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Arquivo de junho, 2016

quinta-feira, 30 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 19:42

Cinco filmes para ver em julho nos cinemas

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O mês de julho costuma ser relacionado às férias escolares e há bons filmes na programação dos cinemas para atender a essa demanda. O Cineclube volta a apresentar mensalmente um guia para filtrar filmes para perfis diversos de público e que contemplem obras que mereçam ser descobertas, independentemente de gênero ou orçamento. A ideia é realizar uma curadoria para o leitor e cinéfilo. Vamos às opções deste mês.

 

“Procurando Dory”, de Andrew Stanton e Angus MacLane

(Já em cartaz)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

A continuação do sucesso de 2003 é a principal estreia deste fim de semana nos cinemas brasileiros. “Procurando Nemo” valeu a Pixar seu primeiro Oscar na categoria de animação. Categoria esta que hoje domina e que deve ter “Procurando Dory” entre os indicados em 2017. O filme acompanha as desventuras da peixinha azul Dory, grande atração do filme original. Aqui ela tenta reencontrar sua família. Algo bem complicado já que ela sofre perda de memória recente. Com alguns flashbacks para mostrar a infância da personagem, o filme é o que se costuma chamar de uma graça.

“Julieta”, de Pedro Almodóvar

(Estreia em 7/07)

Julieta

O novo filme do cineasta espanhol, que tem um séquito de fãs numeroso no Brasil, chega depois de receber críticas divididas em Cannes. Trata-se de um melodrama característico de Almodóvar. Julieta (personagem vivida pelas atrizes Adriana Ugarte e Emma Suárez em diferentes fases da vida) é abandonada por sua filha e depois de passar por um tumultuado processo de luto se defronta com a possibilidade de tê-la de volta em sua vida. Essa premissa é o suficiente para Almodóvar tecer sua costumeira colcha de retalhos do universo do feminino e das complexidades entre mães e filhas, tudo com muita sensibilidade e sutileza.

“Dois Caras Legais”, de Shane Black

(Estreia em 21/07)

Dois caras legais

Shane Black é um dos caras mais inteligentes e bem-humorados em Hollywood. Mente por trás da franquia “Máquina Mortífera”, aqui ele faz uma nova contribuição ao subgênero “buddy movie” com Russell Crowe e Ryan Gosling como dois detetives para lá de atrapalhados, mas bem intencionados, que precisam investigar uma conspiração que envolve o assassinato de uma estrela pornô, a indústria automobilística e mais outras tantas idiossincrasias dos anos 70. É uma comédia de ação, com o pé no noir e com um colorido que vai te injetar uma vibe setentista na veia.

“De Longe te Observo”, de Lorenzo Vigas Castes

(Estreia em 21/07)

De Longe te observo

O último vencedor do Leão de Ouro em Veneza finalmente chega aos cinemas brasileiros. Primeira produção venezuelana a triunfar no lido, “De Longe te Observo” aborda a homossexualidade de uma perspectiva totalmente original. Armando costuma pagar rapazes para que o acompanhem até sua casa onde ele se masturbe diante da nudez deles. Quando um garoto líder de uma gangue local aceita o convite, a vida dos dois muda radicalmente.

“Jason Bourne”, de Paul Greengrass

(Estreia em 28/07)

Jason Bourne

Ele está de volta e se lembra de tudo, brada o slogan de “Jason Bourne”, quinto filme da franquia e o quarto com Matt Damon como protagonista. Paul Greengrass, diretor do segundo e do terceiro, que ajudou a redefinir o cinema de ação no século XXI, também retorna.

O elenco é full star e conta com Tommy Lee Jones e Vincent Cassell. Em um ano com confrontos de heróis na tela grande, este filme tem tudo para ser o filme de ação do ano.

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Filmes | 07:00

Clássico instantâneo, “O Diabo Veste Prada” comemora dez anos de seu lançamento no cinema

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Atriz tarimbada e premiada, Meryl Streep viveu sua primeira personagem francamente pop no filme (Fotos: Divulgação)

Atriz tarimbada e premiada, Meryl Streep viveu sua primeira personagem francamente pop no filme
(Fotos: Divulgação)

Nesta quinta-feira (30) completam dez anos do lançamento de “O Diabo Veste Prada” nos cinemas dos Estados Unidos. No Brasil, o filme dirigido por David Frankel seria lançado apenas em 22 de setembro.

Incensado imediatamente ao culto fashion, o filme deu a Meryl Streep uma das personagens mais marcantes de sua carreira, a cruel Miranda Priestly, decalcada da editora megera da Vogue Anna Wintour.

O filme, uma adaptação da obra homônima de Lauren Weisberger, arrecadou mais de US$ 320 milhões nas bilheterias garantindo-se como um dos hits do ano nos cinemas e é frequentemente escalado para a Sessão da Tarde da Globo.

Anne Hathaway, em seu primeiro protagonismo fora da série “O Diário da Princesa”, é Andy Sachs, egressa da faculdade de jornalismo com os sonhos que todo universitário – especialmente aqueles que fazem jornalismo – carregam na bagagem. Ela vai fazer um estágio com Miranda na revista de moda Runaway e aos poucos vai ganhando perspectiva na vida e na carreira.

“O Diabo Veste Prada” sobrevive ao hype e é um exercício interessante revisitá-lo neste seu aniversário de dez anos. Trata-se de um filme muito sensível sobre ritos de amadurecimento. Além de prover um minucioso retrato da oposição entre o ideário do jornalismo e à prática dele.

“O diabo Veste Prada” marcou o começo da democratização da moda (o fast fashion) na esteira das redes sociais e do reality show “Project Runaway” que começou dois anos antes. O timing também foi perfeito para as atrizes que o estrelaram. Anne Hathaway se firmou como uma estrela em ascensão a qual os estúdios poderiam apostar, Emily Blunt aconteceu e Meryl Streep voltou ao Oscar, a qual não concorria há inacreditáveis quatro anos, com sua personagem mais comercial. Aos 57 anos, Streep era um ícone pop.

Emily Blunt e Gisele Bündchen: ótimas tiradas , piadas internas e algum sarcarsmo

Emily Blunt e Gisele Bündchen: ótimas tiradas , piadas internas e algum sarcasmo

“Eu nunca imaginei que as minhas falas neste filme seriam citadas para mim todas as semanas da minha vida”, confessou Blunt em recente entrevista à Variety por ocasião dos dez anos do filme.

Para o papel de Anne Hathaway foram testadas as atrizes Rachel McAdams (“Spotlight – Segredos”) e Juliette Lewis (“Cabo do medo”). Ela acabou sendo escolhida por causa do instinto do diretor que “a via como uma boa Andy”. Hollywood tem seus caprichos e eles, as vezes, dão muito certo.

Para além dos figurinos exuberantes, da trilha sonora pop, com Lily Allen, U2, Madonna e Alanis Morissette, “O Diabo Veste Prada” pertence àquela estirpe de blockbusters com alma que Hollywood entrega de quando em quando.

Com excelentes coadjuvantes – Stanley Tucci é um deleite em cena -, boas participações especiais (como Gisele Bündchen) e sutilezas como a preocupação de Miranda com Andy e seu esforço para não se despir da carapuça de megera, o filme faz por merecer seu status na cultura pop. Vira e mexe se comenta sobre a possibilidade de uma sequência – um segundo livro foi publicado – mas a ideia nunca foi para frente. “Eu acho que esse já atingiu a nota certa”, disse Anne Hathaway em entrevista recente sobre a possibilidade de um “O Diabo Veste Prada 2”. “É melhor deixar como está”.

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terça-feira, 28 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 17:47

Bridget não sabe quem ela quer que seja o pai de seu filho no novo trailer de “O Bebê de Bridget Jones”

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Com estreia marcada para 29 de setembro em circuito nacional, “O Bebê de Bridget Jones” ganhou seu segundo trailer nesta terça-feira (28). O filme começa com Bridget (Renée Zellweger) já divorciada de Mark Darcy (Colin Firth). Ela parece finalmente ter sua vida nos trilhos. Produtora do noticiário em que trabalhava, ela se orgulha por ter uma boa relação com seu ex. Quando tudo parece estar as mil maravilhas, ela descobre que, aos 40 anos de idade, está esperando seu primeiro filho.  Que pode ser tanto de Darcy, como de Jack (Patrick Dempsey).

Daí a brincadeira proposta pela médica vivida por Emma Thompson no filme com a situação de um reality show em que torcemos por um candidato com hashtags. No caso elas são #definetlyDarcy e #totallyJack.

Renée Zellweger, que está de volta ao cinema após um hiato de seis anos e à personagem depois de 12 anos, recebeu a reportagem do Telecine para falar sobre o filme. A entrevista foi realizada em Londres e a coluna tem um registro exclusivo do encontro.

Renée Zellweger dá tchauzinho na selfie feita por Moisés Liporage, repórter do Programa Preview, do Telecine, ao final da entrevista realizada em Londres. O jornalista conversou com a estrela norte-americana sobre o filme "O Bebê de Bridget Jones", que estreia nos cinemas em setembro.

Renée Zellweger dá tchauzinho na selfie feita por Moisés Liporage, repórter
do Programa Preview, do Telecine, ao final da entrevista realizada em
Londres. O jornalista conversou com a estrela norte-americana sobre o filme
“O Bebê de Bridget Jones”, que estreia nos cinemas em setembro.

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sábado, 25 de junho de 2016 Atores, Filmes | 17:14

“Acho que a mudança climática é a grande ameaça que pode unir a humanidade”, diz Bill Pullman no Brasil

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Foto: AgNews

Foto: AgNews

“Eu acho que a mudança climática é a grande ameaça que pode unir a humanidade”, disse ao iG o ator Bill Pullman em entrevista realizada durante sua passagem por São Paulo para divulgar “Independence Day: O Ressurgimento”. A coluna quis saber do ator, que volta a viver o presidente Whitmore, agora ex-presidente e marcado por sequelas emocionais e psicológicas do primeiro confronto contra os aliens, o que precisaria acontecer para unir a humanidade.

Isso porque em “Independence Day: O Ressurgimento” há paz e colaboração plena entre as nações e há, ainda, a sugestão de inexistência de ameaças terroristas como as que nos deparamos na vida real. “Eu não tinha parado para pensar sobre como os medos dos anos 90 evoluíram e são diferentes dos de hoje. O primeiro filme veio um pouco depois do fim da Guerra Fria e hoje me parece que não podemos parar de pensar na mudança climática. Não podemos nos dar ao luxo de ignorar essa questão”, observa Pullman. “Está acontecendo”.

Leia também: Bill Pullman sobre excesso de CGI no novo “Independence Day”: “Parece Teatro”

“Não deixa de ser irônico que a Grã-Bretanha esteja votando para se separar da União Europeia”, continua o ator. A entrevista foi realizada na quinta-feira (23), dia em que os britânicos foram às urnas para decidir se permaneciam ou não no bloco econômico. “Se você olhar por este contexto, da necessidade de colaboração entre as nações, é muito interessante que a sequência do filme esteja chegando neste momento”.

Pullman explicou à coluna que não vê o terrorismo como o elemento possível de unir nações porque o medo chega a níveis tão exasperados que faz com que pessoas, ou nações, tomem medidas extremas contra outras. “É algo novo para a gente e que está acontecendo com uma frequência assustadora”, observa em referência a recentes casos na França e nos EUA. “O sentimento de tentar diminui-lo (terrorismo) é bom, mas acho que devemos tentar gerenciar nosso medo e não nos deixar guiar por ele, o que resultaria em diminuição da nossa liberdade. Eu não acho que o terrorismo seja algo que vá nos unir ou que vá nos levar ao nosso fim”.

Pullman em cena do novo "Independence Day": um ator sensível que faz muito bem o tipo durão... (Foto: divulgação)

Pullman em cena do novo “Independence Day”: um ator sensível que faz muito bem o tipo durão…
(Foto: divulgação)

Relutância

Falando sobre Obama, mas de certa forma também sobre os candidatos à presidência dos EUA, Pullman o descreveu como “um líder relutante”. “Eu acho que ele não gosta de exagerar em relação às circunstâncias. Por isso, talvez, tenha tido um primeiro mandato percebido como pouco produtivo. Ele é um líder relutante. Eu acho que isso é algo que deve ser admirado. Não necessariamente devemos votar em um candidato que se apresenta como solução para tudo”, diz sem citar Donald Trump explicitamente.

Crítica: Novo “Independence Day” remete a “Star Wars” e não decepciona fãs do original

Por falar em presidência, seu personagem volta a ter grandes momentos em “Independence Day: O Ressurgimento”. Há, inclusive, uma cena em que Whitmore volta a discursar. Mas por pouco essa cena não acontece.  “Foi interessante como isso evoluiu”, confessa Pullman entre risos quando ouve do colunista que o público estaria ansioso pela “cena do discurso de Bill Pullman”. “Quando me encontrei com Roland e os escritores, Roland não queria se repetir. ‘Não seria legal provocar o público com a possibilidade de ter um discurso seu e ele não acontecer?’. Eu até aceitei a ideia, mas me incomodava o fato de não ter uma cena com Jeff (Goldblum, que também retorna para a sequência). Aí alguém na Fox disse que um dos melhores momentos do primeiro filme era a cena do discurso e começou a ter uma pressão para isso”.

Roland Emmerich teve que ceder às pressões que, àquela altura, já eram bem claras e a cena do discurso informal foi pensada para ser um diálogo com o personagem de Jeff Goldblum. “Aí bolaram essa cena com o Jeff que começa como um diálogo e aí algumas pessoas começam a prestar atenção e de repente começa a soar para o público muito como um discurso. Eu acho que foi uma solução ótima e que funciona para os personagens naquele contexto em que eles se encontram”.

Como relutância pouca é bobagem, quando perguntado sobre qual sua cena favorita do novo filme, ele confessou que ela não está no corte final. “Foi cortada. Todos os atores tiveram cenas cortadas. Essa é a verdade de todo o filme. É doloroso. Nós atores somos almas sensíveis”.

Pullman se referia a uma cena dramática em que ele explica para sua filha as razões que o levam a tomar determinada atitude no filme. “Como ator eu gostaria de ver aquele momento mais aprofundado, mas entendo que Roland precisa equilibrar toda uma história. Acho que ele manteve as cenas que remetem à essência dos personagens”, minimiza o ator. “Eu superei os meus arrependimentos”.

Da relutância de se repetir um discurso, à relutância que deve pautar um bom líder, “Independence Day: O Ressurgimento” se abaliza como um entretenimento para ser apreciado sem qualquer constrangimento.

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sexta-feira, 24 de junho de 2016 Diretores, Filmes | 22:28

Roman Polanski é tema de maratona no Telecine Cult

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Cena de "A Pele de Vênus" (Foto: divulgação)

Cena de “A Pele de Vênus”
(Foto: divulgação)

O cineasta Roman Polanski será homenageado neste fim de semana, com uma maratona no Telecine Cult. No sábado (25), a partir das 20h, o canal exibe três produções assinadas pelo aclamado diretor franco-polonês: “A Pele de Vênus”, “O Escritor Fantasma” e “Repulsa ao Sexo”. E, no domingo, a sessão começa às 19h50, com “Armadilha do Destino”, “Chinatown” e “Lua de Fel”.

Às 20h, “A Pele de Vênus” abre a sequência imperdível de obras de Polanski. Em uma tarde chuvosa, Thomas (Mathieu Amalric), um diretor de teatro, está encerrando os testes de sua nova peça. Tudo muda quando a atriz Vanda (Emmanuelle Seigner) entra em cena e começa um jogo de sedução para convencê-lo de que ela é a pessoa perfeita para interpretar a protagonista. O mais recente filme do franco-polonês pode ser percebido como uma provocação sobre a percepção da arte, mas também como um olhar crítico de Polanski à própria história. De qualquer modo, é um exercício cênico poderoso e com dois atores desprovidos de vaidade e entregues à experiência.

Em seguida, às 22h, vai ao ar “O Escritor Fantasma”. Um ghost writer (Ewan McGregor) é chamado para escrever a biografia de Adam Lang (Pierce Brosnan), um controverso político britânico, depois que o escritor originalmente contratado para o trabalho morre. Mas, ao começar a estudar a vida do congressista, ele se vê em um mundo onde nada é o que parece e percebe que sua própria vida está em risco. É um dos filmes mais cínicos do cineasta, uma obra-prima moderna que merece ser descoberta.

Para fechar, à 0h25, tem “Repulsa ao Sexo”. Carol Ledoux (Catherine Deneuve) é uma mulher muito bela, mas reprimida sexualmente, que vive com a irmã, Hélène (Yvonne Furneaux), em um apartamento em Londres. Quando fica sozinha em casa, durante uma viagem de Hélène, Carol entra em uma profunda depressão e passa a ter assustadoras alucinações com atos de violência.

No domingo, às 19h50, “Armadilha do Destino” dá sequência ao especial. Richard (Lionel Stander) e Albert (Jack MacGowran), uma dupla de criminosos em rota de fuga, buscam abrigo em um antigo castelo na praia. Os donos da propriedade, um excêntrico casal dono de muitas galinhas, ficam relutantes com os novos hóspedes, mas logo uma estranha relação cresce entre eles.

Cena de "Repulsa ao Sexo"

Cena de “Repulsa ao Sexo”

Na sequência, às 22h, é a vez de “Chinatown”, o mais premiado filme do diretor, ser exibido. J.J. Gittes (Jack Nicholson) é um detetive particular contratado por uma mulher que desconfia que o marido tem uma amante, mas ele descobre que ela não é quem dizia ser. Quando Gittes encontra a verdadeira sra. Mulwray (Faye Dunaway), ele logo se vê envolvido com ela em uma corrupta rede de poder, perigos e segredos. A produção foi indicada ao Oscar em 11 categorias e faturou a estatueta de Roteiro Original.

Às 0h25, “Lua de Fel” encerra o especial. Em um cruzeiro, o casal de ingleses Nigel (Hugh Grant) e Fiona (Kristin Scott Thomas) conhece Mimi (Emmanuelle Seigner), uma sedutora francesa acompanhada do marido, Oscar (Peter Coyote), que vive preso a uma cadeira de rodas. Quando o homem percebe o interesse de Nigel por sua mulher, Oscar revela a história da ardente e doentia paixão que vivem.

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quinta-feira, 23 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 23:37

“Jack Reacher: Sem Retorno” estreia em 20 de outubro nos cinemas brasileiros

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Há pouco atores atualmente que se dedicam tanto e com tanta desenvoltura a um mesmo gênero como Tom Cruise se dedica à ação. Depois de protagonizar o quinto e bem sucedido filme da franquia “Missão Impossível” em 2015, Cruise se volta para outra franquia. “Jack Reacher: Sem Retorno” é continuação de “Jack Reacher: O Último Tiro” (2012). Desta vez, Reacher retorna à base militar que serviu na Virgínia, onde pretende encontrar uma comandante local.  Mas, ao chegar, descobre que ela corre sério perigo. Não demora muito para que ele assuma a responsabilidade de salvá-la.

A direção é de Edward Zwick, com quem Cruise já havia trabalhado em “O Último Samurai” (2004). A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 20 de outubro. O trailer legendado pode ser conferido abaixo.

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Críticas, Filmes | 16:57

Honesto e apaixonante, “Como Eu Era Antes de Você” é elogio do amor possível e de suas possibilidades

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O amor como janela para a vida: personagens verdadeiros e contraditórios (Fotos: Divulgação)

O amor como janela para a vida: personagens verdadeiros e contraditórios
(Fotos: Divulgação)

É uma verdade um tanto dolorosa essa de que uma relação amorosa está inexoravelmente fadada ao fim, mas que ela contribuirá decisivamente para o ser humano que você se tornar depois dela. “Como Eu Era Antes de Você” (EUA 2016), já em seu título, entrega seu deslocamento em relação a um típico romance hollywoodiano. Adaptado do best-seller homônimo de Jojo Moyers pela própria autora e dirigido com sensibilidade por Thea Sharrock, o filme tem o mérito incomum de desenvolver um romance a partir do interesse que nutre pela verdade de seus personagens. A atenção a essa logística narrativa faz toda a diferença. E o vínculo romântico entre Lou (Emilia Clarke, mais radiante e cativante do que nunca) e Will (Sam Clafin) jamais surge como o destino da narrativa, e sim como sua jornada.

Ela, uma moça simplória do subúrbio inglês, dona de um senso fashion exótico, ingênua e genuinamente bem intencionada, por força das circunstâncias, acaba indo trabalhar como cuidadora dele. Um jovem promissor do mercado financeiro que teve sua vida transformada abrupta e definitivamente por um acidente que o deixou tetraplégico. Will é compreensivelmente amargo. Ele apenas “existe”, em suas próprias palavras. O filme salpica minúcias aqui e ali que tornam a inicialmente difícil convivência entre Will e Lou muito mais convidativa para o olhar do espectador.

“Amei ver o romance se desenvolver”, diz diretora sobre o que a atraiu em “Como Eu Era Antes de Você”

Ele, por exemplo, fez um arranjo com seus pais de ficar mais seis meses com eles e, depois disso, tirar sua vida na Suíça (país em que a eutanásia é legalizada). A chegada de Lou, espera a mãe de Will – vivida com a habitual energia por Janet McTeer – pode fazer com que ele mude de ideia.

ME BEFORE YOU“Como Eu Era Antes de Você”, naturalmente, convida às lágrimas. Mas não há subterfúgios narrativos para tal. O filme é de uma honestidade tremenda; até mesmo em flagrar os preconceitos, contradições e defeitos de seus personagens. Há muito romantismo no desfecho, plenamente concebível e, justamente por isso, mais poderoso ainda.

Clafin é uma grata surpresa na pele de Will. O verniz que dá à amargura do personagem não se impõe ao brilho dos olhos que brilham mais intensos conforme seu personagem se deixa contagiar pela graciosidade de Lou. Clarke, por seu turno, é uma atriz exuberante e que reveste sua Lou de pequenas belezas que a tornam irresistível também aos olhos do público.

“Como Eu Era Antes de Você” é um dos melhores filmes de 2016 porque é um romance que funde tristeza à felicidade sem idealizar o amor, mas elogia-o no limite do possível e, ao fazê-lo, se firma como um alicerce romântico dos mais perenes, cativantes e significativos. É um filme para se amar para sempre.

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quarta-feira, 22 de junho de 2016 Notícias | 17:22

Confira o teaser de “Piper”, curta da Pixar que estreia junto com “Procurando Dory” nos cinemas

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Foto: Reprodução/EW

Foto: Reprodução/EW

Dirigido por Alan Barillaro e produzido por Marc Sondheimer, “Piper”, o novo curta da Pixar Animation Studios, conta a história de um filhotinho de maçarico esfomeado que se aventura a sair de seu ninho pela primeira vez para procurar comida no litoral. O único problema é que a comida está enterrada na areia onde ondas assustadoras vem dar na praia. “Piper”, com duração de seis minutos, vai estrear nos cinemas de todo o mundo com “Procurando Dory”. A produção chega ao Brasil na próxima quinta-feira (30).

 

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terça-feira, 21 de junho de 2016 Notícias | 22:56

Público brasileiro garante maior bilheteria de abertura de “Como Eu Era Antes de Você” no mercado internacional

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Foto: divulgação

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“Como Eu Era Antes de Você” alcançou mais um recorde em seu final de semana de abertura. Além de liderar a bilheteria nacional em seu primeiro final de semana em cartaz, no Brasil o longa conquistou a maior abertura dentre todos os mercados internacionais (que exclui os Estados Unidos), arrecadando R$11,5milhões e levando cerca de 754 mil pessoas aos cinemas.

A marca alcançada pelo público brasileiro impressiona, pois “Como Eu Era Antes de Você” ficou a frente do Reino Unido, terra natal da escritora Jojo Moyes e do casal de protagonistas Emilia Clarke e Sam Claflin.

Até o momento, contando com as pré-estreias realizadas, o filme já soma R$15.336.458 milhões e levou 1,070,331 pessoas ao cinema

NervePrimeira produção nacional da Diamond Films

“Pequeno Segredo” (Little Secret, Brasil/Nova Zelândia, 2016), primeiro filme nacional da Diamond Films Brasil, chega aos cinemas de todo o País no dia 10 de novembro. Dirigido por David Schurmann (“O Mundo em Duas Voltas”), o longa metragem de ficção também tem previsão de lançamento em toda a América Latina.

O filme revela a força do amor no destino de duas famílias. Ao adotar Kat, o casal Schurmann convive com a delicada escolha de manter ou não um segredo que vai além da adoção. A família é internacionalmente reconhecida por suas travessias ao redor do mundo a bordo de um veleiro.

Verdade ou desafio do mal

Com estreia marcada para 25 de agosto, “Nerve – Um Jogo Sem Regras”, traz Emma Roberts é uma estudante do ensino médio que não gosta de chamar atenção e sonha com o dia em que entrará na faculdade. Mas, cansada de ser vista como a garota que não se arrisca na vida, ela decide participar do jogo online “Nerve – Are you a Watcher or a Player?” (Você é um observador ou um jogador?). Para a surpresa de todos, ela escolhe ser jogadora, acreditando ser um jogo inofensivo, até descobrir que todos os seus passos e atos são vistos e manipulados por uma comunidade anônima de hackers.

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domingo, 19 de junho de 2016 Atores | 19:51

Anton Yelchin deixa a vida muito jovem, mas com um legado cinematográfico belo e completo

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Yelchin ao lado de Felicity Jones em "Loucamente Apaixonados": um de seus melhores momentos no cinema (Fotos: divulgação)

Yelchin ao lado de Felicity Jones em “Loucamente Apaixonados”: um de seus melhores momentos no cinema
(Fotos: divulgação)

A notícia da morte de Anton Yelchin, ator russo radicado nos EUA, aos 27 anos chocou o mundo. O aspecto bizarro da morte do jovem, atropelado pelo próprio carro em sua garagem em um acidente tão improvável quanto fatal realça o aspecto de incredulidade com o que se sucedeu.

A imprensa noticiou a morte do “ator de Star Trek” com o espanto que ela despertou. O terceiro filme da revitalização da franquia, com estreia marcada para julho nos EUA e setembro no Brasil, é um dos filmes estrelados por Yelchin que agora serão lançados postumamente.

Cena de "Alpha Dog": Ascensão no cinema indie

Cena de “Alpha Dog”: Ascensão no cinema indie

Outros são “Porto”, um romance indie ambientado na cidade portuguesa,  “Rememory”, um sci-fi em que divide a cena com Peter Dinklage, e “We Don´t Belong Here”, em que contracena com Catherine Keener. Além da série animada da Netflix, produzida por Guillermo Del Toro, “Thoroughbred” – esta ainda incompleta.

Yelchin começou a atuar ainda criança, mas não obteve o status de um astro precoce nos termos de Macaulay Culkin. De participações em produções televisas como “E.R”, “Nova York Contra o Crime” e “Taken”, a pontas em filmes como “Na Teia da Aranha” (2002) e “Reflexos da Amizade”, Yelchin foi conquistando seu espaço no cinema americano. Seu primeiro grande papel foi em “Alpha Dog (2006)”, de Nick Cassavetes. Não era o protagonista, mas o filme girava em torno de seu personagem. Um tipo introspectivo que queria ser aceito e acabava se envolvendo com traficantes e jovens arruaceiros. Yelchin já demonstrava brio como ator e a cena independente do cinema americano o acolheu com a mesma energia que ele demonstrava ter.

Filmes como “Charlie, um Grande Garoto”  (2007), “Middle of Nowhere” (2008) e “Nova York, eu Te-Amo” (2008) ajudaram a popularizar seu nome no circuito independente americano e a chamar a atenção de quem estava à cata de novos talentos, como J.J Abrams que o recrutou para ser o russo Chekov na nova versão de “Star Trek”, lançada em 2009 e que ganhou uma primeira sequência em 20013.

O ano de 2009, aliás, foi decisivo. Ele também estrelou, ao lado de Christian Bale, o quarto filme da franquia “O Exterminador do Futuro”, denominado “A Salvação”, na pele do icônico e aqui mais jovem Kyle Reese. Daí para frente, Yelchin passou a trabalhar mais no mainstream, mas sem deixar o alma indie desguarnecida. Todo ano lançava um filme em Sundance e fazia questão de dar as caras em Utah, cidade norte-americana que sedia o evento todo mês de janeiro.

O ator durante o festival de Veneza de 2014 com Alexandra Daddario e Ashley Greene para a estreia de "Enterrando minha ex" (Foto: Getty)

O ator durante o festival de Veneza de 2014 com Alexandra Daddario e Ashley Greene para a estreia de “Enterrando minha ex”
(Foto: Getty)

Foi dublador de Smurf e da ótima animação “Piratas Pirados” (2012), estrelou o divertido remake de “A Hora do Espanto”, lançado em 2011 e caprichou no humor geek em “Enterrando minha ex” (2014), de Joe Dante, em que é perseguido pela namorada zumbi.

Mas é mesmo a seara independente que merece atenção neste momento tão inesperado. Sob as ordens do excelente William H. Macy, impressionou como o garoto com talento para a música que forma uma improvável banda com o pai fracassado em “Sonhos à Deriva” (2014). Assim como agregou brilho ao elenco capitaneado por Mel Gibson reunido por Jodie Foster em “Um Novo Despertar” (2011), que também tinha uma promissora jovem chamada Jennifer Lawrence.

Produções elogiadas em diversos festivais como “Amantes Eternos” (2013), de Jim Jarmusch e “Green Room” (2015) também contam com os préstimos do ator que sabe submergir em personagens distintos, mas unidos por certa melancolia que Yelchin sempre carregou consigo mesmo nos filmes mais leves. Fazia parte de seu charme como intérprete e talvez explique porque “Loucamente Apaixonados”, em que vive idas e vindas com Felicity Jones em um romance dolorosamente afetivo a quem quer que o assista, é o filme pelo qual será mais lembrado.

É aqui, em outra produção surgida em Sundance, que Yelchin melhor exercita seus músculos dramáticos. É aqui que vemos um ator que queremos conhecer por dentro e que tem a felicidade de ser tão ímpar, quanto familiar, aos nossos olhos.

Yelchin e seus colegas de Enterprise: Legado compreende participação em uma das principais franquias da cultura pop

Yelchin e seus colegas de Enterprise: Legado compreende participação em uma das principais franquias da cultura pop

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