Publicidade

Arquivo de fevereiro, 2016

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016 Análises, Filmes | 16:04

Com vitória de DiCaprio e triunfo de “Spotlight”, Oscar reafirma suas apaixonantes contradições

Compartilhe: Twitter
Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Era o ano de Leonardo DiCaprio. Era, também, o ano de Ennio Morricone. Tudo mundo meio que já sabia disso. O Oscar tem seus caprichos e Leonardo DiCaprio, tantas vezes esnobados, teve o privilégio de fazer um relativamente longo discurso de agradecimento sem o inconveniente incômodo da música lhe lembrando da finitude daquele momento de glória.

Morricone, grande compositor que já ganhara um Oscar honorário em 2006, venceu pela robusta e oponente trilha de “Os Oito Odiados”. A bem da verdade, o Oscar da mea-culpa estava armado bem antes disso. Na esteira de toda a polêmica envolvendo a falta de diversidade entre os indicados, o Oscar abraçou a crítica e o mestre de cerimônias Chris Rock foi o arauto do apocalipse ao apontar o quão elitista e segregacionista Hollywood pode ser. Foram muitos os momentos inspirados do apresentador, a começar por seu monólogo de abertura, passando por quadros satíricos envolvendo Jack Black e a falta de representatividade entre os principais filmes concorrentes junto a comunidade negra americana.

Mas caprichosa que é, a academia preferiu o britânico Mark Rylance, egresso do teatro, a Sylvester Stallone, o brucutu que ganhou o coração do povo, entre os atores coadjuvantes. O que dizer da cara de desapontamento de Patricia Arquette quando não anunciou a vitória de Sly? Ou da emoção mais do que platônica de Kate Winslet quando viu o seu eterno Jack voltar a ser o rei do mundo? E o punho cerrado de Michael Keaton para celebrar a vitória de seu filme na principal categoria da noite?

Porque o Oscar, afinal, tem tudo a ver com ciclos, justiças históricas, injustiças perenes, preferências, prioridades e autoindulgência.

Mas foi, também, o ano de “Spotlight”. Filme redondo, bem fundamento dramática e narrativamente, que tinha tudo para prevalecer em um ano de tantas hesitações na categoria principal. Ah, mais é menos cinema do que “Mad Max” e “O Regresso”! Talvez por isso tenha ficado com menos Oscars do que seus dois rivais. Mas é um filme que valoriza a prospecção da verdade. A perseverança dos justos. Que pisca os olhos para um mundo melhor. É, portanto, uma escolha mais emocional do que racional. Algo bem comum em termos de Oscar.

O que não é comum é um diretor ganhar o Oscar por dois anos seguidos. Alejandro González Iñárritu fez, sim, história e ele merece. É um artesão do cinema. Um pensador inquieto de seu ofício e ainda que não fosse o melhor realizador entre os indicados ostentava um trabalho digno do Oscar. Seu colaborador Emmanuel Lubezki venceu pelo terceiro ano consecutivo a estatueta de melhor fotografia por “O Regresso”. Ele havia vencido por “Birdman” em 2015 e “Gravidade” em 2014. Mais um feito histórico alcançado no Oscar deste ano.

Assim, ali entre a história que foi feita e a que por um suspiro deixou de acontecer, a edição de 2016 do Oscar se subscreveu como o sonho dourado que todos os mortais, sejam eles estrelas de cinema, cinéfilos ou meros espectadores, sonham uma vez por ano todos os anos.

Autor: Tags: , ,

sábado, 27 de fevereiro de 2016 Análises, Críticas, Filmes | 18:33

Que produção, afinal, ganha o Oscar de melhor filme em 2016?

Compartilhe: Twitter
Oscar

Foto: Montagem/reprodução

O fim do mistério está próximo. Neste domingo (28) será realizada a 88ª edição do Oscar, maior prêmio do cinema e tudo o que precisava ser dito a respeito da competição em 2016 já foi dito. São oito os concorrentes a melhor filme do ano e a disputa chega ao grand finale muito mais aberta do que costuma chegar nesta etapa.

A grande pergunta é qual filme, afinal, será consagrado o melhor na noite do dia 28. Estão na disputa “Brooklin”, “A Grande Aposta”, “Ponte dos Espiões”, “Mad Max: Estrada da Fúria”, “O Regresso”, “Perdido em Marte”, “O Quarto de Jack” e “Spotlight – Segredos Revelados”.

Não pairam dúvidas de que “O Regresso”, “A Grande Aposta” e “Spotlight – Segredos Revelados”, que dividiram a atenção dos sindicatos, protagonizam a disputa. É a primeira vez em mais de 20 anos que três filmes chegam ao dia do Oscar com chances muito parelhas de triunfo. A quarta força na disputa seria “Mad Max: Estrada da Fúria”.

Sucesso de crítica, o blockbuster tem a seu favor, ainda, a excelência técnica reconhecida por oito indicações. São dez no total. Esta é a melhor chance que a academia tem de premiar um representante do cinemão. O último com este perfil vitorioso foi “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” em 2004.

Mesmo assim, um cenário com o triunfo de “Mad Max” é dos mais remotos. “O Regresso”, que começou a criar hype com o triunfo no Globo de Ouro, chega com o suporte do sindicato dos diretores (DGA, na sigla em inglês), o mais eficaz em converter candidatos a melhor filme em vencedores. O fez com “Argo” e “Os Infiltrados” em anos que geravam tanta desconfiança e expectativa como em 2016.

Mas é preciso olhar com cuidado para esse pretenso favoritismo de “O Regresso”. O filme venceu o Bafta, mas a academia inglesa havia optado por “Boyhood” em 2015. Assim como o Globo de Ouro não premiara “Birdman” e cedera a “O Regresso” neste ano. O Oscar acertou onde, digamos, essas outras premiações foram omissas. O filme também não constou dos indicados a melhor elenco no prêmio do sindicato dos atores. É preciso ir a 1996 para encontrar o único vencedor do Oscar de melhor filme que não estivera na lista do SAG, “Coração Valente”.

Leia também: Como a vitória de Iñárritu no DGA afeta a corrida pelo Oscar? 

São estatísticas bastante consolidadas essas que “O Regresso” precisa superar. Mesmo assim, sua vitória é bem palpável. A força do hype em cima de Leonardo DiCaprio, bem como a admiração da academia por Iñárritu são elementos potencialmente sedutores.

É “Spotlight – Segredos Revelados” a maior ameaça ao filme que lidera a corrida ao Oscar com 12 indicações. Muito mais fácil de reunir consenso em torno de si, o filme conta com a provação do sindicato dos atores – vale lembrar que o maior colegiado da academia é composto por atores – e isso pode ser decisivo em um ano tão apertado.

“A Grande Aposta”, que prevaleceu no sindicato dos produtores, pode vencer. O tema sério e importante e a maneira descontraída como é abordado são valiosos atrativos do filme. Forte nas categorias de montagem e roteiro adaptado, onde é o virtual vencedor, pode ganhar os votos de eleitores afeitos à coerência na hora de elencar suas escolhas.

Leia mais: Polêmica em torno de racismo no Oscar pode segmentar ainda mais indústria do cinema 

“A Grande Aposta” é, também, o melhor filme no conjunto dos predicados que constituem o cinema na disputa. Com uma academia cada vez mais atenta à qualidade, isso pode preponderar.

De qualquer forma, “O Regresso” é um campeão de bilheteria com pompa de filme de arte, com um astro reforçando seu poder de apelo e um espetáculo para ser apreciado em tela grande. Uma combinação que sob qualquer ângulo combina com Oscar. Esta é uma narrativa hollywoodiana, afinal.

Autor: Tags: , , , , ,

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016 Críticas, Filmes | 14:12

Versão com zumbis de “Orgulho e Preconceito” é elogio do empoderamento feminino

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

A ideia de juntar zumbis e Jane Austen é tão boa que “Orgulho e Preconceito e Zumbis”, a despeito de alguns problemas na produção, viu a luz do dia. O filme de Burr Steers, ator que se aventurou na direção de séries televisivas e agora estreia na direção de cinema, no entanto, é mais uma sátira aos costumes aristocratas da Inglaterra da era vitoriana do que uma paródia gore da febre zumbi na cultura pop.

As irmãs Bennett aqui não são jovens indefesas à espera de um bom homem para casar. São guerreiras treinadas nas artes marciais chinesas, altamente independentes para a época e que não descartam um casamento por amor. “Minhas filhas não foram criadas para trocar as espadas pela cozinha”, diz em um dado momento o Sr. Bennett (Charles Dance) diante do assédio de sua esposa para que as meninas compareçam a um baile para que aumentem suas chances de serem desposadas.

Os zumbis estão ali mais como uma alegoria de uma Inglaterra decadente do que qualquer outra coisa. É da relação fraturada e cheia de resiliências entre Elizabeth Bennett (Lily James) e o Sr. Darcy (Sam Riley) que o filme se alimenta primordialmente, evitando perder de vista a referência à obra original de Jane Austen.

Leia também: Cinderela vira exterminadora de zumbis em nova versão de “Orgulho e Preconceito”

Nesse contexto, “Orgulho e Preconceito e Zumbis” se mostra uma divertida metáfora desse momento de erupção feminista que vive o mundo. Há diversas cenas, que dão viço ao humor negro que recheia o filme, que atestam esta condição.

Está, no entanto, na protagonista que recusa os ditames sociais da época e mata zumbis com uma habilidade incrível, a força dessa insuspeita brincadeira com zumbis que acaba achando um jeito divertido de falar sério.

Autor: Tags: ,

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016 Críticas, Filmes | 16:49

História de amor e imigração garantem eficiente melodrama de “Brooklin”

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Com roteiro do cultuado Nick Hornby e três indicações ao Oscar (filme, roteiro adaptado e atriz), “Brooklin” pertence àquela linhagem de melodramas de grife. Produção britânica bem azeitada, dirigida com competência, com elenco afiado e uma trama romântica adornando um contexto histórico, no caso o fluxo imigratório da Irlanda para a Nova York dos anos 50.

Saoirse Ronan dá vida a Ellis, uma jovem irlandesa que a irmã consegue providenciar para ir para os EUA. A ideia é que Ellis tenha uma vida que na Irlanda não seria possível.

O filme se desdobra por todas as etapas previsíveis. A viagem problemática e cheia de enjoos pelo Atlântico, a dificuldade de se adequar ao novo ambiente e a descoberta do amor. Para então, com Ellis bem aventurada com sua vida no Brooklin, estabelecer um grande dilema para sua protagonista.

O grande mérito do filme é que ele percorre todo esse arco com muita elegância e reverberação dramática. O roteiro de Hornby é tão eloquente e bem estruturado que é impossível não se cativar pela história. A direção de John Crowley é segura e conscienciosa e Saoirse Ronan é um espetáculo de contenção e ternura em cena. Ela pega o espectador pela mão e não o deixa mais partir.

Não há nada fora do lugar em “Brooklin” e o filme ainda tem pequenos grandes momentos como quando na pensão em que reside, surpreendida pela declaração de amor do rapaz que está namorando, Ellis questiona uma moça mais velha, que já fora casada, se ela gostaria de casar de novo. A resposta da moça, tão sábia quanto graciosa, antecipa o conflito final da personagem e cristaliza um dos grandes dilemas da humanidade. O fascínio que todos nós temos pelo “e se”. Entre certezas e hesitações, “Brooklin” se arranja como um belíssimo filme.

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016 Notícias | 19:22

Cinema paulistano fará sessão especial do premiado “White God”, que estreia nesta quinta-feira (25)

Compartilhe: Twitter
Foto: Imovision

Foto: Imovision

Indicado da Hungria para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015, “White God” conta a história de uma menina de 13 anos em uma busca incansável por seu cachorro Hagen, abandonado nas ruas de Budapeste por seu pai. Nas ruas, Hagen é encontrado por um adestrador de brigas de rinhas que o tortura para se transformar em um cão violento e vencer os outros animais. Após sofrer maus tratos, Hagen consegue fugir do canil com ouros cães, desencadeando uma revolta animal contra os seres humanos, em uma sociedade que não tolera os animais domésticos.

O filme venceu a mostra Um Certo Olhar do festival de Cannes no ano passado. Buddy, o cachorro que interpreta Hagen, recebeu a Palm Dog. Um prêmio que existe desde 2001, destinados ao melhor ator canino dos filmes da Seleção Oficial do Festival.

O filme será lançado nesta quinta-feira (25) nos cinemas brasileiros. Para o lançamento em São Paulo, a Imovision, distribuidora do longa, fechou uma parceria com a Matilha Cultural para mimar os cinéfilos que amam seus pets. Uma sessão especial do filme vai acontecer no sábado (27)  às  16 :00, e a presença dos cães é liberada. Isso porque a Matilha Cultural é um espaço dog friendly. 

O endereço é Rua Rêgo Freitas, 542, no Centro de São Paulo.

 

Autor: Tags: , ,

Críticas, Filmes | 14:15

Grande mérito de “O Quarto de Jack” é extrair encantamento de situação trágica

Compartilhe: Twitter
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Vencedor do Festival de Toronto, “O Quarto de Jack” (2015) é um feito cinematográfico e tanto. Superficialmente, é um drama sobre uma jovem sequestrada que teve seu filho em cativeiro e recorre à ilusão para tornar a rotina do menino menos opressiva. No âmago, porém, é um exercício cinematográfico requintado e uma ode ao espírito humano.

Dirigido com imaginação e propriedade por Lenny Abrahamson, a partir da adaptação de Emma Donoghue da própria obra, “O Quarto de Jack” tem o mérito de mudar toda a sua estrutura narrativa após 40 minutos de filme e manter-se dramaticamente pulsante e francamente inquietante.

O primeiro ato do filme, ambientado todo dentro de um pequeno quarto, é um tour de force tanto de Brie Larson quanto de Jacob Tremblay. Eles tangenciam a desprovida rotina de mãe e filho com emoção e propriedade. Aqui Abrahsamson trabalha muito bem alguns fundamentos narrativos e, ainda que alguns expectadores possam lembrar de “A Vida é Bela”, o contexto é completamente diferente. Algo que os atos subsequentes deixam mais claro.

No segundo ato, “O Quarto de Jack” se reconfigura completamente. O registro cru, formal e tenso dá vez a um drama robusto, mais insidioso das pequenas fissuras verificadas nos personagens em cena. Trata-se de uma mudança estrutural profunda, administrada por Abrahamson e pelo roteiro de Donoghue com muito equilíbrio e perspicácia.

Mais adiante, o filme avança ainda mais nessa nova dialética e mantém o espectador intensamente conectado com a trama graças aos trabalhos irrepreensíveis de Larson e Tremblay.

O menino de nove anos merece uma menção à parte. Personificar Jack não era uma tarefa fácil. O personagem atravessa muitas fases e se depara com conflitos potencialmente dramáticos em momentos-chave do filme. Não é uma criança sendo uma criança em cena. É um ator, da mais fina estirpe, exercendo sua arte com dedicação e método.  Tremblay dá a Jack toda a fragilidade e inocência características de uma criança e muda as cores dessas características conforme o personagem vai evoluindo dramaticamente. É importante observar que todo filme se constrói a partir do ponto de vista de Jack, aumentando a responsabilidade de Trembay como ator.

Trata-se de um trabalho realmente invejável. Tremblay alcança notas, nuanças de seu personagem e afere força a momentos decisivos de “O Quarto de Jack” com a firmeza de um veterano. Larson, por seu turno, acolhe a complexidade dos conflitos de sua personagem com tremenda presença de espírito.

Ao extrair graça e encantamento de uma situação trágica, “O Quarto de Jack” capitaliza em cima da emoção, uma das grandes matérias-primas do cinema, mas também reafirma o espírito humano. Tão combalido pelo peso de todo o sensacionalismo da vida.

Autor: Tags: , , ,

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016 Análises | 14:10

O efeito Deadpool já se faz sentir em Hollywood e filmes de heróis devem mudar

Compartilhe: Twitter

O sucesso de “Deadpool” desnorteou os executivos de Hollywood. Isso pode ser muito positivo no curto prazo; mas como Hollywood é um lugar complexo pode se tornar algo bem ruim no médio prazo.

Antes de avançar no raciocínio é preciso voltar um pouco no tempo e entender o sucesso de “Deadpool”.

O filme, que custou cerca de US$ 80 milhões e já arrecadou o dobro disso globalmente em apenas um fim de semana, foi alvo de uma campanha de marketing agressiva na internet. Ryan Reynolds, que lutou com unhas e dentes para tirar o projeto da gaveta, se engajou de uma maneira incomum para astros hollywoodianos nessa corrente promocional ainda tão pouco (bem) explorada pelos estúdios.

Crítica: “Deadpool” presenteia público com humor sem concessões 

Isso, aliado ao fato do filme ser exatamente aquilo que seus realizadores idealizaram (uma comédia de ação virulenta, cheia de referências pop e recheada de humor negro), ajuda a entender o porquê do sucesso acachapante do longa. A data da estreia, estrategicamente alocada em uma janela sem grandes lançamentos, reforçou o poder de alcance do filme.

Foto (Divulgação)

Foto (Divulgação)

Hollywood ainda tenta assimiliar o que é causa e o que é efeito no sucesso de “Deadpool”, mas já há vozes pondo lenha na fogueira. O diretor James Gunn, que com o seu “Guardiões da Galáxia” alcançou êxito muito semelhante ao de “Deadpool”, expressou descrença de que algo genuinamente positivo possa emergir dessas circunstâncias.

“Você vai ver Hollywood entendendo tudo errado a partir desta lição”, escreveu o cineasta em seu Facebook. “Eu vi isso acontecer com ‘Guardiões.’ Eles não vão entender um filme original e sem medo de correr riscos. Eles vão liberar filmes de heróis cômicos que quebrem a quarta parede. Eles vão te tratar como idiota, algo que ‘Deadpool’ não fez”.

Se essa previsão pessimista vai vingar ou não (e é provável que vingue), ainda é cedo para saber, mas a Fox já repensa seus próximos lançamentos. O terceiro filme solo de Wolverine, previsto para 2017, pode receber o “tratamento Deadpool” e ser proibido para menores de 17 anos desacompanhados dos pais nos EUA, e para menores de 16 anos no Brasil.

Leia também: Pansexual, Deadpool chega aos cinemas para revolucionar filmes de heróis

A grande ironia é que Darren Aronofsky deixou a direção de “Wolverine: Imortal” (2013) porque havia pensando em um filme mais violento, cru e entrado em desacordo com o estúdio. Wolverine, que certamente não recepciona o mesmo tipo de humor de Deadpool, é um personagem que já pedia há algum tempo um tratamento mais sombrio no cinema.

É, porém, necessário ter a percepção de que o sucesso de um filme em suas peculiares circunstâncias não será plenamente replicado por outro, mas “Deadpool” chegou mesmo para embaralhar o tumultuado e, até certo ponto, exaurido cenário dos filmes de super-heróis. A ideia de deixar os filmes mais com cara de ‘filme adulto’ pode ser uma alternativa. As séries da parceria Marvel/Netflix já sinalizavam isso. Hollywood, de vez em quando, fica perseguindo a cauda. As vezes encontra.

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016 Notícias | 15:41

“Alice Através do Espelho” ganha pôster nacional

Compartilhe: Twitter

A sequência do sucesso de mais de US$ 1 bilhão, “Alice no País das Maravilhas”, batizada de “Alice Através do Espelho”, acaba de ganhar um pôster nacional. O filme da Disney, dessa vez sob a direção de James Bobin, será lançado em 26 de maio nos cinemas brasileiros.

Ao retornar para o País das Maravilhas, Alice (Mia Wasikowska) precisa ajudar ajudar o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), dessa vez contra o vilão Tempo (Sacha Baron Cohen).

Alice atrás do espelho

Autor: Tags: , ,

Críticas, Filmes | 14:14

“Deadpool” presenteia público com humor sem concessões

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Você pode encarar “Deadpool” de duas maneiras diferentes. A primeira como um filme que utiliza o humor como um expediente para disfarçar sua pouca profundidade e a falta de uma verve autoral tão comum às mais recentes adaptações de HQs. A segunda, e mais correta, corresponde a um filme que rejeita qualquer concessão e tem no humor, sua principal ferramenta de crítica ao gênero do momento em Hollywood, o filme de super-herói.

“Deadpool” não é o grande filme do ano, mas dificilmente outro vai proporcionar tanta diversão na sala escura em 2016.

A honestidade do filme, que apresenta no cinema o Deadpool das HQs com todas as suas características – sendo a consciência de ser um produto de HQ, no caso, o personagem de um filme, a mais surreal e surpreendente delas – garante o respeito do espectador. Esse espectador pode até se surpreender com o nível das piadas, uma mais suja e sacana do que a outra; e isso é muito bom.  Primeiro porque não costumamos mais nos surpreender de fato no cinema e segundo porque “Deadpool” é um filme que foi concebido como deveria ser e, no final das contas, todo mundo vai perceber isso.

A ideia não é necessariamente descontruir os filmes de super-heróis, mas a estrutura do filme – que é também um filme de origem – acaba fazendo isso. Há piadas de toda sorte e nem mesmo a Fox, que custou a aprovar a produção do filme, é poupada.

A cena pós-créditos, para quem ainda não tinha percebido a sátira ao filme de super-heróis, escancara toda a fórmula que, a bem da verdade, já está cansando.

Wade Wilson (Ryan Reynolds) é um mercenário que após ser diagnosticado com câncer acaba aceitando fazer parte de um projeto genético que ativa genes mutantes. As coisas, naturalmente, não terminam bem para ele que se vê afastado do grande amor de sua vida, Vanessa (a brasileira Morena Baccarin) e com efeitos colaterais que o deixam visualmente horripilante.

Wilson, no entanto, mantém-se abrigado no humor. Sua principal ferramenta para viver os dias. E “Deadpool” é um filme que faz uso inteligente do humor. Outro aspecto que chama atenção no filme é a maneira desimpedida com que a sexualidade do personagem é trabalhada. A pansexualidade (atração sexual que independe do gênero) de Wade Wilson é exposta com gosto e sem frescuras. Outro atestado da coragem do filme em não se submeter a eventuais resistências do público.

Sob muitos aspectos, “Deadpool” é um acerto da perseverança. Ryan Reynolds vivia ostracismo em Hollywood, mas nunca desistiu de fazer o filme que o personagem merecia. Hoje, com a bilheteria acachapante que a produção já contabiliza, o selo de aprovação da crítica e a confirmação da sequência, Reynolds riu por último. Calhou do filme que o personagem merecia ser o mesmo que o público queria.

Autor: Tags: , ,

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016 Notícias | 14:01

Primeiro teaser de “Jason Bourne” provoca com reaparição de protagonista na franquia

Compartilhe: Twitter

BourneCom lançamento previsto para julho deste ano, “Jason Bourne”, como o quinto filme da franquia – o quarto com Matt Damon como protagonista – é chamado, teve seu primeiro teaser divulgado nesta semana. A prévia pouco revela, mas mostra o suficientemente para intuir que Bourne está em busca de reparação pelos maus feitos com ele enquanto esteve sob poder da CIA. “Eu lembro de tudo”, diz um raivoso Bourne que ouve de sua interlocutora que “lembrar de tudo não quer dizer que ele saiba de tudo”.

Com Paul Greengrass, de “A Supremacia Bourne” e “O Ultimato Bourne”, na direção, o quinto filme da franquia tem um elenco recheado com nomes como Alicia Vikander, Julia Stiles, Tommy Lee Jones e Vincent Cassel.

Recentemente, Matt Damon, que concorre ao Oscar de melhor ator neste ano por seu trabalho em “Perdido em Marte”, deu uma entrevista em que falou sobre como reencontraremos o personagem. “É o complemento da jornada começada em ‘A Identidade Bourne’. Parece a conclusão da trajetória, mas não estamos dizendo que é uma conclusão, entende?”, diz o ator.

À revista Entertainment Weekly, o ator disse que Bourne estará em um lugar sombrio no novo filme. Torturado emocional e fisicamente. “Ele ainda está remoendo tudo aquilo que aconteceu com ele”.

Autor: Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última