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Arquivo de março, 2016

segunda-feira, 14 de março de 2016 Críticas, Filmes | 17:42

Com subtexto feminista, “A Bruxa” é um filme de terror que investe no incomum

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Foto: Divulgação

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A estreia de Robert Eggers como diretor em “A Bruxa” (EUA, 2015) não poderia ser mais feliz. Seu filme descende diretamente de obras como “O bebê de Rosemary”, de Roman Polanski, e “O Iluminado”, de Stanley Kubrick, em que a atmosfera do medo importa mais do que a estetização do horror. Não espere por sustos em “A Bruxa”, o terror engendrado pela esperta narrativa do filme, esmerada em contos de fadas macabros, é de outra ordem.

A sugestão é a mãe de todos os horrores na trama que acompanha a rotina de uma família, composta pelo pai, mãe e mais cinco filhos que, exilados de uma pequena vila nos Estados Unidos colonizados pela Inglaterra, vão morar às margens dessa civilização em construção, em uma floresta.

O pai (Ralph Ineson) faz o tipo fervoroso, homem plenamente devotado a sua fé e “A Bruxa” deixa logo claro que esse extremismo detonou o banimento da família do convívio social. Tentando estabelecer uma fazenda às margens dessa vasta e imponente floresta, a família se flagra imersa em uma teia de inexplicáveis e cada vez mais aterrorizantes acontecimentos.

À primeira vista, trata-se de uma crescente e intrincada provação dessa fé até então inquestionável, mas conforme a trama avança percebe-se a sofisticação da narrativa de Eggers. Está ali uma valorosa vertente feminista, sobre como mulheres que não se encaixavam nos ditames sociais da época eram apressadamente rotuladas como bruxas – algo que acontece com a filha mais velha, a adorável Thomasin (Anya Taylor Joy). Há, também, a robustez de um drama familiar. Há o desejo inominável entre os irmãos, o ressentimento da mãe que vê marido e filho sequestrados pela juventude da filha mais velha e todo o subtexto religioso. Nesse aspecto, o viés de fábula do filme acaba por reforçar todas essas camadas, tornando “A Bruxa” uma experiência muito mais sintomática do que observacional. O medo é proveniente daquilo que se toma por verdade.

É um filme econômico em suas elaborações, não necessariamente no que tem a dizer. Justamente por isso, a cena final, que assume uma realidade que a narrativa até então mantinha no campo da possibilidade, adquire uma forte conotação.  Não havia alternativa para aquela personagem a não ser aquele caminho. Neste momento, “A Bruxa” se resolve tanto como filme de terror, expondo o real horror das circunstâncias da personagem, como veiculo feminista.

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quarta-feira, 9 de março de 2016 Filmes, Notícias | 23:28

“A Linguagem do Coração” ganha sessão especial em São Paulo para religiosos

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Cena do filme "A Linguagem do Coração" (Divulgação)

Cena do filme “A Linguagem do Coração”
(Divulgação)

A distribuidora Imovision resolveu fazer uma cabine de imprensa especial para um grupo de religiosos para promover o lançamento do filme “A Linguagem do Coração” que estreia nacionalmente no dia 17 de março nos cinemas. O filme conta a historia de Marie Heurtin uma menina que nasceu cega e surda e, por suas limitações, vive em um mundo próprio, sem se comunicar com as pessoas ao seu redor. Incapaz de lidar com o comportamento violento da filha, o pai de Marie a interna no famoso Instituto Larnay. É lá que a menina conhece a irmã Marie Marguerite, uma jovem freira que a adota como uma filha. Armada de sua fé, a irmã Marguerite vai trabalhar incansavelmente para tirar Marie de seu solitário e silencioso universo lhe dando muito carinho e atenção. O filme é baseado em uma história real.

A atriz Isabelle Carré que  já havia trabalhado com o diretor no filme “Românticos Anônimos” (2010)  é quem interpreta  a irmã Marguerite e  a personagem Marie é  interpretada pela novata atriz  Ariana Rivoire, surda de nascença e foi descoberta pelo cineasta Jean-Pierre Améris  em sua escola.

A exibição do filme para a imprensa foi realizada na manhã de terça-feira, 8 de março, na Reserva Cultural com a participação de  importantes  veículos de imprensa, da SIGNIS Brasil (entidade que congrega as emissoras católicas), algumas religiosas e do Padre Denilson Geraldo,  como o porta voz da Arquidiocese de São Paulo ao lado da Ir. Natividade Pereira, pertence à Congregação das Irmãs Paulinas.

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sexta-feira, 4 de março de 2016 Filmes, Notícias | 16:40

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, “As Sufragistas” volta aos cinemas

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As sufragistas

Com elenco e produção majoritariamente femininos, a produção “As Sufragistas”, distribuído pela Universal Pictures, volta a ser exibido nos cinemas brasileiros em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. O filme, que estreou em dezembro em circuito nacional, tem direção de Sarah Gavron e conta com Meryl Streep, Helena Bonham Carter, Carey Mulligan, Brendan Gleeson, Anne-Marie Duff e Ben Whishaw no elenco.

Com roteiro assinado pela ganhadora do Emmy, Abi Morgan, de “A Dama de Ferro”, o longa será exibido nas seguintes salas do país: Espaço Itaú Augusta, Frei Caneca e Pompéia (São Paulo), Espaço Itaú de Botafogo (Rio de Janeiro), Cinema Miramar (Santos), Cine Cultura Liberty Mall e Espaço Itaú de Cinema (Brasília), Lumiere Shopping Bougainville (Goiânia), Cine Paseo (Salvador), Lumiere Palmas Shopping (Palmas – Tocantins), Cinema Belas Artes (Belo Horizonte), Espaço Itaú de Cinema (Curitiba), Cinespaço Beira Mar e Paradigma Cine Arte (Florianópolis), Espaço Itaú de Cinema (Porto Alegre), Espaço Farol (Tubarão – Santa Catarina).

Instaurado nos primeiros anos do século XX nos Estados Unidos e na Europa, o Dia Internacional da Mulher está associado a fatos históricos e a luta feminina por melhores condições de vida, trabalho e direito ao voto. O drama “As Sufragistas” traz parte da luta de algumas dessas mulheres que resistia à opressão de forma passiva. Ridicularizadas e ignoradas pelos homens, elas decidiram se impor travando uma luta que mudaria não só a vida delas, mas de outras mulheres pelo mundo.

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