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quinta-feira, 14 de julho de 2016 Filmes | 07:00

Polêmica com freiras grávidas durante a guerra move francês “Agnus Dei”

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Foto: divulgação

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Uma das principais estreias desta quinta-feira (14) é um filme francês que mostra freiras grávidas. A sinopse tentadora revela, mais uma vez, a ousadia da cineasta Anne Fontaine, reconhecida por filmes fortemente feministas e com boa dose de polêmicas como “Nathalie X”, em que uma mulher paga uma prostituta para seduzir seu marido; “Amor Sem Pecado”, em que duas mães vivem aventuras amorosas com os filhos uma da outra; “A Garota de Mônaco”, em que uma jovem garota se mostra uma habilidosa alpinista social; e “Gemma Bovery – A Vida Imita a Arte”, em que propõe uma releitura ambiciosa do clássico Madame Bovary.

Em “Agnus Dei”, filme que integrou o festival de Sundance em 2016 e fez parte da seleção do Varilux aqui no Brasil, acompanhamos Mathilde Beaulieu, interpretada por Lou De Laêge, uma jovem médica da Cruz Vermelha, na Polônia de 1945, encarregada de tratar sobreviventes franceses antes de serem repatriados. Ela é chamada para socorrer uma freira polonesa. Relutante no início, concorda em ir ao convento, onde trinta freiras beneditinas vivem afastadas do mundo exterior. Mathilde descobre que várias freiras, que engravidaram em circunstâncias dramáticas, estão a ponto de dar à luz. Aos poucos, surge entre a ateia e racionalista Mathilde e as freiras, ligadas às regras de sua vocação religiosa, relações complexas que aguçadas pelo perigo as tornarão cúmplices.

“Essa história  me  arrebatou.  Sem saber  bem  o  porquê,  eu  senti  que  tinha  uma  relação  muito pessoal com ela. A maternidade  e o questionamento da fé eram temas que eu tinha vontade de  explorar”, confessa a cineasta francesa. Fontaine revela no material divulgado à imprensa o desejo de “narrar aquilo que é indizível”. Para ela, o fato da Polônia ocultar essa verdade histórica corrobora com o fato de mulheres continuarem sendo vitimas de crimes dessa natureza em toda e qualquer guerra. “Esses  militares  (soviéticos) não julgavam estarem   cometendo   atos   repreensíveis:   aquilo tudo foi autorizado  pelos  seus  superiores  como  uma  recompensa  pelos  seus  esforços.  A  brutalidade que  eles demonstraram infelizmente ainda  acontece”.

A produção estreia em circuito limitado nas cidades de São Paulo, Santos, Campinas, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Maceió.

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2 comentários | Comentar

  1. 52 Kamila Azevedo 17/07/2016 11:44

    Estou bastante curiosa para ver “Agnus Dei”. Só tenho lido boas opiniões sobre este filme. Vou torcer para que estreie nos cinemas da minha cidade.

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  2. 51 JBM 15/07/2016 0:37

    A guerra e crueil em varios aspectos e a falta de honra nos homens e a causa de muitos males.

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