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quarta-feira, 18 de maio de 2016 Críticas, Filmes | 19:05

Apesar da grandiloquência, “X-Men: Apocalipse” funciona melhor nos detalhes

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Foto: divulgação

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Há uma piada com “Star Wars” em um determinado momento de “X-Men: Apocalipse” (EUA, 2016) que merece atenção. Ali, ao brincar com a percepção a respeito da trilogia original, Bryan Singer e o roteirista Simon Kinberg emulam muitas coisas sobre a franquia mutante. A primeira noção é indesviável. Os X-Men são hoje um patrimônio cultural de tanto relevo quanto Luke Skywalker, Darth Vader e os demais cânones da saga criada por George Lucas. Mais: Singer dá uma provocada em Brett Ratner, diretor de “X-Men: O Confronto Final”, que substituiu Singer no desfecho da primeira trilogia. Há, no entanto, a possível leitura de que a piada funciona como uma disfarçada autocrítica ao filme que se assiste.

“X-Men: Apocalipse” não é um filme ruim. Funciona maravilhosamente bem como entretenimento. É fluido, tem personagens carismáticos e boas cenas – e Mercúrio (vivido com aquela malandragem afetuosa por Evan Peters) responde por praticamente todas elas -, mas carece de maior substância narrativa.  O novo filme padece do mesmo problema que enfraquece o impacto de “Dias de um Futuro Esquecido” (2014). Singer recicla dilemas e conflitos que Matthew Vaugh esgotara com brilhantismo em “X-Men: Primeira Classe” (2011) que resiste como o melhor filme da franquia mutante.

O que agrava as circunstâncias desfavoráveis a “X-Men: Apocalipse” é o vilão tacanho e com motivações abobalhadas. Pouco depois de lançados filmes como “Deadpool”, em que se propõe um olhar satírico aos filmes de super-heróis, ou “Capitão América: Guerra Civil”, em que o gênero se apropria de uma discussão política para promover um espetáculo visual, o novo “X-Men” surge datado com uma proposta que não parece mais salutar para uma audiência cada vez mais exigente com produções baseadas em HQs.

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Bryan Singer orienta os atores no set de "X-Men: Apocalipse" (Foto: divulgação)

Bryan Singer orienta os atores no set de “X-Men: Apocalipse”
(Foto: divulgação)

Apocalipse (Oscar Isaac) que destruir o mundo e os “falsos deuses” que dele se ocupam para construir um novo e reinar absoluto. Cabe aos X-Men impedirem esse plano maléfico. No meio tempo, os personagens precisam se aceitar. Erick Lehnsherr (Michael Fassbender) tenta submergir na simplicidade de um operário, mas a tragédia lhe persegue e todas as dores do passado lhe colocam no centro dos planos de Apocalipse. Por seu turno, Xavier (James McAvoy) parece mais ajustado aos planos que desenvolveu para sua escola de jovens superdotados, mas o destino lhe traz novamente Moira MacTaggert (Rose Byrne) e com ela inquietações que ele julgara relegadas ao passado.

Como essas breves sinopses sugerem, em seus elementos periféricos, “X-Men: Apocalipse” funciona tremendamente melhor do que no desenvolvimento de sua trama central. O que ratifica a percepção que os realizadores da série conseguem estipular um bom filme de equipe de super-heróis, algo ainda mais vívido em um cinema pós- “Os Vingadores”, mas que falham temerariamente em absorver aquilo que a franquia mutante tem de melhor a oferecer: o paralelismo com praticamente tudo de ruim que acometeu a humanidade. Do nazismo ao racismo, passando pela manipulação política, o manancial é farto. Conceitos tão bem alinhados por Matthew Vaughn em “X-Men: Primeira Classe” e que arranhados nos filmes subsequentes só empalidecem a franquia no contexto histórico.

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3 comentários | Comentar

  1. 53 Kamila Azevedo 18/05/2016 22:14

    “X-Men: Apocalipse” é a grande estreia da semana e pretendo assistir ao filme sem expectativas!

    Responder
  2. 52 Seis atrizes que estão arruinando suas carreiras em Hollywood | O Pioneiro 20/09/2016 10:33

    […]    + Apesar da grandiloquência, ?X-Men: Apocalipse? funciona melhor nos detalhes […]

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  3. 51 Seis atrizes que estão arruinando suas carreiras em Hollywood | Folha Acadêmica 20/09/2016 10:38

    […]    + Apesar da grandiloquência, “X-Men: Apocalipse” funciona melhor nos detalhes […]

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