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terça-feira, 2 de agosto de 2016 Críticas, Filmes | 16:47

“Esquadrão Suicida” é filme sem medo de ser pop

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Foto: divulgação

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E se o próximo Superman arrancar o telhado da Casa Branca e sequestrar o presidente dos EUA? Essa premissa, discutida em uma reunião com as principais autoridades da defesa dos EUA no primeiro ato de “Esquadrão Suicida”, é a base fundadora do filme de David Ayer que chega nesta quinta-feira (4) aos cinemas brasileiros e que o Cineclube já assistiu.

Amanda Waller, interpretada com fúria silenciosa por Viola Davis, propõe o seguinte ao governo dos EUA: pegar a escória entre a escória e colocá-los para ser uma linha de defesa dos EUA em face da crescente ameaça dos meta-humanos.

Leia também: Foi difícil retratar a sociopatia de minha personagem, diz Viola Davis sobre “Esquadrão Suicida”

Apesar da resistência inicial, a ideia é encampada e o “Esquadrão Suicida”, composto por Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), El Diablo (Jay Hernadez), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Magia (Cara Delevingne) e Amarra (Adam Beach), ganha forma com os reforços do coronel Rick Flag (Joel Kinnaman) e Katana (Karen Fukuhara).

Depois de um primeiro ato desenhado para apresentar os personagens, “Esquadrão Suicida” apresenta uma escalada de ação, regada a piadinhas no melhor estilo “casa das ideias”. Há uma versão do diretor submergida em uma produção destinada para as massas. “Esquadrão Suicida” é um filme que mete o pé na porta querendo muito ser pop e o é com muita música, fan service (toda a participação do Coringa, extremamente dispensável, nada mais é do que um fan service sofisticado) e essa ideia boa demais que não é explorada a contento. Esses seres, de certa forma, especiais, mas profundamente marginalizados em “um mundo de monstros e homens que voam”, como tão bem define Amanda Waller em um dado momento.

Leia mais: Pressionado, “Esquadrão Suicida” detém o futuro da DC nos cinemas

A dicotomia entre bem e mal, desses personagens que se identificam como vilões, mas são compelidos a atuar, ainda que de forma violenta, para os bonzinhos, existe somente pelo hype. Algo que pode ser percebido na caracterização do Pistoleiro de Will Smith. Esse cara mau com o ponto fraco que é a filha dele ganha a mesma coloração de outros heróis vividos pelo ator como James West (“As Loucas Aventuras de James West”), agente Jay (“MIB – Homens de Preto”) e o capitão Steven Heller (“Independence Day”).  Não há uma reflexão legítima sobre as circunstâncias que esses personagens se encontram.  Talvez seja o El Diablo, o único da trupe com superpoderes de fato e que aos poucos renuncia a uma autoimposta abstinência deles, que com seu arco enseje algum tipo de luz nesse sentido.

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4 comentários | Comentar

  1. 54 Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura » Entenda como “Esquadrão Suicida” virou o abacaxi do ano 15/08/2016 15:07

    […] às demandas do estúdio. É muito perceptível e este foi o tom das primeiras impressões da coluna, bem como da crítica do filme no iG, que há dois filmes brigando para existir em “Esquadrão […]

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  2. 53 Olha ela! Cinco razões que fazem de  “Esquadrão Suicida” um filme da Arlequina | O Pioneiro 04/08/2016 16:28

    […] Suicida”, as críticas começaram a pipocar e dividir opiniões entre os que já assistiram. O iG conferiu o filme e estamos aliviando (ou alimentando) a curiosidade daqueles que vão conferir o longa a partir da […]

    Responder
  3. 52 Marco 03/08/2016 7:39

    Texto extremamente mal escrito. A dificuldade em se ler os nomes estrangeiros já é grande para a maioria dos leitores, misturada ainda, a uma escrita prepotente e com palavras difíceis, torna o texto incompreensível.

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  4. 51 Por que tão sério? O que difere os Coringas de Jared Leto e HeathLedger | O Pioneiro 03/08/2016 7:28

    […] iG teve a oportunidade de conferir o filme de antemão e temos o prazer de informar para quem está aflito: o Esquadrão realmente […]

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