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Arquivo de junho, 2016

segunda-feira, 13 de junho de 2016 Críticas, Filmes | 18:17

“O Valor de um Homem” funde poesia e política ao fazer da sutileza sua matéria-prima

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Foto: divulgação

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A primeira cena de “O Valor de um Homem” revela seu protagonista, Thierry discutindo com um funcionário de uma agência de empregos que orienta mal desempregados em busca de recolocação sugerindo estágios e cursos de reciclagem que são pouco efetivos em garantir uma recolocação. A cena, áspera e melancólica, antecipa o tom que Stéphane Brizé irá empregar ao longo da narrativa.

Denominado “A Lei do mercado” (La loi Du marche) no original em francês, o filme se debruça com uma propriedade invejável, e ainda assim com retidão impressionante, sobre as imperfeições do capitalismo. Brizé não se apressa em aferir contornos críticos ao sistema. Ele tangencia um filme político, sem politizar ou partidarizar o conflito de Thierry que, na fase madura da vida, se encontra desempregado e investido em uma busca desamparada e francamente inquietante por um novo trabalho.

Brizé cola a câmara em Vincent Lindon e faz com que o público compartilhe da agonia do personagem. Seja em uma desajeitada entrevista via skype, seja durante a negociação para a venda de um trailer ou mesmo quando discorda do grupo de colegas que, como ele, fora demitido de maneira injusta. Os vestígios do capitalismo, em sua imperfeição constante, estão por toda a parte em “O Valor de um Homem”. Filme construído todo ele em um punhado de grandes cenas, de sobejados valores poético e estético. Não há trilha sonora e apenas a face cada vez mais oprimida de Lindon impera. O ator, parceiro habitual de Brizé, nunca esteve melhor. O minimalismo de sua caracterização é triunfante.  Por meio de gestos, expressões e olhares, Lindon vai descortinando o personagem com a agudeza que apenas grandes intérpretes são capazes de fazer. Nesse escopo, é tanto autor do filme como Brizé que, além da direção, assina o roteiro em parceria com Olivier Gorce.

É o mal-estar incontido de Thierry transfigurado depois que arranja um emprego como segurança em um supermercado que afere altivez à produção. O homem humilhado e constipado pelas amarras do sistema agora serve como olhos desse sistema implacável. A sutileza com que Brisé e Lindon trabalham esse choque entre a letargia laboral do ofício de Thierry e sua resistência interior crescente ao mecanismo em que se vê engendrado é das coisas mais magníficas a se testemunhar no cinema em anos. Não se postula a catarse ou mesmo uma crítica feroz como em filmes não menos encantadores como “O  Lobo de Wall Street”, de Martin Scorsese, e “O Capital”, de Costa-Gravas, mas apenas introspecção nas contradições interiorizadas no indivíduos a partir de suas relações com um sistema político-econômico. Um filme austero em suas elucubrações e poético em suas conclusões. Um filme imperdível para quem gosta de repercutir o homem e o meio, principalmente no contexto da arte.

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sexta-feira, 10 de junho de 2016 Sem categoria | 16:30

Boas opções de filmes para assistir nos cinemas e em casa

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Mês da diversidade sexual com bons filmes

Em homenagem ao Dia Internacional do Orgulho LGBT, comemorado no dia 28 de junho, o canal Max prepara uma programação exclusiva. Os filmes “Gerontofilia”,” Ludwig Segundo”, “O Casamento Gay em Julgamento”, “Irmãos Desastre”,” Café da Manhã em Plutão”, “ O Amor É Estranho” e “Tom na Fazenda” prometem agradar aos mais diferentes gostos. São sete histórias carregadas de romance, drama e comédia.

Mais informações podem ser conferidas no site do canal (WWW.hbomax.tv)

Para Sempre Alice estreia na HBO

O filme que rendeu um merecido e adiado Oscar a Julianne Moore, “Para Sempre Alice”, finalmente estreia na TV por assinatura. O premiado drama estreia na HBO no sábado (25). Confira a crítica do Cineclube aqui.

O maior mito fashion devassado

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O documentário “Kate Moss”, dirigido por Peter Tarshis em 1990, retrata a trajetória de vida e a carreira da supermodel inglesa Kate Moss, que teve seu rosto associado com as grandes grifes como Gucci, Calvin Klein, Cavalli, Dolce & Gabbana, Louis Vitton e YSL. Ela foi capa de grandes revistas de moda e beleza, além de ditar as principais tendências da moda. A produção mostra a inglesa aos 30 anos, já como mãe e segunda modelo mais bem paga da indústria da moda.

Bio Arte 1

Dia 12/6 às 21h

Fim de semana de romance

Para capitalizar em cima do fim de semana do dia dos namorados, a Warner Bros. Pictures programou pré-estreias pagas de “Como Eu Era Antes de Você”, em cinemas de todo o país, entre hoje e o dia 12 de junho. O longa, baseado no best-seller de Jojo Moyes, leva para as telonas uma história de amor que promete emocionar a todos.

Louisa “Lou” Clark (Emilia Clarke) vive em uma pitoresca cidade de campo inglesa. Sem direção certa em sua vida, a criativa e peculiar garota de 26 anos vai de um emprego a outro para tentar ajudar sua família com as despesas. Seu jeito alegre, no entanto, é colocado à prova quando enfrenta o novo desafio de sua carreira.

Ao aceitar um trabalho no “castelo” da cidade, ela se torna cuidadora e acompanhante de Will Traynor (Sam Claflin), um banqueiro jovem e rico que se tornou cadeirante após um acidente ocorrido dois anos antes, mudando seu mundo dramaticamente em um piscar de olhos. Não mais uma alma aventureira, mas o agora cínico Will, está prestes a desistir. Isso até Lou ficar determinada a mostrar a ele que a vida vale ser vivida. Embarcando juntos em uma série de aventuras, Lou e Will irão obter mais do que esperavam e encontrarão suas vidas — e corações — mudando de um jeito que não poderiam ter imaginado.

Mais romance no fim de semana com comédia indie

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Já está em cartaz nos cinemas de São Paulo, Santos, Barueri, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Porto Alegre,Belo Horizonte, Fortaleza, Brasilia, Salvador, Recife e João Pessoa a comédia “Casamento de Verdade”, que traz a outrora estrela em ascensão Katherine Heigl de volta à tela grande. A produção acompanha a relação dela com a personagem de Alexis Bledel e de como a decisão das duas de trocar votos e alianças afeta a família delas.

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Filmes | 15:57

Rede Telecine promove maratona com os 24 filmes de James Bond em junho

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Por conta da estreia de “007 Contra Spectre”, dia 25 de junho, às 22h, no Telecine Premium, a Rede Telecine promove uma retrospectiva com todos os 24 filmes de James Bond nos canais Telecine Action, Telecine Pipoca e Telecine Cult.

No sábado e no domingo, 11 e 12, o Telecine Cult dá a largada no aquecimento com os títulos que foram protagonizados por Sean Connery e Timothy Dalton. No dia 11 de junho, às 11h, o filme que abre a maratona é “007 Marcado para a Morte”. Em seguida, às 13h25, tem “007 – Nunca Mais Outra Vez”. Logo depois, às 15h50, vai ao ar “007 – Os Diamantes São Eternos”. Na sequência, às 18h05, é a vez de “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes”. No dia seguinte, 12 de junho, às 10h45, o filme que abre a sessão é “007 – Permissão Para Matar”. Em seguida, às 13h10, vai ao ar “007 Contra A Chantagem Atômica”. Às, 15h35, “007 Contra Goldfinger” é exibido. Logo depois, às 17h40, tem “Moscou Contra 007”. Às 19h55, “007 Contra O Satânico Dr. No” encerra a seleção.

No fim de semana seguinte será a vez de Roger Moore e George Lazenby protagonizarem o revival no Telecine Cult. Pierce Brosnan é a estrela do sábado (25) no Telecine Action e Daniel Craig vai brilhar no Telecine Pipoca no domingo (26), quando Spectre será lançado no canal encerrando o revival dos filmes de Craig no canal e a retrospectiva de James Bond na Rede Telecine.

 

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quarta-feira, 8 de junho de 2016 Críticas, Filmes | 10:15

Sequência de “Truque de Mestre” repete fórmulas e usa reviravoltas para ganhar o público

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Uma das maiores surpresas de 2013 nos cinemas, “Truque de Mestre” era uma produção charmosa que estreitava a relação entre cinema e ilusionismo ao acompanhar quatro mágicos que faziam grandes números de ilusionismo com a proposta de desmascarar um empresário corrupto. Irregular, o filme flertava com a condescendência do público.  A boa bilheteria garantiu a sequência que chega agora aos cinemas. Sem Louis Leterrier na direção, assume John M. Chu com a consultoria do ilusionista David Copperfield, também creditado como coprodutor.

Copperfield, que já havia prestado consultoria para “O Grande Truque”, de Christopher Nolan, e “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese, chega com a responsabilidade de dinamizar e tornar mais verossímeis os números mágicos apresentados no longa-metragem. Não é, porém, o que acontece. “Truque de Mestre: O Segundo Ato” se incumbe de surpreender o público que curtiu o primeiro filme, mas repete passo a passo as fórmulas aplicadas no original. Cai, portanto, em contradição.

Assim como no primeiro filme, a escalada de surpresas no clímax afasta qualquer comprometimento com a lógica em nome do choque da verdade que sempre esteve em frente aos olhos, dos personagens e da audiência, e ninguém foi capaz de perceber. Trata-se de um recurso irritante para aqueles que apreciam um bom desenvolvimento narrativo. Para quem busca apenas surpreender-se na sala escura, “Truque de Mestre: O Segundo Ato”, talvez se prove até mesmo mais eficiente do que o original.

A ideia é levar tudo ao limite. Woody Harrelson, sob muitos aspectos o melhor do primeiro filme, surge aqui duplicado. Seu irmão gêmeo está a serviço do bilionário inglês que quer que a trupe comandada por Dylan (Mark Ruffalo) roube um cartão que lhe dará acesso a todo e qualquer computador no planeta. O cartão está em Macau, na China, e o bilionário em questão é interpretado por Daniel Radcliffe, o Harry Potter em pessoa, aqui mais zeloso da ciência do que da mágica, mas afeito a truques. Radcliffe é subaproveitado pelo filme, que se beneficia mais de seu nome no cartaz do que de seu bom timing cômico em cena.

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Como Isla Fisher não retornou para a sequência, Lizzy Caplan surge como a principal personagem feminina e ela aproveita bem a chance. De todo o elenco, que ainda conta com o retorno de Morgan Freeman, é a única que parece não estar no piloto automático.

“Truque de Mestre: O Segundo Ato” é um caso típico de como Hollywood não sabe lidar com seus sucessos. Um filme imperfeito, mas charmoso e relativamente original que fez algum barulho em 2013, agora ganha uma desnecessária sequência que deve fracassar e comprometer a memória que o público tem do original.

 

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sexta-feira, 3 de junho de 2016 Bastidores, Curiosidades, Filmes | 17:08

Ideia era restabelecer credibilidade dos filmes de terror, diz diretor de “Invocação do Mal 2”

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Surpreendente sucesso de público e crítica de 2013, “Invocação do Mal” resiste como o grande acontecimento do gênero terror na década. Depois do filme derivado, “Annabelle”, lançado em 2014, é a vez da sequência, “Invocação do Mal 2”, chegar aos cinemas. Novamente dirigido por James Wan (“Jogos Mortais”), a produção traz para a tela outro caso real dos arquivos dos renomados demonologistas Ed e Lorraine Warren.

Reprisando seus papéis, a atriz indicada ao Oscar Vera Farmiga (de “Amor Sem Escalas” e da série de TV “Bates Motel”) e Patrick Wilson (da série de filmes “Sobrenatural”), protagonizam como Lorraine e Ed Warren, que em uma de suas investigações sobrenaturais mais aterrorizantes, viajam até o norte de Londres para ajudar uma mãe solteira com quatro filhos em uma casa assombrada por espíritos malignos.

Neste vídeo exclusivo da coluna, é possível conferir detalhes dos bastidores da produção.

Para incrementar a expectativa pelo filme, que chega aos cinemas na próxima quinta-feira (9), a Warner vai exibir em 28 salas do País, “Invocação do Mal” e “Annabelle” na véspera da estreia,  dia 8 de junho.

O que anda sendo dito sobre o filme na imprensa americana:

“Wan tem um dom que a maioria dos diretores de terror hoje em dia não têm: um feeling sobre a sua audiência – seu ritmo e pulsão, de como manipular um momento e praticamente controla sua respiração.” Owen Gleiberman, Variety

“A continuação traz sólidos momentos de pavor, mas não tem nada comparado a cena de ‘esconder e bater palmas’ com a atriz Lili Taylor no primeiro filme” Chris Nashawaty, Entertainment Weekly

“Enquanto a história parece um pouco mais hollywoodiana e menos real, o drama da família continua no centro das suas preocupações e isso é bastante eficiente” Kyle Anderson, Nerdist

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quarta-feira, 1 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 20:25

“Campo Grande” estreia nesta quinta-feira (2) nos cinemas do Rio e de São Paulo

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O excelente “Campo Grande”, terceiro filme da cineasta Sandra Kogut, estreia nesta quinta-feira (2) em seis salas do Rio de Janeiro e duas de São Paulo. A distribuição do filme, premiado nos festivais do Rio e de Havana, é da Imovision. A cidade carioca foi sede da pré-estreia do longa na última segunda-feira, 30 de maio, no Espaço Itaú Botafogo. A cineasta falou ao iG durante o Festival do Rio sobre a produção que versa tanto sobre abandono materno como sobre o caos urbano instalado no Rio de Janeiro. Confira aqui!

A diretora Sanda Kogut e as estrelas mirins de "Campo Grande" na pré-estreia carioca do filme (Foto: AgNews)

A diretora Sanda Kogut e as estrelas mirins de “Campo Grande” na pré-estreia carioca do filme
(Foto: AgNews)

O fundador da imovision, Jean-Thomas Bernardini, discursa antes da exibição do filme (Foto: Ana Paula Amorim)

O fundador da imovision, Jean-Thomas Bernardini, discursa antes da exibição do filme
(Foto: Ana Paula Amorim)

Crise política como janela da alma

O ano era 1963. O Brasil vivia um período turbulento, com o governo em crise, o Congresso em chamas, denúncias de corrupção na imprensa e um golpe a caminho. Neste país dividido, um brasileiro anônimo, Antonio Trindade, entusiasmado com as propostas de reformas do presidente João Goulart, sai de Minas Gerais com mulher Nancy Emediato e três filhos para tentar realizar em Brasília, cidade ainda em construção, o maior sonho de sua vida: achar o paraíso na terra. Este é apenas o ponto de partida do novo filme de André Ristum (“Meu País”), também em estreia em São Paulo. Eduardo Moscovis estrela.

Nada de Stallone!

Inédito nos cinemas brasileiros, “As Mercenárias” já está disponível para os brasileiros por meio da plataforma on demand Looke. A exemplo do que ocorre na versão masculina, a produção reúne atrizes que também tiveram o auge de suas carreiras nas décadas de 80 e 90. Zoe Bell (“Bastardos Inglórios”), Kristanna Loken (“Em Nome do Rei”), Vivica A. Fox (“Kill Bill”) e Brigitte Nielsen (“Rock IV”) encabeçam o elenco.  

 Em “As Mercenárias” a filha do presidente dos EUA é capturada e mantida presaUm time de elite feminino é convocado para infiltrar na prisão feminina local e realizar um ousado resgate. A locação custa R$ 9,90 e a aquisição definitiva do filme corresponde a R$ 29,90.

Foto: divulgação

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Bafos de Hollywood

Semana agitada para o jornalismo de celebridades. Se Hollywood está em polvorosa com  agitado divórcio de Johnny Depp e Amber Heard, em meio a denúncias de violência doméstica, Hollywood também se volta para um bafo, digamos, mais profissional. A atriz britânica Keira Knightley recentemente foi criticada pelo diretor John Carney, que a dirigiu no delicioso “Mesmo Se Nada Der Certo”. Carney disse ao “The Independent” que foi uma experiência pesarosa dirigir Knightley e que “jamais voltaria a trabalhar com supermodelos”. A atriz não se pronunciou, mas muitos cineastas que já trabalharam com ela, como Mark Romanek e Lynn Shelton, saíram em sua defesa. Resultado? Carney voltou atrás e se disse “envergonhado” por ter dito o que disse. Hollywood e suas estranhezas…

Keira e Carney: Nada de BFF  (FotoReprodução/ Eonline)

Keira e Carney: Nada de BFF
(FotoReprodução/ Eonline)

 

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Filmes, Notícias | 07:29

Destaque do Festival Varilux, comédia francesa “La Vanité” vê humor em suicídio assistido

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Com estreia prevista para 14 de julho nos cinemas brasileiros, “La Vanité” promete ser uma das melhores atrações do Festival Varilux de Cinema Francês que ocorre em 50 cidades brasileiras entre os dias 8 e 22 de junho.

Foto: divulgação

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Dirigido por Lionel Baier, o filme acompanha o drama de David Miller (Patrick Lapp). Muito doente, ele decide por fim à própria vida. Mas, apesar de seus melhores esforços para escolher o local, a data e o método, nada funciona como planejado. Todos aqueles que disseram que estariam ao seu lado deram para trás. David Miller não tem escolha a não ser contar com a ajuda de completos estranhos: Esperanza (a espanhola Carmen Maura), da associação de suicídio assistido, e Tréplev, um jovem prostituto russo no quarto ao lado. No final desta noite, que se destina a ser a sua última, será que a morte o levará?

A prestigiada publicação de entretenimento americana Variety disse que “o lado mais leve da eutanásia – se é que ele existe – é explorado com mais graça e bom humor do que se poderia esperar”.

Festival Varilux de Cinema Francês erá uma semana a mais de duração em 2016

Em entrevista, Baier admitiu que o ponto de partida para a inusitada trama surgiu de uma história que lhe foi contada sobre um garoto que se prostituía para pagar seus estudos e uma noite, em um hotel, no quarto ao lado, estava um homem e uma mulher que fariam o suicídio assistido. Isso mexeu comigo, a questão de que você pode ser a parede divisória de alguém que decidiu organizar sua morte e, como é típico na Suíça, decidiu fazer de uma forma muito metódica. A história se passa na Suíça, como ocorre com grande parte da filmografia de Baier, por uma razão muito simples. O país largou na frente na Europa no que toca à regulamentação da eutanásia.

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