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quarta-feira, 20 de julho de 2016 Filmes | 19:10

“Dois Caras Legais” promove muitos reencontros no cinema

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O diretor Shane Blacke o produtor Joel Silver, à esquerda, no set de "Dois Caras Legais" (Foto: divulgação)

O diretor Shane Blacke o produtor Joel Silver, à esquerda, no set de “Dois Caras Legais”
(Foto: divulgação)

Kim Basinger e Russell Crowe já contracenaram em uma Los Angeles do passado no obrigatório e oscarizado “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997). Quase 20 anos depois, eles se reúnem uma vez mais em uma Los Angeles moribunda. Só que agora em “Dois Caras Legais”, um filme menos propenso a ganhar um Oscar, mas não menos obrigatório por causa disso.

Mas este não é o único reencontro que o filme que chega aos cinemas nesta quinta-feira (21) promove. Shane Black e o produtor Joel Silver também reeditam uma velha parceria. Silver, que pôs Black no mapa ao produzir o roteiro de “Máquina Mortífera”, também produziu a primeira incursão de Black como diretor, “Beijos e Tiros” em 2005. Em todos os casos, Los Angeles era o ponto em comum.

“Los Angeles nos anos 1970 era  uma cidade decadente, coberta  por  uma crosta de fumaça,  e a famosa  Hollywood Boulevard tinha se tornado uma fossa de  pornografia. Nesse cenário, você pega dois atrapalhados que tropeçam nos cadarços dos próprios  sapatos e acabam desbaratando essa conspiração gigante. Então, você tem uma conspiração, tem a decadência, e nosso desafio era saber quão inadequados esses dois caras poderiam ser para a cruzada que teriam que enfrentar”, diz Black em material divulgado à imprensa sobre o mote do filme .

“Eu acho que Shane tem uma voz cinematográfica única”, explica Silver. “Seus filmes não são comédias tradicionais; são filmes de ação com humor, o que lhes da uma estética diferente. Seus filmes são histórias sérias sobre caras durões, insensíveis. Há momentos cômicos ao longo do filme, mas as sequências de ação super elaboradas fazem com que o humor funcione ainda melhor.”

Black, sem deixar Los Angeles sair de vista, arremata: “O que foi interessante para mim é que algumas situações (no filme) não são muito diferentes das que ainda temos em Los Angeles. Havia corrupção, pânico em relação ao preço do combustível, medo da poluição… São  os  anos  1970, mas me pareceu um espelho maravilhoso para os problemas sociais que persistem ainda hoje”.

No vídeo abaixo, o cineasta fala um pouco mais sobre os dois personagens principais vividos por Russell Crowe e Ryan Gosling.

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