em que muitas obras cinematográficas incorrem, mas de uma tentativa de dialogar com a obra do bardo inglês por meio de um recorte inusitado e inventivo. É este o mérito fundamental do filme que apresenta muitos outros como a adequação ao texto clássico, a boa direção de arte e cenários e, especialmente, as atuações.

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domingo, 13 de dezembro de 2015 Análises, Filmes | 19:45

Como fica a corrida pelo Oscar 2016 depois das listas do SAG e do Globo de Ouro?

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Nesta segunda-feira serão conhecidos os indicados ao 21º Critic´s Choice Awards, que, para todos os efeitos, tem sido o prêmio periférico com melhor aproveitamento em antecipar os vencedores do Oscar nas principais categorias.  De qualquer maneira, a última semana foi decisiva em determinar o jeitão da corrida daqui para frente.

Essa definição, no entanto, se deu de uma maneira menos definitiva do que muitos esperavam. Desde a pré-largada, ou seja, ali no clímax dos festivais outonais de Veneza e Toronto, se sabia que seria uma temporada de premiações com foco nas interpretações e que não haveria um filme de favoritismo consolidado.

Na falta deste, “Spotlight – Segredos Revelados” assumiu o protagonismo. O SAG e o Globo de Ouro confirmam que “Spotlight” é, de fato, um dos principais players da temporada, mas acusam que esse protagonismo pode já estar se esgotando. O fato do elenco do filme não ter tido indicação no Globo de Ouro e de ter tido um espaço menor do que o esperado no SAG são preocupantes para a produção de Tom McCarthy.

Cena de "Spotlight": filme perde força em momento de definição de quem está no páreo  (Foto: divulgação)

Cena de “Spotlight”: filme perde força em momento de definição de quem está no páreo
(Foto: divulgação)

Por outro lado, “Mad Max: Estrada da Fúria”, que parecia uma aposta improvável se assevera como um contender sério. Outro blockbuster de peso, “Perdido em Marte”, ainda que não tenha sido contemplado pelo SAG, calhou bem com a HFPA; o que deve ajudar na campanha do filme rumo às indicações ao Oscar.

Interessante observar que desde que estabeleceu a possibilidade de ter até dez filmes entre os indicados a melhor produção do ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood sempre penou para acolher algum blockbuster. Não parecer ser o caso em 2015. Há, ainda, “Star Wars: O Despertar da Força” que, salvo o fato de ser especialmente ruim, pode se juntar ao balaio.

Entre os filmes que mais cresceram nesta semana estão “Trumbo: Lista Negra” e “A Grande Aposta”. O primeiro é um filme sobre Hollywood e Hollywood tem se mostrado bem condescendente consigo mesma como atestam os recentes triunfos de “O Artista” e “Argo”. Trata-se de um filme de ator, com uma pegada política ressonante no senso cívico da comunidade. Um filme que cresce na hora certa.

Já “A Grande Aposta” foi uma aposta de última hora da Paramount que decidiu antecipar o lançamento do filme para tentar um slot em uma temporada sem grandes favoritos. Deu certo. Dirigido com sagacidade insuspeita por Adam McKay e com um elenco no auge, o filme esgarça a crise financeira que assolou a América em 2008 com inteligência e agudeza. Tem tudo para emplacar no Oscar. Foi bem contemplado no SAG e no Globo de Ouro, onde colide com “Perdido em Marte”, da Fox.

Trata-se, portanto, de um ano em que os estúdios parecem bem munidos para enfrentar os independentes, que se arregimentam fundamentalmente em “Carol” e “O Quarto de Jack”.

Iñárritu foi ao Oscar com todos os seus filmes e a máxima devem continuar com "O Regresso"

Iñárritu foi ao Oscar com todos os seus filmes e a máxima devem continuar com “O Regresso”

“O Regresso” não parece reunir a mesma força de “Birdman”, o filme que deu o Oscar a Alejandro González Iñárritu no ano passado. Mas a falta de candidatos consolidados e o prestígio do mexicano devem garantir o acesso da produção aos principais Oscars. Vencer já é oura história.

O novo de David O. Russell, “Joy: O Nome do Sucesso” deve ficar pelo Globo de Ouro. O filme parece não ter provocado o mesmo maravilhamento das últimas produções do cineasta.

Atuações

A categoria de ator ganha forma. Difícil crer que Eddie Redmayne (“A Garota Dinamarquesa”), Bryan Cranston (“Trumbo: Lista Negra”) e Leonardo DiCaprio (“O Regresso”) não estejam no Oscar. Michael Fassbender (“Steve Jobs”) também parece quase assegurado. Johnny Depp (“Aliança do Crime”), Steve Carell (“A Grande Aposta”), Matt Damon (“Perdido em Marte”) e Michael Caine (“Juventude”) também estão na briga.

A categoria de atriz está mais aberta. As indicações ao Globo de Ouro mais confundem do que ajudam a ler a situação. Isso porque Rooney Mara, por “Carol”, e Alicia Vikander, por “A Garota Dinamarquesa”, estão inscritas como coadjuvantes no Oscar, apesar de concorrerem como atrizes principais nos Globos.

Cate Blanchett (“Carol), Saoirse Ronan (“Brooklyn”) e Brie Larson (“O Quarto de Jack”) são certezas. Jennifer Lawrence (“Joy”) pode parecer uma possibilidade distante, mas em face dessa desinformação pode ganhar votos preguiçosos e entrar na lista final. Lily Tomlin (“Grandma”) e Blythe Danner, também conhecida como a mãe de Gwyneth Paltrow, por “I´ll see you in my dreams”,  estão angariando muitos elogios nas rodinhas certas.

Sarah Silverman, por “I Smile Back”, a grande surpresa da lista do SAG, pode ganhar força nessa reta final.

Para os coadjuvantes masculinos, a grande incógnita é se o elenco de “Spotlight” vai receber amor por parte da academia. Isso poderia embaralhar a ascensão de nomes como Sylvester Stallone (“Creed”) e Michael Shannon (“99 homes”), pouco comentados antes dessa semana decisiva.

Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”) e Idris Elba (“Beasts of No Nation”) parecem bem colocados na disputa.

Entre as mulheres, Kate Winslet, por “Steve Jobs”, Helen Mirren, por “Trumbo”, Vikander e Mara são certezas. A última vaga pode ser preenchida tanto por Jane Fonda (“Juventude”) ou Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”).

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015 Críticas, Filmes | 18:01

Documentário “Osvaldão” ilumina figura mítica da guerrilha do Araguaia

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Falar de personagens amplamente conhecidos pela história pode não ser exatamente fácil, mas certamente é mais realizável. “Osvaldão”, documentário que visa iluminar vida e trajetória de Osvaldo Orlando da Costa, o comandante negro da guerrilha do Araguaia e mais um das muitas vítimas da ditadura brasileira, é, portanto, um filme que precisa ser saudado por sua coragem e desprendimento.

O filme, rodado de maneira independente recorreu ao financiamento coletivo na internet para que o lançamento fosse viabilizado em sete cidades brasileiras neste final de semana. Incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.

Não há nada no filme assinado pelos diretores Ana Petta (“Repare Bem”), André Michiles (“Através”), Fabio Bardella (“Através”) e Vandré Fernandes (“Camponeses do Araguaia”), que integram o coletivo cinematográfico Gameleira, além do interesse de entender essa figura tão incomum. Osvaldão é, de fato, um personagem mais rico do que um preconceito sugere. Ao deflagrar o passado de Osvaldo, os diretores apresentam um contundente vaticínio contra as mazelas da ditadura, muitas delas ainda enterradas pela má vontade do Estado em assumir o inglório passado.

Não se trata de um filme com um discurso em evolução, no entanto. Há um ponto de vista muito claro ali, mas os realizadores são sábios em não deixar que essa perspectiva se imponha sobre o personagem investigado. Essa generosidade resguarda o filme de críticas oriundas de um posicionamento diverso daquele verificado nas entrelinhas da produção.

Pugilista talentoso, devoto familiar e benquisto pelos amigos, o Osvaldo que surge em “Osvaldão” é muito simpático. Talvez esteja aí o grande problema do filme. O personagem não é problematizado em momento algum. Não deixa de se residir aí, também, um preconceito por parte da realização. Difícil crer que com a variedade de documentos e depoimentos que o filme dispôs, nada tenha se encontrado para instaurar um conflito sequer na pessoa de Osvaldo.

De toda forma, o filme equilibra a reconstituição do cenário político que levou à guerrilha no Araguaia, com a memória de um homem afetuoso, querido e muitíssimo bem lapidado para a atividade política, com uma experiência internacional nada desprezível.

Goste-se ou não de “Osvaldão”, e há mais razões para gostar do que desgostar, é o tipo de cinema que dá gosto de ver no Brasil. Do tipo que milita tanto pela compreensão de um contexto, como por um cinema oxigenado e fora das convenções de mercado.

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Diretores, Notícias | 16:31

David Lean ganha retrospectiva no CCBB de São Paulo

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David Lean orienta Laurence Olivier no set de "Lawrence na Arábia" (Foto: divulgação)

David Lean orienta Laurence Olivier no set de “Lawrence na Arábia”
(Foto: divulgação)

O Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo apresenta O CINEMA TOTAL DE DAVID LEAN, uma retrospectiva dedicada a um dos cineastas mais importantes da historia da sétima arte. Será exibida a obra completa deste singular realizador britânico. São 18 filmes – sendo 16 longas que David Lean assinou como diretor e mais um pelo qual não recebeu o crédito e outro em que assinou apenas como montador, oferecendo ao público brasileiro uma oportunidade única de acompanhar sua trajetória.

David Lean  tornou-se sinônimo de longos épicos arrebatadores, como “Lawrence da Arábia” e “Doutor Jivago”, mas a carreira do lendário diretor abrange também dramas mais intimistas. Um contato com essa faceta menos conhecida do cineasta é possível com a retrospectiva organizada pelo CCBB.

Sete vezes indicado ao Oscar, o britânico triunfou duas vezes com os filmes “Lawrence da Arábia” (1962) e “A Ponte do Rio Kwai” (1957). Ambas as vezes como diretor. O cineasta também foi laureado em festivais como Berlim e Cannes. Como diretor, Lean conduziu 19 filmes. Portanto, a mostra é das mais completas e significativas sobre o cineasta.

Cena de "A História de Uma Mulher", um dos destaques da mostra

Cena de “A História de Uma Mulher”, um dos destaques da mostra

SERVIÇO

Mostra “O CINEMA TOTAL DE DAVID LEAN” 

de 16 de dezembro de 2015 a 11 de janeiro de 2016

Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB – Cinema

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia entrada)

Informações: 11 3113-3651/52

Horários e classificação indicativa disponíveis no site http://culturabancodobrasil.com.br/portal/sao-paulo/

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