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terça-feira, 18 de abril de 2017 Filmes | 19:26

“Velozes e Furiosos 8” dá protagonismo absoluto da série a Vin Diesel

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Franquia dá partida em nova trilogia que deve ter Vin Diesel como protagonista absoluto e aposta maior no humor. Filme já estraçalhou recordes em seu primeiro fim de semana em cartaz

Vin Diesel e Charlize Theron em cena de "Velozes e Furiosos 8": filme bateu recorde de "O Despertar da Força" e é a maior bilheteria de abertura da história

Vin Diesel e Charlize Theron em cena de “Velozes e Furiosos 8”: filme bateu recorde de “O Despertar da Força” e é a maior bilheteria de abertura da história

É louvável o esforço criativo que produtores e roteiristas de “Velozes e Furiosos 8” fizeram para que o filme funcione dramaticamente e dentro da franquia. Não é fácil dar torque a uma série tão longeva e que já passou por tantas reinvenções. Chris Morgan, responsável pelo roteiro desde quando Vin Diesel voltou à franquia, em “Velozes e Furiosos 4”, revirou o passado de Dominic Toretto (Diesel) para armar o conflito central do novo filme.

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Em “Velozes e Furiosos 8” Dom se volta contra sua “família” e a razão de fazê-lo, chantageado pela ciberterrorista Chyper (Charlize Theron), é um desses arranjos que Morgan propõe. Há outros e todos eles funcionam com a condescendência do espectador, que já a utiliza para tolerar os exageros e excessos envolvendo as cenas de ação, cada vez mais espetaculares e amalucadas.

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É dramaticamente eficiente ver Toretto, um personagem que foi apresentado ao público como vilão, instigado a voltar à criminalidade. Por outro lado, trata-se de um subterfúgio narrativo, já que o público sabe logo que ele está sendo chantageado e o elemento que qualifica a chantagem. De todo modo, a premissa serve a outro propósito, a de viabilizar Diesel como protagonista absoluto da franquia. Com a morte de Paul Walker, seu personagem é referenciado algumas vezes no novo filme, esse era um dos caminhos a se seguir – uma vez que já temos dez filmes da franquia confirmados. Outra possibilidade era abrir o show para os coadjuvantes. Morgan é esperto e trabalha bem com essa possibilidade. Além do Luke Hobbs de Dwayne “The Rock” Johnson, os personagens de Jason Statham e Kurt Russell ganham em importância e apelo no oitavo filme.

A trupe de coadjuvantes reunida: elenco maior e melhor

A trupe de coadjuvantes reunida: elenco maior e melhor

A flexibilidade entre mocinhos e vilões sempre foi um dos elementos vitais da série e a atual fase da franquia capitaliza isso muito bem. A personagem de Charlize Theron, por exemplo, que apesar de surgir só agora já dava as cartas pelo menos desde o sexto filme – pelas atualizações propostas por Morgan – tem potencial para ser a vilã principal dessa nova trilogia.

Theron, aliás, é um dos acertos do filme. Se Statham capricha no timing cômico e Helen Mirren é um mimo e tanto, a atriz dá a sua vilã toda pujança e canastrice esperadas de um vilão de “Velozes e Furiosos”. É possivelmente a melhor vilã da franquia.

Kurt Russell, como o Sr. Ninguém, um papa da CIA que trabalha com a equipe de Dom, se diverte em cena e pode muito ser percebido como uma metáfora do público nesse verdadeiro parque de diversões que é a franquia.

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O diretor F. Gary Gray, que já havia dirigido Theron e Statham em “Uma Saída de Mestre” – que também envolvia fugas em carros – , não oferta grandes cenas de ação, mas investe (bem) no humor. Além do mais, sob sua direção, as cenas com carros voltam a ocupar um bom espaço no filme.

“Velozes e Furiosos 8” se resolve como um dos filmes mais divertidos da franquia. Não é nem de longe o melhor, mas ganha pontos por reinventar – mais uma vez – uma série acidental e ostensivamente lucrativa. É um filme para consumir a pipoca com gosto!

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2 comentários | Comentar

  1. 51 Kamila Azevedo 20/04/2017 9:08

    Não assisti ainda a “Velozes e Furiosos 8”, mas não me surpreende que o filme enfoque agora somente a figura de Vin Diesel. Com a morte de Paul Walker, a personagem dele que virou o grande protagonista da série. Os demais são somente coadjuvantes.

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