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Arquivo de julho, 2016

quarta-feira, 6 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 20:32

Cinema norueguês contemporâneo ganha mostra em São Paulo com sessões gratuitas

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Cena do filme "Eu Sou Sua", um dos destaques da mostra (Foto: divulgação)

Cena do filme “Eu Sou Sua”, um dos destaques da mostra
(Foto: divulgação)

Entra em cartaz nesta quinta-feira (7) na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, uma mostra que celebra o cinema norueguês contemporâneo. Fruto de parceria entre a Cinemateca Brasileira e a embaixada da Noruega, a mostra se estende até o dia 17 de julho.

O evento propõe-se revelar a filmografia atual do país, com títulos produzidos nos últimos anos, grande parte deles ainda inéditos no circuito comercial da cidade. Entre os destaques estão “Kon-Tiki”, de Joachim Rønning e Jesper Sandberg, sucesso em festivais recentes, “Victoria”, de Torun Lian, adaptação do romance homônimo de 1898, do vencedor do Prêmio Nobel, Knut Hamsun, os dramas teens de “Beije-me, cacete!”, de Stian Kristiansen, o juvenil “Amor de verdade”, de Anne Sewitsky e os documentários “Que se ouça o grito”, de Dheeraj Akolkar, “Parentes são eternos”, de Frode Fimland e “Corações valentes”, de Kari Anne Moe.

Todas as sessões têm entrada franca. É possível obter mais informações e conferir a programação completa da mostra no site da Cinemateca.

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Críticas, Filmes | 18:46

“Janis: Little Girl Blue” revela conflituosa Janis Joplin por trás do ícone do rock

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Estreia nesta quinta-feira (9) nos cinemas paulistanos, o documentário “Janis: Little Girl Blue”. Com distribuição da Zeta Filmes, a produção chega Janischancelada por diversos festivais de cinema mundo afora como Veneza, Toronto e Londres. Além, é claro, do Festival do Rio, onde o filme foi uma das atrações em 2015.

A produção consumiu sete anos de Amy J. Berg, diretora e roteirista da produção. O filme aprofunda-se na breve carreira e na intimidade de Janis Joplin, por meio de imagens de arquivo – algumas das quais inéditas –, correspondências pessoais de Janis e entrevistas com ela e seus contemporâneos. Sua única passagem pelo Brasil também é mencionada no filme, que é acima de tudo repleto de trechos de performances ao vivo de suas canções mais icônicas, tanto em sua fase com a Big Brother & The Holding Company como de sua carreira solo.

“Janis: Little Girl Blue”, que empresta de uma das mais tristes canções de Janis seu título, evita conjecturas sobre o destino trágico da cantora, morta aos 27 anos vítima de uma overdose de heroína, mas expõe diversas interpretações a respeito do que poderia ter acontecido. Dessa forma, permite ao público construir sua própria narrativa – romântica ou cética – do que aconteceu com a primeira mulher a acontecer no rock.

Mas o crepúsculo de Janis Joplin, ainda que cinematograficamente cativante, não é o destaque do filme. Ele se ocupa de desnudar o ícone e revelar a mulher, cheia de inseguranças e dotada de um otimismo contrastante com seu mergulho cada vez mais definitivo no mundo das drogas.

“Janis: Little Girl Blue” é daqueles filmes que falam mais ao coração dos fãs, mas que tem muito a dizer a quem entrar no cinema por mero acaso.

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Atores, Curiosidades | 07:00

Ícones do cinema de ação, Stallone, Diesel, Statham, Ford e Schwarzenegger fazem aniversário em julho

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Stallone em uma de suas cenas mais memoráveis: ator chega aos 70 anos no melhor momento da carreira (Fotos: divulgação)

Stallone em uma de suas cenas mais memoráveis: ator chega aos 70 anos no melhor momento da carreira
(Fotos: divulgação)

Nesta quarta-feira (6), um dos maiores ícones do cinema de ação completa 70 anos de idade. Estamos falando, é claro, de Sylvester Stallone. O ator americano, que voltou aos holofotes no início do ano ao ganhar o Globo de Ouro e concorrer ao Oscar por interpretar o icônico Rocky Balboa em “Creed: Nascido para Lutar”, chega aos 70 anos com muita saúde e disposição. Além de estar plenamente ativo em Hollywood. Ele está creditado em quatro filmes que serão lançados até o fim de 2017, entre eles a aguardada sequência de “Guardiões da Galáxia”.

O mais curioso desse mês de julho é que ele reúne entre seus aniversariantes estrelados, muita testosterona. Além de Stallone, outros ícones do cinema de ação sopram velinhas no mês. São eles Harrison Ford, que completa 74 anos no próximo dia 13; Vin Diesel, que no dia 18 faz 49 anos; Jason Statham, que também chega aos 49 anos no dia 26; e Arnold Schwarzenegger. O gigante austríaco, ex-governador da Califórnia e eterno exterminador do futuro completa 69 anos no dia 30.

Stallone, Statham e Schwarzenegger em cena de "Os Mercenários": todos sopram velinhas em julho

Stallone, Statham e Schwarzenegger em cena de “Os Mercenários”: todos sopram velinhas em julho

Caprichos do destino ou não, julho pode ser percebido como o mês da ação no cinema e o canal Megapix teve esse estalo e programou a exibição de filmes estrelados por esses astros para os dias de seus aniversários. A brincadeira começa nesta quinta-feira (6) com “Rocky IV”, que será exibido às 11h25. No dia 13, o canal exibe “Indiana Jones e a Última Cruzada” às 10h55. O super badalado “Velozes e Furiosos” é a escolha para homenagear Vin Diesel no dia 18 às 12h10. O inglês Statham é celebrado com “Corrida Mortal” às 12h05 no dia 26. A maratona de homenagens se encerra com “O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas” às 14h30 do dia 30.

Como Sylvester Stallone chega à empoderada marca dos 70 anos, vale a pena estender as comemorações com os filmes disponíveis no Telecine Play.  Além de todos os filmes da franquia eternizada pelo astro, “Rocky – Um Lutador”, “Rocky II – A Revanche”,” Rocky III – O Desafio Supremo”, “Rocky IV” , “Rocky V” e “Rocky Balboa”, estão disponíveis na plataforma online outros títulos de seu extenso currículo como “Os Mercenários 3”, “Rota de Fuga” – em que divide a cena com Schwarzenegger, “Daylight” e “Oscar – Minha Filha Quer Casar”.

Celebrar algumas das figuras mais icônicas do cinema de ação no mês de julho parece um ritual necessário para quem curte o gênero. Não vai faltar adrenalina!

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segunda-feira, 4 de julho de 2016 Diretores | 21:11

Morre Abbas Kiarostami, cineasta que radiografou o Irã, o homem e soube registrar o mundo como ninguém

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O cinema perdeu uma de suas principais forças criativas com a morte do cineasta iraniano Abbas Kiarostami. A notícia foi confirmada nesta segunda-feira (4) pela agência de notícias iraniana Isna. Diagnosticado com um câncer gastrointestinal, Kiarostami se tratou em Paris e, inclusive, submeteu-se a uma cirurgia em junho.  O diagnóstico veio em março e o câncer, como atesta a morte no princípio de julho, foi feroz e impiedoso.

“Gosto dos filmes que fazem as pessoas dormirem”, disse certa vez o vencedor da Palma de Ouro em Cannes com “Gosto de Cereja” em 1997. A frase, ainda que contextualizada por seu caráter anedótico, diz muito sobre o artista Kiarostami. Dono de um cinema altivo e que busca a reflexão contínua e intermitente sobre a vida e suas idiossincrasias, o iraniano filmou seus últimos filmes fora de seu país, assim como alguns dos mais expressivos cineastas de lá como Jafar Panahi e Asghar Farhadi.

Leia também: “Cópia Fiel” é cinema de questionamento 

Sua filmografia congregava rigor narrativo, força etérea e estupor visual. Produções como “Close-up”, a primeira a lhe atribuir alguma visibilidade internacional, dialogam com obras mais reverenciadas e famosas como “Cópia Fiel” em níveis que apenas estudiosos do cinema parecem compreender. Abbas Kiarostami é propulsor de um cinema que se pretende acadêmico, mas não aliena o público que nele pretende imergir.

À Folha, a diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo Renata Almeida, amiga do diretor e que a ele proveu grande espaço no festival paulistano, disse que Kiarostami foi um “poeta visual”.

“De todos os diretores iranianos, ele foi um que conseguiu viajar, filmar em vários lugares. Era universal. Tinha muita poesia. Originalidade. Não era nem o maior cineasta iraniano, era um dos maiores cineastas do mundo. Ponto. Isso é surpreendente”, observou. Para ela, em qualquer lugar que se predispusesse filmar, Kiarostami tinha o talento e a sensibilidade para registrar algo novo, próprio. “Uma perda imensa para as artes”.

“Cópia Fiel”, que assim como a grande maioria dos filmes de Kiarostami a partir de meados da década de 90, integrou a competição oficial do festival de Cannes, talvez seja o seu filme definitivo.  Na produção rodada na Itália, um crítico de arte e um amor do passado discutem o valor da arte e de como a cópia pode reafirmar esse valor, com paralelos na vida e nas relações amorosas. É o filme que melhor traduz, hoje, o gênio de Kiarostami e merece ser elevado ao posto de seu testamento artístico.

O cineasta ao lado da atriz Juliette Binoche no set de "Cópia Fiel" (Foto: divulgação)

O cineasta ao lado da atriz Juliette Binoche no set de “Cópia Fiel”
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Críticas, Filmes | 20:16

Transformações da China e suas reminiscências permeiam o solar “As Montanhas se Separam”

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Foto: divulgação

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O cinema de Zhang-Ke Jia é tradicionalmente constituído por elipses, sutilezas e abstrações que costumam embalar uma produção visualmente robusta e narrativamente cheia de camadas. Com “As Montanhas se Separam” (China, 2015) não é diferente.

Depois de fazer uma crítica ferrenha à sociedade e cultura chinesa, bifurcada entre os sistemas capitalista e comunista, em “Um Toque de Pecado”, Jia volta a tratar do choque entre a China moderna e a China tradicional, mas a partir de um prisma completamente novo, oxigenado e criativo.

O filme se passa em três momentos. Em 1999, 2014 e 2025 (neste segmento, ambientado na Austrália, o filme passa a ser falado majoritariamente em inglês, feito até então inédito na carreira do cineasta).

Sua mulher e atriz-fetiche, Zhao Tao, interpreta Tao, a mulher dividida na juventude entre dois amores: Jinsheng (Zhang Yi) e Lianzi (Jing Dong Liang). O primeiro, empreendedor e entusiasta da cultura ocidental, surge como um grande empresário. O segundo, um modesto empregado numa mina de carvão, de quem Tao parece apreciar mais a companhia.

Esse primeiro ato é todo construído de maneira arquetípica e, não à toa, Tao é uma metáfora pronta da China dividida entre seus valores tradicionais e o capitalismo selvagem.  Quando Jinsheng compra a mina de carvão em que Lianzi trabalha, a batalha pelo “controle” do coração de Tao se acirra e ela é forçada a fazer uma escolha.

Há belas cenas que individualmente acrescem vigor narrativo ao todo, como quando Lianzi vislumbra um felino enjaulado.  No terceiro ato, focado em Dollar (Dong Zijang), filho de Tao e Jinsheng,  e passado na Austrália, percebemos no foro íntimo do personagem o seu flagelo e consternação e, novamente, flagramos uma China em crise de identidade. O personagem sequer se lembra de como falar chinês.

Dollar busca desesperadamente se reconectar com seu passado (e o passado de seu país) e sua mãe. No futuro imaginado por Jia, há aulas para se conhecer mais sobre a cultura chinesa e o estranhamento das circunstâncias dos personagens, todos desconfortáveis com o estado das coisas e com suas atuações para tal, salta aos olhos do espectador com poesia incontida. “Acho que precisamos sofrer para saber que amamos”, diz uma personagem em determinado momento. A frase, e o contexto em que ela é proferida, deixam claro que apesar da atenção à crítica político-social, e de sua eloquência, “As Montanhas se Separam” jamais perde de vista o componente humano. São características que, combinadas, elevam o novo filme de Zhang-Ke Jia ao patamar de obra de arte.

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