Publicidade

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016 Análises, Notícias | 14:01

Grupo chinês compra estúdio hollywoodiano e movimenta jogo dos tronos do cinema

Compartilhe: Twitter

Legendary

O Grupo chinês Wanda, controlado pelo multibilionário Wang Jianlin, prepara os últimos ajustes de um negócio que promete mudanças no médio e longo prazo no jeito de se produzir cinema em Hollywood e de se consumir Hollywood na China.

A compra do estúdio Legendary Pictures, especializado em produções de ação e atualmente com parceria celebrada com a Universal Pictures, já está acertada. Por U$ 3,5 bilhões, “a maior aquisição internacional da China no setor cultural até o momento”, como definiu Jianlin, deve movimentar as placas tectônicas do negócio chamado cinema.

Primeiro porque a Legendary, dona de um catálogo que inclui a trilogia do Batman de Christopher Nolan, “Jurassic World”, a trilogia “Se Beber não Case”, entre outros, é um estúdio que costuma produzir hits atrás de hits. Trata-se, portanto, de um senhor player para ser o cartão de visitas chinês em Hollywood. A Legendary investe em projetos estratégicos e essa característica deve ser estrategicamente mantida. É, também, uma forma da China – com uma indústria de cinema incipiente – adquirir mais know-how em soft power, e por consequência desenvolvê-lo, a partir da vivência in loco em Hollywood, grande vitrine do soft power americano.

Por outro lado, estabelece-se um canal para lá de dilatado entre Hollywood e China. Vale lembrar que no país asiático há uma cota de produções estrangeiras que podem estrear nos cinemas do país – algo em torno de 60 produções ao ano – e Hollywood, de olho no bilhão de potenciais espectadores, não poderia estar mais insatisfeito com essa condição. Todas as produções da Legendary serão creditadas como coproduções entre China e EUA, driblando, portanto, essa cota.

A discussão sobre a censura, outra particularidade deste país capitalista nas proposições econômicas, mas de regime socialista em seu escopo político, é uma discussão secundária. Pelo menos neste momento em que Hollywood vê nascer a primeira grande chance de penetrar com força no cinema chinês.

Visto à luz deste novo contexto, fica mais fácil entender porque “Jurassic World”, que há pouco perdeu seus recordes para “Star Wars: O Despertar da Força”, foi lançado simultaneamente nos EUA e na China, e o filme de J.J Abrams só pintou nas salas chinesas no 1º fim de semana de janeiro. O que indica que os chineses, assim como Hollywood, não entraram neste jogo para perder.

Autor: Tags: , , ,

Nenhum comentário, seja o primeiro.

 

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

* Campos obrigatórios


 

Responder comentário


* Campos obrigatórios